Arquivos do mês fevereiro 2019

O decreto com a reestruturação de funções e gratificações técnicas em toda a Esplanada dos Ministérios será editado ainda este mês

O decreto com a reestruturação de funções e gratificações técnicas em toda a Esplanada dos Ministérios será editado ainda este mês (Foto: Arquivo/Marcello Casal Jr./ABr)
O decreto com a reestruturação de funções e gratificações técnicas em toda a Esplanada dos Ministérios será editado ainda este mês (Foto: Arquivo/Marcello Casal Jr./ABr)

Agência Brasil

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O governo pretende economizar R$ 209 milhões por ano com o corte de 21 mil cargos comissionados. Segundo a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, o decreto com a reestruturação de funções e gratificações técnicas em toda a Esplanada dos Ministérios será editado ainda este mês.

De acordo com a pasta, a iniciativa contribuirá para simplificar a gestão e enxugar a diversidade de cargos e comissões. O Ministério da Economia não detalhou a distribuição dos cortes por órgãos nem por tipos de cargos, mas informou que pretende extinguir algumas gratificações de legislação muito antiga, algumas que não estão sendo ocupadas e outras de baixo valor individual, que não representam função de chefia.

A mudança não necessariamente significará que 21 mil pessoas serão demitidas. Isso porque a maior parte dos cargos em comissão é ocupada por servidores concursados escolhidos para chefias ou funções de confiança. Segundo o Ministério da Economia, o decreto pretende adequar a estrutura às necessidades da administração pública e evitar, no futuro, a ampliação dos gastos com a ocupação dos cargos que ficaram vagos e as gratificações que deixaram de ser pagas.

Estatísticas

Segundo o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia, o governo anterior terminou com 99.833 cargos comissionados, funções e gratificações técnicas. Desse total, o Poder Executivo Federal detinha 33.852 (33,9%); e as fundações federais, 14.629 (14,7%). As autarquias federais concentravam a maior parte: 50.804 (50,9%). A Secretaria Especial de Desburocratização não informou se o corte dos cargos, funções e gratificações ocorrerá apenas no Executivo Federal ou se também abrangerá as fundações e autarquias.

As informações de janeiro ainda não estão compiladas. Até agora, apenas o Ministério da Economia detalhou os cortes provocados pela fusão de quatro pastas das gestões anteriores – Fazenda; Planejamento; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e parte do Trabalho. A nova estrutura enxugou 2.987 cargos – 243 de Direção e Assessoramento Superior (DAS), 389 Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), restrita a servidores concursados, e 2.355 funções gratificadas.

Fusões

O maior potencial de redução de cargos comissionados está nos ministérios nascidos da união de pastas antigas. Além da Economia, classificada como superministério, a nova estrutura da Esplanada dos Ministérios têm três pastas resultantes de fusões.

O Ministério da Justiça incorporou a pasta de Segurança Pública e a secretaria do Ministério do Trabalho que cuidava dos registros sindicais. O Ministério da Cidadania reuniu as antigas pastas de Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte. O Ministério do Desenvolvimento Regional nasceu da junção dos antigos ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

Recursos serão destinados a concessões e obras com falhas herdadas de gestões petistas

Rodovia Fernão Dias, um dos contratos problemáticos que precisarão ser resolvidos com o TCU (Foto: Luis Moura)
Rodovia Fernão Dias, um dos contratos problemáticos que precisarão ser resolvidos com o TCU (Foto: Luis Moura)

Julio Wiziack / Fábio Fabrini – Folha de São Paulo

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, quer criar um mutirão com o TCU (Tribunal de Contas da União) para zerar os problemas com as obras e as concessões que se arrastam desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A estratégia conta com apoio do Ministério da Economia. O próprio ministro Paulo Guedes participou de encontros no órgão na semana passada para tratar do tema.

O desafio é corrigir falhas que represam ao menos R$ 100 bilhões em investimentos. Há entraves em obras da Copa, concessões de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos herdados da gestão petista.

