Por Márcio Maia
IMG_20160810_115426O candidato a vereador Niécio Ferraz (PRTB) foi um dos mais festejados durante a convenção da coligação “União por Serra Talhada” e já é apontado como um dos nomes favoritos a ocupar uma vaga na Câmara Municipal. Ele disse que as demonstrações dos eleitores o deixam entusiasmado, mas adiantou que a campanha está apenas começando. Ele adiantou que sua meta principal é promover o desenvolvimento de Serra Talhada, com a instalação de empresas, fortalecendo as já existentes, inclusive os produtores rurais, com o objetivo de gerar emprego e ampliar a renda da população. “Temos muitos planos para serem executados e temos certeza que teremos condições de realizá-los pois contamos com o apoio de muitas lideranças políticas, empresariais e comunitárias, tanto na cidade quanto na zona rural. Que remos ver nosso município desenvolvido e com o seu povo feliz, tendo oportunidade de estudar, ter uma saúde digna e com muitos empregos”, resumiu Niécio Ferraz.

O ex-deputado federal Inocêncio Oliveira prestigiou a convenção da coligação que homologou a candidatura de Victor Oliveira e Marquinhos Dantas, à Prefeitura Municipal. Fazem parte da coligação, o PR, PSB, PMDB, SD, PROS, PSDC, DEM, PRTB, PEN, PSDB, PP E PRP. O experiente político adiantou que o nome de Victor foi decidido depois de profunda avaliação e que tem condições de conseguir uma grande vitória.
O auditório e a quadra do Colégio Imaculada Conceição, no Centro da cidade, ficaram lotados com muitos militantes com buzinas, bandeiras e faixas.Além de Inocêncio, estiveram na convenção os deputados Sebastião Oliveira e Rogério Leão e os ex-prefeitos Carlos Evandro e Geni Pereira, que demonstraram confiança na vitória da chapa.
Um dos pontos de destaque do evento foi a exibição de um vídeo com 2 minutos de duração, no qual o governador Paulo Câmara (PSB) apoia a candidatura de Victor Oliveira, adiantando que é o melhor nome para gerir os destinos de Serra Talhada nos próximos quatro anos.

Por Marcelo Mesquita

thumbsA decisão de Paulo Câmara (PSB) de afastar-se da campanha de Antônio Campos à Prefeitura de Olinda tem provocado muitos comentários negativos à imagem do governador.

Os aliados do candidato consideram que Paulo não está levando em consideração a condição do prefeiturável ser irmão do ex-governador Eduardo Campos. Eles entendem que Eduardo é o único responsável pela entrada na política do governador, que nunca havia disputado cargo algum e foi indicado pelo “padrinho” para ser seu sucessor no Palácio do Campo das Princesas.

Dizem que Eduardo chegou a discutir com vários assessores que não concordavam com a indicação, sugerindo à época, diversos nomes de maior potencial político/eleitoral, como Sileno Guedes, Waldemar Borges e Danilo Cabral. O governador no entanto, não aceitou as considerações e manteve a disposição de manter o nome. Sem qualquer cacife eleitoral, a candidatura de Paulo Câmara começou a campanha com menos de 10 por cento na preferência do eleitorado e só decolou quando o governador passou a aparecer no Guia Eleitoral, dizendo que era o seu candidato.
Com o prestígio em alta junto ao povo pernambucano, Eduardo conseguiu elegê-lo com facilidade, tal como havia feito anteriormente, com o hoje prefeito do Recife, Geraldo Julio. Por sinal, o prefeito da capital também não vem sendo visto com bons olhos pelos socialistas olindenses, partidários da candidatura de Antônio Campos.
Nenhum deles aceita a desculpa de que existem outros candidatos que fazem parte da Frente Popular de Pernambuco e que por isso, Paulo e Geraldo vão se manter afastados da campanha. Eles até entendem a decisão mas, ao mesmo tempo, enfatizam que a situação de Olinda é diferenciada, uma vez que o candidato é irmão de Eduardo e que por isso, os demais candidatos iriam entender e com certeza, não haveria problemas.
A Revista TOTAL e o Blog Revista TOTAL, como é de conhecimento de todos os pernambucanos, sempre se manteve ao lado de Eduardo Campos por entender que, em todas as situações, ele se mostrou um político competente e dinâmico e um gestor público e eficiente, tendo sido responsável por um avanço no desenvolvimento do Estado nunca visto em nossa história. Por essa razão, corroboramos com o pensamento dos aliados mais próximos de Antônio, achando que Paulo Câmara e Geraldo Julio deveriam ter, por uma questão de agradecimento, a coragem de enfrentar a situação e manifestar seus integrais apoios a Antônio Campos.
Afinal de contas, Antônio Campos é uma personalidade de grande importância no cenário não só pernambucano, mas brasileiro, como intelectual, escritor, advogado e político, pois foi escolhido pela cúpula do PSB para compor a Comissão de Ética do partido, uma das mais importantes da sigla.a, sugerindo diversos nomes deom va disputado cargo algum e foi indicado pelo partido.

