Arquivos do mês outubro 2018

Emedebista superou o candidato à reeleição e assume o Palácio do Buriti a partir de 1° de janeiro de 2019IBANEIS
Rafaela Felicciano/Metrópoles/Otto Valle

 

Ibaneis Rocha (MDB) será o novo governador do Distrito Federal a partir de 1° de janeiro de 2019. A apuração dos votos deste segundo turno, neste domingo (28/10), confirmou as tendências verificadas nas pesquisas recentes e decretou a vitória do emedebista, estreante na política que teve ascensão meteórica ao longo da campanha. Ele ficou à frente do governador e candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB).

Após votar pela manhã, Ibaneis foi para casa, no Lago Sul, cozinhar. No cardápio, peixe: pacu e tambaqui. No primeiro turno, a receita foi galopé, feito com galinha caipira, pé de porco e feijão-verde. Pouco antes das 17h, ele se deslocou ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, para acompanhar a apuração dos votos.

Ao Metrópoles, Ibaneis disse que não estava ansioso com o resultado da votação. “Na vitória ou na derrota, tenho certeza de que cumpri minha missão nesta campanha. Estou muito tranquilo.”

Rollemberg  também votou nas primeiras horas desta manhã,  “Acordei sereno, com a sensação de dever cumprido. Sei que pegamos Brasília numa situação difícil tanto do ponto de vista político quanto da economia, mas deixamos um legado à cidade”, afirmou o gestor.

Perfil do novo governador do DF

Nascido em Brasília, Ibaneis Rocha Barros Junior é de família piauiense e o primogênito de três irmãos. Casado pela segunda vez, tem dois filhos do primeiro matrimônio e está esperando o terceiro da atual mulher.

Aos 47 anos, é a primeira vez que o advogado concorre a um cargo público. Filiado ao MDB desde 2017, Ibaneis encabeça a coligação Pra Fazer a Diferença e tem como vice o presidente do Avante-DF, Paco Britto. A coalizão conta também com PP, PSL e PPL. O emedebista é o candidato com o maior patrimônio registrado entre os 11 postulantes ao GDF: R$ 94 milhões.

O advogado fez carreira na capital. De 2013 a 2015, presidiu a seccional OAB-DF. Hoje, é diretor do conselho federal e corregedor-geral da entidade.

Ibaneis é formado em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), fez pós-graduação em processo do trabalho e processo civil e é mestrando em gestão e políticas públicas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Em 1990, o buritizável abriu o próprio escritório e se destacou como advogado de várias categorias do serviço público.

BOLSODDAD

BOLSONARO VOTA NO RIO DE JANEIRO E HADDAD VOTA EM SÃO PAULO

BOLSONARO VOTA 2

Bolsonaro

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, votou neste domingo (28), às 9h17, na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio. As informações são do G1.

O esquema de segurança na zona eleitoral foi reforçado com grades e uma maior presença da Polícia do Exército. As polícias militar e federal também trabalharam na operação de segurança do candidato do PSL.

Uma hora antes do início da votação, o local passou por uma varredura em busca de bombas ou outros explosivos. Cães e equipamentos foram usados na vistoria de segurança.

Além disso, os eleitores que votam na escola Rosa da Fonseca tiveram que passar por uma barreira para revista por oficiais das Forças Armadas.

HADDAD VOTA 2

Haddad

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, votou na manhã deste domingo (28) no Brazilian International School, colégio localizado no bairro Moema, na zona sul de São Paulo.

O petista chegou acompanhado da mulher, Ana Estela, e votou às 10h18. Depois deu entrevista para jornalistas.

Antes de ir para a escola, Haddad participou com Ana Estela de um café da manhã com lideranças do PT em um hotel na região central da cidade.

Na tentativa de virar votos nos últimos dias, ele concentrou esforços em viagens ao Nordeste e encerrou a campanha neste sábado (27) em caminhada na comunidade de Heliópolis, na periferia de São Paulo.