A avaliação interna é que se o governo destravar essas obras, vai acelerar a retomada do crescimento e se fortalecer ainda mais politicamente.

As maiores complicações estão nas rodovias e ferrovias concedidas pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Na última gestão, os contratos foram feitos considerando um crescimento da economia que não se confirmou. A recessão e a Operação Lava Jato acabaram comprometendo a viabilidade de projetos.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) tentou resolver, mas, segundo assessores, o envolvimento de dirigentes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) nas investigações da Lava Jato criou resistências tanto no governo quanto no TCU, e os projetos ficaram congelados. Cabe à agência destravá-los.

Somente com a renovação antecipada de quatro ferrovias poderão ser levantados cerca de R$ 25 bilhões em investimentos, sem considerar as contrapartidas.

Para ter as concessões da EFC (Estrada de Ferro de Carajás) e de Vitória-Minas renovadas antecipadamente, a Vale terá de construir a Ferrogrão e a Fiol (Ferrovia Integração Oeste-Leste).

O último projeto, que o governo iniciou em 2011 com orçamento de R$ 4 bilhões, já consumiu R$ 6 bilhões por um trecho pequeno que liga Caetité ao porto de Ilhéus (BA).

​Em visita ao TCU, há cerca de uma semana, Freitas pediu aos ministros a criação de uma comissão conjunta para que os projetos possam ser liberados em até três meses.

A ideia, segundo ministros do tribunal, é formar um mutirão para acabar de vez com gargalos. A Folha teve acesso ao documento apresentado pelo ministro da Infraestrutura ao TCU com suas prioridades.

Para as rodovias, a nova gestão quer trocar o modelo de concessão de menor tarifa pelo de maior outorga para conceder pelo menos 8.000 quilômetros no país.

Por meio de sua assessoria, o ministro informou que entre elas estão a BR-364-365 (GO/MG), a BR-101 (SC), a BR-364 (RO/MT), a BR-153 (GO/TO), a BR-153/282/470 (SC) e a SC-412.

Ainda segundo a pasta, já podem ser qualificadas para o programa de concessão do governo, o PPI, as rodovias BR-381 (MG) e a BR-163 (PA). As BR-116 (RJ/SP), BR-116 (RJ) e BR-040 (MG/RJ) terão novos estudos para serem concedidas futuramente.

Os recursos obtidos com os leilões deverão abastecer um fundo que cuidará da manutenção e da duplicação de rodovias até que elas sejam concedidas.

Além disso, o ministério quer o aval para modificar os contratos da segunda e da terceira etapas de concessões de estradas —feitas sob Lula e Dilma— que estão em desequilíbrio financeiro.

Várias soluções estão em estudo com o tribunal.

Hoje, a MGO Rodovias, que administra a BR-050 (DF-MG), realizou boa parte dos investimentos e pede uma prorrogação de prazo para concluir as obras que ainda faltam.

Para o ministério, casos como esse poderiam ser renegociados. Para isso, o governo quer aval do TCU.

A ideia preferida pelos técnicos é a que prevê aditivos contratuais para o alongamento do prazo dos investimentos. Em vez de 5 anos, poderiam ser 10 ou 12 anos, por exemplo.

Outra opção seria a devolução amigável da concessão para que seja relicitada. Nesse caso, os antigos concessionários seriam indenizados pelos investimentos amortizados.

No caso da BR 364/365, o governo pretendia reproduzir a solução usada na RIS (Rodovia de Integração Sul), que permitiu a devolução da concessão pela Triunfo e a relicitação com gatilhos de investimentos de acordo com a demanda de veículos na via.

No tribunal, havia disposição para seguir adiante com esse modelo, mas as discussões voltaram à estaca zero, segundo um ministro.

