Arquivos do mês outubro 2018

RENATA CAMPOS E FILHOS

“Por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher”. Este provérbio português não se encaixa quando se fala de Renata Campos.

Viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014, quando se encontrava em campanha para presidente do Brasil, e mãe de João Campos, o primogênito do casal, Renata nunca ficou atrás de Eduardo. Muito pelo contrário, ela sempre esteve ao seu lado. Não apenas como a esposa – que ele tanto amava e admirava -, nem como a mãe dedicada – sempre presente em todos os momentos da vida dos 5 filhos -, mas, sobretudo, como companheira, como conselheira, participando e dando sugestões tanto na vida do casal como, inclusive, na vida política do marido.

RENATA CAMPOS COPM EC E MIGUEL RNEduardo Campos ouvia, acatava as sugestões na maioria das vezes e dividia com ela todo o seu sucesso, fazendo questão de sua presença em todos os momentos de sua vida. Eles conversavam muito. Ela o acompanhava nas viagens durante as campanhas e após o marido eleito.  Durante o governo de Eduardo Campos, Renata foi responsável pelo Programa de Artesanato de Pernambuco – a Fenearte – e também pelo premiado (pela ONU ) programa Mãe Coruja, que busca diminuir a mortalidade materna e infantil no Estado.

RENATA COM LULA NO FUNERAL DE EC

Quando aconteceu o trágico acidente e nos dias que se seguiram, Renata surpreendeu a todos que a visitaram, inclusive os amigos e familiares. Enquanto Ana Arraes, a mãe de Eduardo, desabou, Renata, mesmo demonstrando intenso sofrimento, mas com serenidade, liderou a família, tomando as decisões para o funeral. “A fé, nessas horas, é o que nos sustenta. Nós conversamos bastante. Renata disse que veio do Rio hoje, esteve com ele de manhã, num momento rápido. Ela nem está acreditando ainda”, comentou Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, no dia do acidente, após deixar a casa da família.

Um dia após o enterro de Eduardo Campos (17/08/2014), ainda encontrou forças para participar, na segunda-feira (18/08/2014), da reunião com políticos da aliança regional do PSB e outros partidos, para as discussões da nova composição da chapa para substituição da que vigorava até então, Eduardo-Marina. Sua presença naquela reunião tinha o objetivo de garantir que dessem continuidade ao trabalho do marido.

RENATA CAMPOS COM MARINA SILVANaquela época, a imprensa, os políticos e amigos do ex-governador especulavam se Marina Silva aceitaria substituir o político desaparecido e sobre quem seria a pessoa que comporia a nova chapa no papel de vice. A imprensa informou que Marina Silva queria Renata Campos, viúva do ex-governador pernambucano, preenchesse a vaga. Segundo a repórter da Revista Piauí, Daniela Pinheiro, quando ainda havia essas especulações e nenhuma definição “Marina quer Renata Campos, a viúva, como candidata a vice-presidente. Considera que ela, auditora do Tribunal de Contas de Pernambuco, gosta de política e entende de administração pública. Sua candidatura seria também uma maneira de homenagear o marido e manter viva a imagem da família na própria chapa presidencial”, dizia um trecho do texto publicado pela revista.

Foi então que, por todo o país, todos começaram a se perguntar: Quem é Renata Campos?, já que ela era RENATA SIMPLESpraticamente desconhecida fora de Pernambuco.

Segundo o site redebrasilatual.com.br, “Renata é uma mulher discreta, adepta de roupas simples, pouco chamativas, e mãe de cinco filhos, tida como o grande esteio de Eduardo Campos. Fez faculdade de economia, passou em ótima colocação no concurso para auditora do Tribunal de Contas do Estado (TCE), engravidou aos 46 anos do quinto filho e não se fez de rogada em, pouco tempo após o parto, acompanhar o marido na maioria das viagens, carregando o pequeno Miguel (nascido em janeiro de 2014, o nome do caçula foi dado em homenagem a Miguel Arraes) para todos os lugares.”

