Arquivos do mês agosto 2016

Por Márcio Maia

 

download (43)A grande rejeição ao nome do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) fez com que muitos candidatos se interessassem em disputar a Prefeitura de Olinda, na Região Metropolitana. Na eleição passada (2012), Renildo teve 102 mil votos, no entanto foram registrados nada menos de 105 mil votos brancos e nulos, o que já demonstrava uma enorme rejeição.

Mesmo assim, a deputada federal Luciana Santos, que já administrou o município por duas vezes, é considerada como uma forte postulante ao cargo.

Segundo a primeira avaliação realizada pela Revista TOTAL, o irmão do ex-governador Eduardo Campos (PSB), Antônio Campos, deverá vencer a eleição no segundo turno. Segundo o levantamento feito pela publicação, ele conta com o apoio de várias lideranças políticas e empresariais e por grande parte dos líderes comunitários, que apontam para a intenção de uma mudança.

Por conta de haver candidatos integrantes de sua base parlamentar, o governador Paulo Câmara (PSB) vai se manter afastado da disputa, embora Antônio Campos seja de seu partido e irmão de Eduardo Campos. Ele já decidiu que ficará de fora das campanhas com as características das de Olinda.

Além de Campos e Luciana, são candidatos a prefeito os deputados Ricardo Costa (PMDB), que tem o apoio do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), e Tereza Leitão (PT), apoiada pelo senador Humberto Costa e João Paulo.

Também são candidatos Izabel Urquiza (PSDB), filha da ex-prefeita Izabel Urquiza, e o médico e empresário Gustavo Rosas (PV), integrante do grupo internacional de defesa do meio ambiente Greenpeace.

VEREADORES – Da mesma forma que o Poder Executivo, há uma grande tendência entre o eleitorado de modificar a formação dos componentes da Câmara Municipal de Olinda. Há avaliações indicando que, dos 17 vereadores, apenas oito deverão retornar ao trabalho em 2017, na Casa Bernardo Vieira de Melo.

Cerca de duzentos candidatos deverão disputar o pleito proporcional, alguns partidos de forma isolada e outros formando coligações. Não existe ainda previsão sobre o coeficiente eleitoral, uma vez que o número de abstenções e votos brancos e nulos deverá ser muito acentuado, tal como aconteceu no pleito passado, em 2012.

Blog do Magno

Posse,2 ministros, Michel Temer 001 (5)-kqRG-U202773994668KF-1024x711@GP-WebO PSDB decidiu acompanhar com lupa todas as medidas adotadas agora pelo presidente interino, Michel Temer. O partido acredita que esse será o melhor termômetro para mensurar, na prática, as intenções do peemedebista de se colocar como candidato à Presidência em 2018. Integrantes da cúpula do tucanato falaram sobre o assunto na terça-feira (2), em almoço no gabinete do senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE).

A conversa ocorreu no esteio das revelações de que aliados de Temer já projetam um cenário em que ele, conquistando bons índices de aprovação popular, dispute a eleição em 2018.

O interino desautorizou publicamente essas especulações, mas os tucanos elegeram outro termômetro como principal fonte para medir o apetite político de Temer: sua agenda no Legislativo.

Segundo um integrante da cúpula do partido, se o interino “começar a jogar para frente” projetos estruturantes e complexos, como a reforma da Previdência, haverá aí um forte sinal de que ele sucumbiu a uma pauta eleitoreira.

Durante o almoço desta terça, senadores do PSDB chegaram a dizer que o partido “deu a Presidência a Temer”, e agora ele precisa “dar um governo ao Brasil”. Se não for assim, diz um integrante da cúpula do partido, o PSDB estará “fora”.

Ciente das desconfianças que as especulações sobre uma possível disputa à reeleição causaram no ninho tucano, Temer propôs um encontro com os principais nomes do partido, um jantar, na própria terça. A agenda de votações do Congresso, entretanto, fez com que a conversa fosse adiada. Ela deverá acontecer na próxima semana. (Folha de S.Paulo – Daniela Lima)

Folha PE
Jogo foi instalado mais de 100 milhões de vezes e tem gerado US$ 100 milhões de receita diária

Pokemon-Go-ReproducaoFebre em várias partes do mundo há um mês, o game “Pokémon Go” chegou oficialmente ao Brasil nesta quarta-feira (3). No jogo, disponível nas lojas virtuais da Apple e do Android, usuários têm de caçar personagens no mundo real, usando a câmera do celular. Locais como o Bairro do Recife, no Centro, já têm até Ginásios Pokémon e PokeStops

O lançamento causa excitação para potenciais usuários, dada a natureza do produto: a união de uma série nostálgica e uma nova tecnologia em um aparelho amplamente disseminado, o smartphone. Ao mesmo tempo, causa certa preocupação com a segurança.