Nas ferrovias, a intenção é renovar antecipadamente por mais 30 anos quatro linhas: a Malha Paulista (Rumo); a Vitória-Minas e a Estrada de Ferro Carajás (ambas da Vale); e a MRS (Malha Regional Sudeste).

O aeroporto da Pampulha, em Minas Gerais, é outra preocupação. A liberação para voos de grande porte comprometeria o aeroporto de Confins em um momento de retomada econômica.

Investimentos em infraestrutura pendentes

MUTIRÃO FERROVIA

Também será preciso viabilizar a concessão de Viracopos, em Campinas (SP), em que há retração de demanda e os sócios enfrentam complicações financeiras decorrentes da Lava Jato.

No setor portuário, a discussão é a forma como rescindir o contrato do Grupo Libra no porto de Santos (SP)  – ordem do TCU no fim de 2018.

Para ter mais segurança jurídica, Freitas disse aos ministros que, com a vitória da arbitragem entre a União e o grupo empresarial, fica mais fácil encerrar o contrato e preparar uma nova licitação. Antes, havia risco de judicialização.

O ministro também quer achar uma saída para o regime de contratação integrada, conhecido como RDCI.

Criado por Dilma em 2011 para acelerar obras da Copa, em 2014, e da Olimpíada, em 2016, ele permite licitações mais rápidas em que a empresa responsável pelo projeto possa executar a obra.

Por esse sistema, as licitações no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foram encurtadas entre 60 e 90 dias. Pelo regime de contratação tradicional, eram 250 dias.

Para o TCU, esse sistema favorece compensações de preços a partir de superfaturamentos do custo do projeto. Ganha-se no projeto para uma redução de preço da obra.

Auditores consideram que só é possível aceitar esse modelo com uma equipe rigorosa de fiscalização, o que ainda não se mostrou viável.

Parlamentar do DEM derrotou Renan Calheiros, que retirou sua candidatura durante a disputa, e venceu a eleição com 42 votos

Os senadores Davi Alcolumbre (centro), Kátia Abreu (esq) e Renan Calheiros (dir), durante sessão preparatória para a eleição do Senado Federal - 01/02/2019 (TV Senado/Reprodução)
Os senadores Davi Alcolumbre (centro), Kátia Abreu (esq) e Renan Calheiros (dir), durante sessão preparatória para a eleição do Senado Federal – 01/02/2019 (TV Senado/Reprodução)

Da redação de Veja

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O senador Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, foi eleito neste sábado o novo presidente do Senado Federal. O parlamentar foi beneficiado pela desistência de última hora de seu principal rival na disputa, Renan Calheiros (MDB-AL), que retirou sua candidatura e acusou o processo de não ser “democrático” e de ter virado um “constrangimento”.

Equipe da Revista Total, sob o comando de Joaquim Neto, faz distribuição da Edição 105 em todo o Distrito Federal

CAPA 104 FRENTE

Por Marcos Lima Mochila

 

A Edição 105 da Revista Total já está circulando em Brasília (DF).

Esta edição vem recheada de grandes reportagens, tendo como 1ª capa o presidente Jair Bolsonaro (DO BAIXO CLERO AO PALÁCIO DO PLANALTO) e, na 2ª capa, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (O PRIMEIRO CANDANGO A GOVERNAR BRASÍLIA).

JOAQUIM NETO COM A CORONELEm destaque, as matérias que enfocam a primeira-dama Michele Bolsonaro; a história da coronel Sheyla Soares – a primeira mulher a assumir o Comando Geral da Polícia Militar do Distrito Federal -; do prefeito da Vitória de Santo Antão (PE), Aglaílson Júnior e a trajetória pessoal dos principais governadores eleitos em 2018, além da Coluna de Márcio Maia e muito mais.

Está, como diria um conhecido colunista, “imperdível”.