O site diz ainda que , “alguns meses atrás, durante reportagem para a Revista Piaui, a ex-primeira-dama deu uma declaração que mostra bem sua personalidade. Quando perguntada se acreditava que despertaria muita curiosidade ao longo da eleição, comentou: “Eu não sei, mas pode ser curioso saber quem é a mulher que teve cinco partos normais, cinco filhos do mesmo marido, não pinta o cabelo e tem uma profissão.”

RENATA CAMPOS COM JOÃOEm 2014, o PSB queria lançar João Campos como candidato do partido, porém Renata não permitiu, afirmando que ele era ainda muito jovem, precisava terminar o curso de Engenharia na UFPE para depois pensar em concorrer a um cargo eletivo.

O depois chegou neste ano. João Campos percorreu todo o Estado, realizou importantes parcerias, conquistou muita gente com seu jeito firme de falar as coisas e também pela semelhança com o pai. Semelhança essa que não era apenas física, ele se assemelhava ao pai também na questão da base familiar sólida. Na proteção, nos ensinamentos, nos conselhos e, sobretudo, nas decisões, ele tinha ao seu lado uma mulher: Renata Campos. Além de ela ter decidido o momento certo de ele se candidatar ao um cargo público, ela acompanhou todos os passos do filho e de todos que trabalharam na sua campanha. Foi ela quem determinou que João não tocaria em um centavo para realizar a sua campanha eleitoral. Como muita gente apareceria para ajudar, toda e qualquer arrecadação seria via o PSB. Fora do partido e da legalidade não haveria acordo.

Agora, que fez o filho o deputado federal mais votado de Pernambuco, talvez nas próximas eleições, com João Campos já mais solidificado e mais experiente na política, talvez Renata Campos  dê o passo que todos esperavam dela, logo após a morte do marido: candidatar-se a um cargo público.

Resta esperar, para ver…

19/04/2013. Credito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.- Blog JA - Show de Maria Bethania,Cartas de Amor.na foto - Renata e Eduardo Campos
Renata e Eduardo Campos no show de Maria Bethania: Cartas de Amor, em 19/04/2013. (Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.- Blog JA)
Missão da OEA
                                                                                                                                                                                                                                                                Missão da OEA

​Os integrantes da Missão de Observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovaram o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras. Eles passaram cerca de oito dias no Brasil, acompanhando todo o processo de preparação e coleta dos votos e constataram que não existe a possibilidade de qualquer tipo de irregularidade e mesmo invasão por “hackers”, uma vez que elas não têm ligação com a Internet. Os peritos verificaram o funcionamento em 390 seções eleitorais e também do centro de coletas de informações, em Brasília.

OEA LAURA CHICHILLAA missão foi chefiada por ​Laura Chinchilla, ex-presidente da Costa Rica, que elogiou o funcionamento das urnas eletrônicas, considerando-as como um equipamento moderno e eficiente. “Nosso pessoal analisou todos os detalhes da forma como funcionam, especialmente, verificando as questões em que aconteceram denúncias e reclamações. Nada foi constatado”.

​Gerardo de Icaza, diretor de Cooperação e Observação Eleitoral da OEA, disse que os peritos componentes da missão analisaram todos os aspectos e não conseguiram encontrar qualquer tipo de irregularidade. “Não conseguimos encontrar qualquer ponto que pudesse permitir a mudança do resultado eleitoral”, asseverou o chefe dos peritos internacionais. Ele chegou a explicar que, como em cada urna existem cerca de 400 votos, seriam necessárias centenas ou milhares de urnas que fossem manipuladas de forma irregular para conseguir favorecer a determinado candidato. No âmbito federal, ele calculou que seriam necessárias cerca de 2.500 urnas fraudadas para que interferisse no pleito.

BOMBEIROS PE

A programação de aniversário dos 131 anos do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) começou com a realização do III Encontro Técnico Profissional, que aconteceu na Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC). Na ocasião, foram discutidos vários assuntos de relevância para melhoria dos serviços prestados pela corporação.

BOMBEIROS NOVO CEL CUNHAO coronel Manoel Cunha, comandante geral do CBMPE, presidiu o encontro e afirmou que o evento é de muita importância, pois serve para que sejam discutidos importantes assuntos que fazem parte do dia-a-dia das diversas unidades operacionais.