De acordo com números da consultoria App Annie, o jogo foi instalado mais de 100 milhões de vezes e tem gerado US$ 100 milhões de receita diária com usuários dos sistemas iOS (Apple) e Android (Google).

O Brasil foi apenas o 38º país a receber o jogo. A espera pelo produto teve seus percalços: nesta semana, o perfil no Twitter de John Hanke, diretor-executivo da Niantic, foi hackeado em um protesto pela demora.

No Bairro do Recife, no Centro, os visitantes podem até mesmo encontrar Ginásios Pokémon – onde é possível batalhar com líderes. Há pelo menos três deles na região, que prometem ser um novo point especialmente nos fins de semana. Até mesmo os prédios da Folha de Pernambuco e daRádio Folha serão pontos de encontro, já que o local é classificado pelo jogo como PokeStop- ou seja, um lugar onde é possível obter as desejadas Pokebolas, usadas para capturar os monstrinhos, e outros itens.

Caçada urbana

Um dos motivos para a atenção obtida pelo jogo é a realidade aumentada, tecnologia que em casos avançados permite exibir hologramas e imagens 3D no campo de visão do usuário, misturando o real e o virtual. No caso de “Pokémon Go”, a aplicação é mais simples: ver o mundo por meio da tela do smartphone e sair em busca de criaturas como Pikachu para treiná-las.

“A realidade aumentada já havia sido testada antes, mas não em um aparelho com base instalada suficiente para que contagiasse um número de usuários tão grande. O celular muda isso”, diz Marcelo Tavares, presidente da feira BGS (Brasil Game Show), ao explicar parte dos motivos do sucesso do game.

O jogo causa essa comoção, entre outros motivos, por “sair da tela”, mudando a lógica dos games até agora, diz o historiador Helyom Viana-Telles, pesquisador do grupo de comunidades virtuais da Universidade Estadual da Bahia. “É uma ideia simples, de caçar monstrinhos. O cara pode sair e se reconectar com a cidade, dando uma outra dimensão ao lazer dos jogos”, afirma ele.

Pokémon Go

Para Juliana Cunha, psicóloga e coordenadora de canal de ajuda da ONG Safernet, é interessante que o jogo vá contra estereótipos geralmente presentes em relação a esse tipo de produto, com usuários “isolados, que não saem e não se engajam no mundo off-line”. “‘Pokémon Go’ permite uma interação com o ambiente”, diz ela.

Ao mesmo tempo, isso pode causar certos problemas -já houve relatos de assaltos e acidentes envolvendo o game.

A analista de telecomunicações Amanda Tinocco, 38, diz que ficou angustiada ao receber a notícia do lançamento do jogo. Há dois anos, seu filho, Gabriel, 16, morreu em uma rua do Rio ao cumprir uma missão para o jogo “Ingress”, desenvolvido pela mesma produtora, a Niantic –alguns dos dados de mapeamento de “Pokémon Go” vieram do game anterior.

O adolescente foi atropelado por um ônibus ao tentar realizar uma determinada conquista no jogo, do outro lado da rua.

“É complicado misturar virtual e real”, diz ela. “No mundo real, os perigos também são reais e às vezes as consequências não têm volta”, afirma ela (veja o depoimento dela ao blog Morte Sem Tabu.

Cunha recomenda que os pais conversem com os filhos antes de eles iniciarem suas missões. É preciso orientá-los sobre cuidados nas ruas para evitar acidentes e também sobre a interação com estranhos.

“Há um risco de aliciamento. Vale falar sobre com quem eles podem conversar, evitar o contato com estranhos, ficar apenas perto de amigos e conhecidos”, recomenda ela. Jogadores de até 11, 12 anos devem estar sempre acompanhados.