Sem perda de tempo, Joaquim Neto, diretor da revista na Região Centro-Oeste, colocou a equipe na ruaJOAQUIM NETO COM LUCIANO DUQUE para a distribuição da nova edição em todas as instituições brasilienses, tendo ele mesmo visitado muitas dessas instituições para fazer a entrega pessoalmente, como no caso da coronel Sheyla Soares e, aproveitando o encontro casual com Luciano Duque (PT), o prefeito de Serra Talhada, ele também lhe fez a entrega de alguns exemplares.

A Revista Total vai, portanto, aos poucos, conquistando o Distrito Federal, como já conquistou Pernambuco e grande parte do Nordeste.

AGLAILSON VICTOR

Por Marcos Lima Mochila

 

Não houve surpresas na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco, que aconteceu logo após a cerimônia deALEPE posse dos deputados estaduais, nessa sexta-feira, ½, com a reeleição do deputado Eriberto Medeiros (PP) para a presidência da Casa.

A Mesa ficou assim formada: 1ª vice-presidência – Simone Santana (PSB); 2ª vice-presidência – Guilherme Uchôa Jr. (PSC); 1ª secretaria – Clodoaldo Magalhães (PSB). Para as 2ª, 3ª e 4ª secretarias venceram Claudiano Martins Filho (PP), Teresa Leitão (PT) e Álvaro Porto (PTB), respectivamente.

AGLAILSON X SIMONEA eleição da 1ª vice-presidência foi decidida voto a voto, resultando em 25 x 22, com vitória da deputada Simone Santana, quando se dava como certo que Aglailson Victor (PSB) seria o vencedor.

Ele perdeu a eleição para a 1ª vice-presidência , mas, no contexto geral,  saiu vitorioso.

Em seu primeiro mandato de deputado estadual, Aglaílson inicia muito forte a sua caminhada na Alepe. Afinal, ele enfrentou uma candidata que já tem um grande currículo na vida política: foi reeleita em 2018 para o seu segundo mandato de deputada estadual, tendo antes atuado na Prefeitura de Ipojuca, por 10 anos, como secretária de Saúde (1989 a 1992); do Departamento de Bem-Estar Social (1997 a 2000) e da Coordenação de Projetos Especiais (2013 e 2014). Foi responsável pela implementação e coordenação do Programa Mãe Coruja do Ipojuca, primeira versão municipal do Programa Mãe Coruja Pernambucana e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (2015 a 2018).

Com a força que ele começa a cumprir o seu mandato, não há dúvida de que ele conquistará muitas outras vitórias, mas a sua maior vitória será ser aprovado pela população que o elegeu, dando continuidade à história política da Família Querálvares, da Vitória de Santo Antão.

MAIA ACERTA DUAS

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Na saída da eleição que reconduziu Rodrigo Maia à presidência da Câmara, a jornalista escroque Andréia Sadi perguntou duas vezes ao deputado se o presidente Bolsonaro havia ligado para parabenizá-lo.

Andréia Sadi, petista de carteirinha, ardilosamente tentou criar um clima de constrangimento entre o reeleito Rodrigo Maia e o presidente da República que ela tanto odeia.

Rodrigo Maia percebendo a intenção da jornalista, respondeu com muita elegância: “Não sei, ainda não tive tempo de olhar meu celular”.

Talvez a moça esteja com problema de memória, ou até mesmo desinformada, e por conveniência não atinou para o fato de que o presidente encontra-se em convalescença num hospital, após uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, e proibido pelos médicos de falar. A canalhice da moça transcende a razão do jornalismo.

Em seguida Andréia Sadi questionou Rodrigo Maia se ele sabia que Gleisi Hoffmann havia decidido não apoiá-lo, por Maia ter recebido o apoio do PSL. Mais uma vez Rodrigo Maia deu a resposta na medida certa, só que como um chute na boca do estômago tanto de Andréia quanto de Gleisi: “Ultimamente eu só tenho lido as chamadas das principais notícias. Talvez essa não tenha importância e não tenha tido destaque, e por isso eu não li”.

