Posts da Categoria: Política

23 06 TROPA DE CHOQUE

Denise Rothenburg

Coluna Brasília-DF/Por Rodolfo Costa

Postado por Marcos Lima Mochila

 

A Câmara vota nesta semana a reforma da Previdência na Comissão Especial que discute a matéria e a tendência é aprová-la, apesar do governo, como diz o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para bom entendedor, meia palavra basta. E são muitos no Parlamento. Não é para menos que alguns do alto clero de PP, PRB e PL, o chamado Centrão, estão sinalizando ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros aptidão a manter uma liderança paralela capaz de oferecer uma tropa de choque organizada com estratégias e argumentos para tirar força de Maia.

23 06 BOLSO NO PLANALTOOs partidos avaliam que, depois de aprovada a reforma, a falta de convergência de agendas entre o governo e o Congresso e as falhas na articulação política ampliarão o clima de “parlamentarismo branco”, tornando Maia um informal primeiro-ministro. Atento a um projeto de poder para 2022 entre DEM e PSDB em torno do governador de São Paulo, João Doria, parte do alto clero do Centrão promete uma força-tarefa entre 200 e 220 deputados na Câmara ao governo, sem contar o PSL, da qual incluiria alguma parcela do MDB. Mas, para isso, precisarão de um sinal verde do Planalto, que deverá vir do próprio Bolsonaro.

Munições à mesa23 06 MAIA

Aliados do alto clero dispostos a apoiar Bolsonaro alegam que Maia não tem poder para indicar ministros e cargos. Os aliados do presidente da Câmara alertam que ele está sempre dois passos à frente dos adversários e tem o Judiciário na mão. Em um Congresso com parlamentares com problemas, Maia é visto como alguém que cuida dos fiéis que estão enrolados na Justiça, como fazia Eduardo Cunha.

23 06 GEN RAMOSCarimbo presidencial

A transferência da articulação política da Casa Civil para a Secretaria de Governo pode favorecer a liderança paralela dialogada dentro do Centrão. Mas avisam que, sem aval do presidente para dar amplos poderes à interlocução feita pelo general Ramos, não será o próprio ministro, subcomandante do Planalto, que vai chancelar conversas relacionadas a cargos, por exemplo.

Base ressentida23 06 JOICE

A própria base do PSL promete ser uma das primeiras a pressionar o general Ramos na Secretaria de Governo. Boa parte está na bronca por conta de viagens feitas por Bolsonaro a bases eleitorais sem a presença dos respectivos correligionários. Dizem, ainda, que ele precisará enquadrar a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), limitando as atribuições dela às reuniões de Congresso.

23 06 PAULO GUEDESSilêncio econômico

A aprovação da reforma da Previdência pode ser mais fácil se o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficar quieto, dizem parlamentares. Guedes comprou brigas com deputados, que não vão abrir mão de defender emendas. É o exemplo da 41, de Luis Miranda (DEM-DF), que prevê igualar as regras de aposentadorias de policiais civis e federais com militares. O deputado articula apoio com a Casa Civil e o relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP). Mas já foi avisado que é “difícil”.

Curtidas23 06 JOGOS

De minérios a jogos… // O general Ramos, futuro ministro da Secretaria de Governo, nem assumiu o cargo ainda e já tem parlamentares na fila querendo conversar sobre novas fontes de arrecadação. As cartas apresentadas à mesa são a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) de xarope de refrigerantes, a exploração de minérios em terras indígenas e a legalização de jogos de aposta.

23 06 BGC… de aposta // A pauta de legalização de jogos está em ebulição no Congresso. O presidente da Frente Parlamentar que articula a pauta no Congresso, deputado Bacelar (Podemos-BA), participa amanhã, em São Paulo, do Brazilian Gaming Congress (BgC), o maior fórum de discussão sobre o tema. Até o leilão da concessão da Lotex e o papel das loterias federais e estaduais em um mercado regulamentado serão debatidos.