“Essas apresentações mostram que nosso efetivo está sempre preocupado em melhorar as suas atividades, tornando-as mais eficientes. Nesse encontro, foram apresentadas novas modalidades de trabalho para diversas ações que realizamos diariamente”, afirmou o coronel Manoel Cunha.

ASSUNTOS – Os debates começaram com apresentação do Capitão Quirino, do 1º Grupamento de Bombeiros (1º GB), que mostrou a importância da eficiência no resgate de vítimas de acidentes de veículos, ressaltando a estabilização e extração dos motoristas e passageiros.

Em seguida, o Capitão Henrique, do 2º GB, falou sobre a experiência que vem sendo empregada na cidade de Caruaru, relativa a combate a incêndios em feiras livres.

As ações integradas entre os bombeiros militares e outras entidades foram apresentadas pelos Majores Heitor, do 6º GB, e Santa Clara, do Grupamento Tático Aéreo, em acidentes florestais.

O encontro foi encerrado com palestra sobre as ações de Defesa Civil praticadas nas enchentes ocorridas na Mata Sul, no ano passado, proferida pelo Major Vitoriano, da Codecipe.

Além dos bombeiros militares, participaram das discussões servidores estaduais e municipais.

ELEIÇÕES 2018

 

 

 

 

FERNANDO MONTEIRO É REELEITO

 

Fernando Monteiro está entre os eleitos neste domingo (7) para a Câmara Federal. Após receber apoios de prefeitos e lideranças de várias cidades pernambucanas, em campanha baseada na conversa “olho no olho”, elaborando propostas baseadas na realidade de cada comunidade, o resultado positivo chegou com o aval de mais de 82 mil pernambucanos.

A conquista não chegou à toa. Em seus três anos de mandato como deputado federal, Fernando Monteiro conseguiu mais de R$ 1 bilhão em recursos para Pernambuco. Ele também participou da articulação de avanços importantes para a geração de empregos e aquecimento da economia estadual, como a chegada da fábrica de medicamentos da Aché, em Suape, e da Clínica de Nefrologia do Araripe, em Araripina, além da conquista de recursos para manter a fábrica da Hemobrás em Goiana.

Fernando Monteiro, do Partido Progressista (PP), integrou a chapa da Frente Popular de Pernambuco, encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB), reeleito no primeiro turno. “Sempre estive ao lado do governador, merecidamente vitorioso, apoiando o grupo mais comprometido com o futuro de Pernambuco”, destaca o deputado eleito.

“Estou feliz demais pelos votos de confiança dados a mim através das urnas. Agradeço a todos os milhares de pernambucanos que acreditam no meu trabalho e que me deram seu aval para continuar buscando por conquistas para o nosso Estado. Vou responder a isso com muita dedicação, como tenho feito, seja via emendas parlamentares, seja atuando para destravar obras com recursos da União ou articulando as parcerias necessárias. Não vou decepcioná-los”, retribui Fernando Monteiro, que conclui: “Juntos somos fortes!”.

Foto: Juana Carvalho/Divulgação.

ELEIÇÕES 2018

 

 

 

 

PAULO CÂMARA COM GERALDO FREIRE

Por: Márcio Maia

Depois de ter sido reeleito governador do Estado, derrotando pela segunda vez consecutiva, o senador Armando Monteiro (PTB), o governador Paulo Câmara (PSB) retomou sua agenda de trabalho no Palácio do Campo das Princesas. Ele tece o apoio de 13 partidos que formaram a Frente Popular de Pernambuco e foi reeleito com 50,7 por cento dos votos válidos.

De manhã, ele concedeu várias entrevistas quando agradeceu ao eleitorado pernambucano e afirmou que vai continuar trabalhando duro para resolver os problemas.

Voltou a criticar o presidente da República, Michel Temer (MDB), ressaltando que Pernambuco vem sofrendo retaliação e que as verbas necessárias para a conclusão de diversas obras estão sendo retidas em Brasília. Explicou que espera contar com o apoio dos senadores Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB) para destravar a liberação dos recursos.

Em conversa com Geraldo Freire na Radio Jornal, adiantou que vai procurar Temer para conseguir mais dinheiro para concluir as Adutoras do Agreste e do Sertão, pois o povo está sofrendo muito com a falta d’água.