Ignorar completamente os arroubos da desequilibrada Gleisi Hoffmann e as provocações da jornalista que é a cara da pelegada da Globo News deu a Rodrigo Maia um verdadeiro strike. Algo me diz que ele vai usar a política do “Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema”.

Maia não é burro. Ele não vai entrar na pilha dessa esquerdalha, cuja cúpula ou está presa ou está prestes a ir, e deixar de lado um bom relacionamento com um presidente da República que teve e tem o apoio da maioria dos eleitores. Não cometeria um suicídio político.

Por Marcelo Rates Quaranta – Articulista Jornal da Cidade Online

Luciano Bivar, presidente do PSL, venceu a eleição para a segunda vice-presidência da Câmara

MAIA PRESIDENTE

Com informações do JC Online

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Depois de uma longa jornada de negociações e acordos de bastidores, iniciados antes mesmo da eleição de 2018, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reconduzido nesta sexta-feira (1º) à presidência da Câmara dos Deputados.

Em vitória contundente, Maia se elegeu para o seu terceiro mandato consecutivo no primeiro turno, com 334 votos.

Alinhado à pauta do superministro da Economia, Paulo Guedes, conseguiu formar uma ampla aliança. Conjugou o apoio de deputados do PSL, integrantes de uma bancada inexperiente e ainda sem trato político, com partidos de esquerda, como PDT e PCdoB. Entre os dois polos, ainda reuniu mais 13 partidos de centro.

Os demais candidatos não conseguiram chegar nem perto da votação de Maia. Às 21h26 (horário de Brasília), o placar da Câmara dos Deputados marcava 66 votos para Fábio Ramalho (MDB-MG), 50 para Marcelo Freixo (PSOL-RJ), 30 para João Henrique Caldas (PSB-AL), 23 para Marcel van Hattem (NOVO-RS), quatro para Ricardo Barros (PP-PR) e dois para Sargento Peternelli (PSL-SP).

Antes de os deputados irem às urnas, Maia foi o mais aplaudido entre candidatos que discursaram

– interrompido cinco vezes pelas palmas. No plenário, ele focou sua fala de candidato na defesa

das reformas econômicas. Afirmou que o Estado brasileiro perdeu capacidade de investimento e que é preciso enfrentar o tema para permitir melhorias em outras áreas.

O passo decisivo para a vitória de Maia foi dado na semana passada, quando o líder do PP, Arthur

Lira, abandonou a disputa e enterrou a possibilidade de um bloco formado por PP, MDB, PTB, PT e PSB. Esse bloco esperava atrair outros dois partidos de centro-esquerda, PCdoB e PDT, para abocanhar mais cargos na Mesa e enfraquecer o atual presidente da Câmara. A intervenção de Maia

foi decisiva. Manteve comunistas e pedetistas sob sua órbita.

A articulação desembocaria em um agravamento da crise na esquerda. Ontem, a situação chegou ao plenário, com acusações entre PSOL e PCdoB. Tudo porque a formação dos blocos para a disputa da Mesa prejudicou PT, PSB, PSOL e Rede. Isolados, ficaram apenas com o terceiro maior grupo. Já PCdoB e PDT, com acordo firmado com partidos do centrão, ficaram na segunda posição. Isso poderá lhes dar o direito de liderar a oposição.

“O PT quer tutelar o PCdoB. E, dessa vez, não! Estão usando o PSOL e o PSB, com todo o respeito”, discursou Orlando Silva, líder do PCdoB.

LUCIANO BIVAR 5Para a Mesa da Câmara, foram eleitos: primeiro vice-presidente, Marcos Pereira (PRB-SP); primeira secretaria, Soraya Santos (PRRJ); segunda secretaria, Mário Heringer (PDT-MG); terceira secretaria, Fábio Faria (PSD-RN); quarta secretaria, André Fufuca (PPMA).