Por Odilon Medeiros*

 

Quase sempre ao assistirmos a uma peça teatral não nos damos conta de quanto tempo foi gasto com a preparação: focamos sempre no resultado imediato, mas foram horas e horas de ensaio… Na realidade, não temos essa referência, não é verdade?

Na nossa vida profissional ou enquanto empreendedores, também agimos assim. Sempre que atendo a algum empreendedor ou orientando algum profissional, a inquietação e a ansiedade estão sempre presentes: eles mal iniciam o projeto e já querem obter os resultados. Desconhecem que precisam de algum tempo para chegar até ele.

Fiquei pensando a respeito dessa situação e o que poderia causar esse efeito e cheguei à conclusão que, uma das possíveis causas, seja exatamente o exemplo de outros projetos vitoriosos. Ou seja, a pessoa conhece alguém que já está obtendo algum tipo de retorno, principalmente financeiro, pensa que foi fácil e rápido chegar até ali e já quer, imediatamente, obter resultados semelhantes. Mas não é bem assim que a banda toca…

 Antes de iniciar o trabalho com alguém, sempre faço questão de dar alguns esclarecimentos e vou transmiti-los para você que está lendo o meu artigo agora.

Em tudo há riscos: seria ótimo se, só porque um coach ou um consultor foi contratado, um projeto tivesse 100% de chance de sucesso. Isso seria a oitava maravilha do Mundo. Concorda comigo?

Para colher qualquer fruto, primeiro é necessário preparar o solo, plantar, esperar germinar, cuidar durante o desenvolvimento da planta. Tudo isso leva um certo tempo, mas quando se faz tudo direitinho, as chances de colher os frutos são enormes. E quem já está aproveitando dos frutos, também passou pelo mesmo processo.

De uma maneira geral, não existe uma fórmula mágica para dar certo. Então, ser resiliente e aprender com os erros são características das pessoas de sucesso e que errar não deve ser motivo para desistir.

E é claro: trabalhar bastante. Dificilmente algo chegará às suas mãos se você ficar parado. Lembro que uma das mais importantes invenções da humanidade foi a lâmpada elétrica e Thomas Edison não conseguiu de primeira: aliás, foram centenas de “maneiras de como não fazer um lâmpada” que ele aprendeu. Aliás, vejo que Edison trás duas lições para quem quer obter sucesso. A primeira é, inteligentemente, ressignificar os fatos (algo tão “moderno” e ele já fazia isso nos idos de 1880, incrível, não?) e a segunda é a sua célebre frase:  “”Gênio é 1 por cento inspiração e 99 por cento transpiração”. Por isso, movimente-se!

Diante do que foi dito, o que este artigo trouxe de insights para você? Será que já não passou da hora de você começar a sua plantação? Evite deixar para plantar na hora que a fome bater. Se você concorda com o que falei, se antecipe, haja e seja feliz.

(*) Odilon Medeiros – Coach, consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br

DR-MIRANDAO prefeito Zenilto Miranda (PTB) está com sua reeleição garantida por conta da repercussão positiva que sua gestão vem encontrando junto ao eleitorado da cidade. Como excelente gestor, Dr. Miranda, como é carinhosamente chamado na cidade, percebeu que a crise nacional iria prejudicar seriamente seu mandato, o que fez com elaborasse uma estratégia diferenciada para cumprir as promessas de campanha.
Direcionou os projetos para pequenas obras, as quais a própria Prefeitura tinha condições de realizar com os recursos próprios. Sempre teve como principal objetivo, favorecer a população mais pobre, inclusive com ampliação do sistema de distribuição dágua, mandando perfurar 52 poços artesianos, pois o Município sofre com a estiagem há cerca de cinco anos.
Com o objetivo de dar moradia para os mais pobres, desapropriou 15 hectares de terrenos na cidade e 20 hectares no Distrito de Apoti e fez a distribuição dos lotes.
Promoveu um grande trabalho na limpeza pública, incrementando a coleta do lixo no centro e periferia, realizando o calçamento e asfaltamento de 21 ruas na cidade. Fez ainda a recuperação das entradas da cidade, tornando o local mais bonito e agradável, recebendo muitos elogios das pessoas que visitam Glória do Goitá.
Na área da Educação, organizou a merenda escolar e instituiu o Plano de Cargos e Carreiras do Magistério para incentivar os professores que melhoraram sensivelmente, as atividades escolares.
Também revolucionou a Saúde, com intensificação das ações preventivas, através dos Agentes Comunitários de Saúde e postos de Saúde da Família. Reformou a Maternidade e instalou a sala de Raios X.
Por conta de sua popularidade em alta, vem recebendo declarações de apoio da maioria dos líderes comunitários e também dos comerciantes e demais empresários da cidade.
Escolheu como candidato a vice-prefeito Lívio Amorim, que tem muito prestígio na cidade e vai canalizar rande quantidade de votos para a chapa que tem tudo para conseguir uma grande vitória no próximo pleito.