Após a votação, o candidato seguiu para um hotel na capital paulista, onde acompanhará a apuração. Ele deve dar nova entrevista após sair o resultado da eleição.

HADDAD SONHA

Por Andrei Meireles – Os Divergentes

Da cela da Polícia Federal em Curitiba, Lula mandou o recado de que uma vitória apertada de Jair Bolsonaro mantém a hegemonia do PT nas esquerdas. As últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, que melhoraram o astral no comando da campanha de Fernando Haddad, depois da ducha fria da recusa de Ciro Gomes em apoiá-lo, deu uma revigorada no ânimo petista.

Além das pesquisas, a edição do Jornal Nacional na véspera da eleição foi bem recebida pela turma HADDAD SONHA 2de Haddad, que a considerou favorável ao candidato, e irritou seguidores de Bolsonaro que a avaliaram como desfavorável. Isso serve apenas para aumentar a tensão e as mais variadas teorias da conspiração.

O fato é que, mesmo na cúpula petista, a vitória de Bolsonaro é tida como praticamente certa. Para revertê-la, Haddad teria que conquistar milhões de votos de eleitores adversários que não têm mostrado nenhuma disposição de mudar de lado. Além disso, de acordo com o Datafolha, nada menos que 52% do eleitorado diz que não vota no petista de jeito nenhum.

Os especialistas em pesquisas eleitorais são unânimes na avaliação de que, nas circunstâncias dadas, e averiguadas por um grande número de pesquisas, uma virada seria uma zebra sem precedente. E nenhum sintoma consistente de que isso possa ocorrer.

Como todo candidato que melhora seu desempenho na reta final da eleição, Haddad e sua tropa continuam a sonhar com uma virada. É assim que esperam mobilizar a militância petista, que tanta diferença fez em campanhas de outrora. Um resultado apertado já será uma vitória.

HADDAD SONHA 3Ciro Gomes também aposta na vitória de Bolsonaro. Não quis se alinhar a provável derrota de Haddad para não continuar sendo um puxadinho do PT. Ele sabe que, com Lula preso, e inelegível nas próximas eleições presidenciais, os petistas devem ficar acéfalo de candidato. Fernando Haddad até pode terminar mais ou menos bem a campanha em que começou muito mal. Seu problema futuro é não dar liga com a burocracia petista, que o enxerga como mais tucano do que PT de raiz.

Com esse cenário, Ciro Gomes quer partir logo para a disputa da liderança da oposição a Bolsonaro. Lula, seu principal oponente, está fora de combate. Sai dessa eleição da mesma maneira que em 2016, quando foi escondido pela campanha do PT em São Paulo, para não prejudicar Haddad.

Ciro não teme outros adversários no campo da centro-esquerda.

Avalia que a fábrica de postes faliu.

ELEIÇÕES 2018

A equipe da Revista TOTAL e do Blog Revista TOTAL, analisando o quadro das eleições do 2º turno, com base em estudos técnicos, anuncia alguns dos governadores que serão eleitos: 

DISTRITO FEDERAL

DR. IBANEIS ROCHA2

No Distrito Federal, o Dr. Ibaneis Rocha (MDB) será o governador eleito com, aproximadamente, 70% dos votos válidos.  Isso prova que os brasilienses não aprovaram a gestão de Rodrigo Rollemberb (PSB), o que se verifica em seu alto índice de rejeição.

MINAS GERAIS

ROMEU ZEMA 2

Em Minas,  Romeu Zema (Novo) vence Anastasia (PSDB) com mais de 68% dos votos.  Esta é a primeira eleição que Zema disputa e, no 1º turno, conquistou 42,73% dos votos. Por quase 30 anos, o candidato foi presidente do Grupo Zema, criado por sua família e que atua nas áreas de venda de automóveis e autopeças, postos de gasolina, moda, eletrodomésticos, eletrônicos, consórcio e finanças.                                                                                                                 

RIO GRANDE DO SUL 

EDUARDO LEITE

Eduardo Leite (PSDB) será o governador eleito com 60% dos votos válidos.