Governo do Estatdo

 

files_13786_20160803194706a278A Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco está distribuindo às secretarias e demais órgãos do Estado a cartilha “Eleições 2016 – orientações gerais aos agentes públicos estaduais”. A publicação, também disponível no site da PGE-PE, reúne informações a respeito das condutas vedadas a quem trabalha no serviço público durante o período eleitoral. Algumas são permanentes, outras vigoram desde 1º de janeiro e outras, desde 2 de julho, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As orientações se baseiam na Lei Eleitoral (nº 9.504/1997), na Lei de Responsabilidade Fiscal (nº 101/2000), na Resolução nº 23.450 do TSE, que fixa o calendário eleitoral 2016, nas demais de resoluções do TSE e na jurisprudência dos tribunais eleitorais.

Ainda que as eleições este ano sejam municipais, a maior parte das disposições da Lei Eleitoral aplica-se a todos os entes da Federação, “não havendo qualquer distinção entre eleições municipais, estaduais ou federais”, diz o texto de apresentação da cartilha.

Os impedimentos e vedações de conduta são apresentados por temas, para facilitar a consulta. Na publicação, há uma sessão de perguntas e respostas, outra de jurisprudência e o excerto dos artigos da Lei 9.504/1997 que dizem respeito aos agentes públicos.

Diário de pernambuco

download (42)O vereador do Cabo de Santo Agostinho, José de Arimatéia (PSDB) deve formalizar nesta quinta-feira (3) uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o aumento de 30% no salário dos legisladores da cidade, sem que o texto tivesse ido a plenário. A partir do próximo ano, em vez de R$ 9,7 mil mensais, cada um dos 17 vereadores do município vão receber R$ 12,5 mil. De acordo com Arimatéia, o projeto não foi colocado na pauta de votações e ele soube do futuro reajuste quando em uma conversa “informal”.
“Na segunda-feira, quando procurei o presidente para falar de uma proposta de congelamento de salários ele disse que o aumento já tinha sido aprovado. Só que isso não entrou em pauta em nenhum momento. O problema não é o reajuste, mas a falta de discussão”, disse. Pela lei, os vereadores têm até o dia 2 de agosto para colocar votar matérias que tratem de alterações salariais. Atualmente o orçamento da Câmara do Cabo é de R$ 2 milhões mensais. O presidente da Casa, vereador Mário Anderson, foi procurado para explicar o assunto, mas não atendeu às ligações.

G1 PE

agencia_do_trabalhoA Agência do Trabalho do Recife tem oportunidades para quem quer trabalhar no comércio. Nesta quinta-feira (4), são oferecidas 60 vagas para vendedor pracista, o profissional que circula pela cidade ou pelo estado para visitar clientes e vender o produto. O candidato deve ter pelo menos seis meses de experiência e ensino médio incompleto. O salário não foi informado. Veja tabela com todas as vagas abertas no estado neste link.

Para as pessoas com deficiência, a agência disponibiliza 150 vagas para operador de telemarketing. É preciso ter concluído o ensino médio, e o salário é de R$ 880. E há mais 30 para porteiro, com ensino fundamental completo e experiência mínima de um mês. A remuneração é de R$ 930.

Ainda para os portadores de deficiência, há 15 vagas para motorista de ônibus. O candidato deve ter experiência de seis meses e ensino fundamental completo. O salário é de R$ 2.113. Estão disponíveis também mais 15 vagas para cobrador de transporte coletivo. A única exigência é ter ensino fundamental completo. A remuneração é de R$ 971,97.

Já a Agência de Paulista tem oportunidades na indústria. Há vagas disponíveis para alimentador de linha de produção. É preciso ter concluído o ensino médio e experiência mínima de seis meses na área. O salário não foi informado.

A Agência do Trabalho do Recife fica no Sistema Público de Emprego, na Avenida Rio Branco, número 155, no Bairro do Recife, Centro da cidade. Candidatos também podem procurar a sede da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação, na Rua da Aurora, número 425, no bairro da Boa Vista, também no Centro.