Blog da Folha

JED_8784-e1464985472688O deputado federal Danilo Cabral (PSB) rebateu as declarações do candidato à Prefeitura do Recife, João Paulo (PT). Segundo Cabral, o petista desrespeitou as mulheres do Recife. Em seu primeiro ato de campanha, na terça (17), o petista declarou que as obras sobre o Hospital da Mulher podem ser chamadas “gaiola bonita, mas que não da de comer passarinho”.

De acordo com o parlamentar, as críticas à unidade de saúde da Prefeitura são “das mesmas forças que disseram, em 2006, que o ex-governador Eduardo Campos não deveria construir os três hospitais metropolitanos, responsáveis por um incremento de 480 leitos na rede pública pernambucana. Eles realizam 74 mil atendimentos de urgência e 13 mil cirurgias ao ano”, defendeu..

“O Hospital da Mulher é a maior unidade de saúde já construída pela Prefeitura do Recife e, nos poucos meses que está em funcionamento, já tem resultados expressivos”, afirmou o socialista, relatando que, em três meses, foram realizados 44.182 procedimentos, entre exames e cirurgias.

De acordo com o deputado, o Governo de Geraldo Julio também criou canais de diálogo com os recifenses, como o programa Recife Participa, a Ouvidoria, o Portal da Transparência e o mutirão de cidadania Recife em Ação.

“O diálogo com a população não uma exclusividade do PT, vários prefeitos tiveram experiências exitosas de participação social na capital. Agora, diferentemente do Orçamento Participativo, que ouvia mas não atendia a população, o Recife Participa tem resultados, é um modelo mais efetivo”, acrescenta.

Danilo Cabral ressalta que a gestão do PT deixou um passivo de 1.045 ações votadas no OP que não foram realizadas. Destas, mais de 300 foram executadas pelo atual Governo.

G1

dsc_1970O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) se posicionou oficialmente, nesta quarta-feira (17), contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu para as câmaras municipais a competência para julgar contas de gestão e de governo dos prefeitos e retirou essa incumbência dos tribunais de contas de todo o país. Com isso, o TCE resolveu excluir da lista dos ‘ficha suja’ enviada à Justiça Eleitoral os nomes de todos os prefeitos e ex-prefeitos que tiveram contas rejeitadas nos últimos oitos anos por decisão da Corte.

O presidente do TCE-PE, Carlos Porto, leu uma nota oficial durante a solenidade em que apresentou oficialmente o posicionamento do tribunal e chamou a decisão do STF de “retrocesso”, uma vez que fragiliza o controle externo e torna sem efeito a Lei da Ficha Limpa. “[Isso] vai de encontro à expectativa da sociedade por um Brasil mais ético e transparente, além de representar uma anistia aos que se apropriaram indevidamente do dinheiro público”, afirmou.

O conselheiro Dirceu Rodolfo explicou que a lista elaborada pelo TCE e pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) tem cerca de 1.600 nomes de políticos tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável, ou seja, que configuraram ato doloso de improbidade administrativa. Desse total, pelo menos 300 são prefeitos e ex-prefeitos. “Acredito que uma parte deles será beneficiada por essa nova determinação do STF”, afirmou.

O conselheiro ressalta que, diante da retirada dos nomes desses gestores e ex-gestores, vai haver a “anistia” de R$ 76 milhões. Os valores são relativos a débitos e multas aplicadas pelo tribunal aos prefeitos e ex-prefeitos. “Desse total, mais de 90% tem relação com danos ao erário público”, observou Rodolfo.