O presidente do PSL, Luciano Bivar, conseguiu vitória apertada no 2º turno da eleição para a segunda vice-presidência da Câmara. Obteve 198 votos e seu adversário, Charlles Evangelista (PSL), 184. A disputa foi a única que precisou ser decidida em dois turnos. No primeiro turno, Bivar teve 240 votos e Evangelista, 161.

A disputa está acirrada entre Renan Calheiros (MDB-AL) e Davi Alcolumbre (DEM-SP). A sessão da sexta-feira (1/2) foi encerrada após cinco horas de duração

Sessão do Senado Federal para escolha do novo presidente (Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Sessão do Senado Federal para escolha do novo presidente (Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Rosana Hessel – Correio Braziliense

Postado por Marcos Lima Mochila

 

RENAN X TASSODepois da sessão tumultuada de ontem, que precisou ser adiada para este sábado (02/02), os senadores retornaram ao Plenário do Senado Federal a fim de concluir a eleição da nova Mesa Diretora da 56ª Legislatura, com 16 bancadas. Contudo, a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinando o voto fechado, atrasou o início da sessão, que estava previsto para às 11h.

Pela manhã, um grupo de senadores se reuniu para tentar valer a votação de ontem que decidiu por 50 votos a 2 pelo voto aberto na eleição da mesa. Mais cedo o senador Lasier Martins (PSD-RS) citou as articulações para garantir o voto aberto. “Vamos nos reunir com outros senadores para discutir que alternativas vamos adotar. São várias hipoteses. O que nao abrimos mão é que o voto seja aberto ou quem assinou o abaixo assinado do voto aberto diga publicamente que vai votar em alguém que é contra o Renan (Calheiros – MDB-AL)”, disse.

Renan foi escolhido pelo seu partido para concorrer à presidência do Senado pela quinta vez. Além de Renan, estão na disputa Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é o único integrante da mesa diretora da Legislatura anterior e presidia a sessão de ontem por esse motivo. Em seu despacho, Toffoli determinou que Alcolumbre, como é candidato, se retire da presidência e o senador mais velho da Casa, José Maranhão (MDB-PB), assuma.

Segundo Martins, a obstrução é uma das hipóteses que devem ser utilizadas para o adiamento da sessão. “Precisamos ganhar tempo. Se não conseguirmos o voto aberto hoje com garantia de fidelidade ao abaixo assinado de 50 senadores, precisamos de um tempo para adiar a votação para segunda ou terça ou quarta-feira. Não podemos abrir mão daquilo que é o clamor público .Todo mundo quer fora Renan. Vamos fazer de tudo para cumprir o que o povo esta querendo”, afirmou.

Já a oposição vai optar por cumprir a decisão do Supremo. “Vamos pedir para que respeitem a decisão do Supremo. Não foi respeitada ontem, não é possível que desrespeitem hoje, que foi reiterada”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

 

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A eleição da proximidade
Por Arthur Cunha
Venceram a eleição para os dois cargos mais importantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, ontem, os deputados que tiverem um convívio mais ativo com os pares da Casa Joaquim Nabuco nesses três meses de campanha intensa. Prevaleceu o voto da proximidade. Em regra geral, os 47 parlamentares votantes – incluindo aí os novatos – optaram por quem se mostrou mais próximo a eles.

Extremamente hábil, o presidente Eriberto Medeiros foi quase uma unanimidade. Ele costurou tranquilamente a sua reeleição sem sombras. Dele só se ouviu elogios por parte dos pares. Obteve 42 votos e vai comandar os destinos do Legislativo com força política. Eriberto assume o vácuo de poder deixado pelo falecimento do ex-deputado Guilherme Uchoa, em julho passado.

Já Clodoaldo Magalhães confirmou o favoritismo e elegeu-se para a poderosa Primeira-Secretaria com 35 votos, vencendo Isaltino Nascimento. De todos os candidatos, Clodoaldo foi quem mais trabalhou nesse período. No quarto mandato, chegou ao segundo cargo mais importante da Casa na sua primeira disputa pela Mesa – já havia passado dez anos na Presidência da Comissão de Finanças.