Com um discurso de renovação na política, foi eleito em 2012 o mais jovem prefeito de Pelotas, onde também exerceu o mandato de vereador.

José Ivo Sartori (MDB) é outro governador que não conseguiu agradar os eleitores, que não aprovaram sua gestão e estão apostando na renovação.

ELEIÇÕES EM 13 ESTADOS E NO DF2

 

Agência Brasil

Os eleitores de 13 estados e do Distrito Federal irão às urnas, neste domingo (28), votar para governador, além de escolher o futuro presidente da República.

Entre os candidatos a governador disputando o segundo turno, há somente uma mulher: a senadora Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. A petista concorre com Carlos Eduardo (PDT). Embora tenham sido registradas 30 candidaturas de mulheres aos governos estaduais, nenhuma foi eleita no primeiro turno, e apenas Fátima Bezerra chegou ao segundo turno.

A senadora é também a única candidata do PT no segundo turno. O partido elegeu três governadores no primeiro turno: Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA) e Wellington Dias (PI), além de aliados como Flávio Dino (PCdoB-MA) e Renan Filho (MDB-AL).

Apoio

O partido do presidenciável Jair Bolsonaro, o PSL, tem três concorrentes no segundo turno das eleições estaduais: Coronel Marcos Rocha (RO), Antônio Denarium (RR) e Comandante Moisés (SC).

Isso sem contar os candidatos de outras legendas que declararam apoio a Bolsonaro, como José Ivo Sartori (MDB-RS), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Doria (PSDB-SP), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) e Amazonino Mendes (PDT-AM).

Mesmo com a derrota do tucano Geraldo Alckmin na corrida presidencial, o PSDB é o partido com maior número de candidatos a governador no segundo turno. São seis: além de Doria, Leite e Azambuja, Antônio Anastasia (MG), José de Anchieta (RR) e Expedito Júnior (RO). No primeiro turno, o partido não elegeu governador.

Três candidatos do PSB foram eleitos no primeiro turno: Paulo Câmara (PE), Renato Casagrande (ES) e João Azevêdo (PB). Agora há mais quatro concorrendo: Rodrigo Rollemberg (DF), Marcio França (SP), João Capiberibe (AP) e Valadares Filho (SE).

São estes os candidatos a governador no segundo turno:

Amapá

Waldez Góes (PDT)

Atual governador do Amapá, teve 33,55% dos votos válidos no primeiro turno. Ex-deputado estadual, já foi governador do Amapá por duas vezes. Em 2010, logo depois de deixar o cargo para concorrer ao Senado, foi preso pela Polícia Federal, acusado de desviar recursos públicos. No ano passado, foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça, que entendeu não haver provas suficientes contra ele. Natural de Gurupá, tem 57 anos.

João Capiberibe (PSB)

Senador pelo Amapá, Capiberibe ficou com 30,10% dos votos no primeiro turno. Já foi prefeito de Macapá e governador do estado. Em 2002, Capiberibe e a mulher Janete foram acusados de comprar votos por R$ 26, em um processo movido pelo PMDB (hoje MDB). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos dos dois em 2005. Em 2010, foi eleito para o Senado, mas só conseguiu tomar posse após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Amazonas

Wilson Lima (PSC)

No primeiro turno, o candidato do PSC surpreendeu e ficou à frente do atual governador Amazonino Mendes (PDT) e do ex-governador Omar Aziz (PSD). Teve 33,73% dos votos. Lima é jornalista e apresentador de televisão. Até junho deste ano, comandava o programa popular Alô Amazonas, na TV A Crítica de Manaus. Era filiado ao PR, mas deixou o partido quando este se aliou ao MDB do senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia.

