Com Correio Braziliense


Durante a madrugada de hoje (9/1), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), do cargo por 90 dias. De acordo com a decisão, o chefe do executivo local e o secretário de segurança exonerado Anderson Torres também serão incluídos no inquérito que investiga atos antidemocráticos com base na lei de combate ao terrorismo no país.


“DESCASO E CONIVÊNCIA”
Moraes afirmou, na decisão, que “o descaso e conivência do ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública e, até então, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres – cuja responsabilidade está sendo apurada em petição em separado – com qualquer planejamento que garantisse a segurança e a ordem no Distrito Federal, só não foi mais acintoso do que a conduta dolosamente omissiva do Governador do DF. 


DECLARAÇÕES PÚBLICAS
E lembrou que o governador não só deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’ – mesmo sabedor por todas as redes que ataques às Instituições e seus membros seriam realizados – como também ignorou todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante aos realizados nos últimos dois anos em 7 de setembro. “Em especial, com a proibição de ingresso na esplanada dos Ministérios pelos criminosos terroristas; tendo liberado o amplo acesso”, disse ainda o magistrado.


ACAMPAMENTO
O ministro também determinou a desocupação total do acampamento dos bolsonaristas em frente ao Quartel do Exército, na área central de Brasília, em até 24 horas. Os que insistirem poderão ser presos em flagrante e enquadrados em pelo menos sete crimes diferentes: atos terroristas (inclusive preparatórios); associação criminosa; abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado; ameaça; perseguição e incitação ao crime.


PEDIDO DE DESCULPAS  
No noite de ontem, Ibaneis Rocha gravou um vídeo pedindo desculpas aos chefes dos Três Poderes pelo ocorrido neste domingo (8/1), quando bolsonaristas extremistas invadiram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal. Segundo o governador agora afastado, apesar das reuniões sobre possíveis manifestações, “não se imaginava que os atos tomariam tal proporção”.

Fonte: Jornal O Poder

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