Arquivos do mês dezembro 2018

COMPESA
Por Márcio Maia

 

Os usuários da Companhia Pernambucana de Saneamento (CCOMPESA) dispõem agora de um novo sistema de pagamento das contas. É que a empresa está implantando uma nova sistemática para recebimento da conta de água e esgoto, através de cartão de débito e crédito. Os clientes já podem optar pelo pagamento em débito no cartão no atendimento presencial em 20  Lojas de Atendimento no Estado, sem precisar enfrentar filas de bancos ou das lotéricas. O pagamento em débito no cartão também valerá  para a negociação  de dívida, seja  para a quitação à vista ou para a entrada, além das taxas de qualquer serviço realizado pela empresa.

Até o final de janeiro, a Compesa vai estender o serviço para o cartão de crédito, quando os clientes poderão utilizar essa modalidade para pagar contas, com parcelamentos ou não. Também nessa data estará disponível a operação para pagamento da conta com cartão de débito e crédito no  aplicativo – App Compesa Mobile (Android e IOS) – e na Agência Virtual no site www.compesa.com.br .

A iniciativa tem o objetivo de ampliar as facilidades de pagamento  para os 1, 6 milhão de clientes da Companhia.

O diretor de Mercado e de Atendimento da empresa, Eduardo Sabino, disse que a COMPESA é uma das poucas empresas brasileiras do setor  de saneamento que oferece a opção do pagamento da conta por meio do cartão de  débito e crédito. “Essa  é mais uma  facilidade oferecida pela empresa, que já  disponibiliza  a modalidade  de débito automático  para  quitar a fatura com mais comodidade para os nossos clientes”.

O gestor entende que, pensando sempre em melhorar o relacionamento e facilitar a vida do cliente, a Companhia espera ampliar o número de lojas físicas para o recebimento das contas com cartão de crédito e débito. “A nossa expectativa é ampliar de 20 para 60, até o final de março, os postos de recebimento com cartão da conta de água e esgoto. Estamos estudando a viabilidade das cidades e, aumentaremos paulatinamente, o universo de atendimento. Ao todo, a companhia já conta com 172 lojas em todo Estado”.

O pagamento com cartão de débito está sendo realizado exclusivamente em 20 lojas da Compesa, há cerca de dez dias, em fase de testes.

Sabino explicou que medida vem sendo bem recebida. “Os clientes abordados nessa  foram muito receptivos  para o  pagamento  com o cartão de débito e, posteriormente, de crédito. Para a companhia, essa modalidade de pagamento representa uma ferramenta importante e eficiente de recuperação de débitos. Nossa expectativa é aumentar em 20% a quitação de contas atrasadas”.

Eduardo Sabino explicou que a companhia implementou essa nova forma de pagamento seguindo uma tendência de mercado, que aponta para o aumento da preferência do consumidor pelo uso do cartão, que hoje já representa 54% do volume de pagamentos realizados no país, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

 

“A participação do setor de utilities, que são os serviços essenciais, ainda é pequena, mas a perspectiva é crescer cada vez mais, como apontam os estudos de mercado. Por isso, a Compesa buscou soluções e tecnologias para trazer essa modalidade de pagamento, e também nos preocupamos em garantir a segurança dessas transações para o cliente”, explica o diretor.

Mensalmente, a Companhia registra 60 mil atendimentos aos seus clientes nas lojas físicas em todo o Estado.

Lojas Atendentes

Boa Vista

Cordeiro – Expresso Cidadão

Largo da Paz

Olinda

Paulista

Peixinhos – Expresso Cidadão

Prazeres (Jaboatão dos Guararapes)

Interior

Afogados da Ingazeira

Agrestina

Arcoverde

Carpina

Caruaru

Garanhuns

Petrolina – Expresso Cidadão

Salgueiro

Santa Cruz do Capibaribe

Serra Talhada

Surubim

Vitória de Santo Antão – Expresso Cidadão

 

MAGIA DO NATAL 1

Com o objetivo de levar a magia do Natal aos povoados de Ouricuri, no Sertão do Araripe, o Prefeito Ricardo Ramos realizou no domingo (16) uma edição especial do ‘Natal Luz e Amor’ na Barra de São Pedro. Evento encantou crianças e adultos com as luzes e as cores natalinas.

MAGIA DO NATAL

A iniciativa do Prefeito Ricardo Ramos de, assim como o município, levar as comemorações natalinas aos povoados, repercutiu positivamente nas redes sociais.  O evento no povoado contou com a tradicional chegada do Papai Noel, Apresentações Culturais, Parque de Diversões e Brinquedos.