rgjtyA equipe da Revista TOTAL começou a relacionar as personalidades que serão homenageadas na festa de comemoração dos 12 anos de existência da publicação, as quais receberão o troféu Destaque TOTAL. A comemoração acontecerá no próximo dia 15 de agosto, na casa de eventos Dona Lucinha, na Fazenda Itamatamirim, na Rodovia Luiz Gonzaga (BR 232), em Vitória de Santo Antão. Serão homenageados políticos, empresários, profissionais liberais e artistas.
O empresário Marcelo Mesquita, diretor da Revista TOTAL, adiantou que já foram convidados e confirmaram presença a prefeita de Arcoverde Madalena Britto, que foi escolhida como a melhor gestora pública do Estado, Helga Jucá, Bartolomeu Bueno, Alberto Ferreira da Costa, Jairo Rocha, Romeiro Cavalcanti, Helly Farias e os cantores Maciel Melo e Josildo Sá. Também será homenageado e já confirmou sua participação o marqueteiro Lucas Sales, que atua no Estado da Paraíba.
Mesquita explicou que a escolha dos homenageados é muito difícil, pois a equipe avalia diversos aspectos da atuação das pessoas. “Em Pernambuco, felizmente, existem muitas personalidades com grande atuação e que merecem destaque. Nosso objetivo é promover o reconhecimento do trabalho dessas pessoas como forma de incentivar a continuidade dos bons serviços prestados à população de nosso Estado”.
A comemoração será realizada pela Revista TOTAL em parceria com o Blogo Revista TOTAL.

Blog do Inaldo Sampaio

odacy-amorim-foto-rinaldo-marques-alepe-O deputado estadual e candidato a prefeito de Petrolina pelo PT, Odacy Amorim, requereu à Justiça – e obteve liminar favorável – a exclusão do seu nome da lista que o TCE enviou ao Tribunal Regional Eleitoral no último dia 5/7 com os nomes dos gestores públicos de Pernambuco que tiveram contas rejeitadas nos últimos 8 anos.

Os gestores que figuram nessa lista, caso disputem mandato eletivo nessas eleições, poderão ter a candidatura impugnada pelo Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha.

Odacy teve o nome incluído na lista por conta de uma prestação de contas referente a um cargo que ocupou em Petrolina em 2001. A decisão liminar foi proferida pelo juízo pela 3ª Vara da Fazenda Pública da capital.

Eis o despacho do juiz:

ODACY AMORIM DE SOUZA, devidamente qualificado na inicial, através de advogado habilitado, ajuizou a presente Ação Declaratória Desconstitutiva de Ato Administrativo com pedido de antecipação de tutela, em face do ESTADO DE PERNAMBUCO, objetivando sejam declarados suspensos os efeitos das Decisões proferidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, no Processo nº 0705402-6, até o julgamento de mérito desta demanda.

Fez juntar os documentos indispensáveis à propositura da ação.

A presente demanda visa a desconstituição da Decisão exarada no Processo nº 0705402-6, pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, referente à auditoria especial, exercício 2001, que julgou irregulares as contas prestadas pelo autor.

Objetiva-se com a presente ação, salvaguardar as prerrogativas do autor quanto ao exercício de seus direitos políticos e de sua capacidade eleitoral passiva, e de sua idoneidade administrativa. Por isso, sustenta o autor ter o legítimo interesse em ver suspensos os efeitos da Decisão da Corte de Contas proferida em prestação de contas, removendo assim, óbices que possam impedir a sua candidatura a cargo eletivo.

O demandante, com base no art. 5º, XXXV, da CF/88, visando desconstituir a decisão proferida no Processo nº 0705402-6, pelo TCE/PE, submete ao Poder Judiciário a discussão sobre a legalidade daquela decisão, sob pena de incorrer na situação prevista na alínea “g”, inciso I, do art. 1º da LC nº 64/90.

Invoca também os princípios constitucionais dispostos nos incisos LIV e LV, do mesmo art. 5º, que tratam do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

Cita, ainda, o princípio constitucional da legalidade, consagrado no art. 5º, II, que garante aos cidadãos que somente por lei poderão ser obrigados a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Com base no princípio supra, discorre que, no que tange as despesas com combustíveis sem especificação clara e sem individualização, o próprio TCE/PE não traz um instrumento normativo que demonstre como deverão ser efetuadas tais especificações. Informa que por meio das decisões exaradas nos TC’s nº 329/92 e TC nº 1072/93, a Corte de Contas impõe que a Administração deve utilizar formulário específico de requisição, especificando as quantidades determinadas de cada combustível ou de lubrificante, devendo ainda constar a placa do veículo abastecido em cada requisição e em cada nota fiscal, bem como o período relativo ao abastecimento.

Ocorre que, segundo o autor, isso viria a ser uma exigência do TCE/PE e, não um imperativo normativo. Aduz que no presente caso, houve sim o atendimento do art. 63, da Lei Federal nº 4.320/64.

Ainda, afirma que o art. retro mencionado não traz a necessidade especificar ou mesmo individualizar as referidas despesas.

