Antônio Campos é advogado militante, foi conselheiro federal da OAB, detentor da Medalha Raimundo Faoro.
É Membro da Academia Pernambucana de Letras, palestrante e já publicou 17 livros.
Foi presidente do Instituto Miguel Arraes, por 10 anos.
Foi presidente da Fundação Joaquim Nabuco e candidato a prefeito de Olinda, tendo chegado ao segundo turno com 55.995 votos.

ENTREVISTA COM ANTÔNIO CAMPOS, 08.11.23

1. QUAL O MAIOR PROBLEMA DE OLINDA NO ATUAL MOMENTO?

 A falta de uma gestão transparente e eficaz no trato do dinheiro público e na gestão da cidade.

2. COMO AVALIA A GESTÃO DO PROFESSOR LUPÉRCIO?

Se Lupércio é professor, ele não sabe lecionar gestão, nem aprendeu contabilidade pública, mas apenas privada. Olinda perdeu em sua gestão cerca de R$ 100 milhões do PAC Cidade Histórica e está arriscado a ser o único município a não receber os recursos do FUNCEF, prejudicando professores e o município, entre outros problemas.

Tem se mostrado um bom professor de gestão de interesse pessoal e um professor nocivo à gestão pública. Sua obsessão em eleger a sua mulher não obteve sucesso e agora a sua obsessão em eleger uma sobrinha por afinidade também não terá. Para esse intento, está vendendo a alma aos mercadores e loteando a Prefeitura, numa prática antidemocrática de cooptação de partidos.

Lupércio é o novo Newton Carneiro da política pernambucana, com seu falso populismo e falta de compromisso com uma gestão eficaz.

3. PORQUE O SENHOR É PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE OLINDA?

Olinda é uma paixão e Olinda está precisando daqueles que realmente têm compromisso com ela. Representamos as forças que querem a mudança de verdade em Olinda e nesses últimos anos estivemos no campo da oposição, apontando os erros e poucos acertos da atual gestão.

Como um gestor cultural quero transformar Olinda na Capital Criativa do Nordeste.

 A cidade é feita para as pessoas.  Olinda tem mais de 100 mil habitantes em insegurança alimentar. Serei um Arraes novo em Programas Sociais para os jovens, idosos e para a população carente de Olinda.

4. QUAL A DIFERENÇA DE SUA CANDIDATURA PARA AS DEMAIS NO CAMPO DE OPOSIÇÃO?

Em Olinda, nos últimos 20 anos, nunca fui situação, nunca apoiei a atual desastrosa gestão e temos um projeto viável para a cidade, que estamos construindo com os olindenses e cuja primeira versão do plano estaremos apresentando em novembro, para ampliar a discussão.

5. COMO É SUA RELAÇÃO COM O GOVERNO LULA E O GOVERNO RAQUEL LYRA?

Tenho admiração e diálogo com a governadora Raquel Lyra, que pegou um Estado com muitas dificuldades e está arrumando a casa.

Já fui eleitor de Lula e sou amigo de sua família, tendo uma relação próxima e de diálogo. Tenho também uma relação próxima com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que admiro e tenho muito apreço.

Este ambiente de diálogo facilitará a relação de Olinda com os poderes e atração de recursos.

Gostaria de registrar também que tenho conhecimento e relação com vários órgãos internacionais de financiamento de projetos governamentais.

6. O SENHOR FOI PRESIDENTE DA FUNDAJ NO GOVERNO BOLSONARO. COMO AVALIA ISSO?

Fui indicado para presidir a Fundação Joaquim Nabuco pelo senador Fernando Bezerra Coelho e servi ao Governo Brasileiro. Minha gestão na Fundaj mostrou independência, muitas entregas no setor cultural e de educação, que são reconhecidas por vários segmentos no Nordeste.

Preservei a Fundaj e não admiti intromissões ou quaisquer atos que impedissem a livre manifestação cultural ou de pensamento naquele órgão, num tempo difícil.

7. O QUE É O MOVIMENTO OLINDA QUER MAIS?

Um movimento coordenado por mim e pelo advogado Paulo Sales, que visa identificar e discutir os problemas de Olinda, traduzido numa Proposta Inovadora de Plano de Governo.

8. QUAL É O SEU PROJETO PARA A CULTURA DE OLINDA?

Atrair investimentos na área de economia criativa, criando uma lei própria de incentivos fiscais e dando infraestrutura necessária para que o Polo de Economia Criativa se desenvolva, dialogando com outros polos de economia criativa do Nordeste, do Brasil e do mundo.

Olinda tem um grande carnaval, um grande acervo histórico, uma bela paisagem natural, um celeiro de grandes artistas e um povo alegre e criativo, tudo que é necessário para transformar a Marim dos Caetés na Capital Criativa do Nordeste.

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