Do Diario de Pernambuco – Júlia Schiaffarino

O PDT terá candidato à Prefeitura do Recife em 2016 e o nome escolhido é o da vereadora Isabela de Roldão. Este foi o recado dado pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, ontem, ao discursar durante a posse da correligionária, que assumiu oficialmente o comando do partido na capital pernambucana. “Queremos você (Isabela) protagonista de um processo. Quero você candidata à Prefeitura do Recife.” A cerimônia ocorreu na Câmara Municipal e foi prestigiada por lideranças do PTB e PSDB (partidos de oposição à Frente Popular), como Silvio Costa e Daniel Coelho, ambos também cotados para disputar o cargo.

Integrante da bancada de oposição na Câmara do Recife, a vereadora tem subido o tom nas cobranças ao prefeito Geraldo Julio. Mas evita ser direta ao falar do seu nome para as eleições. “Foi um chamado, mas esse chamado vai ser construído. O que a gente precisa hoje é começar o processo de discussão da cidade que queremos.”

Sobre as conversas com os partidos de oposição, Lupi comentou que não há vetos. “Na política nacional você tem campos populares, de centro esquerda e campos mais conservadores. Na política local, municipal tem muito a característica da regionalização, da cidadania, da infraestrura, da deficiência administrativa”. Lupi deixou claro que apoiar os tucanos é “mais difícil”. “Mas não vamos nos negar ao diálogo”.

De olho na sucessão eleitoral de 2016, que irá eleger novos prefeitos e vereadores, o Palácio do Campo das Princesas já iniciou uma série de pesquisas em municípios considerados importantes para o PSB. Em Olinda, os estudos apontam que o advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, e pré-candidato do PSB a prefeito, já desponta em segundo lugar, atrás apenas da deputada federal e ex-prefeita, Luciana Santos (PCdoB).
No entanto, segundo análise de bastidores, a comunista poderia facilmente perder a posição de destaque quando a campanha começar, principalmente por causa da grande rejeição à gestão do prefeito Renildo Calheiros, seu sucessor e aliado.

 

 

Por Márcio Maia
Dez municípios da Zona da Mata Norte têm a partir de hoje, um importante ponto de apoio para movimentação da economia. A Usina Cruangi, no município de Timbauba, volta a trabalhar sob o controle da Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, depois de quatro anos de inatividade. A coopertiva arrendou o parque mercantil e vai administrar a moagem. Os investimentos na planta foram de R$ 3,5 milhões.
O governador Paulo Câmara disse que a volta da Usina Cruangi ao meio produtivo pernambucano é fundamental não só para a economia de Timbaúba mas para todo o Estado. “Hoje, estamos vendo a concretização de um trabalho desenvolvido por muitas pessoas e que contou com o integral apoio do Governo do Estado. Estamos felizes por vermos mais um grande passo dado em Pernambuco nessa luta gigantesca contra o desemprego”.
O secretário nacional de Política Agrária, do Ministério da Agricultura, André Nassar, participou da solenidade de reabertura da usina e disse que o Governo Federal tem se esforçado para recuperar a produção de açucar e álcool em Pernambuco.
O presidente do Sindicato da Indústria do Açucar e do Álcool (Sindaçucar-PE), Renato Cunha, afirmou que a volta das atividades da Usina Cruangi é fundamental para o soerguimento da indústria açucareira em Pernambuco. “É mais uma importante alternativa para a indústria da cana em nosso Estado”.
O presidente da União Nordestina de Produtores de Cana de Açucar, Alexandre Andrade, mostrou entusiasmo com a reativação da agroindústria, pois “quando começar a produzir, beneficiará milhares de trabalhadores e movimentará o comércio da região”.
A expectativa é de que nada menos de 4 mil empregos diretos sejam gerados nos dez municípios circunvizinhos. Na safra 2015/2016, a unidade deve moer 500 mil toneladas de cana-de-açucar e com uma previsão de faturamento na ordem de R$ 50 milhões.
RECONHECIMENTO – Todos os participantes da solenidade de reabertura da usina apontaram a participação da Revista TOTAL como imprescindível para a agilização do processo de formalização da cooperativa. Todos lembraram que estava havendo um distanciamento entre o Gerson Carneiro Leão, um dos principais líderes da categoria, e o governador Paulo Câmara. A revista publicou na edição do mês de maio passado, uma matéria de capa, onde Carneiro Leão falava sobre a importância da reativação da Usina Pumaty. Paulo Câmara leu a reportagem se conscientizou da importância da iniciaitva e se interessou pelo projeto de reabertura da Cruangi, que foi concretizado.