Amazonino Mendes (PDT)

É o atual governador do Amazonas, cumprindo um mandato-tampão, após a cassação de José Melo, por abuso de poder econômico. Neste ano, Mendes ficou em segundo lugar no primeiro turno, com 32,74%. O pedetista tenta o quinto mandato de governador. Ele já foi duas vezes prefeito de Manaus. Entre 1991 e 1992, Mendes ocupou uma cadeira no Senado, mas deixou o mandato para disputar as eleições municipais.

Distrito Federal

Ibaneis Rocha (MDB)

Conquistou 41,97% dos votos no primeiro turno. Ibaneis foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Distrito Federal. Ele construiu sua carreira defendendo servidores públicos, nas áreas trabalhista e previdenciária. Tornou-se conhecido ao defender um dos jovens condenados por atear fogo no índio Galdino, que dormia em uma parada de ônibus, em Brasília, em abril de 1997. É acusado de superfaturar honorários em ação da prefeitura de Jacobina (BA).

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Atual governador do Distrito Federal, Rollemberg teve 13,94% dos votos no primeiro turno. Nascido no Rio de Janeiro, com menos de um ano de idade, chegou a Brasília, onde construiu sua carreira política. Filiado ao PSB desde 1985, Rollemberg foi deputado distrital, federal e senador. Foi eleito governador em uma aliança que incluía o PSD e o PDT. Ano passado, os dois partidos romperam com o governador, que enfrenta alto índice de rejeição.

Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja (PSDB)

Candidato à reeleição, Azambuja teve 44,61% dos votos no primeiro turno. Começou sua carreira política como prefeito de Maracaju, por dois mandatos consecutivos. Antes de chegar ao governo do estado, nas eleições de 2014, elegeu-se deputado estadual e federal. O governador foi citado na delação do empresário Wesley Batista, da JBS. Ele teria recebido R$ 45,6 milhões em propina, denúncia que está sob investigação no Superior Tribunal de Justiça.

Juiz Odilon (PDT)

Estreante em eleições, o juiz federal aposentado conseguiu 31,62% dos votos no primeiro turno. Pernambucano, migrou com a família para o Mato Grosso em 1953, fugindo da seca. Como juiz federal, atuou no combate ao narcotráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, condenando chefes do crime organizado. Até hoje vive sob proteção policial, pois teve a cabeça oferecida a prêmio pelo narcotráfico. Seu trabalho inspirou o filme Em Nome da Lei, do diretor Sérgio Rezende.

Minas Gerais

Romeu Zema (Novo)

Na primeira eleição que disputa, o empresário mineiro conquistou 42,73% dos votos no primeiro turno. Foi filiado ao PR de dezembro de 1999 a janeiro de 2018, quando aderiu ao partido Novo, para concorrer a governador de Minas Gerais. Por quase 30 anos, o candidato foi presidente do Grupo Zema, criado por sua família e que atua nas áreas de venda de automóveis e autopeças, postos de gasolina, moda, eletrodomésticos, eletrônicos, consórcio e finanças.

Antonio Anastasia (PSDB)

O senador tucano, que foi vice-governador e governador de Minas Gerais, ficou com 29,06% dos votos no primeiro turno. Sucessor de Aécio Neves no governo mineiro, em 2010, Anastasia foi reeleito no primeiro turno, com 6,2 milhões de votos (62,7%). Em abril de 2014, deixou o cargo para concorrer ao Senado e coordenar o programa de governo de Aécio Neves, derrotado pela petista Dilma Rousseff. Mestre em Direito Administrativo, é professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

Pará

Helder Barbalho (MDB)

O candidato ficou com 47,69% dos votos no primeiro turno. Filho do senador Jader Barbalho e da deputada Elcione, Helder foi ministro dos Portos e da Integração Nacional. Foi vereador e prefeito de Ananindeua, cidade da região metropolitana de Belém. Helder foi citado nas delações da Odebrecht: teria recebido irregularmente R$ 1,5 milhão da empreiteira para a campanha de 2014, quando concorreu a governador do Pará pela primeira vez.