Alega que, em relação ao requerente, o valor utilizado em combustível em 2001, foi de R$ 13.669,68 (Treze mil, seiscentos e sessenta e nove Reais e sessenta e oito centavos) ao ano, o que gira em torno de R$ 1.139,14 (hum mil, cento e trinta e nove Reais e quatorze centavos) ao mês. Frisando que, à época, o suplicante residia no distrito de Rajada, localizado a cerca de 70 km (setenta quilômetros) do centro de Petrolina.

Afirma que a quantia imputada ao autor em relação à locação de veículos foi de R$ 26.700,00(vinte e seis mil e setecentos Reais) ao ano, correspondendo a R$ 2.225,00(dois mil, duzentos e vinte e cinco Reais) por mês.

Que os valores correspondentes as despesas mencionadas tem amparo na Lei Municipal nº 1.020/2001, lei essa que foi considerada legal pelo TCE/PE, ficando a suposta irregularidade a cargo do Sr. Paulo Afonso de Souza, na qualidade de Presidente da Câmara dos Vereadores do Município de Petrolina, sendo ainda que tais apontamentos em nada se relacionam com o suplicante, sendo de competência exclusiva da mesa diretora da Câmara de Petrolina, e de seu Presidente, não possuindo os vereadores que não exercem função administrativa, a seu exemplo, qualquer ingerência sobre a gestão da Casa Legislativa. Sustenta que, as supostas irregularidades dizem respeito apenas a falhas formais, sem qualquer resquício de dolo ou má-fé.

Portanto, afirma que, o TCE/PE teria ido de encontro ao próprio entendimento por julgar irregular a auditoria especial do autor, através da Decisão prolatada na auditoria especial nº 0705402-6, exercício 2001 ao julgar, em situações semelhantes, as contas como regulares com ressalvas

Alega, que a decisão prolatada no Processo de nº 0705402-6, relativa à Auditoria Especial do exercício de 2001, o TCE/PE, ao analisar o RO nº 0903278-2, deu provimento e afastou a imputação de débito, ou seja, reconheceu a legalidade e o atingimento do interesse público primário na utilização de verbas de gabinete, com base na Lei nº 1.020/2001.

Cita também o art. 59, do Regimento Interno que trata das hipóteses em que as contas serão julgadas irregulares.

Quanto à questão da inelegibilidade, aduz tratar-se de medida destinada a defender a democracia contra possíveis e prováveis abusos, citando a LC nº 64/90, que em seu art. 1º, inciso I, alínea “g”, elenca como causa de inelegibilidade o julgamento de contas de gestão ou de governo, julgadas irregulares pelos TCE’S ou pela União. Ainda, que a decisão do órgão competente deve ser no sentido de rejeitar as contas que apresentem vício insanável, ou seja, o ato impugnado tem que ser praticado na modalidade dolosa, concretizando ato de improbidade administrativa, não incidindo naquelas contas que apresentem irregularidades formais.

Sustenta o suplicante que para a configuração do ato de improbidade administrativa, faz-se necessária a existência de três requisitos: a ação ilegal do agente; a má-fé ocasionada pela vontade volitiva do agente e, por fim, o dano ao erário público o que, segundo ele, não teria ficado demonstrada através da decisão do Recurso Ordinário nº 0903278-2, ao afastar qualquer imputação de débito ao autor.

Pretende o autor se candidatar novamente ao exercício do cargo de Prefeito nas eleições municipais que ocorrerão em outubro próximo, não podendo obter o registro de sua candidatura, caso não seja deferida a antecipação de tutela pleiteada. Ressalta a proximidade com que se encontra o início do período eleitoral, que antecederá a realização das eleições de 2016, cujo prazo para convenções termina no dia 05.08.2016, com a apresentação de registro de candidatos, em 15.08.2016 para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores.

Por fim, requer, em sede de antecipação de tutela, para que seja suspensa a eficácia da decisão proferida nos autos dos Processos TC nº 0705402-6, exarada pela Corte de Contas, até o trânsito em julgado da ação, evitando ser o demandante considerado inelegível perante a Justiça Eleitoral.

Vieram-me os autos conclusos.

BREVEMENTE RELATADOS. PASSO A DECIDIR.

Compulsando os autos, neste momento de análise perfunctória, se verifica a existência do perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que o prazo para registro dos candidatos se encontra próximo, e, a não concessão da tutela pode ensejar no perecimento definitivo do direito do autor.