Moradores poderão tirar documentos, participar de palestras e ações de prevenção à saúde

Moradores do bairro de Campo Grande e comunidades do entorno recebem esta semana a Rede de Cidadania, do Programa Governo Presente (GP). As atividades começam neste sábado (19), quando serão executadas orientações de saúde e disponibilizados serviços à população na Escola Municipal Professora Jandira Botelho, em Campo Grande.

No local as pessoas poderão solicitar a emissão de CPF, carteira de Identidade, segunda via da certidão de nascimento e habilitação para casamento. Também será possível fazer inscrição para cursos de aperfeiçoamento profissional, receber orientações com advogados sobre Direito do Consumidor, pensão alimentícia, guarda de crianças, investigação de paternidade, separação judicial, inventário e posse de imóvel. Além disso, a Celpe vai realizar atendimento, com distribuição de lâmpadas econômicas, e inscrição de consumidores na tarifa social e no programa Nova Geladeira.

Com objetivo de garantir direitos às pessoas em situação de vulnerabilidade, a Rede de Cidadania é a ação social do Programa Governo Presente executada em conjunto com parceiros públicos e privados. As ações da próxima semana ocorrerão em quatro escolas diferentes no bairro de Campo Grande e serão coordenadas pela Estação do GP de Cajueiro (RPA-2).

Programação – Com ações de prevenção às drogas, palestras sobre educação e orientações sobre saúde e sexualidade na adolescência, a programação da Rede de Cidadania continua em três escolas públicas do bairro  . Da segunda (21) à sexta-feira (25), as atividades da Rede de Cidadania, voltadas aos alunos, acontecerão sempre à tarde nas escolas de Campo Grande: Escola Estadual Dom Carlos Coelho (Rua Marechal Deodoro, 626,), Escola Comunitária Mundo Infantil do Chié (Rua Continental, 126) e Escola Municipal Helia Maria Pereira (Rua Alice Gomes, 37).

Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), por meio da Executiva de Articulação Social, a Rede do Governo Presente tem como parceiros, além da Prefeitura do Recife (Distrito Sanitário), as secretarias estaduais de Administração (Expresso Cidadão), Educação e Esportes (Programa Paulo Freire), Defesa Social (ITB), Justiça e Direitos Humanos (Ceav), Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação (Projeto Ideia); além da Defensoria Pública, da Celpe e do Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU.

 

Serviço:

Rede de Cidadania do Governo Presente em Campo Grande

Quando: 19/09/2015, das 8 h às 12 h

Onde: Escola Municipal Professora Jandira Botelho: Rua Farias Neves, s/nº, Campo Grande (próximo à praça de Campo Grande).