Marcio Miranda (DEM)

Miranda teve 30,21% dos votos no primeiro turno. Disputa o governo do estado pela primeira vez, mas cumpre o quarto mandato de deputado estadual. É o atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará, cargo que ocupa pela terceira vez. Construiu sua carreira política em Castanhal, cidade da região metropolitana de Belém, onde atua como médico. Antes de entrar no DEM, já foi filiado ao PSDB e ao PDT. Mineiro de Pavão, Miranda é capitão reformado da Polícia Militar do Pará.

Rio de Janeiro

Wilson Witzel (PSC)

Teve 41,28% dos votos no primeiro turno. Juiz federal durante 17 anos, Witzel disputa sua primeira eleição. No início do ano, após pedir exoneração da Justiça Federal, filiou-se ao PSC para concorrer a governador do Rio de Janeiro. Como juiz atuou em varas cíveis e criminais, no Rio de Janeiro e em Vitória. Natural de Jundiaí (SP), Witzel formou-se em Direito pela Universidade Federal Fluminense. É professor de Direito Penal Econômico há 20 anos.

Eduardo Paes (DEM)

O candidato do DEM teve 19,56% dos votos no primeiro turno. Paes fez parte da Juventude Cesar Maia, que o lançou na carreira política, como subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Foi vereador no Rio de Janeiro e duas vezes deputado federal. Em 2008, foi eleito prefeito do Rio de Janeiro, reeleito em 2012. Na sua trajetória política, foi filiado ao PV, PFL (hoje DEM), PTB, PSDB e PMDB (hoje MDB). Foi aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Sérgio Cabral, ambos presos. Seu ex-secretário de Obras está em prisão domiciliar por condenação na Lava Jato.

Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra (PT)

Única mulher na disputa, a petista teve 46,17% dos votos no primeiro turno. Senadora com mandato até 2023, Fátima Bezerra foi eleita duas vezes deputada estadual e três vezes deputada federal. Natural da Paraíba, é pedagoga, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Construiu sua carreira nas redes públicas de educação de Natal e do Rio Grande do Norte. Atua na área de direitos humanos, meio ambiente e na defesa dos direitos dos trabalhadores e das mulheres.

Carlos Eduardo (PDT)

Conquistou 32,45% dos votos no primeiro turno. Filho do ex-prefeito Agnelo Alves, cassado pela ditadura militar, foi deputado estadual e quatro vezes prefeito de Natal. Pertence a uma tradicional família de políticos do Rio Grande do Norte: é sobrinho do ex-ministro Aluísio Alves e primo do senador Garibaldi Alves Filho e do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, denunciado na operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Renunciou à prefeitura de Natal para concorrer a governador.

Rio Grande do Sul

Eduardo Leite (PSDB)

O candidato tucano teve 35,90% dos votos no primeiro turno. Com um discurso de renovação na política, foi eleito em 2012 o mais jovem prefeito de Pelotas, onde também exerceu o mandato de vereador. Nas eleições municipais de 2016, decidiu não concorrer à reeleição e lançou a candidatura de sua vice. Ao concluir o mandato de prefeito, foi para o exterior estudar, mas voltou ao país para assumir a presidência estadual do PSDB, quando passou a percorrer o estado e fazer reuniões.

José Ivo Sartori (MDB)

O atual governador do Rio Grande do Sul teve 31,11% dos votos no primeiro turno. Iniciou sua carreira política no movimento estudantil e desde 1976 vem acumulando cargos eletivos, sempre pelo MDB (antigo PMDB), ao qual é filiado desde 1974. Foi vereador e prefeito de Caxias do Sul. Exerceu cinco mandatos consecutivos de deputado estadual e chegou à presidência da Assembleia Legislativa. Foi deputado federal, mas renunciou na metade do mandato para assumir a prefeitura de Caxias do Sul.

Crédito: Reprodução/Instagram
         Crédito: Reprodução/Instagram
Estadão Conteúdo

Na última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo antes da eleição, os candidatos ao governo de São Paulo Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) aparecem empatados numericamente pela primeira vez desde o início do segundo turno. Cada um está com 50% dos votos válidos — em relação ao levantamento anterior, do dia 23 de outubro, França subiu três pontos, enquanto Doria caiu três.

