09 07 MORO NÃO SAI

Denise Rothenburg

Postado por Marcos Lima Mochila

Se Moro não sai, Bolsonaro não tira

O prestígio popular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e um desempenho de ótimo e bom acima de 50% apresentado em várias pesquisas de opinião, inclusive o Datafolha, reforçam a intenção do presidente Jair Bolsonaro de não mexer com a vida do ex-juiz. Logo, não será por causa dos diálogos divulgados pelo site The Intercept e pela revista Veja que Bolsonaro demitirá o ministro.

09 07 MINISTRO TURISMOÉ meu amigo, tá ok?

Internamente, o presidente tem se referido ao caso de Moro como “mais um ministro sob ataque”. Aliás, é assim que o presidente se refere também ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. No caso de Álvaro Antônio, o presidente o tem como um amigo que o ajudou em 6 de setembro.

O “não” de Deltan09 07 DELTAN DALLAGNOL

Ao dizer não ao convite da Comissão de Direitos Humanos, o procurador Deltan Dallagnol empurra a permanência do desgaste para o segundo semestre. A ordem agora é transformar o convite em convocação.

 

09 07 ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Situação de policiais na Previdência deixa PSL entre a cruz e a espada

A oposição planeja explorar a aposentadoria dos policiais no seu kit obstrução, de forma a tentar jogar o desgaste da reforma previdenciária para cima do PSL do presidente Jair Bolsonaro.09 07 ENTRE A C E A E

O partido presidencial, aliás, está disposto a fechar questão em torno da proposta aprovada na Comissão Especial.

Significa que, se não houver um acordo para aliviar a situação dos policiais, retirando-os da reforma para colocá-los num texto à parte, quem votar contra corre o risco de punição. E quem votar a favor, será atacado pela oposição. É a bancada da bala entre a cruz e a espada pela primeira vez.

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09 07 ALEXANDRE FROTAEntre os pesselistas, pegou muito mal a atitude do deputado Alexandre Frota (PSL-SP), que foi para as redes sociais se apresentando como alguém que ficou ao lado dos policiais e exibindo fotos dos votos de seus colegas de partido que votaram com o governo, ou seja, contra mudanças no texto a favor da categoria. O futuro de Frota no partido é incerto. Ou ele vota com o partido, ou pode ficar sem legenda.

 

O “SIM” da Previdência09 07 SIM

Quanto à reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não quer conversa. Sua intenção é resolver agora e não deixar esse tema pendurado na Casa no segundo semestre. Em agosto, Maia quer discutir e votar a reforma tributária.

Deixa quieto

Maia tem pedido, inclusive, que os deputados não façam pressão sobre o governo por emendas e cargos nessa votação da reforma previdenciária.

09 07 TADEU ALENCARDepois, quando for algo de interesse exclusivo do Planalto, e não do país, aí sim, quem quiser que cobre uma fatura.

Fechou, mas…/ O PSB fechou questão contra a reforma da Previdência. Mas não decidiu que tipo de punição fará a quem votar a favor: “As consequências sempre vêm depois”, diz o líder do partido, Tadeu Alencar.

09 07 SANTO DE CASA 1

Santo de casa/ Funcionários da Câmara que trabalham desde pequenos com salários modestos e estão na faixa dos 45 anos estão com medo da reforma e, nas últimas horas, começaram uma campanha entre os deputados pedindo que não aprovem o texto.

QG/ Havia mais deputados ontem à tarde na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do que no plenário. É ali que os últimos ajustes da reforma que irá a votos hoje.

Começou/ Ontem mesmo, no início da noite, o deputado Fábio Henrique (PDT-SE) colocou na roda o discurso da oposição: “Amanhã, vamos ver quem faz parte da bancada da segurança pública ou a que defende só no gogó”.

Para o deputado Marcelo Aro, ''ISSO NÃO É TOMA LÁ DÁ CÁ'' Foto: Agência Câmara
Para o deputado Marcelo Aro, ”ISSO NÃO É TOMA LÁ DÁ CÁ” Foto: Agência Câmara

Deputados ávidos por recursos são obstáculo à reforma da Previdência

A oposição tentou dar à divulgação de áudios de procuradores da Lava-Jato o mesmo peso que teve, em 2016, a conversa do então presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista e, assim, adiar toda e qualquer discussão da reforma da Previdência. Não conseguiu. Porém, nem tudo são flores para o governo. A parte dos deputados que espera a liberação das emendas ao Orçamento estava disposta a lutar até a madrugada para adiar a votação.