Mágoa // Os chineses ficaram na bronca com a informação de uma suposta intenção de abrir um escritório de 23 06 MIN CHINÊSadvocacia em Brasília para prestação de serviços que os ajude a melhorar a interlocução com o governo federal. O ministro conselheiro e porta-voz da embaixada da China, Qu Yuhui, diz que não passa de boato. “É errônea e sem nenhum fundamento. Os diálogos existentes entre os dois lados têm sido extremamente fluidos e produtivos.”

 

 

23 06 DESMATAMENTOAlerta verde // Presidente da Comissão de Meio Ambiente, o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP) pediu ao governo informações sobre o avanço do desmatamento da Floresta Amazônica. Em requerimento apresentado, o parlamentar também questiona a redução das autuações e de aplicações de multas na região.

“O brilhante desempenho do Ministro, colocando seus pretensos detratores no devido lugar, fortaleceu a certeza de que um novo Brasil está surgindo”, afirmou o general Heleno

 22 06 HELENO

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, classificou o depoimento do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no Senado Federal, como mais um “triste capítulo da história do Brasil”.

Em mensagem distribuída na rede social Facebook, nesta quinta-feira (20), Heleno defendeu o ex-juiz da Lava Jato e comparou a audiência com senadores a uma inquisição.

“Governado por mais de vinte anos por uma verdadeira quadrilha, o País foi vítima de um gigantesco desvio de recursos, que envolveu grandes empresas privadas e estatais, fundos de pensão, governantes e políticos, em todos os níveis. Alguns protagonistas desse criminoso projeto de poder e enriquecimento ilícito participaram, com a cara mais lavada do mundo, dessa inquisição ao ministro Sérgio Moro”, afirmou Heleno.

Na lista dos que questionaram Moro durante a audiência estavam o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL) e o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), ambos alvo da operação.

Confira a íntegra da nota divulgada pelo ministro do GSI:

“Dirijo-me aos brasileiros e brasileiras de bem. O depoimento do Min Sérgio Moro, ontem, 19 Jun, no Congresso Nacional, foi mais um triste capítulo da História do Brasil. Governado, por mais de vinte anos por uma verdadeira quadrilha, o País foi vítima de um gigantesco desvio de recursos, que envolveu grandes empresas privadas e estatais; fundos de pensão ; governantes e políticos (em todos os níveis). Alguns protagonistas desse criminoso projeto de poder e enriquecimento ilícito participaram, com a cara mais lavada do mundo, dessa inquisição ao Min Sérgio Moro. Uma total inversão de valores colocou um herói nacional, que decidiu enfrentar essa máfia, colocar na cadeia os marginais e recuperar boa parte do que foi subtraído de todos nós, frente a frente com indiciados e condenados pela Lava Jato. O brilhante desempenho do Ministro, colocando seus pretensos detratores no devido lugar, fortaleceu a certeza de que um novo Brasil está surgindo. Uma das metas do governo Bolsonaro é resgatar, pelo exemplo, os valores básicos da cidadania. Estamos juntos, brasileiros e brasileiras de bem. Não esmoreçam. Força, coragem e fé. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”

Gen Augusto Heleno

“Subiu no meu conceito”, disse Bolsonaro sobre participação de Moro na CCJ do Senado

 20 06 BOLSO E MORO

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, deu nota 10 ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pelo desempenho do ex-juiz federal em depoimento no Senado para explicar as supostas mensagens vazadas pelo site The Intercept.

Em visita a Miracatu, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (20), Bolsonaro declarou:

“[Nota] dez pro Moro. Subiu no meu conceito. Apesar que ele não poderia crescer mais do que já cresceu.”

Questionado se a situação atual comprometia a indicação de Moro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro respondeu:

“Quando você desconfia do seu marido, o que você faz com ele? Eu não estou desconfiado de ninguém.”

Na última segunda-feira (17), durante cerimônia de assinatura da Medida Provisória (MP) que trata da venda e utilização de bens apreendidos de traficantes, Bolsonaro lembrou que Moro abriu mão de 22 anos de magistratura para compor o seu governo, para seguir sua vontade de “combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro e a corrupção”.