Nos votos totais, quando os brancos e nulos são considerados, França pontua 43%, contra 42% do tucano. Os números representam aumento de quatro pontos do candidato do PSB em relação à pesquisa anterior. Doria oscilou um para baixo dentro da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Brancos e nulos somam 10%; os que não sabem ou não quiseram responder, 5%.

O instituto também mediu a rejeição aos dois candidatos. Doria é rejeitado por 36% dos entrevistados, enquanto 25% disseram que não votariam em França “de jeito nenhum”. Os números representam oscilação de dois pontos, dentro da margem de erro: para cima no caso do tucano e para baixo do lado do candidato do PSB.

A pesquisa revela diferença significativa entre capital e interior. Ex-prefeito que deixou o cargo para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, Doria perde de 63% a 37% na cidade de São Paulo — a vantagem do França subiu quatro pontos em relação ao levantamento anterior. Na Região Metropolitana, França também ganha: 56% a 44%. No interior do Estado, Doria vence com 58% dos votos válidos, ante 42% do adversário. Na capital, a rejeição a Doria é de 52%, contra apenas 22% de França.

O Ibope entrevistou 2.002 pessoas nos dias 26 e 27 de outubro de 2018. A margem de erro estimada é de dois pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerada a margem de erro. A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela Rede Globo e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo SP-02081/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR- 04466/2018

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 27 de outubro de 2018
Bolsonaro e Haddad (Divulgação)
                                                                                                                                                                  Bolsonaro e Haddad (Divulgação)

Pesquisa CNT/MDA divulgada no final da tarde deste sábado (27) aponta que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, será eleito o próximo presidente do Brasil. Bolsonaro aparece com 56,8% dos votos válidos, contra 43,2% de Fernando Haddad.

Considerando-se os votos totais, Bolsonaro aparece com 48,5% das citações, enquanto Haddad tem com 37,0%, além de 10,3% que pretendem anular ou votar em branco e 4,2% de indecisos.

Em relação aos níveis de rejeição para os candidatos, 51,2% dos entrevistados disseram que não votariam em Haddad de jeito nenhum. Para Jair Bolsonaro, esse índice é de 42,7%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 27 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06933/2018.

Intenção de voto (ESPONTÂNEA)
Jair Bolsonaro: 46,2%
Fernando Haddad: 34,3%
Outros: 0,1%
Branco/Nulo: 10,8%
Indecisos: 8,6%
Intenção de voto (ESTIMULADA) – VOTOS TOTAIS
Jair Bolsonaro: 48,5%
Fernando Haddad: 37,0%
Branco/Nulo: 10,3%
Indecisos: 4,2%
Intenção de voto (ESTIMULADA) – VOTOS VÁLIDOS
Jair Bolsonaro: 56,8%
Fernando Haddad: 43,2%

A definição de voto é definitiva para: 91,3% dos eleitores de Jair Bolsonaro e para 91,4% de Fernando Haddad.

CAPA BOLSONARO

 

A menos de 24 horas do início das eleições do 2º turno para presidente – e, em alguns estados, também para governador -, os estudos técnicos  realizados pela equipe da Revista TOTAL e do Blog Revista TOTAL chegaram a uma conclusão que pode não ser a que todos esperam: de um resultado apertado entre o 1º e 2º colocados.

Segundo tais estudos, a conclusão da equipe é que Jair Bolsonaro vencerá as eleições com uma votação em torno de 57% a 63,5% dos votos válidos.

BOLSONARO X HADDAD NA TVOntem (26), no último dia dos programas eleitorais em rádio e tv, os dois candidatos perderam a última oportunidade de esclarecer dúvidas e falar mais de seus programas de governo e apenas trocaram acusações e intensificaram as críticas mútuas.

