Arquivos do mês dezembro 2025


A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comunicou oficialmente, neste domingo (14/12), sua renúncia ao mandato parlamentar à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada por nota divulgada pela própria Casa.

Com a formalização da renúncia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP), que deverá tomar posse para ocupar a vaga deixada por Zambelli, conforme prevê o regimento interno e a legislação eleitoral.

Na última quinta-feira (11/12), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a decisão da Câmara dos Deputados e determinou a perda imediata do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Na votação em plenário, 227 parlamentares se posicionaram a favor da cassação, 110 foram contrários e 10 se abstiveram. Como o resultado não alcançou os 257 votos necessários, a representação acabou sendo arquivada. A decisão do ministro, contudo, modificou esse desfecho ao invalidar o entendimento da Casa.

Moraes considerou que, segundo previsto pela Constituição Federal, é o Poder Judiciário quem determina a perda do mandato do parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado, “cabendo à Mesa da Câmara dos Deputados, nos termos do §3º do artigo 55 da Constituição Federal, tão somente declarar a perda do mandato, ou seja, editar ato administrativo vinculado”, ressaltou na decisão.

Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de reclusão por participar da invasão, junto com um hacker, dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil. Como presa, a parlamentar não pode votar ou exercer o mandato, que, até então, era mantido por decisão da Câmara.

Para Moraes, a deliberação do plenário da Casa, que rejeitou a perda do mandato parlamentar de Zambelli, “ocorreu em clara violação à artigo 55, III e VI, da Constituição Federal”.

José Antonio Kast foi eleito neste domingo (14/12) presidente do Chile ao vencer o segundo turno das eleições presidenciais contra a candidata de esquerda, Jeannette Jara. O pleito, considerado um dos mais polarizados desde o fim da ditadura militar, confirmou a vantagem apontada pelas pesquisas e sinaliza uma guinada à direita na condução política do país.

Eleito, Kast assumirá a Presidência em março de 2026 e terá como desafio governar com um Congresso fragmentado, embora agora mais inclinado à direita. O cenário tende a limitar mudanças abruptas e exigirá negociação com forças de centro, o que pode reduzir a margem para a implementação de propostas mais radicais.

A vitória de Kast marca a mais acentuada mudança à direita desde a redemocratização chilena. Durante a campanha, ele defendeu medidas como o envio de militares a bairros considerados críticos, a construção de estruturas físicas na fronteira e a criação de uma força especial voltada à deportação de migrantes em situação irregular.

A relação de Kast com o regime de Augusto Pinochet (1973–1990) esteve no centro da disputa até os últimos dias. No debate final, o então candidato afirmou que avaliaria a redução de penas para militares condenados por violações de direitos humanos, especialmente idosos ou doentes. A declaração gerou críticas de entidades de direitos humanos e reacendeu o debate sobre o período autoritário.

Aos 59 anos, Kast já havia admitido, em ocasiões anteriores, ter defendido a permanência de Pinochet no plebiscito de 1988. Com a vitória, ele se torna o presidente mais identificado com a direita desde o fim da ditadura.

O ministro Alexandre de Moraes afirmou nesta sexta-feira (12/12) que a retirada de sanções dos Estados Unidos contra ele e sua esposa, Viviane, foi uma “vitória tripla do Judiciário” do Brasil.

O ministro do STF agradeceu o empenho do presidente Lula nas negociações com o governo dos Estados Unidos.

“A verdade, com o empenho do presidente Lula e de toda a sua equipe, a verdade prevaleceu. E nós podemos dizer, dizer com satisfação, com humildade, mas com satisfação, que foi uma tripla vitória, a vitória do judiciário brasileiro”, disse Moraes.

O governo dos Estados Unidos retirou Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados da Lei Magnitsky. O comunicado do governo americano não explica as razões para a retirada da lista.

A violência voltou a se destacar como uma das principais preocupações dos brasileiros. Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (13/12), revela que 16% da população apontam a segurança pública como o problema mais grave do país, ficando atrás apenas da saúde, citada por 20% dos entrevistados.

A economia, que até abril liderava as preocupações de 22% das pessoas ouvidas, caiu para a terceira posição, com 11%.

O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 2 e 4 de dezembro, com 2.002 participantes distribuídos em 113 municípios, e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.