19 06 SALGUEIRO

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Na presença de secretários, diretores, vereadores e demais servidores públicos, o prefeito Clebel Cordeiro assinou o termo de Transmissão de Cargo para o vice-prefeito, Dr. Chico Sampaio, que assumirá o governo municipal por 30 (trinta) dias.

Clebel Cordeiro destacou toda a transparência e confiança existente no vice-prefeito. “Há dois anos e meio estamos trabalhando juntos e tenho certeza de que Dr. Chico saberá muito bem representar o município durante minha ausência”, disse.

Ao assumir, Dr. Chico Sampaio enfatizou que enquanto estiver à frente do Executivo dará continuidade aos trabalhos desenvolvidos pelo prefeito o que, segundo ele, é realizado com competência. “É uma responsabilidade grande e agradeço ao prefeito por este ato de confiança”, concluiu.

 

Roberto Tavares, pres. da Compesa e Roberval Tavares de Souza, pres. da Abes, com Fernando Monteiro
Roberto Tavares, pres. da Compesa e Roberval Tavares de Souza, pres. da Abes, com Fernando Monteiro

Postado por Marcos Lima Mochila

 

A convite da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) participou, nesta segunda-feira (18), em Natal, de debate com sócios e presidentes das 27 seções da ABES no Brasil, além dos principais líderes do setor.

Roberto Tavares, Fernando Monteiro, governador Paulo Câmara e Fernanda Batista, secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado
Roberto Tavares, Fernando Monteiro, governador Paulo Câmara e Fernanda Batista, secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado

Autor do projeto para um novo marco regulatório do saneamento, que tramita no Congresso Nacional paralelamente à proposta já aprovada no Senado, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Fernando Monteiro disse que não briga pela “paternidade” da lei, mas pelo futuro das gerações. “Não quero ser o “pai” do projeto, mas quero que nossos filhos tenham sempre condições de ter água e saneamento de qualidade em casa”, afirmou. “Estou aqui para aprender com quem realmente entende de saneamento no Brasil”, disse o deputado.

O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, também esteve no debate, conduzido pelo presidente nacional da ABES, Roberval Tavares de Souza. O evento é parte da programação do 30° Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que também recebeu, nesta terça-feira (18), o governador Paulo Câmara para falar da experiência da parceria público-privada no saneamento de Pernambuco.

Medida idealizada por Sergio Moro permitirá confisco e comercialização do patrimônio antes do trânsito em julgado dos processos

Foto: Igo Estrela/Metrópoles
Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Manoela Albuquerque / Natália Lázaro

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou, na tarde desta segunda-feira (17/06/2019), uma medida provisória (MP) que facilita a venda e confisco de bens de traficantes de drogas ainda durante o processo de julgamento. O conteúdo será divulgado no Diário Oficial da União (DOU).

A iniciativa foi anunciada no mês passado pelo Ministro da Justiça, Sergio Moro. No dia 14 de maio, em evento com autoridades francesas no ministério, Moro adiantou que o projeto seria apresentado pelo Executivo e ressaltou que o objetivo é realizar a venda antes mesmo do trânsito em julgado.

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou reconhecer a excepcionalidade da publicação de medidas provisórias, mas reforça que acredita na importância da matéria. “Essa é uma medida provisória bastante simples. Nós acreditamos que ela é bastante relevante, bastante urgente”, disse.

O produto desses bens vai para Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas (Senad) e, segundo o ministro, poderá ser direcionado para a compra de equipamentos para a polícia, para investimentos em políticas públicas e até mesmo para a reforma e construção de unidades prisionais. “Se o tráfico de drogas é tão lucrativo, temos que aproveitar melhor esses recursos”, declarou Moro.

Bolsonaro elogiou a atuação do ministro desde a magistratura e afirmou que a medida será útil no enfrentamento da criminalidade. “Vai dar munição para ele poder, de fato, ter recursos para combater aquilo que aflige a todos nós”, declarou o presidente.