Neste sábado (27), na véspera da grande decisão, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)  ainda buscam apoio e votos. Bolsonaro deve permanecer em sua casa, na Barra da Tijuca, como fez ao longo da campanha, onde recebe correligionários e simpatizantes. Haddad concentra essas últimas 24 horas em São Paulo, onde faz a chamada Caminhada pela Paz, em Heliópolis. Ele retornou à capital paulista, depois de passar por Recife, João Pessoa e Salvador nos últimos dias.

Nas redes sociais, também é intensa a participação de ambos candidatos e suas respectivas equipes.

RJ JUIZ X PAES

 

O juiz federal Wilson Witzel (PSC)  deverá ser o novo governador do Rio de Janeiro, numa prova de que também no estado fluminense existe um sentimento, um desejo de mudança.

Witzel é considerado uma surpresa na eleição, pois no 1º turno ele sempre aparecia em 6º lugar nas pesquisas, mas após o debate na televisão começou a subir, consolidando-se e chegando à vitória. Ele obteve 3.154.771 (41,28%) dos votos, mais do que o dobro do 2º colocado, Eduardo Paes, que conseguiu 1.494.831 (19,56%).

Wilson Witzel nasceu em Jundiaí, em 1968. Aos 19 anos, mudouse para o Rio de Janeiro, onde se tornou fuzileiro naval e defensor público. Fez mestrado em Processo Civil e doutorado em Ciência Política. Foi professor de Direito Penal Econômico por maios de 20 anos, ministrando aulas em instituições como a Fundação Getulio Vargas e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 2001, ele entrou para a magistratura, atuando em varas criminais e cíveis, chegando a presidir, entre 2014 e 2016, a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes).

Para candidatar-se ao cargo do governo do Rio, Witzel filiou-se este ano ao Partido Social Cristão (PSC).

Em entrevista coletiva, ao passar para o 2º turno, ele afirmou que as pesquisas de intenção de votos devem ser revistas. “Os debates foram fundamentais e as entrevistas demonstraram quem tem mais equilíbrio para ser governador [do Estado]. Eu estou muito feliz por ter chegado até aqui e tenho certeza que vamos consolidar a nossa vitória nesse 2º turno”, avaliou.

ELEIÇÃO RJ 1

ELEIÇÃO RJ

Pesquisa para governador do Rio de Janeiro no 2º turno  realizada pelo Ibope de 20 a 23 de outubro com 1.512 entrevistados (Rio de Janeiro). Contratada por: REDE GLOBO. Registro no TSE: RJ-07513/2018. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Confiança: 95%. *Não sabe / Não respondeu
Crédito: Reprodução/Facebook
                                                      Crédito: Reprodução/Facebook

Estadão Conteúdo

O candidato ao governo de São Paulo Márcio França (PSB) comemorou por meio de sua conta no Twitter o aumento da rejeição ao seu rival, João Doria (PSB).

“A rejeição ao Doria aumentou para 40%! Uma rejeição que aumenta todo dia, passando em apenas 3 dias de 35% para 40%. É isso, quem conhece o Doria não confia. O momento é de mobilização. Vamos todos ligar para o interior. E quem é do interior ligue para São Paulo”, disse França. Candidato do PSB fez a citação baseada na pesquisa RealTime Big Data, encomendada pela Record TV.

MÁRCIO FRANÇA VENCE

P. S.

Estudos da Revista TOTAL apontam vitória de Márcio França com 53,0% a 54,5%

Logo após as eleições, em que se constataram vários erros dos institutos de pesquisa, inclusive dando resultados em que o governador de São Paulo estaria fora do 2º  turno, pois sempre aparecia em 3º  lugar, a Revista TOTAL  lançou uma matéria de capa afirmando que Márcio França seria reeleito governador de São Paulo.

Agora, a menos de 24 horas do início do pleito, a REvista TOTAL anuncia que o atual governador de São Paulo, Márcio França, será reeleito com uma votação entre 53,0% a 54,5% dos votos válidos.

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