Tudo para levar o governo a garantir o empenho de quase R$ 2 bilhões que faltam para completar os R$ 4 bilhões das emendas de liberação obrigatória. Ao mesmo tempo, pretendem assegurar que não haja um “cheque sem fundo”, ou seja, que as emendas não sejam lastreadas em rubricas que não têm receita para honrar os compromissos assumidos.

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Da mesma forma que a oposição não conseguiu transformar o caso Deltan em algo capaz de paralisar a reforma, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também não conseguiu conter os deputados ávidos por recursos para suas bases eleitorais. Como disse certa vez o deputado Marcelo Aro, “isso não é toma lá dá cá, é dar discurso para que o deputado possa justificar o voto em favor de uma reforma que exige sacrifícios de todos”. É nesse pé que o governo continuará hoje a batida pró-reforma.

DELTAN E MORO 1Fiquem tranquilos

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, tem dito a amigos que não costuma usar áudios. Portanto, se houver algum que lhe diga respeito nessa nova temporada dos diálogos do site The Intercept, ele considera que não haverá nada comprometedor. O procurador Deltan Dallagnol, entretanto, era dado a usar essa facilidade.

Mulheres, policiais e professores09 07 MULHERES POLICIAS E PROFESSORES

Esses são os pontos que mais preocupam deputados favoráveis à reforma. Quanto à população, avisam, até aqui, não houve grandes manifestações na porta do Congresso contra o texto. As maiores contra o governo, até agora, foram em favor de recursos para as universidades públicas.

TEMPO 1

O tempo de RodrigoMAIA PRESIDENTE

A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se conseguir concluir os dois turnos da votação da reforma previdenciária esta semana, é poder adotar o discurso de que a Casa fez a sua parte, aprovando as novas regras para aposentadorias. E, de quebra, poder afirmar com todas as letras que a bola está nos pés do ministro da Economia, Paulo Guedes. E não adianta chorar porque não houve capitalização. Afinal, o Parlamento, até aqui, não reduziu demais a economia de recursos.

TEMPO 2

O tempo de Marcelo

09 07 MINISTRO TURISMOO ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, escolheu 6 de agosto para ir ao Senado falar sobre laranjas do PSL e outros assuntos da pasta, porque, até lá, conforme calculam os integrantes do partido, essa história estará mais clara. Álvaro repete dia e noite que não tem nada contra ele nem vão encontrar nada que o incrimine.

 

Mais leves/ Tanto o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o 01, quanto o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o 09 07 MAIS LEVES03, estão mais à vontade no Congresso. Flávio estava solto na sala de café dos senadores, durante a degustação de queijos artesanais, enquanto o irmão defendia a vaquejada no plenário da Câmara.

09 09 VAQUEJADA
Aliás…/ A vaquejada conseguiu colocar do mesmo lado os deputados Eduardo Bolsonaro, do PSL, e Renildo Calheiros, do PCdoB de Pernambuco. Há quem diga que foi a única vez em que os dois discursaram em defesa do projeto em votação.

09 07 VINHO MORO

Moro é gostosinho/ Calma, pessoal! É o vinho Moro, da uva merlot, da casa João Moro, de Montes Belos (RS), na região próxima a Gramado (RS). A bebida começou a fazer sucesso ontem, no Senado, na degustação da produção gaúcha e de queijos artesanais de várias regiões do país. A senadora Soraya Thronicke, do PSL de Mato Grosso do Sul, provou o vinho e gostou. Com todo o respeito!

01 04 ESPOSA MOROPor falar em Moro…/ Agora, sim, vamos ao ministro da Justiça, Sérgio Moro: Ele e a esposa, Rosângela, foram nomeados conselheiros do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado. Ele, como representante do governo e ela, da sociedade. Epa! Olha o nepotismo voluntário aí. Quem preside o Conselho é a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

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