O maior complexo de geração de energia solar do Brasil, com capacidade instalada de 11 MW (Mega wats), começou a funcionar no município de Tacaratu, no Sertão do São Francisco. O complexo pertence ao grupo Enel Green Pawer (EGP) e está localizado junto ao sistema de geração de Energia Eólica, os Parques Fontes Solar I e II. Os dois produtores de energia limpa vai garantir a produção de energia mais estável e reduzir os efeitos da variabilidade das condições meteorológicas, como vem acontecendo nos últimos cinco anos com a falta de chuvas.
Com a conexão entre as gerações de energia solar e eólica, a capacidade total instalada da EGP é de 388 MW, que podem atender ao consumo de cerca de 170 mil domicílios.
Tacaratu, a 450 km do Recife, já pode ser considerada a Capital da Energia Limpa do Brasil.
Cerca de duzentas pessoas participaram da festa de entrega dos troféus Destaque Total, promovida pela Revista TOTAL, no Restaurante Spetus, no Derby, Recife. A solenidade foi presidida pelo diretor da Revista, Marcelo Mesquita, que agradeceu a presença dos convidados e elogiou as personalidades que receberam as homenagens. “Todos vocês têm muitos serviços prestados á sociedade e esse reconhecimento da Revista TOTAL reflete o pensamento dos pernambucanos”, afirmou Mesquita. A solenidade começou com o cântico do Hino Nacional Brasileiro e a exibição de um video sobre o ex-governador Eduardo Campos, que deixou todos emocionados.
Foram homenageados e receberam troféus o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), o defensor público Manoel Jerônimo, os prefeitos Luciano Duque (PT), de Serra Talhada, Ettore Labanca (PSB), de São Lourenço da Mata, Armando Pimentel, de Camutanga, e Manoel Tomé, de Tupanatinga, o vereador Edmo Neves, de Vitória de Santo Antão, e os médicos Eriberto Marques, Manoel Waldemar, Juarez Oliveira, Artur Procópio e José Dias. Também foram homenageados os jornalistas Marcio Maia e Elias Roma Filho, que estão completando 50 anos de atividades, e o fotógrafo Fernando Frazão.
Todos os homenageados agradeceram as homenagens e parabenizaram o trabalho que Marcelo Mesquita, através da Revista TOTAL, realiza defendendo os interesses de Pernambuco, especialmente dos Municípios e enaltecendo as coisas boas de nossa terra, divulgando de forma precisa os fatos ocorridos no Estado.
Marcelo Mesquita ficou bastante satisfeito e disse que a festa superou as expectativas com a presença das autoridades homenageadas, seus familiares e de muitos convidados. “A Revista TOTAL tem muito orgulho em homenagear essas personalidades, que tanto têm feito para melhorar a vida de nossa população. Todos são merecedores desses troféus por tudo que têm feito pelo engrandecimento de nosso Estado, cada um em seu segmento de atividades profissionais”.
SÃO PAULO – A direção do Grupo Latam apresentou na tarde de ontem (17) o estudo da empresa de consultoria britânica Oxford Economics sobre o impacto da instalação do hub da companhia no Nordeste. A apresentação foi feita para grupos de representantes governamentais dos três Estados que disputam o projeto: Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. 
 
Na avaliação do governador Paulo Câmara, o encontro foi positivo. “Foram apresentadas, por meio de números, as potencialidades do Recife em receber o hub do Grupo Latam”. De acordo com Paulo, o encontro também serviu para o Governo de Pernambuco ratificar a sua disposição em fazer as parcerias necessárias para a atender “os requisitos de infraestrutura e também custos exigidos pela empreendimento”.
 
De Pernambuco, além dos governador Paulo Câmara, participaram o prefeito do Recife, Geraldo Julio, os senadores Humberto Costa e Douglas Cintra, os deputados federais Luciana Santos e Fernando Monteiro, o deputado estadual Aluísio Lessa, e os secretários estaduais Thiago Norões (Desenvolvimento Econômico), Felipe Carreras (Turismo, Esportes e Lazer) e Márcio Stefanni (Fazenda).
 
A análise traz uma visão consistente sobre a participação de cada cidade na iniciativa, com a  compreensão do valor gerado para todo o Nordeste.
 