Ele disse que tem plena consciência do que tem de fazer e adiantou que os setores da Saúde e da Segurança Pública serão as prioridades nos próximos quatro anos. Afirmou estar otimista com a diminuição dos índices de violência registrada desde o início do ano, principalmente, na questão dos homicídios. Garantiu que vai continuar com o reaparelhamento das Polícias Militar, Civil e Científica, contratando mais policiais e adquirindo mais equipamentos.

No ano passado, os assassinatos passaram de 5 mil e esse ano deverá ter uma diminuição de cerca de 20 por cento, ficando em torno de 4 mil casos.

Acentuou que a área de Saúde também vai receber especial interesse e que as prioridades serão a conclusão das novas unidades hospitalares (Unidades de Pronto Atendimento Especializado – UPAE) e a contratação de mais profissionais. Garantiu a conclusão do Hospital Regional de Serra Talhada e o início do Hospital da Mulher, em Caruaru.

Também garantiu o pagamento do 13º salário para os beneficiados do Bolsa Família em 2019, cujos recursos serão oriundos do Fundo de Erradicação da Pobreza, que deverá ter mais dinheiro com o aumento da arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).

ELEIÇÕES 2018

 

EDIÇÃO 101

Mais uma vez a Revista TOTAL mostrou coragem, ao anunciar, mais de 30 dias antes, a vitória do governador Paulo Câmara – Acertou 100% -, dos senadores Humberto Costa e Jarbas Vasconcelos – Acertou 100% -, dos deputados federais – Acertou 92% – e dos deputados estaduais – Acertou 87,4%.

ELEIÇÕES DE PERNAMBUCO 2

Isso é o resultado de muito trabalho, fazendo de um jeito diferente do que, geralmente, fazem os institutos de pesquisa. A equipe da Revista TOTAL não se limita a perguntar em quem o eleitor vai votar ou mandar optar entre um e outro candidato. A equipe, durante 90 dias, viajou por vários pontos do Estado, mantendo encontros com formadores de opinião, políticos, ex-políticos e eleitores de vários segmentos. Discutindo, conversando, ouvindo, se informando, foi-se compondo o quadro dos melhores colocados e, ao final, elaboradas as listas com o resultado desses estudos técnicos.

PROFECIA DA REVISTA TOTAL

“Em Vitória de Santo Antão, sede da Revista TOTAL, por exemplo, nós anunciamos 90 dias antes que três representantes da cidade se elegeriam. Às vésperas das eleições, fizemos uma matéria onde demos nomes e ratificamos a nossa previsão (https://blogrevistatotal.com.br/2018/10/07/vitoria-de-santo-antao-mostra-sua-forca-politica-elegendo-tres-deputados/).  Inclusive, um ano antes, profetizamos que Aglaílson Víctor seria uma futura liderança da cidade, o que se consolidaria com a sua vitória nas eleições deste ano, ficando entre o 5º. e o 10º. lugares e teria mais de 50 mil votos.  Aglaílson Victor venceu, classificando-se em 7º. lugar, com mais de 60 mil votos, reafirmando, mais uma vez,  a seriedade e profissionalismo da nossa equipe”, afirmou Marcelo Mesquita, presidente do Grupo TOTAL.

ELEIÇÕES 2018

REVISTA TOTAL 101

 

Como já vem acontecendo há 12 anos, as previsões da equipe da Revista TOTAL se confirmam em mais uma eleição, com 100% de acerto, nas previsões para governador e senadores.

É preciso ter coragem para, num cenário como o que vinha se apresentando, uma revista anunciar, 60 dias antes das eleições, que um determinado candidato ganharia a eleição, como aconteceu.

A Edição nº 100 da Revista TOTAL, além de afirmar que Paulo se reelegeria no 1º turno, em uma matéria especial, mostrou a grande quantidade de obras realizadas pelo governador, para calar a voz dos que diziam que ele não havia feito nada por Pernambuco. Paulo fez e fez muito. E o povo pernambucano reconheceu o seu trabalho, dando-lhe, como agradecimento, a vitória no 1º turno, como aconteceu há 4 anos atrás.