MAGIA DO NATAL 3

Estiveram presentes também a Primeira Dama Karol Barros, a Vice-Prefeita Gildevânia Melo e seu esposo Thomas, Vereadores e Secretários de Governo.

Da Assessoria de Comunicação

Sessão de encerramento da etapa diocesana ocorreu na manhã desta quarta-feira, na Cúria Metropolitana
DOM HÉLDER CÂMARA

Da Editoria de Cidades/JC

 

Foi concluída, na manhã desta quarta-feira (19), a fase diocesana do pedido de beatificação e canonização do arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Helder Camara. O processo, iniciado em maio de 2015, durou três anos e sete meses. A sessão de encerramento ocorreu no Palácio dos Manguinhos, sede da Cúria Metropolitana, bairro das Graças, Zona Norte da capital pernambucana. Coube ao arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, conduzir a cerimônia, prestigiada por dezenas de amigos e colaboradores do Dom da Paz.

Três caixas de madeira, cada uma contendo 1.220 páginas de documentos, foram lacradas. Nelas estão cópias de declarações, juramentos, depoimentos, atos e relatórios das comissões teológica e histórica, que analisaram os escritos do arcebispo emérito. Uma delas ficará guardada na própria arquidiocese. Outras duas seguirão para Brasília. De lá, a Nunciatura Apostólica, órgão oficial da Igreja Católica, ficará responsável pelo envio para o Vaticano, em Roma, na Itália.

Cerimônia na Cúria Metropolitana foi conduzida pelo arcebispo Dom Fernando Saburido / Foto: Leo Motta / JC Imagem
Cerimônia na Cúria Metropolitana foi conduzida pelo arcebispo Dom Fernando Saburido / Foto: Leo Motta / JC Imagem

“Hoje é um dia histórico para a nossa arquidiocese, para o Brasil e para o mundo. A partir de agora, o processo continua em Roma. Dom Helder viveu inteiramente para a Igreja, muito atento aos probres. Foi um sacerdote além do seu tempo, contribuiu para a criação da CNBB e da Celam, por exemplo. Teve muita influência nacionalmente e internacionalmente”, comentou dom Fernando.

“A nossa esperança se projeta para o ano de 2020, quando a Arquidiocese de Olinda e Recife sediará o XVIII Congresso Eucarístico Nacional. Temos fé na Santa Eucaristia, confiamos que, até lá, receberemos notícias positivas sobre a análise do processo de dom Helder na Congregação da Causa dos Santos”, diz dom Fernando.

Roma

Frei Jociel Gomes, postulador da casa de dom Helder, acredita que em janeiro essas caixas chegarão em Roma. Ele será chamado para acompanhar a abertura dessas caixas. Começa, então, a etapa romana. “Dom Helder foi um homem de Deus e referencial no seu tempo. Hoje, mais do que nunca, precisamos de referências como ele, que sempre lutou pelos menos favorecidos”, destacou.

COLUNA DA DENISE MONTADA PARA USO

 

 

 

 

 

 

COLUNA DENISE CORRERIADeputados correm para zerar cota parlamentar que acaba no fim do ano

Por Alessandra Azevedo

Os parlamentares estão correndo para gastar o dinheiro da cota parlamentar a que ainda têm direito, antes que o ano acabe. O valor é como se fosse um salário extra que eles recebem todo mês para custear despesas “exclusivamente vinculadas ao exercício da atividade parlamentar”. Na Câmara dos Deputados, varia de R$ 30,8 mil a R$ 44,6 mil mensais, de acordo com a distância entre o estado do deputado e Brasília. E é cumulativo: se não usar tudo em um mês, pode aproveitar no outro, até o fim do ano. Se toda a verba for “aproveitada”, dá um gasto de pelo menos R$ 200 milhões por ano, além dos salários.

» » » Os 157 deputados que não foram reeleitos usaram quase R$ 6 milhões desse cofrinho desde novembro, depois das eleições. Embora alguns tenham pedido reembolso por gastos de R$ 20 com almoço, a maioria do dinheiro foi para divulgação de atividade parlamentar, o que gera curiosidade, já que boa parte não propôs ou relatou nenhum projeto ao longo dos quatro anos de mandato. Teve deputado que pediu R$ 120 mil para encomendar panfletos e outros tipos de material de divulgação só na primeira quinzena de dezembro.