ESTUDO – “A avaliação do impacto econômico para a implementação do hub no Nordeste demonstra que estamos no caminho certo em acreditar no potencial de desenvolvimento do Nordeste do Brasil. Os números apresentados são bastante promissores e reforçam nossa confiança no projeto. Continuamos com as nossas avaliações, mas já sabemos que, seja qual for a cidade escolhida, não teremos apenas  uma localização geográfica privilegiada para esse tipo de iniciativa, mas também vamos contribuir com o desenvolvimento da economia de toda a região”, afirmou Claudia Sender, presidente da TAM.
 
O estudo, intitulado “Estimulando um novo valor econômico”, aponta que a instalação de um hub no Nordeste, em uma das três cidades em avaliação, trará benefícios econômicos em diversos campos. A implementação do hub deve ter um efeito multiplicador para a economia, e o estudo revela que cada dólar investido pelo Grupo Latam no hub irá gerar entre 5,2 e 5,8 dólares em novas atividades econômicas, considerando a média dos cinco primeiros anos de operações. Essa previsão inclui a geração de valor tanto na cidade que for escolhida quanto nas outras que participaram do estudo. 
 
De acordo com o levantamento da Oxford Economics, o hub poderá trazer um crescimento adicional de U$ 374 milhões a U$ 520 milhões por ano ao PIB das três cidades participantes, considerando a média dos cinco primeiros anos de operação, equivalendo a uma alta anual de 5% a 7%. Isso representa entre R$ 7, 1 bilhões e R$ 9,9 bilhões de reais em um período de cinco anos (considerando a cotação de R$ 3,8/US$, para a data de 16 de setembro de 2015). No mesmo período, o potencial para geração de empregos está estimado entre 34 a 42 mil postos de trabalho em toda a região Nordeste.
 
Apenas durante o período de construção, a estimativa é que sejam gerados de 3 a 5 mil empregos. Cabe ressaltar ainda que, independentemente da cidade a ser escolhida, os três Estados se beneficiarão. O estudo ressalta ainda a premissa de que a instalação do hub no Nordeste pode ampliar a competitividade econômica da região. 
 
O incremento seria resultado da aceleração do desenvolvimento econômico, de um maior acesso a mercados estrangeiros por meio de exportações e movimentações demão de obra e também da atração de investimentos externos.
 
PASSAGEIROS – Durante a sua primeira fase de desenvolvimento, a implementação do centro de conexões no Nordeste irá movimentar, num período de dois anos, 1,1 milhão de passageiros em voos de longo curso e entre 1 e 1,2 milhão de passageiros dentro do Brasil e entre o país e nações vizinhas da América do Sul, por ano. Atualmente, o Grupo Latam transporta 33,5 milhões de passageiros dentro do Brasil e outros 6milhões de passageiros em voos internacionais de e para o país.
 
Os gastos dos novos visitantes na região Nordeste devem gerar entre US$ 107 e US$ 224 milhões de valor agregado por ano, em diversos setores ligados diretamente à cadeia de turismo, de lazer e de negócios — como hotelaria, restaurantes, comércio e aluguel de imóveis e veículos — e também em setores impactados indiretamente, como indústria e transporte. Isso significa que, em um período de cinco anos, o hub deve gerar algo entre R$ 2 bilhões e R$ 4,3 bilhões (considerando a cotação de R$ 3,8/US$, para a data de 16 de setembro de 2015).
 
Com a implementação do hub no Nordeste, o Grupo Latam deve atender novos destinos na América Latina e criar novas conexões diretas entre o Nordeste e grandes centros na Europa, além dos atuais destinos atendidos pelo Grupo no continente. Irá também incrementar o número de rotas domésticas e facilitar a chegada a regiões hoje menos acessíveis do Brasil e de países vizinhos.
 
Para chegar às conclusões apresentadas, a consultoria utilizou como base os dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre os quais aplicou uma metodologia própria de avaliação de modelos econômicos regionais. 
 
Somaram-se a isso as projeções elaboradas pelo Grupo Latam para a operação do hub, as informações sobre o potencial turístico e de desenvolvimento econômico de cada uma das três cidades fornecidas pelas autoridades locais, além de dados coletados em visitas técnicas.
 