“O que queremos é fazer com que o crime não compense. Para isso, é necessário privar os criminosos do produto e do financiamento das atividades criminosas”, continuou Moro, no mesmo discurso.

Após a assinatura, a medida seguirá para o Ministério da Justiça e para o Congresso Nacional, para votação final.

Substituto de Joaquim Levy era secretário especial adjunto de Desestatização do Ministério da Economia

17 06 BNDES

Postado por Marcos Lima Mochila

Menos de 24 horas após a saída de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) definiu o nome do substituto: o economista Gustavo Montezano assume a vaga.

A confirmação aconteceu nesta segunda-feira (17/06/2019), após Bolsonaro se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no Palácio do Planalto, por duas vezes, pela manhã e no meio da tarde. O encontro da manhã não estava na agenda oficial do presidente e do ministro.

17 06 GUSTAVO MONTEZANO

Montezano é o atual secretário especial adjunto de Desestatização do Ministério da Economia. Indicado por Guedes, ele era um dos nomes em especulação pela equipe econômica. O economista estava fora do Brasil e voltou ao país para assumir cargo no governo de Bolsonaro. Engenheiro mecânico pelo Instituto Militar de Engenharia e mestre em economia pela IBMEC, ele trabalhava diretamente com Salim Mattar. Aos 38 anos, foi sócio do BTG Pactual e trabalhava em Londres na ECTP (Ex- BTG Pactual Commodities).

Quem presidirá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) após a renúncia do economista Joaquim Levy?

17 06 BNDES MUDANÇA

Por Tarciso Morais / RENOVA Mídia

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Antes mesmo que o presidente do BNDES, Joaquim Levy, pedisse demissão do cargo, integrantes da área econômica do governo de Jair Bolsonaro já discutiam reservadamente quem poderia substituí-lo.

Gustavo Franco
Gustavo Franco

Segundo apurou o jornal Estadão, largam na frente Gustavo Franco (*), ex-presidente do Banco Central que assumiu a presidência do conselho do BNDES neste ano, e

Salim Mattar
Salim Mattar

Salim Mattar, secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia.

 

Carlos Thadeu
Carlos Thadeu

Também estão no páreo Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, funcionária de carreira do BNDES e atual presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).17 06 SOLANGE VIEIRA

O presidente Bolsonaro quer que a troca no comando do banco reforce o discurso de “despetização” do banco estatal.

O novo chefe do banco terá que avançar a promessa de campanha de Bolsonaro de abrir o que chama de “caixa-preta” do BNDES.

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Nota da Redação: O nome de Gustavo Franco, se estiver entre os candidatos a assumir a presidência do BNDES, é um dos mais improváveis de ser escolhido. A não ser que Bolsonaro não leve em consideração o que ele declarou em abril/18 à InfoMoney, conforme o link abaixo:

Bolsonaro eleito será péssimo para economia, diz Gustavo Franco – InfoMoney

Veja mais em: https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7377944/bolsonaro-eleito-sera-pessimo-para-economia-diz-gustavo-franco

 

17 06 BOLSO X LEVY

Por Marcos Lima Mochila

 

 

Quando, durante a campanha à Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro afirmou diversas vezes em discursos e publicações em redes sociais que o BNDES é uma “caixa-preta” e afirmou que daria mais transparência às operações do banco, Joaquim Levy, com certeza, já estaria ciente que seria o presidente do banco. Mesmo que ainda não estivesse ciente, deve ter acompanhando o noticiário e ouviu o que Bolsonaro prometeu.

O ainda candidato também criticou empréstimos do banco à Venezuela e disse que o Brasil, por meio do BNDES, “patrocinava o socialismo”. Depois de eleito, continuou falando em dar mais transparência às operações.

Logo na segunda semana de mandato, Bolsonaro deu posse aos novos presidentes do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Passaram-se, portanto, cinco meses e Joaquim Levy nada fez para cumprir as promessas do chefe.

