Arquivos do mês janeiro 2019

Um dia após anunciar que aceleraria contratações, governador volta atrás da decisão. O objetivo, diz, é acabar com o troca-troca de cargos

NOMEAÇÕES SUSPENSAS

Postado por Marcos LIma Mochila

 

Com 8 mil cargos vagos nos diversos órgãos do Executivo local, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou atrás na decisão de dar mais agilidade às nomeações e resolveu pisar no freio até que os deputados distritais votem o pacote de medidas que ele encaminhou à Câmara Legislativa (CLDF). “Vou suspender qualquer nomeação até que esse projeto seja analisado para acabar com essa história de troca-troca de cargo. Isso no meu governo não existe”, disse o governador, na sexta-feira (18/01), após reunião com secretários e administradores regionais, no Palácio do Buriti.

A decisão vai na contramão da dinâmica anunciada nessa quinta-feira (17) pelo próprio governador, quando ele afirmou estar tendo “problemas com o decretão que exonerou todo mundo”.

Por isso, havia mudado o procedimento interno. “Estou mandando as nomeações para a Controladoria depois da nomeação. Quando volta com algum problema, os servidores são exonerados”, havia afirmado Ibaneis.

Com a nova orientação, o governador dá um recado direto aos deputados, que estão resistentes a votar o pacote e chegaram a cobrar nomeações em troca da convocação extraordinária da CLDF.

Segundo ele, a suspensão será feita por meio de decreto, o governador disse que a data para a sessão tem que ser resolvida pela Câmara.

“Não sou um sujeito passível de pressão, mas sim de negociação. Estou fazendo isso para dar liberdade aos deputados. Todo mundo está dizendo que estou negociando cargos, mas não estou”.

HOSPITAL DE BASEO principal projeto em debate é o que faz alterações no Instituto Hospital de Base (IHB) para expandir o modelo de gestão a outras unidades de Saúde do DF. O governo promete criar uma administração estratégica e contratar mil profissionais na área a fim de atender a demanda emergencial, e depois substituí-los por meio de concurso público.

No entanto, após lerem o texto encaminhado nessa quinta pelo Executivo, alguns deputados começaram a fazer críticas ao projeto. A oposição classificou a ideia como um “desmonte do sistema público de saúde”.

Ibaneis não gostou da reação e ameaçou processar os distritais que votarem contra o projeto. “Em meses, várias pessoas vão morrer. Eles [deputados] escolhem o que querem, a partir daí eu vou entrar com uma ação contra cada um pela morte de cada cidadão. Ou dão os instrumentos para que o governo consiga fazer, ou vamos ter um enfrentamento grave”, disparou o governador.

Texto

O projeto de lei de autoria do Executivo que expande o modelo aplicado no IHB para toda a Secretaria de Saúde chegou à CLDF na tarde desta quinta-feira (17/01). O texto muda o nome do sistema para Organização Hospitalar do Distrito Federal (OHDF) e passa a incorporar, gradativamente, unidades de pronto-atendimento (UPAs), hospitais regionais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ou seja, essa organização, que funcionará como serviço social autônomo, será responsável por gerir boa parte da rede pública. O prazo de início do novo modelo é 60 dias após a aprovação do projeto, tempo para se modificar o estatuto do IHBDF.

Segundo o Executivo, a medida seria aplicada, no primeiro momento, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde o governador pretende reabrir 200 leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) e nas UPAs. Para isso, a previsão é contratar mil profissionais.

A proposta foi apresentada à base aliada na tarde de quarta-feira (16). A pedido do GDF, os deputados discutem a possibilidade de realizar sessão extraordinária para votar a matéria e outras medidas do governo, chamadas de “pacotão”.