Ao longo da gestão Lula 3, o Datafolha mostra que a saúde se mantém como uma preocupação constante e dominante, oscilando entre 20% e 22% da população. Já a economia, que chegou a liderar em março de 2024 com cerca de 22%, perdeu força ao longo do segundo semestre, fechando dezembro próximo a 10% ou 11%.

A segurança pública, por sua vez, teve um pico em setembro, atingindo aproximadamente 22%, antes de recuar para 16% na última medição.

Esse movimento sugere um deslocamento do foco da população do bolso para a segurança, enquanto a saúde segue como um gargalo estrutural persistente. Vale destacar que essas oscilações estão dentro da margem de erro de ±2 pontos percentuais.


O Banco Central deve começar a cortar os juros entre janeiro e março do ano que vem e vai ter de cortar bastante, acelerando as reduções para 0,50 ponto, 0,75 e até 1 ponto porcentual por reunião ao longo do ano, até chegar a 11% no fim de 2026, acredita Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do BC e hoje gestor do fundo multimercado Itaú Janeiro, da Itaú Asset.

Em evento promovido pela gestora, Serra diz que um corte de juros em janeiro ou março não faria grande diferença, mas se até abril a Selic não cair, será um erro do Banco Central. “Imagine o Copom se reunindo com a inflação corrente já em torno de 3%, expectativas de inflação em 3,8% e crescimento do PIB em torno de 1,5%, com o IBGE mostrando destruição de empregos com carteira assinada, ano eleitoral e um juro de 15% ao ano”, disse.


A governadora Raquel Lyra prestigiou, nesta quinta-feira (11), na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), a posse do desembargador Fernando Cerqueira como novo presidente da Corte Eleitoral. A cerimônia marcou o início de um novo ciclo de preparação para as Eleições Gerais de 2026 e reforçou o compromisso do Governo de Pernambuco em atuar de forma integrada com a Justiça Eleitoral para garantir um processo seguro, transparente e organizado para os eleitores no Estado.
“O desembargador Fernando Cerqueira chega à presidência do TRE com uma trajetória marcada pelo diálogo, pela responsabilidade e pelo compromisso com o serviço público. Em um momento em que o país se prepara para mais um processo eleitoral, reafirmamos nosso respeito à Justiça Eleitoral e nosso compromisso de atuar lado a lado para garantir que cada pernambucano e pernambucana exerça seu direito ao voto com segurança e tranquilidade”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Em Pernambuco, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até novembro, o TRE-PE vai organizar a votação de um total de 7.077.114 eleitores inscritos na Justiça Eleitoral.
“Após 44 anos na magistratura e ter exercido todos os cargos do TJPE, chegar ao TRE para comandar uma eleição em um ano de grande trabalho é um desafio. Pernambuco sempre demonstra alto nível em eleições, e essa qualidade é o que nos fortalece para conduzir as eleições de 2026 e entregar à sociedade um resultado seguro”, destacou o novo presidente do TRE, desembargador Fernando Cerqueira. 
Fernando Cerqueira Norberto dos Santos ingressou no TRE Pernambuco em outubro de 2024, atuando como vice-presidente e também como corregedor eleitoral. 
Estiveram presentes na solenidade o secretários Túlio Vilaça (Casa Civil) e Alessandro Carvalho (Defesa Social); também acompanharam a Procuradora-Geral do Estado, Bianca Teixeira; o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro Costa; o comandante do Corpo de  Bombeiros Militar de Pernambuco, Francisco Cantarelli; o presidente do TJPE, Ricardo Paes Barreto, o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Xavier; o Defensor Público-Geral do Estado de Pernambuco, Henrique Seixas, a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella, assim como o senador Fernando Dueire e os deputados estaduais Jarbas Filho, Antonio Moraes e Joaquim Lira. 
Fotos: Hesíodo Góes/Secom


Apesar do lançamento do senador Flávio Bolsonaro (PL) como nome do Partido Liberal para 2026, o secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, afirma que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB) segue sendo a melhor opção para o Brasil na disputa presidencial.