PAULO CÂMARA VENCE

Em 2014, muitos disseram que Paulo vencera a eleição pela comoção que se assomou do povo pernambucano, com a morte trágica de Eduardo Campos. Agora, no entanto, não teve um motivo sentimental. O motivo da reeleição foi a razão, pois os pernambucanos comprovaram que não são tolos, nem se enganam facilmente.

A vitória não foi fácil, pois só foi confirmada matematicamente após atingir a apuração de mais de 99% das urnas. Quando chegou a esse número, a reeleição estava confirmada, pois, mesmo que todos os demais votos a serem computados fossem para Armando, não daria para adiar o resultado para um 2º turno.

Afinal, dizem que “nada fácil presta, pois tudo o que vem fácil vai fácil também”. As dificuldades e esse impasse até quase o final da apuração, valorizam sobremaneira a grande vitória do governador Paulo Câmara que, agora, tem mais 4 anos pela frente para fazer mais por Pernambuco e comprovar, definitivamente, que um técnico, sem nenhuma experiência política pode, sim, administrar bem um Estado tão cheio de problemas como é Pernambuco e acertar.

A partir de agora, Paulo Câmara não é mais um técnico sem nenhuma experiência política. É um grande político que soube usar a técnica para não deixar Pernambuco parar.

PAULO VENCE 2

A Revista TOTAL também anunciou há mais de 30 dias que os senadores eleitos seriam Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa, e isso também se confirmou.

Votaram nesta eleição, 82,10% dos eleitores aptos.

Ainda hoje, a Revista TOTAL está mostrando o percentual de acerto nas previsões para deputados estaduais e federais.

ELEIÇÕES 2018

A eleição de 2018 não foi apenas aquela que começou com um candidato preso e outro esfaqueado: ela pôs de pernas para o ar os parâmetros eleitorais no país
A eleição de 2018 não foi apenas aquela que começou com um candidato preso e outro esfaqueado: ela pôs de pernas para o ar os parâmetros eleitorais no país
Por: Roberta Paduan

A eleição presidencial de 2018 ficará marcada tanto pelas certezas que jogou por terra quanto pelos fenômenos que revelou. Na primeira categoria, basta lembrar que coligações partidárias, tempo de TV, dinheiro e um marqueteiro bem pago eram, até quatro anos atrás, cláusulas pétreas de uma candidatura vitoriosa. Nesta, de nada valeram. A prova do axioma pode ser resumida numa constatação que de tão bizarra parece um meme, mas não é: o Cabo Daciolo, que declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter gasto até agora 738,37 reais em sua campanha, está tecnicamente empatado com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que sacou 43 milhões de reais do próprio bolso para bancar a sua, ao que tudo indica, fracassada candidatura.

Detalhe: o cabo pertence ao Patriotas, partido fundado há seis anos, com menos de 80 000 apoiadores no país. Meirelles é do MDB, sigla que existe desde sempre, tem 3,4 milhões de filiados e 5 346 diretórios espalhados pelo país.

Na outra ponta — a dos fenômenos inéditos e surpreendentes, às vezes estarrecedores —, já é possível afirmar que este foi o pleito do WhatsApp, do partido de um homem só, da polarização e dos paradoxos, como o que estabeleceu que os candidatos mais rejeitados podem ser também os favoritos. Em pesquisa do Datafolha, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tinha 45% de rejeição e Fernando Haddad, do PT, 41%, os maiores índices entre todos os concorrentes. Isso sem contar que a disputa começou com um candidato preso e outro esfaqueado.

A campanha de 2018 revirou de cabeça para baixo os parâmetros das eleições presidenciais tais como o Brasil se acostumou a vê-las — e a Lava-Jato teve uma significativa participação nisso. Analistas concordam que, ao revelar as vísceras da corrupção no país e aprofundar o desgaste da classe política, a operação ajudou a alavancar a popularidade de candidatos outsi­ders ou identificados como tal — caso do veterano deputado Bolsonaro, vendido e comprado como “novidade” eleitoral. A abundância de candidaturas saídas da caserna tem a mesma origem, afirmam especialistas. O fato de uma parcela da população associar os militares à garantia da lei e da ordem estimulou mais de 100 a disputar cargos legislativos neste ano, outro recorde deste pleito.