» » » Alguns gastaram mais nas últimas semanas do que nos quatro meses anteriores somados. Em novembro, os deputados chegaram a torrar R$ 135 mil em um só mês para não perder o resto do benefício. Funcionários da Câmara contam que a prática é comum até entre os reeleitos, já que, no ano seguinte, a contagem começa do zero. O que explica — mas não justifica — os gastos de mais de R$ 20 mil com passagens aéreas em 15 dias. As passagens em decorrência do mandato não são tão justificáveis no fim do ano, porque quase não tem sessão deliberativa (de presença obrigatória). Teoricamente, esse dinheiro seria para ir e vir dos estados de origem até a capital.

BOLSO & MINISTRO PAULO GUEDES ECONOMIAGuedes mitou

Integrantes da equipe econômica do governo Bolsonaro entraram em êxtase depois da declaração do chefe, Paulo Guedes, sobre a redução de até 50% dos repasses de recursos para o Sistema S. “Mitou”, disse um dos mais próximos auxiliares do futuro ministro da Economia. “Felizmente, alguém resolveu acabar com a farra do empresariado”, acrescentou outro técnico. Bolsonaro mandou parabenizar o subordinado.

 

Maia e o apoio do PRBRODRIGO MAIA CARICATURA 2

Nos corredores da Câmara, deputados e assessores comentam que a aproximação de Rodrigo Maia (DEM-RJ) com o PRB, que diz ter desistido de lançar o deputado João Campos (GO) à presidência da Casa, pode causar um problema: um distanciamento do MDB e do PP da chapa do atual presidente. O beneficiário pode ser Fábio Ramalho (MDB-MG), visto como um dos principais adversários de Maia, caso Campos não concorra. A avaliação é de pessoas do MDB. Oficialmente, o PRB diz que manterá a candidatura de Campos.

CARLOS HAMILTONVolta por cima

O economista Carlos Hamilton vai voltar com pompa e circunstância para o Banco do Brasil. Até julho deste ano, ele respondia pela vice-presidência de Serviços, Infraestrutura e Operações da instituição, mas acabou sendo afastado do cargo dentro de um processo de reestruturação comandado pelo então presidente do BB, Paulo Caffarelli. Agora, aliado número um do futuro comandante do banco, Rubem Novaes, voltará mais poderoso do que nunca.

Benefício às grávidasGRÁVIDAS

Ontem, em uma das últimas sessões de votação antes do recesso, os senadores aprovaram a obrigatoriedade do adicional de insalubridade para empregadas gestantes e lactantes, mesmo sem atestado médico. O benefício havia sido retirado com a reforma trabalhista aprovada em 2017, que completou um ano em vigor no mês passado. Os parlamentares contrários que continuam no Congresso articulam para desfazer algumas das mudanças sancionadas, já que a Medida Provisória que o governo enviou ao Congresso com esse objetivo caducou sem ser votada.

Decisões revistas

Desde que a reforma foi aprovada, os deputados já propuseram mais de 40 projetos de lei que revisam as decisões tomadas no ano passado. Pelo menos cinco tratam da insalubridade para gestantes e lactantes. Outras retomam temas como negociação coletiva, regulamentação do trabalho intermitente e contribuição sindical, que deixou de ser obrigatória.

PACOTEPacote de sugestões

As centrais sindicais, aliás, preparam um “pacote de sugestões” para enviar ao Congresso no início do ano que vem. Os sindicalistas não estão nem um pouco satisfeitos com as mudanças, principalmente no que diz respeito ao fim da contribuição sindical obrigatória. “Em fim de mandato não dá para retomar temas polêmicos como esse. Por isso, estamos preparando uma pauta conjunta para enviar logo no começo do próximo ano”, diz um dos líderes da Força Sindical.

Raquel Dodge concluiu que houve envolvimento do presidente e de mais de cinco pessoas em esquema para favorecer empresas com decreto dos portos
 
Presidente Michel Temer foi denunciado pela terceira vez nesta quarta-feira (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Presidente Michel Temer foi denunciado pela terceira vez nesta quarta-feira (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Por iG São Paulo |

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu nova denúncia nesta quarta-feira (19) contra o presidente Michel Temer (MDB) e mais cinco pessoas por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A nova denúncia, a terceira contra o emedebista, foi levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na véspera do recesso do Judiciário e se refere às investigações do inquérito dos Portos.

Além de Michel Temer , também foram denunciados o coronel reformado da Polícia Militar paulista João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, amigo pessoal do presidente; o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures; os executivos da Rodrimar e da Argeplan, Ricardo Mesquita e Antônio Celso Grecco; e Carlos Alberto da Costa, sócio do Coronel Lima.

