Antônio Carlos Figueira
Médico, ex-presidente do Imip e presidente da FPS

No curso das nossas vidas, encontramos com pessoas que após efêmero contato nos abandona completamente a memória. Com outras tantas, estabelecemos convívios mais duradouras sem que isso seja capaz de nos marcar, influenciar na nossa caminhada, decisões ou no nosso modo de encarar o futuro.

Alguns afortunados ajudados pelas circunstâncias têm a oportunidade de encontrar com indivíduos especiais, daqueles que mesmo com os defeitos que a humanidade nos impõe, são capazes de torná-los ínfimos diante do exemplo que podem nos dar, transformando nossas vidas. Estas são pessoas inesquecíveis. São capazes de mudar nossa visão do mundo, ajudar nas decisões mais difíceis, orientar nas encruzilhadas éticas mais traiçoeiras, de estimular diante de obstáculos que pensávamos intransponíveis e estar presente e incentivar em momentos nos quais falhamos. Tudo isso sem precisar fazer sermões doutrinários ou aulas magistrais, apenas pelo exemplo, pelas suas atitudes e comportamentos.

No meu caso, fui muito mais que um afortunado, além de conhecer algumas pessoas como essas, dentre elas estava meu próprio pai Fernando Figueira. Convivi com um homem sempre angustiado com a injustiça social, com a pobreza e que elegeu a criança brasileira e nordestina como o seu principal foco de preocupação e cuidado. Realizou muitos feitos na saúde do estado, criou a Fusam, Lacem, Hemope, Cisam, Ceon e a Academia Pernambucana de Medicina.

Dentre todas essas realizações, tenho certeza de que o Imip e a Faculdade Pernambucana de Saúde- FPS eram os seus sonhos mais acalentados e de especial carga de afeto e carinho.

O Imip, que iniciou cuidando da criança, depois o binômio materno infantil e que, finalmente, cuida da saúde integral de toda a família – sempre atuando com ética, respeito, humanidade e competência técnica. Sendo assim, tornou-se um Hospital de Clínicas que atende desde a atenção primária e a saúde do indígena até os transplantes de coração, medula e outros.

O Imip é uma instituição de 63 anos, que se dedica exclusivamente ao SUS e, por esta opção, luta diuturnamente pela sua perenidade, é um patrimônio da sociedade pernambucana.

A Faculdade Pernambucana de Saúde-FPS foi idealizada por Fernando Figueira, em 1989, e foi também planejada por 15 anos para transformar a graduação nos cursos de saúde. Tudo isso com o intuito de já na graduação garantir uma formação ética, humanística, tecnicamente competente, mas sem abandonar nunca a visão e o compromisso com a saúde coletiva do nosso povo mais vulnerável.

A FPS é uma instituição de vanguarda, sem fins econômicos, atualmente considerada pelo MEC como Instituição Comunitária de Ensino Superior. E, assim como o Imip, a FPS tem a missão de servir à nossa sociedade. Essas duas instituições representam o pensamento e a ação de Fernado Figueira, mesmo depois que ele nos deixou, há 20 anos.

E é por isso que me vem à mente a certeza de que o Imip e a FPS continuarão por muitas décadas cumprindo fielmente suas missões sociais!

Fonte:Blog do Finfa

2 Comentários

  1. Partilho de opinião similar. Excelente texto. Entendo que Dr. Antônio Carlos dos Santos Figueira contribuiu à saúde pernambucana na escalada empreendida por Dr. Antônio Carlos. Em seu silêncio e reserva, deu vida ao sonho de Dr. Fernando Figueira, implementando um polo acadêmico e de formação profissional. Reconhecidos pela excelência, destacada em vínculos de cooperação nacional e internacional, junto a instituições brasileiras, europeias e americanas de excelência.

    Inspirado pela autodeterminação que o movia, reviveu hospitais, ora esquecidos e desativados. Onde o espírito beneficente é refletido no amparo e calibre dos profissionais postos a serviço do acolhimento e socorro.

    Combateu as filas inóspitas de pacientes que jamais seriam atendidos, porque encontrariam o fim na espera. Revolucionou o acesso à saúde pernambucano, erguendo-o à exemplo emblemático de destaque nacional. Em tal contexto, resta impossível estimar quantas vidas foram salvas por seu trabalho.

    O Dr. Antônio Carlos empreendeu, educou, capacitou e gerou empregos, não em causa própria, e sim pela criação de nova estrutura de acesso à saúde. O Dr. Antônio Carlos, permaneceu a maior figura pioneira da saúde pernambucana.

  2. Revisão

    Partilho de opinião similar. Excelente texto. Entendo que ninguém contribuiu à saúde pernambucana na escala em que empreendida pelo Dr. Antônio Carlos dos Santos Figueira. Em seu silêncio e reserva, deu vida ao sonho de Dr. Fernando Figueira, implementando um polo acadêmico e de formação profissional. Reconhecidos pela excelência, destacada em vínculos de cooperação nacional e internacional, junto a instituições brasileiras, europeias e americanas de excelência.

    Inspirado pela autodeterminação que o movia, reviveu hospitais, ora esquecidos e desativados. Onde o espírito beneficente é refletido no amparo e calibre dos profissionais postos a serviço do acolhimento e socorro.

    Combateu as filas inóspitas de pacientes que jamais seriam atendidos, porque encontrariam o fim na espera. Revolucionou o acesso à saúde pernambucano, erguendo-o à exemplo emblemático de destaque nacional. Em tal contexto, resta impossível estimar quantas vidas foram salvas por seu trabalho.

    O Dr. Antônio Carlos empreendeu, educou, capacitou e gerou empregos, não em causa própria, e sim pela criação de nova estrutura de acesso à saúde. O Dr. Antônio Carlos, permaneceu a maior figura pioneira da saúde pernambucana.

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