O “CALCANHAR DE AQUILES” DA JUSTIÇA AMERICANA

Por Márcio Maia
A Justiça dos Estados Unidos é tida e havida no Mundo inteiro, como rápida e justa. Todos têm a opinião que os praticantes de qualquer tipo de crime são julgados com rapidez e pagam suas penas de forma concreta e são ainda obrigados a desembolsar milhares de dólares para pagar multas ao Estado e indenizações às suas vítimas.
No entanto, existem fatos que denigrem a ação dos promotores públicos, juízes e demais integrantes do Poder Judiciário daquele país que fazem com que sua fama seja maculada. São os assassinatos praticados por policiais brancos contra negros. Inúmeras vezes são crimes bárbaros e covardes, mas não que não são levados em consideração pelos integrantes das Cortes.
Parece que os americanos ainda estão no século XIX quando a escravidão era praticada em quase todo o Mundo Ocidental, principalmente nos EUA e Brasil. Apesar da enorme luta travada nos últimos 50 anos, cujo maior líder, o pastor Martin Luther King, muito sofreu para defender seus irmãos de cor. O apartheid ainda continua existindo.
Não se vêem mais os cartazes nos estabelecimentos comerciais proibindo as entregas de blacks e negros, mas as práticas ainda existem em larga escalas e quase todos os Estados. A Justiça, então, parece ser o último e implacável reduto dos defensores da discriminação racial.
É uma grande contradição se constatar que o País que mais se declara democrático, defensor dos direitos humanos, chegando a se considerar o xerife do Mundo, permita atos tão escandalosos e merecedores de críticas dos setores decentes da humanidade.
E o pior de tudo, é que órgãos de defesa da integração dos povos, como a ONU e a OEA, se mantenham calados compactuando com essa prática abominável.
Até quando a desumana descriminação racial contra os negros irá persistir nos Estados Unidos da América?
Até quando as comunidades negras irão fazer protestos públicos contra a ação covarde dos policiais brancos contra os negros sem que nada se modifique?