O pedido é que todos os denunciados paguem uma indenização por danos morais de R$ 32.615.008,47, soma dos valores desviados.

Devido ao recesso do STF, que tem início oficial a partir dessa quinta-feira (20), e ao fim do mandato de Temer na Presidência, que durará apenas mais 12 dias, o caso deve ser encaminhado à primeira instância da Justiça Federal no ano que vem. A procuradora quer que a denúncia seja enviada logo no dia 1º de janeiro.

A nova denúncia contra Temer se refere à investigação iniciada em setembro do ano passado após autorização do ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no STF. O presidente é investigado por supostamente ter recebido propina da Rodrimar, empresa que opera o Porto de Santos (SP), em troca de favorecimentos à empresa por meio de decreto assinado em maio do ano passado que regulamenta contratos de concessão e arrendamento do setor portuário.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, estava em posse do relatório final dos investigadores da Polícia Federal que atuaram no inquérito dos Portos desde meados de outubro . De acordo com o documento, há “indícios” de que Temer tenha recibo R$ 5,9 milhões em propina e participe de “grupo criminoso” com empresas que atuam no Porto de Santos (SP) desde a década de 1990.

Os advogados que representam o presidente já negaram irregularidades e disseram, em manifestação encaminhada ao Supremo, que o decreto que ampliou as concessões do setor portuário de 35 anos para 70 anos foi objeto de “amplo debate com o setor portuário, […] não comportando qualquer sigilo ou informação privilegiada no que tange às negociações”.

Temer e mais dez pessoas foram indiciados por crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa do presidente ainda recorreu para anular o indiciamento, mas o  pedido foi rejeitado no fim do mês passado pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito no Supremo.

O presidente Michel Temer  já havia sido denunciado duas vezes pelo antecessor de Raquel Dodge na PGR, Rodrigo Janot. Os processos acabaram congelados por decisão da maioria dos deputados na Câmara dos Deputados, mas serão retomados na primeira instância da Justiça Federal assim que o presidente entregar a faixa para Jair Bolsonaro (PSL), em janeiro.

Fonte: Último Segundo – iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-12-19/michel-temer-denuncia-pgr.html

JUÍZA CORAJOSA

 

A juíza Carolina Lebbos já se manifestou na petição dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva requerendo o seu alvará de soltura, com base na esdrúxula decisão do ministro Marco Aurélio Mello.

Em despacho publicado no início da noite desta quarta-feira, ela afirma que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio de Mello é monocrática e não tem caráter vinculante, portanto, a libertação do ex-presidente não é automática.

A juíza afirma ainda que a decisão da execução da pena de Lula já tinha sido analisada pelo plenário do STF.

“No caso concreto, a possibilidade de execução provisória da pena foi também analisada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no âmbito do HC nº 152.752, denegando-se a ordem. Tem-se, pois, decisões colegiadas, inclusive no caso concreto, no sentido do cabimento da execução provisória da pena” diz a decisão da juíza.

Carolina Lebbos determinou que em dois dias o Ministério Público de manifeste, quando os autos deverão retornar para nova decisão.

Lula permanece preso e o ministro é mais uma vez desmoralizado.

Da Redação

No Twitter, futuro presidente diz que a soltura de presos após condenação em 2ª instância “poria em risco o bem estar de nossa sociedade”
Brasília(DF), 08/03/2018 Solenidade de Filiac?a?o do Deputado Jair Bolsonaro ao PSL. Local: Câmara dos Deputas - Brasília DF. Igo Estrela/Metrópoles
Jair Bolsonaro ao PSL – Brasília DF(Foto: Igo Estrela/Metrópoles)
Ian Ferraz

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi ao Twitter para parabenizar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, por revogar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de determinar a soltura de condenados pela Justiça em 2ª instância que ainda tenham recursos pendentes.

Segundo o post do futuro presidente, a medida de Marco Aurélio “poria em risco o bem estar de nossa sociedade”.

BOLSO PARABENIZA

Presidente do STF atendeu a pedido de suspensão liminar feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge
Por André Avelar e Thais Skodowski, do R7
Nelson Jr./Divulgação/STF 
Nelson Jr./Divulgação/STF
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Dias Tofolli derrubou nesta quarta-feira (19) a liminar que suspendia todas as prisões em que ainda não tivesse ocorrido o ‘trânsito julgado’ (esgotamento de recursos). A decisão poderia, por exemplo, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A queda da liminar partiu depois da análise do pedido de recurso da PGR (Procuradoria-Geral da República). No texto, os procuradores afirmaram estar “surpreendidos e indignados com a medida”. Além disso, os membros do MPF (Ministério Público Federal) afirmaram que a medida cautelar “contribuiu para a insegurança jurídica e o aumento da impunidade”.