Dan Levine, executivo da Oxford Economics responsável pelo estudo, comenta que o levantamento “aponta a contribuição econômica de estabelecer o novo hub no Nordeste em termos de geração de novos empregos, salários pagos e de contribuição para o PIB dos Estados envolvidos e de toda a região Nordeste”. 
 
Levine explicou também que “a análise avalia o valor desses impactos durante a fase de construção, no primeiro ano de operações e nos cinco primeiros anos de atividades do hub, considerando dois estágios, a contribuição direta para a economia e o impacto mais amplo que será gerado na cadeia econômica, chamado de efeito catalítico”.
 
O estudo de impacto econômico apresentado pela Oxford é apenas um dos fatores que estão sendo avaliados pelo Grupo Latam para a definição de onde será instalado o novo hub da Grupo. A decisão final da empresa será baseada na análise global de uma série de critérios técnicos, como a competitividade de custos, atrelada a uma infraestrutura adequada para o empreendimento e a experiência dos passageiros.

Agência Brasil –  O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse hoje (17) que o governo tem um plano A para o corte de gastos e aumento de receitas em 2016. “Não [há estratégia alternativa”]. Respondendo a jornalistas, que queriam saber se existe um plano B, o ministro afirmou que o governo tem um plano A “e estamos empenhados em aprová-lo”,

Nelson Barbosa e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estiveram nesta quinta-feira na Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde, por mais de cinco horas, detalharam as medidas do governo.

De acordo com Barbosa, ele e Levy explicaram aos deputados e senadores principalmente a questão das emendas parlamentares. O pacote anunciado pelo governo prevê se valer das emendas para recompor os gastos discricionários previstos na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

As emendas parlamentares seriam usadas para repor corte de R$ 3,8 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também em programas de saúde prioritários.

Segundo Nelson Barbosa, a negociação com o Congresso Nacional faz parte do processo de implementação do pacote e o governo está iniciando esse esforço.

“Faz parte da discussão parlamentar críticas e sugestões. Isso é um processo natural de aprovação de qualquer medida legislativa. Apresentamos nossos argumentos e vamos defendere a aprovação”, afirmou o ministro. Ele disse acreditar que, após a reunião de hoje, haja maior esclarecimento sobre as medidas.

O governo anunciou segunda-feira (14) corte de despesas de R$ 26 bilhões no Orçamento de 2016, além de medidas para redução de gastos tributários e aumento de receitas. Ao todo, o pacote soma R$ 64,9 bilhões. Com as medidas, o governo espera recuperar o equilíbrio fiscal e a credibilidade com os investidores internacionais.

Em 31 de agosto, o Executivo entregou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2016, com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões. Uma semana depois, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, retirando o grau de investimento do país. O grau é dado a países considerados bons pagadores e seguros para investir.

 

 

Política

Agência Brasil –  As campanhas políticas das eleições municipais do ano que vem não poderão contar com doações de empresas, de acordo com a decisão tomada hoje (17) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski e o ministro Luiz Fux, relator da ação na qual a matéria foi discutida, nem mesmo a eventual sanção da lei aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados poderá liberar as contribuições para partidos e candidatos.

No dia 9 de setembro, a Câmara aprovou a minirreforma eleitoral e regulamentou as doações. O texto aguarda decisão da presidenta Dilma Rousseff, que pode sancioná-lo ou vetá-lo. Se a presidenta sancionar a lei, será preciso uma nova ação para questionar a validade das doações no Supremo, devido a posição contrária adotada pelo tribunal.

Segundo Lewandowski, a decisão da Corte já está valendo hoje (17). A partir da eleição do ano que vem, somente serão permitidas doações de pessoas físicas. Os partidos também continuarão a contar com recursos do Fundo Partidário, garantidos pela Constituição. Pela regra atual, a doação de pessoas físicas é limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.