Além de excluir os nomes de gestores e ex-gestores municipais da lista, o tribunal suspendeu o julgamento de todas as contas de prefeitos ordenadores de despesa em tramitação. A Corte pernambucana apontou ainda não considerar que as Câmaras Municipais estejam tecnicamente aparelhadas para julgar contas de prefeitos. Também afirma que espera que a decisão do STF seja revista mediante um Embargo de Declaração.

Blog  do Inaldo Sampáio

geraldo-julio-psb-580x387O prefeito e candidato à reeleição Geraldo Júlio e o candidato do PT a prefeito do Recife, João Paulo, não vão participar nesta quinta-feira (18), às 10h, do encontro “Desafios da Saúde Bucal da capital pernambucana”.

O evento será promovido pelo Sindicato dos Odontologistas no Estado de Pernambuco, segundo quem mais de 60% da população do Recife não têm acesso aos serviços de odontologia pública.

Segundo o presidente da entidade, Ailton Coelho, a saúde bucal no Recife passa por um momento difícil,  “com poucos profissionais para suprir a demanda, falta de medicamentos, insumos, equipamentos, além de Unidades de Saúde desativadas por falta de infraestrutura”.

“Em algumas áreas da cidade”, acrescentou, “a proporção chega a ser de um dentista para 12 mil habitantes”.

Durante o encontro, os candidatos terão acesso a informações sobre o quadro da saúde bucal no Recife e receberão um documento com sugestões para ampliar e melhorar a qualidade do atendimento.

Confirmaram presença no encontro os candidatos Daniel Coelho (PSDB), Priscila Krause (DEM), Edilson Silva (PSOL), Carlos Augusto Costa (PV) e Simone Fontana (PSTU).

Blog do Jozias Souza

TemerMarceloCamargoABrMichel Temer fará um pronunciamento à nação, em rede nacional de rádio e tevê, no feriado de 7 de Setembro, Dia da Pátria. Ele parte do pressuposto de que o Senado já terá aprovado o impeachment de Dilma Rousseff antes dessa data. Planeja dividir sua fala em três partes. Na primeira, fará uma espécie de inventário da “herança” deixada pela presidente deposta. Na segunda, prestará contas do que fez durante sua interinidade, iniciada em 12 de maio. Na parte final do discurso, informará que providências planeja adotar para sanear as contas públicas e soerguer a economia.

Todos esses detalhes foram informados pelo próprio Temer durante um jantar com a cúpula do PSDB, no Palácio do Jaburu. A conversa durou mais de três horas. Começou por volta de 20h40. E terminou no início da madrugada desta quinta-feira (18), pouco depois da meia-noite. Temer deu a entender que gostaria de levar seu pronunciamento ao ar um pouco antes. Entretanto, terá de viajar para a China nas pegadas da deposição de Dilma. E só voltará a Brasília em 6 de setembro.

Pelo lado do governo, recostaram os cotovelos sobre a mesa de jantar do Jaburu, além do anfitrião, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e o assessor especial Moreira Franco. Pelo PSDB, participaram do repasto cinco senadores —Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, Cássio Cunha Lima, José Anibal e Ricardo Ferraço— e o deputado Antonio Imbassahy. Dissipou-se durante a conversa o mal-estar provocado nos últimos dias pelas críticas do tucanato aos sinais trocados emitidos pelo Planalto.

As concessões salariais feitas pelo governo a corporações de servidores deixaram no PSDB uma impressão de que Temer poderia estar mais interessado na disputa presidencial de 2018 do que no ajuste fiscal. Um dos presentes, o senador José Aníbal (SP), chegara mesmo a enxergar pendores de presidenciável até no ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

Temer disse aos tucanos ter consciência do seu papel histórico. A certa altura, declarou não estar preocupado com a popularidade. Fará, segundo disse, o que precisa ser feito. Repisou a tecla das reformas. Mencionou a emenda constitucional que fixa um teto para as despesas públicas, já enviada à Câmara. Citou também a reforma da Previdência e os pretendidos ajustes na legislação trabalhista.

Para surpresa geral, Temer informou que enviará ao Congresso a proposta que mexe nas aposentadorias antes das eleições municipais de outubro. Sabe que a votação deve deslizar para 2017. Mas quer iniciar desde logo o debate. A novidade surpreendeu os visitantes porque até auxiliares próximos de Temer vinham afirmando que a reforma da Previdência, polêmica e dura de roer, não chegaria ao Legislativo antes do fechamento das urnas municipais. Entre os defensores do adiamento está, por exemplo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro de Temer e um dos principais articuladores do governo no Senado.

