As autoridades de saúde estão em alerta para o aumento de casos de dengue no Brasil. Em 2024, o país enfrentou a maior epidemia da doença, com recordes de casos e de mortes, e a preocupação é que números alarmantes aconteçam também neste ano.

Em relação ao número de casos, foram mais de 1 milhão em 2023, e mais de 6 milhões no ano passado. Em 2023, mais de mil pessoas morreram de dengue, e no ano passado foram mais de 6 mil vítimas.

“A dengue é um problema de saúde pública muito sério. Nós sentiremos o efeito da vacinação ao lingo do tempo, mas a dengue frequenta a nossa vida neste momento. Então é muito importante que as pessoas continuem com a higienização de seus domicílios e de seus terrenos, eliminando recipientes que tenham água parada fazendo o destino adequado do resíduo sólido, do lixo. É importante manter todas as estratégias de combate ao mosquito vetor, que é o Aedes aegypti”, diz Éder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

Em 2025, até o momento, são 104 mil casos prováveis de dengue, com 120 mortes em investigação e 21 mortes confirmadas. Além do aumento dos casos, autoridades também estão preocupadas com o desinteresse de brasileiros pelas vacinas contra a doença.

“Essa sensação de que a dengue acalmou ou de que epidemia de 2024 já passou tem feito com que muitas famílias, muitos adolescentes, não tenham terminado o esquema (vacinal) que começaram. Para adquirir a proteção contra a doença, a vacina só atinge esse objetivo quando são aplicadas as duas doses. Uma única dose não garante proteção, quanto mais a longo prazo”, diz o pediatra infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunização da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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