Dias Tofolli é o magistrado de plantão no recesso da Suprema Corte. A decisão de Marco Aurélio havia sido concedida nas últimas horas antes do recesso. O STF volta aos trabalhos no início de fevereiro e, na opinião do magistrado, apenas o plenário poderia alterar a decisão.

Marco Aurélio concedeu a liminar na ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade) 54, que trata do artigo 283 do Código de Processo Penal. A decisão desta quarta foi acatada após um pedido do PCdoB que, na prática, abriria caminho para a soltura do ex-presidente — Lula foi preso e condenado no âmbito da operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Em sua decisão monocrática (individual), o magistrado alegava que os casos de prisão preventiva “a execução da pena fixada mediante sentença condenatória pressupõe a configuração do crime, ou seja, a verificação da tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade.”

Documentos comprovam que artista foi levado ao Dops no mesmo dia em que voltou ao Brasil, em 1973, quatro anos depois de sair do país. Ele declarou que nunca teve filiação e sentia saudade da pátria

GERALDO VANDRÉ

Vitor Nuzzi, RBA

 

Em 5 de setembro de 1969, a Comissão de Investigação Sumária do Exército (Cisex) aprovou parecer que pedia suspensão dos direitos políticos por 10 anos e demissão do emprego público do servidor Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, mais conhecido como Geraldo Vandré, “em virtude de suas atividades nocivas aos princípios moralizadores consagrados pela Revolução de 1964“.

O parecer foi sucintamente aprovado pelo ministro do Exército, Lyra Tavares, que o remeteu ao Ministério da Justiça. Seria mais um funcionário público exonerado depois do Ato Institucional número 5, editado em 13 de dezembro de 1968, abrindo a fase mais dura do regime.

GERALDO VANDRÉ 1Coincidentemente, nesse mesmo dia Vandré e seu grupo, o Quarteto Livre, faziam em Anápolis (GO) aquele que seria o último show do cantor como artista profissional no Brasil. A apresentação marcada para o dia 14, no Iate Clube de Brasília, não aconteceu. O quarteto era formado simplesmente por Franklin da Flauta, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Nelson Ângelo.

Uma pesquisa no Arquivo Nacional mostra, além da decisão do Cisex, que o misterioso retorno de Geraldo Vandré ao Brasil incluiu um interrogatório no exato dia em que ele tornou a pôr os pés em sua pátria, 16 de julho de 1973. Durante muito tempo, acreditou-se que ele havia voltado em agosto, por causa de uma entrevista exibida pela TV Globo no Jornal Nacional, mostrando o artista como se ele tivesse acabado de desembarcar. Uma entrevista “montada“, com a presença de agentes policiais.

Vandré havia deixado o Brasil durante o carnaval de 1969, depois de um tempo escondido. Seu crime? Compor e cantar Pra não Dizer que não Falei das Flores (Caminhando), consagrada em setembro do ano anterior no Festival Internacional da Canção (FIC), da Globo.

Uma composição cuja letra “é injuriosa às Forças Armadas“, segundo exposição de motivos do Conselho de Segurança Nacional, em documento assinado pelo secretário-geral do órgão, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, que em 1979 se tornaria o último presidente da ditadura civil-militar brasileira.

Insegurança

Naquele 16 de julho de 1973, uma segunda-feira, vindo do Chile, um abatido Vandré mal chegou ao Galeão, no Rio de Janeiro, e já foi interpelado por agentes. Por tempos, especulou-se para onde teria sido levado.

Conforme arquivo confidencial do Serviço Nacional de Informações (SNI), o destino foi o Dops do Rio, na sede da Coordenação Regional Policial do Departamento de Polícia Federal da Guanabara, na Praça Marechal Âncora, vizinha à Praça XV, centro da capital. Ali também funcionou um centro de tortura, mas não há qualquer registro ou evidência de que Vandré tenha sofrido violência física.

No início do termo de declaração ao Dops, Geraldo Vandré informa que deixou o país “possivelmente no mês de março” pela fronteira com o Uruguai, de automóvel, medida tomada “em face da insegurança existente no País contra a sua pessoa, uma vez que admitiam estar o declarante envolvido em política partidária, quando, na verdade, isso não ocorria“.