A única unanimidade, contudo, foi Teresa Leitão, que recebeu todos os 47 votos possíveis para a Terceira-Secretaria. Dois deputados não votaram: Diogo Moraes, por problemas de saúde, e Ducicleide Amorim, por questões de ordem pessoal. Também sem elegeram sem surpresas Claudiano Filho para a Segunda-Secretaria, com 39 votos, e Álvaro Porto como quarto-secretário, com 45 votos.

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De virada – Voto a voto na reta final da apuração, Simone Santana desbancou Aglailson Victor e levou de virada a Primeira Vice-Presidência com 25 votos contra 22 do oponente. Com isso, a deputada tornou-se a primeira mulher a ocupar o posto. Sua vitória foi muito comemorada – antes do pleito, todos davam como certo que Victor levaria. Simone fez um belo discurso destacando, entre outras coisas, o papel da mulher no Legislativo. A bancada feminina comemorou muito seu êxito.

Articulação – Essa eleição para a Mesa Diretora da Alepe foi disputada como há muito tempo não se via. Tiveram muitas reviravoltas, gente de fora dando pitaco errado e muito lobby em torno dos cargos onde houve bate-chapa. O clima de ansiedade foi até o final da apuração. Teve deputado no final das contas reclamando que esperava mais voto do que recebeu. Ui.

Suplentes – Também elegeram-se, ontem, pela ordem, os seguintes deputados para suplentes da Mesa Diretora: Cleiton Collins (43 votos); Henrique Filho (42 votos); Manoel Ferreira (41 votos); Romero (39 votos); Joel da Harpa (43 votos); Gustavo Gouveia (41 votos) e Adauto Santos (41 votos).

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Onda – Muito emocionado, Guilherme Uchoa Júnior comemorou bastante sua eleição para a Segunda Vice-Presidência, com 25 votos. O cargo foi o que teve a maior quantidade de candidato: três, além de Uchoa, Alberto Feitosa e Romário Dias. Só pouco antes da votação começar foi que percebeu-se, junto aos deputados, uma onda pró-Uchoa, que nem precisou do segundo turno para vencer.
Curtas –

TRANQUILIDADE – Rodrigo Maia deu aula de política e assegurou de forma tranquila a sua reeleição para a Presidência da Câmara Federal, com 334 votos. O democrata reuniu apoios que foram da Direta à Esquerda com muita habilidade e jogo de cintura.

BAGACEIRA – Que grande bagaceira virou a eleição para a Presidência do Senado Federal. Após horas de impasse, senadores batendo boca e Renan Calheiros mais uma vez protagonizando o embate, foi adiada para hoje a votação, que deve ser aberta. Aí, amigo, tudo pode acontecer.

Câmara do Recife – A Câmara do Recife iniciou os trabalhos deste ano legislativo, ontem, com a presença do prefeito Geraldo Julio, que leu a mensagem do Executivo. Geraldo assegurou a realização com eficiência dos serviços públicos e cortes de despesas para garantir as entregas na capital.

Perguntar não ofende: Ficaram muitas arestas entre os deputados em decorrência da votação para a Mesa?

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Finalizei o meu mandato de deputado federal no dia 31 de janeiro de 2019. Por quatro anos representei o Povo de Pernambuco na Câmara dos Deputados, com muito orgulho. Trabalhei com muita dedicação apresentando projetos importantes, votando sempre a favor dos brasileiros mais necessitados e destinando recursos para os municípios mais carentes, sobretudo nas áreas de saúde e infraestrutura.

PROJETOS

Apresentei ao longo do meu mandato 25 projetos, destacando a defesa do consumidor, apoio às micro e pequenas empresas, cultura, combate à violência e trânsito. Muitos desses foram aprovados em diversas comissões, e outros, já aprovados na Câmara, estão tramitando no Senado Federal.