Para 14% dos entrevistados, ele está no caminho errado; 11% não sabem; maioria dos brasileiros aprova as equipe escolhida pelo presidente eleito

Entre os brasileiros ouvidos pela pesquisa Ibope, 64% têm expectativa de que o governo Jair Bolsonaro será ótimo ou bom (Foto: Divulgação/ Flickr Governo de Transição)
Entre os brasileiros ouvidos pela pesquisa Ibope, 64% têm expectativa de que o governo Jair Bolsonaro será ótimo ou bom (Foto: Divulgação/ Flickr Governo de Transição)

Por iG São Paulo * |

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Frente às decisões tomadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), 75% dos brasileiros – três em cada quatro – acreditam que o novo governo está no caminho certo. Isso é o que aponta uma pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na manhã desta quinta-feira (13).

De acordo com a mesma pesquisa, 14% acham que Bolsonaro e sua equipe estão no caminho errado em relação às suas escolhas, enquanto 11% não sabem ou não responderam à pergunta feita pelo Ibope .

Segundo a avaliação do instituto, quanto maior a renda familiar, maior o percentual dos que acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. Afinal, enquanto 70% daqueles com renda familiar de até um salário mínimo pensam assim, o número sobe para 82% entre os que têm renda familiar superior a cinco salários mínimos.

Também de acordo com a pesquisa, 64% dos brasileiros ouvidos têm a expectativa de que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom.

Perguntados quanto às prioridades que o próximo governo deve ter durante a sua gestão, 41% dos entrevistados disseram que é necessário melhorar os serviços de saúde. Além disso, 40% destacaram a promoção da geração de empregos como prioridade para 2019.

Na sequência, na mesma pergunta, aparecem combater a corrupção e combater a violência e a criminalidade, ambos com 36%, e melhorar a qualidade da educação, apontada por 33%.

O levantamento também mostra que dois em cada três brasileiros estão confiantes no cenário econômico brasileiro para 2019 e creem que a situação econômica do País vai melhorar no ano que vem. Parcela similar também espera que a própria vida vai melhorar ou melhorar muito no próximo ano.

Esse otimismo afeta também outras áreas. Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os principais problemas que vão melhorar no primeiro ano de governo do presidente eleito. Em seguida, aparecem a corrupção (37%) e o desemprego (36%).

A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros ouvidos aprova as indicações para compor a equipe de Bolsonaro , bem como as medidas que vêm sendo anunciadas pela equipe.

Entre os entrevistados, 80% se dizem pelo menos um pouco informados sobre as indicações do presidente eleito para os cargos de primeiro escalão do governo – ministros e colaboradores da equipe de transição. Desses, 55% consideram as indicações adequadas ou muito adequadas.

Pouco mais de oito em cada dez se dizem informados, em alguma profundidade, sobre as propostas já anunciadas pelo presidente eleito. Entre eles, 75% afirmam aprovar de forma geral as propostas. O percentual de aprovação cresce de acordo com o grau de informação que o entrevistado diz ter sobre o novo governo.

A pesquisa Ibope foi feita entre 29 de novembro e 2 de dezembro e ouviu 2 mil eleitores de 127 municípios. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

* Com informações da Agência Brasil

Fonte: Último Segundo – iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-12-13/ibope-jair-bolsonaro-avaliacao.html

O encontro entre o governador e o atual vice-presidente da Câmara Federal aconteceu nesta segunda-feira, no Palácio do Campo das Princesas

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Postado por Marcos Lima Mochila

 

PC RECEBE FÁBIO RAMALHO 3O governador Paulo Câmara recebeu, nesta segunda-feira (21.01), no Palácio do Campo das Princesas, o deputado Fábio Ramalho, atual vice-presidente da Câmara Federal e candidato ao comando da Casa. Assim como fez com Rodrigo Maia e João Henrique Caldas, na semana passada, o chefe do Executivo estadual debateu com o parlamentar mineiro projetos e ideiasPC RECEBE FÁBIO RAMALHO 2 que podem contribuir para o avanço nas diversas áreas, principalmente social e econômica, em Pernambuco e no Brasil.

