Por: Marcelo Mesquita

O TIRO SAIU PELA CULATRA

       

No 1º turno, Marília Arraes – SOLIDARIEDADE (23,97% 1.175.651 votos) e Raquel Lyra – PSDB (20,58% 1.009.556 votos) se capacitaram a concorrer no 2º turno vencendo Anderson Ferreira – PL (18,15% 890.220 votos), Danilo Cabral –  PSB (18,06% 885.994 votos), Miguel Coelho – UNIÃO BRASIL (18,04% 884.941 votos), Jones Manoel – PCB (0,69% 33.931 votos), João Arnaldo –  (0,26% 12.558 votos), Pastor Wellington  – PTB (0,16% 8.020 votos), Jadilson Bombeiro – PMB (0,05% 2.435 votos) e Claudia Ribeiro – PSTU (0,04% 1.745 votos). Na conta entram, ainda, os votos em branco (283.316 – 4,94%), nulos (543.922 -9,49%) e abstenções (1.276.506 – 18,21%).

Hoje, faltando apenas 3 dias para as eleições do 2º turno, de acordo com os resultados de pesquisas de diversos institutos, os estudos técnicos das equipes da Revista Total, a opinião de estudiosos e de formadores de opinião, não tem o que se discutir – nem há tempo para nenhuma virada, a não ser que ocorra um fato realmente relevante -, Raquel será a próxima ocupante da  cadeira do Palácio do Campo das Princesas, como a 58ª governadora de Pernambuco, a 1ª mulher, do Período Republicano (Desde 1889 até o presente), que o administrará tendo Priscila Krause como sua vice.

Alguns fatores fizeram com que Raquel chegasse, ‘a esta altura do campeonato’, nesta condição. Porém, o mais substancial é que, assim como Danilo Cabral, que errou ao repetir as velhas e combalidas fórmulas do “foi Geraldo quem fez”, em que sua assessoria não se deu conta que isto estava ultrapassado, Marília Arraes e aqueles que a assessoram não atentaram  para o fato de que os métodos utilizados pelo seu primo João, na campanha do 2º turno das eleições municipais de 2020, jã não funcionam mais.

A única coisa positiva que isso lhe rendeu é o crédito que ela ganhou ao mostrar aos políticos que eles têm que mudar suas estratégias e produzir conteúdos, a partir de agora, para nas próximas campanhas, que definam suas propostas para mudar a vida das pessoas, que já estão cansadas – e não aguentam mais – ver e rever cenas teatrais de ‘briguinhas de família’, denúncias vazias e fictícias, fake news e todas essas artimanhas, que nada acrescentam às suas vidas.

O povo, literalmente, cansou.

E é hora de os políticos também analisarem melhor suas estratégias, já a partir das eleições de 2024, para que o tiro não saia pela culatra, como aconteceu com Marília.

A preferida de Lula – depois que Danilo perdeu as eleições -, além de ter utilizado a estratégia errada, cometido erros e ter insistido em disseminação de fake news, que ensejaram diversos direitos de resposta a Raquel, também errou quando a equipe de campanha da caruaruense solicitou o adiamento do início da campanha do 2º turno para 3 dias depois do que estipulava a lei, para que ela se refizesse da grande perda, que foi a morte do marido e Marília negou.

O sonho de repetir a conquista alcançada pelo seu avô Miguel Arraes (por 3 vezes) e seu primo Eduardo Campos (por 2 vezes) fugiu pelo ralo.

Agora, a partir de janeiro de 2023, sem um cargo eletivo, restará a Marília, para continuar no campo da política, ser agraciada com um cargo no governo de Lula – se ele ganhar, o que também não está tão fácil como apregoam -, ou no de seu primo, João, já que eles fizeram as pazes – ou deixaram cair a cortina do que não existiu.

E, após o parto e a licença-maternidade, bem descansada, relacionar os erros cometidos nos 2 últimos anos, renovando a esperança e as estratégias para um novo confronto, daqui a dois anos, quem sabe, novamente contra o primo João. E novamente em busca do cargo de prefeita do Recife.

Os erros servem para se aceitar que errou e não tornar a cometê-los.

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