EMENDAS PARLAMENTARES

Tive a oportunidade na Câmara Federal de destinar cerca de 75 milhões em recursos e emendas parlamentares para dezenas de municípios, com o intuito de ser investido na construção de postos de saúde, reformas de hospitais, aquisições de equipamentos ambulâncias e equipamentos, calçamentos, pavimentações, turismo, quadras esportivas, construção e reformas de escolas e creches, etc. Nessa bandeira da Saúde, me preocupei no combate à epidemia do mosquito aedes aegypti, intermediando no Ministério da Saúde, veículos 4×4 (L200) aos municípios, fortalecendo a luta contra a proliferação da doença.

EMPREGO E RENDA

Como sou empresário, trabalhei por mais emprego ao povo. Fui defensor da reativação da Usina Cruangi, potência da Zona Rural da Mata Norte, deixando 3.000 (três mil) trabalhadores desempregados. Conseguimos, junto com autoridades em reuniões trazer de volta a reativação da usina, fixando os trabalhadores a continuarem levando o pão de cada dia aos seus lares.

AGRICULTURA E PECUÁRIA

Em Brasília, durante os quatro anos de mandato, consegui destinar diversos recursos à nossa região, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento econômico-social. Por meio de Emendas Parlamentares e intermediando nos Ministérios e Autarquias do Governo Federal, como fiz na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), solicitando e sugerindo aos seus gestores 59 projetos que beneficiassem cerca de 3.500 trabalhadores do campo, num total de 18 milhões de reais.
GABINETE ATUANTE

No Gabinete de Recife e em Brasília. Fui o apoio de inúmeros prefeitos que relataram as dificuldades por falta de verba e pagamento de folha, entre tantos problemas. Como fui prefeito e conheço de perto essas dificuldades, sempre acolhi a todos por meio de emendas parlamentares ou em busca de investimentos, parcerias ou convênios nos ministérios.

TRAJETÓRIA

Prezados, antes de entrar na política, sempre fui empresário na Mata Norte de Pernambuco. Após aceitar o convite do meu amigo, o ex-governador Eduardo Campos para assumir uma posição de prefeito e deputado, cumpri o meu papel com muito zelo e responsabilidade na coisa pública. Fui candidato a prefeito da minha querida cidade, em Timbaúba, pela primeira vez em 2008 e vencedor numa eleição, apoiada por Eduardo Campos e diversos políticos de nosso estado. A minha reeleição, em 2012, para prefeito, com 97% dos votos válidos, foi o reflexo do meu primeiro mandato feito de forma diferente trazendo Timbaúba de volta ao patamar de Cidade polo da região. Isso, sem sombras de dúvidas, ficou marcado na história até os dias de hoje. Agradeço a Deus por todos os momentos vividos e ao povo pernambucano por ter confiado no meu trabalho político, representado nesses últimos 10 anos.

Chego ao término desse ciclo com a cabeça erguida, a consciência tranquila e a sensação do dever cumprido. Ciente que muitos pernambucanos, hoje tem um lugar para dormir, uma upa para ser atendido, um posto de saúde equipado, consultório odontológico para atendimento, uma rua calçada para andar e sair da lama, uma escola para estudar, uma quadra para prática de esportes, o agricultor tem um trator para ajudar no plantio, uma academia da saúde para viver melhor, entre outras e diversas ações.

Enfim, muita coisa foi feita e sempre haverá muita coisa a fazer. Um Futuro próspero nos espera. Tenho certeza que ainda tem muita coisa boa para todos nós.

Muito obrigado e um até breve a todos

Marinaldo Rosendo
Confira alguns dados importantes nas minhas atividades no parlamento.
Mais de 70 milhões de recursos e emendas parlamentares

Mais de 10 milhões em equipamentos de Atenção Básica de Saúde

Mais de 20 km de pavimentação de ruas

Mais de 70 ruas pavimentadas, tendo como referências ruas de 300 m de
extensão.

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