Participaram do encontro também os deputados Eduardo da Fonte e Gonzaga Patriota, além do secretário estadual da Casa Civil, Nilton Mota. A eleição que decidirá o comando da Mesa será realizada no dia 1º de fevereiro.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

 

BOLSO E MORO INDO PRA DAVOS

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Alguns aviões já caíram com algozes do PT.

Quem não se lembra?

No momento em que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro, juntos, viajam para Davos para falar ao mundo de um novo Brasil que está nascendo, os estúpidos e incautos militantes da esquerda criminosa, não conseguem se conter e extravasam maledicências e maldades, mesmo que algumas horas depois sejam obrigados a apagar os seus perfis nas redes sociais.

BOLSO ÓDIO DOS PETISTAS

De qualquer forma, o print é eterno.

E, por outro lado, milhões de outras mensagens desejando boa viagem, boa sorte e sucesso em Davos.

Da Redação – Jornal da Cidade Online

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Por Arthur Cunha

A coluna fará, nesta segunda, uma análise do cenário eleitoral para 2020 de Serra Talhada, no Sertão. Se a eleição da cidade fosse um vestibular, lá seria o curso mais concorrido. São 21 (pré) candidatos para apenas uma vaga. Concorrência gigante! Apesar da grande quantidade de pretendentes, a corrida se afunilará para o escolhido do prefeito Luciano Duque, que faz uma gestão bem avaliada, portanto, com alta a chance de fazer o sucessor; contra o postulante apoiado pelo grupo do deputado federal reeleito Sebastião Oliveira. Há, ainda, os independentes, a exemplo de um bolsonarista de extrema Direita, que devem correr por fora.

Existem indefinições dos dois principais lados quanto aos nomes que serão indicados. Do grupo do prefeito, são 15 os cotados, sendo a atual secretária de Saúde, Márcia Conrado, quem figura em primeiro na lista. Também podem obter a benção de Duque seu vice-prefeito, Márcio Oliveira; o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marquinhos Godoi; o empresário Faeca Melo e Nena Magalhães, um médico que anunciou recentemente sua pré-candidatura. Esse é o “Top 5” do prefeito.

Outros nomes da base governista também foram lembrados, a exemplo de Zé Raimundo, Marcos Oliveira, Sinésio Rodrigues e Cristiano Menezes. Tem, ainda, uma lista dos que, se não disputarem a prefeitura, podem acabar compondo a vice: Doutor Valdir Tenório, Terrunas Peixoto, Cristiano Menezes, Marta Cristina – esses três últimos ocupam secretarias – e o vereador André Mário.

Como faz um governo aprovado, o prefeito Luciano Duque, de forma inteligente, autorizou todos os pretendentes do seu grupo a andarem pela cidade e viabilizarem suas respectivas candidaturas. Lá na frente, Duque vai puxar o freio à ordem e apoiar o quadro mais agregador; e que reúna em torno de si, baseado em pesquisas de opinião, a chance de liquidar a fatura.

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Nomes fortes – Pela oposição, além do próprio Sebastião Oliveira, que pode, sim, voltar a concorrer à prefeitura, a possibilidade do ex-prefeito Carlos Evandro ser ungido existe – antes de romper com o grupo em questão, Duque foi vice de Carlos Evandro e o escolhido para sucedê-lo. O problema é que o ex-mandatário está inelegível porque teve suas contas rejeitadas. Para voltar ao páreo, antes de tudo, ele precisa reverter a decisão da justiça.

Laços de família – Também aparecem na bolsa de apostas da oposição nomes ligados ao ex-deputado Inocêncio Oliveira, como seu neto Vitor, candidato na última eleição, que não levou, mas surpreendeu na reta final da campanha obtendo uma boa votação. Além do advogado e suplente do senador Humberto Costa, Valdemar Oliveira, irmão de Sebastião.