Kassab, que também preside o PSD, desejou boa sorte ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas reiterou que a sigla deve lançar um nome próprio na próxima eleição presidencial. “Eu ainda entendo que o Tarcísio é o melhor candidato para o Brasil. Isso se ele for candidato, porque as coisas estão se aquecendo ainda, né? Se ele for candidato, ele terá o apoio do PSD”, adiantou.

O secretário paulista é um dos principais defensores da candidatura de Tarcísio e, até recentemente, contava com o aval de Jair Bolsonaro para consolidar o projeto. O cenário, porém, mudou com o anúncio de Flávio Bolsonaro de que teria sido escolhido pelo pai para representar o clã nas urnas — o movimento expôs fissuras na direita, e não encontrou unanimidade entre aliados.

Segundo Kassab, caso Tarcísio decida não concorrer, o PSD pretende lançar um nome interno para ocupar o espaço: o governador do Paraná, Ratinho Jr., ou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ambos, ao contrário de Tarcísio, são filiados ao partido comandado por Kassab.

“O Flávio, sendo candidato, eu desejo boa sorte a ele, que ele possa fazer uma boa campanha. Mas o PSD sempre teve a sua posição muito clara. O PSD tem como decisão apoiar o Tarcísio caso ele seja candidato. E, se ele não for candidato, nós temos dois pré-candidatos dentro do partido. Dois governadores muito bem avaliados, muito experientes, que um dos dois será o nosso candidato. O governador Ratinho ou o governador Eduardo Leite.”, completou.

Apesar de defender a presença do PSD na disputa presidencial, Kassab afirma que “nada impede” que o partido esteja com Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. “Eu acredito que o centro e a direita vão caminhar juntos no segundo turno”, concluiu.


A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 335,7 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 3% em relação ao recorde estimado para 2025, de 345,9 milhões de toneladas.

A previsão consta na atualização mensal do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (11/12). O declínio da produção deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho, que deve cair 6,8%, ou 9,6 milhões de toneladas.

Segundo Carlos Barradas, gerente de levantamentos agrícolas do IBGE, a queda projetada ocorre principalmente porque a base de comparação deste ano é excepcionalmente alta. “As condições climáticas favoreceram fortemente o desempenho tanto da primeira quanto da segunda safra, um cenário que dificilmente se repetirá no próximo ano”, destacou.

Também há projeções de queda para outras culturas: o sorgo deve recuar 14,6%, ou 787,9 mil toneladas; o arroz, 8,0%, ou 1 milhão de toneladas; o algodão herbáceo em caroço, 11,6%, ou 1,1 milhão de toneladas; o trigo, 4,0%, ou 319,2 mil toneladas; e o feijão da primeira safra, 3,5%, ou 33,6 mil toneladas.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará, em 20 de dezembro, da 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Foz do Iguaçu (PR). O Brasil espera que a cerimônia finalize o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado há 25 anos.

Um dia antes, em 19 de dezembro, haverá reuniões do Conselho do Mercado Comum e encontros de chanceleres, ministros da Economia e presidentes de Bancos Centrais.

O governo brasileiro avaliou adiar a cúpula do Mercosul para janeiro para evitar que a reunião de presidentes do bloco fosse esvaziada. Havia dúvidas sobre a presença dos presidentes da Argentina e do Paraguai.


O prefeito da cidade de Buenos Aires, Henrique Queiroz, do PP, concedeu entrevista ao programa ‘Cidade em Foco’, da Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier, que conta com 46 emissoras interligadas em todo o estado. Queiroz falou, dentre outros pontos, sobre a possibilidade de o deputado federal Eduardo da Fonte, também do PP, disputar um mandato de senador na eleição do próximo ano.

“Da Fonte é um político vencedor, que está estruturando seu caminho”, disse ele no programa, frisando que Eduardo da Fonte tem o apoio e aceitação total do PP, da governadora e do União Brasil, que compõe a federação União Progressista junto ao PP. “Não existe empecilho algum”, cravou.

Mais adiante o prefeito citou o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que é filiado ao União Brasil, e também pretende disputar o Senado em 2026. “A federação dá autonomia total para Eduardo da Fonte. Gosto muito de Miguel, mas ele terá que estruturar um novo espaço, para não ser pego de surpresa. Todos devem trabalhar com um ‘plano A’ e ‘um plano B’”, falou ele.

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