A presidência brasileira no G20 está focada na taxação internacional das grandes fortunas. Este tema avança nas negociações para ser incluído em uma declaração exclusiva dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais, que se reunirão no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de julho. A informação foi confirmada pela secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito, que coordena a Trilha de Finanças do G20.

Rosito antecipou que o grupo deve emitir três declarações formais: uma sobre cooperação tributária internacional, incluindo a taxação dos super-ricos; outra sobre bancos multilaterais, arquitetura financeira, fluxo de capitais e clima; e uma terceira com linguagem geopolítica. A proposta de taxação dos super-ricos, defendida pelo presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pode arrecadar cerca de US$ 250 bilhões anuais, afetando cerca de 3 mil indivíduos globalmente.

A presidência brasileira adotou a postura de emitir declarações separadas para evitar que divergências geopolíticas, como as relacionadas aos conflitos na Ucrânia e Gaza, impeçam o consenso. Essa estratégia foi destacada como uma vitória da diplomacia brasileira pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

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