Independente – Se você chegou até aqui, respire e termine a leitura porque ainda temos os independentes, que não estão nem com um lado e nem com o outro. É o caso do radialista Marquinhos Dantas, da Comunidade Evangélica de Serra Talhada. Ele é um nome que pode se lançar novamente em 2020.

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Extrema Direita – A onda bolsonarista de extrema Direita pode chegar à disputa pela Prefeitura de Serra Talhada com o empresário João Daniel, o João da Ração, da Cedan Rações. Resta saber se o atual presidente terá a mesma força eleitoral que Lula. Isso vai depender de como será o Governo Bolsonaro nos seus primeiros anos. Hoje, Lula ganha bem não só em Serra, mas no estado

Curtas –

SELEÇÃO – João Campos abrirá seleção pública para compor 30% das vagas do seu gabinete. Serão duas vagas em Brasília (assessor parlamentar e assistente de comunicação) e duas vagas no Recife (assistente de conteúdo e analista de mídias digitais). Atenção, profissionais de Comunicação, outras informações em uma Live que o deputado eleito fará hoje, no FB e no Insta, às 12h30.
POSSE – O novo presidente do Ipa, Odacy Amorim, toma posse nesta terça, a partir das 10h, na sede da entidade, no Recife. À frente do instituto, Odacy vai dedicar-se à produção de bens e serviços agropecuários, por meio de pesquisa, extensão rural e infraestrutura hídrica.

CASA PRÓPRIA – O senador eleito Flávio Bolsonaro disse, ontem, em entrevista, que os depósitos fracionados em sua conta (96 mil em cinco dias) são fruto da venda de um apartamento. O filho do presidente ainda afirmou que teve de fazer 48 – eu falei 48! – depósitos de R$ 2 mil por causa do caixa eletrônico. Mas é santo esse senador…

Perguntar não ofende: até tu, Delfim?

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O deputado estadual Aglailson Victor (PSB), em conversa com esse blogueiro, disse que está pronto para disputar a primeira-vice-presidência e que não abre mão de concorrer o cargo.

Algumas notícias saíram que o Palácio estaria fazendo ‘força’ para eleger a deputada Simone Santana (PSB), para o mesmo posto, porém uma fonte palaciana desmentiu a articulação.

O bate-chapa promete ser um dos clássicos da eleição da mesa diretora no próximo dia primeiro de fevereiro

 

Fonte blog do Elielson Lima

Todos os anos, um chefe de Estado ou de governo é chamado para diálogo com os CEOs de maior destaque no cenário mundial

Brasília (DF), 16/01/19. Jair Bolsonaro - presidente. Visita do Presidente da Argentina, Maurício Macri, ao Brasil.  Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Brasília (DF), 16/01/19. Jair Bolsonaro – presidente. Visita do Presidente da Argentina, Maurício Macri, ao Brasil. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

 

Agência Brasil

 

Primeiro chefe de Estado latino-americano a discursar na abertura da sessão plenária do Fórum Econômico Mundial (22/1), em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro foi convidado para a reunião do International Business Council (IBC). O IBC se propõe a identificar os aspectos de negócios globalmente relevantes e desenvolver soluções práticas. É um órgão consultivo do fórum.

Todos os anos, o IBC seleciona um chefe de Estado ou de governo para participar de uma conversa com os 100 CEOs (empresários) de destaque no cenário mundial.

Bolsonaro também fará o discurso de abertura no jantar da América Latina e receberá 50 CEOs selecionados para um almoço sobre o Brasil. Haverá ainda um jantar do fundo de investimentos BlackRock.

Apontada como maior empresa do mundo em gestão de ativo, a BlackRock tem sede em Nova York e entre seus clientes há governos, pessoas jurídicas e físicas.

Política externa

O presidente aproveitará a oportunidade para demonstrar sua preocupação com o agravamento da crise na Venezuela, apresentar seu ponto de vista sobre globalização e sobre tecnologia e inovação. Um dos destaques, em Davos, no entanto, serão os aspectos econômicos, particularmente a abertura econômica.