17 06 MARCOS BARBOSA PINTONo sábado (15), o presidente Jair Bolsonaro deu uma bronca pública no presidente do BNDES, Joaquim Levy, e ameaçou demiti-lo caso ele não suspendesse a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto do cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento. “Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disse o presidente neste sábado. “Falei para ele: (Levy) demite esse cara na segunda (dia 17) ou eu demito você (Levy) sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)”, afirmou o presidente.

17 06 BOLSO EM SANTA MARIA

Bolsonaro deu a declaração ao sair do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, em direção à base militar, de onde partiu para Santa Maria (RS), onde participou de uma cerimônia militar, tendo sido recebido com uma calorosa recepção. “Governo tem que ser assim: quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e que ele conhece a meu respeito, ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo”, continuou o presidente. Ao ser questionado por uma jornalista se estava demitindo publicamente o presidente do BNDES, Bolsonaro negou. “Você tem problema de audição?”, questionou à repórter.

Na sexta-feira, durante café da manhã com jornalistas, Bolsonaro demitiu o presidente dos Correios, general Juarez

(Brasília - DF, 05/04/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante café da Manhã com Jornalistas. Foto: Marcos Corrêa/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante café da Manhã com Jornalistas. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Cunha, por ter-se comportado como “sindicalista”, sendo contrário à privatização da estatal, avalizada pelo presidente. Agora, o que irritou Bolsonaro foi o presidente do BNDES ter colocado Pinto – que já tinha trabalhado como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007 – na diretoria que terá como foco a venda de participações da BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. O próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista.

… para janeiro/2019

Vale lembrar que, após 10 dias de Joaquim Levy ter sido eleito – não se sabe se orientado pelo novo presidente do banco estatal -, o BNDES divulgou uma lista dos seus 50 maiores clientes, em cuja divulgação constava também a relação dos seus maiores devedores:

BNDES divulga lista com os 50 maiores clientes do banco

17 06 BNDES

Banco criou página para organizar informações que já estavam disponíveis

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta sexta-feira (18) a lista dos seus 50 maiores clientes e todas as operações com eles realizadas nos últimos 15 anos.

De acordo com o banco, os dados já estavam no site, mas as informações estavam fragmentadas em diversas páginas, separadas por linhas de financiamento, disponíveis de uma “maneira difícil para a maioria das pessoas”. Agora os dados estão concentrados em um único link.

Criado durante o governo de Getúlio Vargas, em 1952, o banco estatal tem como objetivo financiar o desenvolvimento da economia, e historicamente tem oferecido empréstimos de longo prazo e taxas de juros mais favoráveis tanto para empresas como para governos estaduais e municipais. O BNDES gere recursos públicos e tem o Tesouro Nacional como seu acionista.

Desde 2004, figuram entre os cinco maiores clientes do banco: Petrobras, Embraer, Norte Energia, Vale e a construtura Odebrecht, envolvida em escândalos de corrupção na Operação Lava Jato.

De acordo com os dados divulgados pelo BNDES, a construtura fechou empréstimos no valor de R$ 18 bilhões nos últimos 15 anos. O maior tomador de recursos é a Petrobras: R$ 62,429 bilhões.

Segundo o BNDES, o objetivo da mudança é “tornar a navegação mais amigável e acessível”, conferir mais transparência e facilitar ao público entendimento sobre as operações e investimentos do banco.

“A disponibilização da lista, com acesso a um grande número de detalhes de cada operação, é parte do esforço de transparência que o Banco tem feito e que deve ser a marca das suas ações sempre”, informou o banco por meio de nota divulgada nesta sexta.

Cinco maiores tomadores de recursos do banco nos últimos três anos (2016-2018):

Embraer SA

Xingu Rio Transmissora de Energia

Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul

Fibria Celulose SA

Belo Monte Transmissora de Energia SA

De acordo com as últimas estimativas divulgadas pelo banco, o BNDES deve fechar 2018 com o menor volume de empréstimos dos últimos 10 anos, com um total de cerca de R$ 71 bilhões em desembolsos, o que representa 0,99% ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O valor fica pouco acima do montante contratado no ano anterior, que somou R$ 70,8 bilhões, mas menor que o percentual em relação ao PIB, que foi de 1,08% em 2017.