Polarização - Sarney passa a faixa para Collor, em 1989: até então, era o pleito mais extremado (Gazeta do Povo)
Polarização - Sarney passa a faixa para Collor, em 1989: até então, era o pleito mais extremado (Gazeta do Povo)

O descrédito em relação aos políticos explica ainda a inédita parcela de eleitores que dizem pretender votar nulo ou em branco — a poucos dias do primeiro turno, eles somam 11%, segundo o Ibope, sendo que o recorde no mesmo período era de 7%, registrado na eleição de 1998.

Não é preciso esperar o resultado do dia 7 para afirmar que a eleição de 2018 será também lembrada como a ocasião em que um ex-folclórico e ex-­obscuro parlamentar concorrendo por um partido nanico, e com dezesseis segundos na TV, deixou comendo poeira, entre outros, um tucano histórico, dono de uma coligação de seis partidos e onze minutos de propaganda na TV. Na quarta-feira 3, segundo o Ibope, Bolsonaro tinha oscilado de 31% para 32% nas intenções de voto e Geraldo Alckmin havia caído de 8% para 7%.

Recorde - O tucano Beto Richa: um dos 45 candidatos suspeitos de corrupção (Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress)
Recorde - O tucano Beto Richa: um dos 45 candidatos suspeitos de corrupção (Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress)

Para o filósofo Roberto Romano, o mesmo sentimento de frustração do eleitor diante das descobertas feitas pela Lava-­Jato é o que está por trás da polarização jamais vista no cenário eleitoral brasileiro — mais da metade das intenções de voto (55%) recai hoje sobre os dois extremos da disputa, o que não ocorreu nem em 1989, quando Fernando Collor (PRN) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pontuavam, juntos, 41% nas intenções de voto antes do pleito. “Grande parte dos eleitores está mais do que insatisfeita”, diz Romano, que também é professor de filosofia política na Unicamp. “Está com raiva, e essa raiva está sendo expressa dessa forma”, acrescenta.

Fora do escopo da operação que expôs o gigantismo da corrupção na política nacional, outro fenômeno mostrou que as eleições presidenciais nunca mais serão as mesmas depois desta. Redes sociais como o WhatsApp foram os grandes cabos eleitorais de candidatos tanto nos centros urbanos quanto nos rincões. O Datafolha revelou que 68% dos eleitores possuem conta em pelo menos uma rede e, entre os jovens, o porcentual atinge 93%. Metade dos eleitores assiste a vídeos de política na internet. No caso dos eleitores de Bolsonaro — que tem 12 milhões de seguidores nas redes, o maior número entre os presidenciáveis —, 61% disseram se informar sobre política por meio do WhatsApp. “Acabou o folclore de que a TV consegue resolver tudo, ou quase tudo, em uma eleição”, afirma Maurício Moura, sócio da consultoria Ideia Big Data. Na hipótese mais provável de haver segundo turno, as eleições de 2018 ainda terão vinte dias para terminar, mas o rastro de perplexidade que elas terão deixado, seja quem for o vencedor, levará mais tempo para ser apagado.

Publicado em VEJA de 10 de outubro de 2018, edição nº 2603

ELEIÇÕES 2018

 

Boletins refletem fidedignamente os votos computados pelas urnas eletrônicas e permitem fiscalização das eleições pelo cidadão
ELEIÇÕES FILA

Após o encerramento da votação em cada seção eleitoral no Brasil e no exterior, o mesário responsável pela votação no local deve imprimir o Boletim de Urna (BU) e afixá-lo em quadros de avisos para que todos os eleitores e fiscais de partidos possam conhecer e auditar o resultado do pleito.

Com o encerramento da votação em alguns países já na manhã deste domingo (7), os primeiros Boletins de Urna já foram publicados, informando os votos recebidos pelos candidatos nas diferentes seções eleitorais. Os boletins contêm todas as informações relativas à votação em determinada seção, incluindo comparecimento de eleitores, contagem de votos brancos e nulos e o número de votos nominais e de votos de legenda.