Por outro lado, apresenta-se neste momento processual o requisito “probabilidade do direito do autor”, vez que na peça inicial os fundamentos ali colocados podem ser acolhidos numa decisão que passe em julgado mais tarde.

Isto posto, por tudo o que contêm os autos, defiro o pedido de tutela provisória cautelar, tendo em vista a utilidade da medida que se requer ao final, no sentido de declarar suspensos os efeitos da Decisão TCE nº 0705402-6 até o trânsito em julgado desta Ação ou qualquer ato judicial expressamente revogatório desta decisão.

Intimem-se as Partes. Cite-se o Estado de Pernambuco.

Folha PE

O-Ministxrio-da-SaxdeAs primeiras doses da vacina contra a dengue devem chegar nesta quarta-feira (3) a Pernambuco. O imunizante é o primeiro de prevenção à doença e é produzido pela empresa francesa Sanofi. A vacinação está disponível apenas na rede privada e o público-alvo compreende pessoas entre 9 e 45 anos de idade.

São necessárias três doses, em intervalos de seis meses, para garantir a eficácia da proteção completa. A expectativa é que o preço médio por cada dose gire em torno de R$ 200 a R$ 300 no Recife, segundo as clínicas locais. As instituições também indicam que como os frascos são multidoses (cada ampola tem cinco doses) e tem duração de seis horas depois de aberto, as imunizações devem ser agendadas por grupos de cinco pessoas.

O gestor da Cidrim Vacinas, Antônio Aguiar, comentou que a procura pela vacina começou desde a semana passada quando foi divulgada a liberação de comercialização no País. Ele informou que a clínica finalizou a compra de mil doses há menos de uma semana e que aguarda para hoje a entrega dos frascos. “O Recife será uma das primeiras cidades do Nordeste a ter a vacina”, disse.

Sobre o preço, Aguiar acredita que na Cidrim o custo por dose deve sair entre R$ 250 e R$ 300. O investimento está acima do limite estipulado nacionalmente pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que determinou como valores de referência para a vacina preços entre R$ 132,76 e R$ 138,53. “Isso é o preço que eles começam a vender para as clínicas. Mas temos despesas com funcionários, impostos, e ainda temos que cobrar o ato da vacinação”, justificou.

Diante da polêmica dos preços da vacina em todo território nacional, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou ontem que os clientes façam denúncias se verificarem preços abusivos. As reclamações podem ser encaminhadas para o e-mail cmed@anvisa.gov.br. É importante enviar, também, as comprovações do abuso. O estabelecimento poderá ser multado de R$ 590 a R$ 8,9 milhões.

SUS
O Ministério da Saúde informou que, até o momento, não há decisão sobre a incorporação da vacina contra o vírus da dengue, produzida pela Sanofi, no Sistema Único de Saúde. Para ser integrada ao SUS, a vacina, assim como qualquer outro medicamento, precisa passar pela análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que leva em conta aspectos como a eficácia, segurança e custo efetividade do produto, além dos benefícios da oferta para a população.

 

Blog do Josias Souza

RodrigoMaiaPlenarioMichel Temer e seus operadores haviam planejado uma semana triunfante na Câmara. O governo exibiria sua musculatura parlamentar aprovando, já na primeira semana após o recesso do Legislativo, a proposta de renegociação das dívidas dos Estados com a União. Deu tudo errado. Marcou-se para terça-feira da semana que vem uma nova tentativa de votar o projeto.

A semana começara com um café da manhã servido por Temer aos líderes partidários da Câmara. Nesse encontro, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) teve de fazer mais concessões do que gostaria ao espírito perdulário dos aliados do governo. A despeito disso, após dois dias de reuniões, o Planalto não conseguiu transformar sua suposta maioria em votos.

Registraram presença na Câmara cerca de 400 deputados. Para prevalecer no plenário, o governo precisava de 257 votos. Esbarrou sobretudo na resistência de sua infantaria em aceitar os limites que o projeto impõe aos reajustes salariais de servidores das administrações estaduais.

De tanto ceder, Temer ensinou uma lição aos parlamentares governistas. Eles aprenderam que, no atual governo, quem recorre à ameaça não perde por esperar. Ganha sempre. Há, de resto, um cheiro de Centrão na derrota do governo. Vencido por Rodrigo Maia (DEM-RJ) na disputa pela presidência da Câmara, o grupo parece interessado em mostrar com quantos ressentimentos se faz uma vingança.

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