Investimentos no exterior

O banco também facilitou acesso direto a todos os contratos de exportação de bens e serviços brasileiros de engenharia para projetos em outros países.

Foi disponibilizado um link que permite acessar, na íntegra, os contratos assinados entre o BNDES, o país importador e a empresa brasileira exportadora de bens e serviços de engenharia.

Estão disponíveis os contratos de projetos na Argentina, Paraguai, Peru e Venezuela, assim como em Honduras, Equador, Costa Rica, Guatemala, México, República Dominicana e Cuba, além de Angola, Gana e Moçambique.

 

17 06 JOAQUIM LEVY

Bernardo Caram / FolhaPress

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Joaquim Levy, 58, pediu demissão da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16), sete meses após aceitar o convite feito por Paulo Guedes. Desde que assumiu, o economista anunciou reestruturação na instituição com reduções e mudanças de cargos, mas não conseguiu “abrir a caixa-preta” do BNDES, promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Esse era um dos principais pontos prometidos pelo então candidato do PSL durante a eleição na área de economia — ele costuma apontar problemas em empréstimo do BNDES para países como Cuba e Venezuela. Levy sempre sofreu resistência de Bolsonaro por ter atuado como ministro de Dilma Rousseff (PT) e secretário de Sérgio Cabral (MDB) no governo do Rio de Janeiro.

Ao longo da campanha, a promessa de “abrir a caixa-preta” do banco gerou diversos memes e mensagens virais no Whatsapp. Uma delas dizia que “se o povo brasileiro acha que o ‘petrolão’ foi o maior escândalo de todos os tempos no país, esperem até ver o que fizeram no BNDES”. Outras acusavam supostas obras financiadas pela instituição no exterior.

Em seu Twitter, Bolsonaro também tratou do tema algumas vezes. Em janeiro, após divulgar os 11 países que mais utilizaram recursos do banco e as razões para os empréstimos, afirmou: “Ainda vamos bem mais a fundo”. Pouco antes, havia dito que iria “revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos”.

Em novembro, Bolsonaro havia mostrado confiança e prometeu abrir a caixa-preta do BNDES na primeira semana de governo “Se não abrir a caixa-preta, ele [Joaquim Levy] está fora”, disse, na ocasião.

Entre 2015 e 2018, o banco já havia devolvido R$ 309 bilhões ao Tesouro. Em junho do ano passado, a instituição acertou a reestruturação da dívida, antecipando o prazo final em 20 anos, passando para 2040, com um cronograma anual de devoluções de R$ 25 bilhões, em média. O atual governo, porém, queria a devolução de R$ 126 bilhões do BNDES à União em 2019.

Na última terça-feira (11), o banco havia anunciado que aprovou a reformulação da estrutura de áreas chave. Segundo nota divulgada pelo BNDES, o objetivo era permitir que a instituição respondesse de maneira mais ágil aos desafios do desenvolvimento econômico e social do Brasil e ainda às oportunidades criadas com a liberalização da economia do país.

O então presidente da instituição esperava facilitar a atuação do banco em áreas de infraestrutura de governos federal, estaduais e municipais e proporcionar mais agilidade ao financiamento de pequenas e médias empresas. A reformulação almejava a venda de ativos públicos e a transferência desses serviços ao setor privado, inclusive no caso do saneamento.

No comunicado, Joaquim Levy também informou a criação de uma nova diretoria para buscar simplificar processos na gestão da carteira de participação do sistema BNDES. A área ainda seria responsável por fomentar os mercados de capitais no país e apoio às áreas de atendimento ao cliente.

O departamento industrial foi outro afetado e passou a ser dividido em duas áreas, que ofereceriam a carteira do banco aos clientes e outra. Já o de comércio exterior foi reduzido.