São impressos cinco vias do boletim. A primeira via é aquela publicada na porta da seção eleitoral. Outras vias ficam disponíveis para acesso dos fiscais dos partidos. Ao mesmo tempo, a versão eletrônica do boletim (contida na memória de resultado) é enviada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do respectivo Estado, por meio de uma rede virtual privada da Justiça Eleitoral.

Aplicativo

ELEIÇÕES APP URNAUtilizando o próprio aparelho celular, qualquer cidadão pode conferir os resultados apurados nas urnas diretamente do seu smartphone por meio do aplicativo Boletim na Mão. Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o aplicativo fornece ao eleitor todo o conteúdo constante dos BUs, de forma rápida e segura. Com o celular aberto no aplicativo, o eleitor “escaneia” o QR Code nas seções eleitorais de interesse e confere, posteriormente, se os dados coletados correspondem a aqueles totalizados e divulgados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não é necessária a conexão à internet para a leitura do código (QR Code) visível no documento impresso.

Essas mesmas informações ficam disponíveis para consulta, pelo eleitor, na página “Boletim de urna na Web”, mantida pelo TSE. A consulta online ao espelho do BU pode ser feita já no dia seguinte à votação, tão logo a totalização seja concluída em todas as Unidades da Federação.

O aplicativo Boletim na Mão foi desenvolvido para as plataformas Androide e iOS. A versão atualizada para as Eleições 2018 já disponível para download nas lojas Google Play e App Store.

Encerramento às 17h

Importante lembrar que a impressão do BU se dá com o encerramento da votação a partir das 17h de cada localidade. A divulgação dessas informações não se confunde com a totalização dos resultados, que só ocorrerá após o encerramento de todas as seções eleitorais no Brasil e no exterior.

Devido ao fuso horário, o Estado do Acre será o último estado a completar 17h, quando serão 19h em Brasília. Esse horário deve ser respeitado para iniciar a divulgação dos resultados para o cargo de Presidente da República, uma vez que, para os demais cargos, a divulgação já pode ser feita em cada Estado, a partir do fim do horário de votação, independentemente de ter encerrado em outros estados.

CM/

ELEIÇÕES 2018

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados: 'resultados ótimos no Rio' - 16/02/2018 (Adriano Machado/Reuters)
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados: ‘resultados ótimos no Rio’ – 16/02/2018 (Adriano Machado/Reuters)

Da Redação de Veja

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu hoje (7) apostar na vitória do candidato do PSL para a Presidência, Jair Bolsonaro, e se identificar com as propostas seu assessor econômico, Paulo Guedes. Em sua opinião, o candidato apoiado por seu partido, o tucano Geraldo Alckmin, “ficou para trás”.

“Não é o que a gente esperava. Nossa coligação ficou para trás, mas o nosso lado ideológico está mostrando grande maioria no Rio e no Brasil”, disse Maia, que concorre a mais um mandato como deputado federal, depois de votar em uma escola da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ele disse apoiar as propostas do economista Paulo Guedes, que prega reformas liberais no Estado e chegou a defender a reedição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O discurso da esquerda, segundo Maia, é “velho”.

Acompanhado por dois dos seus cinco filhos, Maia chegou para votar em uma escola municipal por volta das 10h. Maia comemorou a boa performance do DEM no Rio, afirmando estar otimista com a eleição de Eduardo Paes (DEM) para governador e de seu pai, Cesar Maia (DEM) para o Senado.

“Aqui no Rio vamos ter ótimos resultados”, avaliou, com o cuidado de se esquivar de anunciar se concorrerá à reeleição para a Presidência da Câmara. “Primeiro quero ver se vou me reeleger (deputado).”

Maia defendeu que o próximo presidente, “seja quem for eleito”, comece a partir de novembro a discutir as mudanças necessárias. Para ele, é inadmissível que o Brasil, com orçamento primário de 1, 3 trilhão de reais, disponha de apenas 30 bilhões de reais para investir em saúde, educação e segurança pública.

“O PT quebrou o país, e temos que organizar para o Estado brasileiro voltar a investir”, afirmou. “A gente precisa de, no mínimo, 200 bilhões a 300 bilhões de reais para isso”, completou, indicando que caberá ao novo presidente conseguir esses recursos adicionais.

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