“Qualquer lei que venha possivelmente a ser sancionada, ou aprovada futuramente, e que colida com esses princípios aos quais o Supremo se reportou, e com base nos quais considerou inconstitucional, doação de pessoas jurídicas para campanhas políticas, evidentemente terá o mesmo destino”, afirmou o presidente da Corte.

Para o ministro Luiz Fux, após a decisão do Supremo, o projeto de lei aprovado na Câmara traz no “seu germe a presunção de inconstitucionalidade”. “Nós verificamos que as doações pelas empresas acabam contaminando o processo politico-democrático e há uma captura pelo poder econômico do poder politico, que é algo absolutamente inaceitável numa democracia”, disse o relator.

Na sessão de hoje, por 8 votos 3, o Supremo decidiu proibir o financiamento privado de campanhas políticas. A Corte encerrou o julgamento, iniciado em 2013, de uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionou artigos da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições, que autorizam as contribuições.

 

 

Política

Agência Brasil 

Após elogiar as medidas anunciadas pelo governo na segunda-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse hoje (16) que ainda há “dúvida” com relação à profundidade do corte de gastos previsto pela equipe econômica. Para ter maior legitimidade  ao propor a criação de novas receitas, como uma possível volta da CPMF, segundo ele, o governo deve fazer um corte “mais profundo” no tamanho da máquina pública.

O presidente do Senado voltou a defender uma redução no número de ministérios para 20 (atualmente são 39 pastas) e de cargos de confiança. “Sinceramente, eu acho que o corte pode ser mais profundo. Mas pode ter sido apenas uma etapa, quem sabe a primeira etapa. Eu acho que nós deveríamos ter, no máximo, 20 ministérios e [o governo] deveria extinguir pelo menos 10 mil cargos em comissão. Isso pode ser temporário. Quando o Brasil recuperar o espaço fiscal que tinha, ele pode voltar a essa circunstância e criar esses cargos”, disse Calheiros.

O presidente do Senado ponderou que, ao anunciar a intenção de cortar R$ 26 bilhões em despesas obrigatórias e discricionárias, o governo não poderia ter dúvida com relação ao tamanho da reestruturação proposta com a redução de ministérios e cargos de confiança e que será anunciada na próxima semana. “Eu acho que quanto mais profundo for esse corte, mais ela [a presidenta Dilma Rousseff] se legitima para propor alternativas à receita. Quanto menor, mais perde legitimidade”, completou.

Após se reunir com governadores de sete estados para tratar das dificuldades dos entes federados com o quadro de crise fiscal, além de debater a intenção [dos governadores] de aumentar a alíquota que o governo está propondo na CPMF de 0,20% para 0,38% e distribuir 0,18% igualmente entre estados e municípios, Calheiros disse que o Congresso vai ter que debater um possível aumento na carga tributária “levando em consideração” os pontos de vistas e ponderações de governadores e da sociedade,

Ao final do encontro, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que o aumento de receitas é um pleito “justo”: “Aqui [Senado] é uma casa que tem muitos ex-governadores e ex-prefeitos de capital que são bem sensíveis e sabem desse pleito que estamos colocando hoje, que é um pleito justo. Não só da CPMF, mas as dificuldades que os estados estão tendo com suas previdências públicas, a necessidade de uma reforma tributária, a necessidade de uma reforma da previdência”, disse. Segundo Pezão, o debate sobre aumento de receitas tem a solidariedade de 23 governadores e pelo menos dez deles estão com dificuldades para efetuar pagamentos de salários, 13º e assegurar recursos para a previdência.

Antes da reunião com os governadores do Rio de Janeiro, Tocantins, Piauí, Minas Gerais, Alagoas, Bahia e Amapá, além do governador em exercício de Sergipe e a vice-governadora do Acre, Renan Calheiros também conversou com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que se posicionou contra a recriação da CPMF. Calheiros disse que o momento é de colher opiniões e que o debate no Congresso Nacional vai “decidir com base no pensamento médio da sociedade brasileira”.

 

 

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