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, Bolsonaro embarca neste domingo (20), às 22h, para a Suíça.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sérgio Moro
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sérgio Moro

Ele estará acompanhado pelos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado.

Em artigo publicado no jornal inglês “The Guardian”, ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu a legalização de drogas no país

 Luís Roberto Barroso, ministro do STF (Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles)

Luís Roberto Barroso, ministro do STF (Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles)

 

Agência Estado

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Em artigo publicado no jornal inglês “The Guardian”, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a legalização de drogas no Brasil. No texto, Barroso afirma que a atual política antidrogas “apenas destrói vidas”. “Durante décadas, o Brasil teve a mesma abordagem de política de drogas. Polícia, armas e numerosas prisões. Não é preciso um especialista para concluir o óbvio: a estratégia falhou. O tráfico e o consumo de drogas apenas aumentaram”, escreve o ministro da Corte máxima no prestigiado jornal britânico.

Ao longo de seu texto, Barroso argumenta que é necessário criar “meios alternativos de combate à droga”. O ministro sugere lidar com a maconha como “lidamos com os cigarros: um produto lícito, regulamentado, vendido em certos lugares, tributado e sujeito a restrições de idade e propaganda, notificações de advertência e campanhas que desencorajam o consumo”.

“Nas últimas duas décadas, o consumo de cigarro no Brasil diminuiu mais da metade. A luta à luz do dia, com ideias e informações, trouxe melhores resultados”, afirma.

Não podemos ter certeza de que uma política progressiva e cautelosa de descriminalização e legalização seja bem-sucedida. O que podemos afirmar é que a política de criminalização existente falhou.”

Em seu texto, Barroso cita um caso sob julgamento do Supremo, no qual votou pela descriminalização da posse de maconha para consumo privado. O ministro relata que propôs “abrir um amplo debate sobre a legalização da maconha, para começar — e depois, se tiver sucesso, a cocaína”. “O assunto é extremamente delicado, e o resultado depende de uma decisão da legislatura”, afirma.

Ao jornal inglês, o ministro do Supremo enumera seus motivos para apoiar a legalização. “Primeiro, as drogas são ruins e, portanto, é o papel do Estado e da sociedade desencorajar o consumo, tratar os dependentes e reprimir o tráfico. O raciocínio por trás da legalização está enraizado na crença de que isso ajudará na consecução desses objetivos”, anota.

“Em segundo lugar, a guerra contra as drogas falhou. Desde a década de 1970, sob a influência e a liderança dos EUA, o mundo abordou este problema com o uso de forças policiais, exércitos e armamentos. A trágica realidade é que 40 anos, bilhões de dólares, centenas de milhares de prisioneiros e milhares de mortes depois, as coisas são piores. Pelo menos em países como o Brasil.”

O terceiro ponto de Barroso aponta para um argumento do economista americano Milton Friedman. “O único resultado da criminalização é garantir o monopólio do traficante”. Luís Roberto Barroso cita como exemplo países da América do Norte e da Europa. Segundo o ministro, nestes locais, “a maior preocupação das autoridades são os usuários e o impacto que as drogas têm em suas vidas e na sociedade”.

“No Brasil, no entanto, o foco principal deve ser o fim do exercício do traficante de drogas de dominância sobre as comunidades pobres. As gangues se tornaram o principal poder político e econômico em milhares de bairros modestos no Brasil. Este cenário impede uma família de pessoas honestas e trabalhadoras de educar seus filhos para longe da influência de facções criminosas, que intimidam, cooptam e exercem uma vantagem injusta sobre qualquer atividade legal. Crucialmente, esse poder de tráfico vem da ilegalidade”, afirma.