Mesmo com a reestruturação, Levy pretendia não causar impacto nos gastos da instituição. De acordo com o BNDES, os custos adicionais foram compensados com a redução de cargos e departamentos do banco.

Além disso, foram promovidas mudanças e rodízios nas posições dos superintendentes e o aumento do número de mulheres nos cargos de chefia. De 20 postos, sete passaram a ser ocupados por representantes do sexo feminino – eram quatro antes da reestruturação.

Durante a reformulação, o advogado Marcos Barbosa Pinto ocuparia, a convite de Levy, a diretoria de mercado de capitais do banco de fomento. O fato incomodou Bolsonaro pois Pinto atuou em gestão petista. O presidente, então, disse que demitiria Levy se a nomeação fosse mantida, mas ele entregou o cargo antes.

Joaquim Levy também atuou em governos do PT. Por exemplo, chefiou o Ministério da Fazenda no segundo mandato de Dilma, quando brigou para diminuir o rombo das contas públicas, que ultrapassaram a marca dos R$ 100 milhões entre 2015 e 2018. Ainda foi secretário do Tesouro Nacional no início de Lula como presidente do país, em 2003. Na ocasião, conteve gastos públicos e foi chamado de “mãos de tesoura”.

Antes, atuou no governo Fernando Henrique Cardoso como secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda e economista-chefe do Ministério do Planejamento. Ele ainda ocupou o cargo de secretário da Fazenda do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

17 06 PAULO GUEDES COM LEVY

Resistência de Levy em cumprir ordens do governo irritou Guedes

Antes mesmo de o presidente Jair Bolsonaro fazer críticas e ameaçar demitir o então presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Joaquim Levy, a atuação do gestor no banco de fomento já vinha gerando irritação no ministro da Economia, Paulo Guedes.

Membros da área econômica afirmaram à reportagem que Levy tinha dificuldade de atender algumas das principais determinações do governo na administração do banco.

Neste domingo, após Bolsonaro afirmar estar “por aqui” com o executivo e dizer que ele estava “com a cabeça a prêmio”, Levy pediu demissão do comando do banco.

Eram três as principais reclamações de Guedes, que também criaram atrito entre os secretários da pasta.

A avaliação é de que Levy não deu andamento a uma criteriosa revisão das grandes operações feitas pelo BNDES nos últimos anos, principalmente as efetuadas durante a gestão petista. Essa era uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro e sua equipe.

Segundo relatos, o ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) também não empenhou velocidade suficiente na venda de ativos em poder do banco.

Um dos efeitos foi a resistência de Levy em devolver recursos do BNDES ao Tesouro no ritmo desejado pelo ministro da Economia.

Guedes já disse que espera receber R$ 126 bilhões do BNDES neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra. Os recursos são tratados como necessários para ajudar no ajuste fiscal do governo.

O ministro da Economia indicou insatisfação com o trabalho de Levy à frente do BNDES em entrevista a Gerson Camarotti, do G1, neste sábado (15).

“O grande problema é que Levy não resolveu o passado nem encaminhou solução para o futuro”, afirmou Guedes.

Entre os nomes cotados para a substituição no comando do BNDES estão os secretários especiais do ministério da Economia Carlos da Costa (Produtividade, Emprego e Competitividade) e Salim Mattar (Desestatização e Desinvestimento).

Nome de confiança de Guedes, a presidente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Solange Vieira, também está entre as possibilidades.

Auxiliares do ministro acreditam ser mais difícil que algum ocupante de secretarias especias da pasta assuma a função. O remanejamento geraria um trabalho duplo, já que um cargo importante do governo seria desocupado se isso fosse feito.

A interlocutores, Carlos da Costa, que já foi diretor do BNDES, tem argumentado que não teria o perfil para assumir o posto neste momento e que está focado nos projetos de investimento e produtividade do governo.

A avaliação na pasta é de que Salim Mattar se encaixaria bem na função, mas poderia resistir em aceitar o convide porque tem interesse em seguir tocando o plano de privatizações do governo federal.

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