Do Uruguai, ele foi para o Chile, onde permaneceu durante seis meses, rumando posteriormente para a Europa – também fez viagens à Argélia e aos Estados Unidos.

Vandré afirmou aos policiais que em todos os países em que esteve “nunca fez qualquer comentário desairoso contra as autoridades governamentais do País, limitando-se, unicamente, ao exercício da sua profissão“. Ele “sempre alimentou a esperança de retornar ao Brasil, isto porque, a nostalgia e a tristeza da falta de seus familiares, amigos e do convívio geral faziam com que o declarante sempre pensasse em retornar e, esse estado de ânimo ocasionou um descontrole nervoso no declarante“. Na embaixada brasileira no Chile, foi informado que seu visto de retorno era negado.

A tristeza causada pela distância forçada de sua pátria o fez adoecer. Um outro documento sigiloso do SNI mostra que a mãe do cantor, dona Maria Martha, esteve na agência do órgão no Rio em dezembro de 1972 para informar que seu filho estava adoentado, com depressão, e em tratamento no Chile.

Ela manifestou o desejo de ver seu filho retornar ao Brasil e informou que em breve iria a Santiago com seu marido, José Vandregíselo – de cujo sobrenome vem o nome artístico do cantor –, para visitar o filho durante 10 dias e pleitear à representação diplomática “a concessão de documento que possibilite seu regresso, face o seu estado de saúde“.

Crônica da realidade

Esse regresso levaria ainda sete meses. Vandré deixou o país por causa de uma canção, que conforme avaliação feita pela Quarta Zona Aérea, na véspera do AI-5, era uma “hábil síntese, na melhor forma estética, de postulados básicos da doutrina marxista“.

Segundo o texto do Ministério da Aeronáutica, a apresentação das ideias na música Caminhando “é especialmente eficaz, pois atua por meio de inconsciente das pessoas, levando à lenta aceitação do que se diz nos versos, por um processo de repetição inadvertida“. Para esses militares, a igualdade dos homens como seres sociais “(e não como seres morais, pois isto os marxistas não aceitam) é abundantemente fundamentada“.

O documento chama ainda a atenção para o fato de a composição ter sido aplaudida durante 10 minutos por mais de 30 mil pessoas no ginásio do Maracanãzinho, no FIC de 1968, evidenciando alto grau de “politização e conscientização“. Um risco.

Em junho de 1970, um inquérito policial militar instaurado no 1º Distrito Naval “para apurar atividades subversivas e/ou contra-revolucionárias” de Vandré foi arquivado. O IPM incluía o escritor e autor teatral Dias Gomes.

Ao longo dos anos, Vandré esforçou-se para demonstrar que sua obra mais famosa não era um hino contra os militares. Chegou a chamá-la de “crônica da realidade“. De fato, ele nunca foi antimilitarista – nem filiado a partido ou ligado a qualquer grupo político.

GERALDO VANDRÉ 4Acabou sendo marcado por uma canção, que só voltaria a cantar em solo brasileiro em 22 e 23 de março deste ano, em duas apresentações realizadas em João Pessoa, onde nasceu, em 1935. Tornou a fazê-lo em 24 de outubro, em Sorocaba, interior paulista, onde foi homenageado – ao lado da pianista Beatriz Malnic e do músico Sabiá. Cantou Caminhando e recitou poemas.

Em 31 de maio de 1968, ele esteve naquela cidade para conversar com estudantes. Ainda nem havia composto Caminhando, que “nasceu” depois da Passeata dos 100 mil, em 26 de junho, último grande protesto de rua contra a ditadura.

Em seu depoimento no dia da volta, ele reafirmou que “nunca foi filiado a qualquer agremiação político-partidária” e que “está de pleno acordo em observar a orientação traçada pelas autoridades constituídas“. Insistiu: o que o fez retornar “foi, na realidade, a saudade que sentia da sua Pátria“. Ele disse não se conformar em viver fora do Brasil, “pois que se sente um patriota e que objetiva para o seu País um futuro promissor que possa nivelá-lo às grandes nações do mundo“.

GERALDO VANDRÉ 2

No segundo semestre de 1973, Geraldo Vandré lançou no Brasil o quinto e último LP Das Terras de Benvirá. Parte desse material havia sido lançada ainda na França, em 1970, no compacto La Passion Bresilienne. Ele se apresentou no Paraguai, na fronteira com o Brasil, nos anos 1980. Não retomou carreira como artista profissional, mas a obra permaneceu.

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