MAIORIA DA BANCADA DE PERNAMBUCO CONTRA O VOTO IMPRESSO


A Câmara de Deputados reprovou a tentativa de modificar o sistema eleitoral brasileiro, instituindo o voto impresso, que era desejado pelo presidente Jair Bolsonaro. A absoluta maioria da bancada de Pernambuco votou contra.
Apenas os deputados federais André Ferreira (PSC), Ossessio Silva (Republicanos), Pastor Eurico (Patriota) e Ricardo Teobaldo (Podemos) foram favoráveis. Até o filho de Fernando Bezerra Coelho (MDB), líder do Governo no Senado, Fernando Filho (MDB) votou contra.
Mesmo a votação tendo sido híbrida, os deputados Fernando Rodolfo (PL) e Gonzaga Patriota (PSB) se abstiveram.
Percebendo a derrota, o líder do Governo Vítor Hugo (PSL) tentou adiar a votação, o que não foi aceito pelo presidente Arthur Viana. Para aprovação, eram necessários 308 votos, mas Bolsonaro só conseguiu 218. A oposição conseguiu 229 votos.
O voto mais estranho foi o do deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que mesmo no plenário, absteve-se.
O deputado Túlio Gadelha (PDT-PE) disse ter ocorrido a vitória da Democracia e que o povo brasileiro confia plenamente na urna eletrônica.

AVICULTORES PREOCUPADOS COM INFLAÇÃO DO SETOR


Os avicultores pernambucanos estão apavorados com a inflação que vem atingindo seriamente o setor produtivo. Por conta da situação precária, diversos granjeiros mudaram de ramo, fechando seus aviários.
Quem demonstra grande preocupação com o problema é o granjeiro Lula Malta, de São Bento do Una e vice-presidente da Associação dos Avicultores de Pernambuco.
O empresário explicou que o maior problema é a política de dolarização empregada pelo Governo Federal. “Os insumos, como ração e combustível para transporte, e energia elétrica estão inviabilizando as pequenas granjas.
O grande volume de exportação autorizado pelo Governo Federal, principalmente pra China, também complica o abastecimento interno, elevando os preços da carne de frango e ovos.
Outro problema sério é a pouca produção nacional de milho por causa das geadas no Sul e a seca no Centro-oeste.
IMPORTAÇÃO – A ausência do milho e da soja nacionais, os criadores vão ser obrigados s importar nos próximos quatro meses, mercadorias da Argentina. “O preço em dólar e o valor do frete até Pernambuco, vai aumentar as despesas ainda mais”, concluiu o líder da categoria, prevendo mais aumento dos preços para os consumidores.

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