FILHO DE PEIXE…

peixinho é

Por Marcos Lima
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A expressão “Filho de peixe, peixinho é” significa que alguém é muito semelhante ao pai ou à mãe, em aparência ou personalidade. E, se tivermos oportunidade de comparar cada ser humano com os seus pais, verificaremos que esta máxima tem tudo a ver.
E são muitas as provas desse fenômeno.
Nos esportes, costumamos ter muitas demonstrações de filhos que lembram e se igualam aos pais, às vezes até jogando pelas mesmas equipes que seus pais jogam – ou jogaram.
No futsal, uma repetição dessa cópia tem chamado a atenção.
Trata-se de Matheo (Matheo Torres Ignatiuk), de 11 anos, que joga na Associazione Sportiva Dilettantistica Futsal Pistoia, da Itália, categoria infantil.
O pequeno craque tem demonstrado muita intimidade e muita técnica com a bola pesada, em participações nas partidas da sua equipe, em que tem levado os torcedores ao delírio.
No primeiro vídeo, abaixo, dá para se observar alguns lances do pequenino craque.
O seu pai, Tiago Ignatiuk, o Tiago Guina, continua jogando e encantando os amantes do futsal, com jogadas de craque, como as que podem ser vistas no segundo vídeo, em jogo pelo Campeonato de Futsal da Itália no último domingo (15). Impressionante como, aos 37 anos, ele ainda vem dando shows de exibição e mostrando aos italianos como se trata uma bola.
Aliás, o Tiago Guina é, também, técnico de divisões infantis e, atualmente, concomitantemente com sua participação no campeonato italiano, como jogador, ele participa como técnico de futsal justamente do… Pistoia, o time do Matheo.
Quando Guina jogava no Mouvaux Lille Métropole Futsal, na França, Matheo chegou a jogar num time da Bélgica (que fica a mais ou menos 650 km de distância da França), o Selaklean Thulin Futsal.
Um pouco da história de Tiago Guina no futsal

jogava no Flamento (RJ), aos 15 anos
Tiago de Almeida Ignatiuk Wanderley, O Guin, nasceu em 11 de junho de 1985 no Rio de Janeiro.
No Brasil, Guina jogou em várias equipes no Rio, São Paulo, Minas, Joinville, Petrópolis, além da seleção brasileira.
Fora do país, jogou em equipes de futsal do Kuwait, França, Espanha e de vários outros países.
Em janeiro de 2015, após três anos no Kuwait, Guina ingressou no clube brasileiro ADC Intelli em Orlândia (SP). Em novembro de 2015, Guina marcou os dois gols de seu time Orlândia na segunda partida das quartas de final da Copa Paulista.
Em novembro de 2018, Tiago Guina assinou na segunda divisão francesa, no Orchies Pévèle FC. Lá, encontrou Lucas Diniz e Conrado Sampaio, que conheceu no Brasil e que o convenceram a assinar com a OPFC, substituindo Cristiano Scandolara que voltou ao Brasil por motivos familiares.
Guina transferiu-se para o norte da França com a mulher e os filhos. A sua equipe venceu no seu grupo e foi promovida ao D1 do campeonato francês, terminando na 2ª colocação, quando a competição parou por conta da Covid-19. Autor de dez gols no campeonato, Guina foi eleito o melhor jogador do clube e o segundo melhor jogador do campeonato.
Na seleção nacional
Guina fez parte da seleção brasileira que participou da Copa das Confederações de Futsal, disputada no início de 2014 no Kuwait. A seleção terminou em 3º lugar, mas Guina deixou seu nome gravado na história do futsal nacional.
Em novembro de 2018, já contratado na França pelo Orchies Pévèle FC, Tiago Guina marcou trinta gols pela seleção brasileira.
Descrito como um excelente criador, lançador e finalizador, ele é sempre um jogador muito importante para as equipes das quais faz parte.
Titular dos maiores clubes
brasileiros, Guina conquistou sete títulos do Campeonato Brasileiro, duas Ligas dos Campeões da América do Sul, uma vitória com a Seleção Brasileira na Copa América e também foi campeão do Kuwait.
Citado várias vezes entre os melhores jogadores do mundo, foi eleito o melhor jogador da Taça de Portugal disputada em Lisboa com o Brasil.




