O relógio de pêndulo do século 17, obra rara do relojoeiro francês Balthazar Martinot, voltou ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (7) após ser completamente restaurado na Suíça. A peça, feita de bronze antigo e casco de tartaruga, será exposta durante a cerimônia que marca os dois anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Trazido ao Brasil por Dom João VI em 1808 como presente da monarquia francesa, o relógio foi destruído por Antônio Cláudio Alves Ferreira, um bolsonarista identificado pelas câmeras do Planalto. Ele foi condenado pelo STF a 17 anos de prisão e cumpre pena em regime fechado desde dezembro de 2024.

A obra é uma das duas únicas criações de Martinot no mundo, sendo a outra exibida no Palácio de Versailles, na França. O relógio é considerado um marco histórico e símbolo da reconstrução democrática no Brasil.

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