Em seu artigo, o ministro Barroso aponta que “outro benefício da legalização seria prevenir o encarceramento em massa de jovens empobrecidos sem antecedentes criminais que são detidos por tráfico porque estão com quantidades insignificantes de maconha”. De acordo com o ministro, “um terço dessas pessoas estão presas por tráfico de drogas”.

“Os jovens prisioneiros terão que se juntar a uma das facções que controlam os penitenciários — e naquele dia, eles se tornam perigosos”, escreve. “Além disso, cada lugar na prisão custa 40 mil reais (£ 9,174) para criar e 2.000 reais por mês para manter. Pior ainda, dentro de um dia de um homem preso, outro é recrutado do exército de reserva que existe em comunidades pobres.”

Na parte final, Barroso classifica como “impressionante” a “insanidade” da política antidrogas. “Destrói vidas, gera piores resultados para a sociedade, é caro e não tem impacto no tráfico de drogas. Somente a superstição, o preconceito ou a ignorância podem fazer com que alguém pense que isso é efetivo”, anota.

Presidente da República deve discursar sobre combate à corrupção, reformas e comércio internacional no fórum de Davos

Brasília (DF), 16/01/19. Jair Bolsonaro - presidente. Visita do Presidente da Argentina, Maurício Macri, ao Brasil.  Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Brasília (DF), 16/01/19. Jair Bolsonaro – presidente. Visita do Presidente da Argentina, Maurício Macri, ao Brasil. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Agência Estado

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) se reuniu, neste domingo (20/1), com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e com seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

O presidente embarca na noite deste domingo para Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. O evento começa na terça-feira, 22, e vai até o dia 25. Cerca de 70 países e representantes de diversos setores da economia estarão reunidos – são 3.500 participantes. O fórum será o palco da estreia internacional do presidente Jair Bolsonaro.

Temas como a abertura ao comércio internacional, o combate à corrupção e a disposição de fazer as reformas estruturantes devem estar na pauta do discurso do presidente brasileiro.

Além de Bolsonaro, participam os ministros Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça) e o chanceler Ernesto Araújo. Eduardo Bolsonaro também acompanhará a comitiva, bem como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Vice-presidente

O vice-presidente, Hamilton Mourão, não vai para Davos. Ele deve comandar o país interinamente no período. Neste domingo, ele deu uma declaração à agência de notícias Reuters dizendo que o caso de Flávio Bolsonaro não tem impacto no governo. “É preciso dizer que o caso Flávio Bolsonaro não tem nada a ver com o governo”, disse Mourão, afirmando ser necessário esperar a conclusão das investigações.

Assim como fez na última semana, o vice pedalou com sua esposa na capital federal. O Estado flagrou parte do trajeto realizado pelo vice.

 

OURICURI VISITA SURPRESA

Postada por Marcos Lima Mochila

 

Com o objetivo de fiscalizar o atendimento, ouvir as demandas e garantir o reabastecimento das farmácias nas Unidades Básicas de Saúde de Ouricuri, o prefeito Ricardo Ramos iniciou uma série de visitas surpresas. Sem aviso prévio, prefeito e equipe adentram nas unidades, conversam com os usuários e com a equipe para avaliar a satisfação de todos.

Na quinta-feira (17) o prefeito Ricardo Ramos e a secretária Municipal de Saúde Gardielle Andrade visitaram as UBS’s dos Bairros Santo Antonio, Santa Maria e José Pimentel, no centro de Ouricuri. “Buscamos chegar sempre nos horários em que há pico do atendimento. Só assim podemos conhecer de perto a realidade enfrentada pela população ouricuriense”, explicou o prefeito.

Nas redes sociais, Ricardo assumiu o compromisso de garantir o reabastecimento em todas as UBS’s, tanto na zona rural como na zona urbana do município. Para tanto, segundo o prefeito, foi feita uma parceria com a Farmácia Popular que irá proporcionar mais facilidade ao acesso de medicamentos.

Da Assessoria de Comunicação

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