O ministro Eliseu Padilha também ajudou a desfazer a impressão do tucanato de que o governo poderia dar as costas ao ajuste. Despejou sobre a mesa dados apavorantes. Disse, por exemplo, que, se nada for feito para deter o endividamento do setor público, 100% do orçamento federal será consumido em 2025 por três rubricas: pagamento da dívida, Previdência Social e folha salarial. “Não sobra dinheiro pra mais nada!”, enfatizou Padilha.

O chefe da Casa Civil declarou que, durante a interinidade de Temer, o Planalto teve de fazer concessões e adotar um comportamento conciliatório. A partir da conversão do vice em presidente de fato, acrescentou Padilha, o governo terá condições de “contrariar alguns interesses”.

O próprio Temer atribuiu a má impressão dos comensais às circunstâncias que permeiam sua interinidade. Repetiu que autorizou reajustes salariais para 14 categorias de servidores porque encontrou a negociação feita. Eram acertos escritos, não verbais. Avaliou que, se ignorasse o que fora negociado sob Dilma, as corporações parariam o país.

De resto, Temer minimizou os efeitos da mudança feita no projeto de renegociação das dívidas dos Estados com a União. Disse que a supressão do artigo que proibia os Estados de reajustar salários por dois anos permitiu a aprovação na Câmara daquilo que o governo considera essencial: o dispositivo que impõe um teto para o gasto público também nos Estados, limitando sua expansão à variação da inflação do ano anterior.

O tucanato deixou o encontro satisfeito com o que ouviu. Até a coreografia do jantar contribuiu para a pacificação dos humores. Antes de acomodar os convidados em torno da mesa, Temer conduziu-os ao terraço do Jaburu. O ambiente funcionou como uma espécie de câmara de descompressão. Durante cerca de uma hora Temer e seus convivas jogaram conversa fora. Os garçons do palácio serviram coxinhas de galinha, empadas e castanhas. Para beber, água, sucos e vinho.

Aliviados de todas as tensões, os estômagos foram, por assim dizer, apresentados ao bufê. Cada um fez o seu prato. O cardápio ornava com a crise: sopa de legumes, peixe, frango empanado, purê de batata, arroz e salada. Transferida para a mesa retangular do Jaburu, a conversa tornou-se ainda mais redonda. Embora 2018 estivesse gravado no pano de fundo do encontro, não se falou sobre sucessão presidencial senão lateralmente.

Presidente do PSDB, Aécio Neves declarou, a alturas tantas, que considera uma “bobagem” tratar de sucessão agora. Em 2018, disse ele, quem estiver habilitado participará da disputa. Hoje, acrescentou o senador mineiro, o que o brasileiro reclama é um projeto para o país. Alguém qualificou de “amargas” as medidas que Temer terá de adotar. Cássio Cunha Lima (PB) interveio: “Amargo é o desemprego.”

Líder do PSDB no Senado, Cássio prosseguiu: O Brasil está diante de uma bifurcação. Se escolher a opção errada, o caminho será curto e levará rapidamente para o abismo. Se optar pelo caminho certo, ele será mais longo e árduo. Mas conduzirá a um porto seguro.

Logo, logo, quando Temer estiver caminhando sem as muletas da interinidade, vai-se saber: 1) se o governo terá mesmo disposição para “contrariar alguns interesses”, como disse Eliseu Padilha no jantar; 2) se o PSDB, submetido às iniciativas de Temer, optará por remar junto ou saltar do barco. De concreto, por ora, apenas a impressão de que o jantar do Jaburu deu sobrevida ao relacionamento.

Depois do cafezinho, os tucanos ensaiaram uma despedida. Temer insistiu para que ficassem. Conversaram em pé por mais 15 minutos. Os tucanos gostaram da prosa. E vice-versa. Curiosamente, o nome de Dilma Rousseff, ainda alojada no vizinho Palácio da Alvorada, não foi mencionado no Jaburu.

Temer soou preocupado com os prazos fixados no roteiro do julgamento final do impeachment. Insinuou aos senadores que gostaria de virar a página até o dia 30 de agosto. Mas se absteve de citar o nome da presidente que, depois de tratá-lo como “vice decorativo”, chama-o de “traidor” e “usurpador”.  Aparentemente a praga que Dilma rogou para si mesma já se cumpriu: a dama de Copas do PT é enxergada como carta “fora do baralho”.

Agencia Brasil

A frase foi dita durante sessão da Corte que analisa decisão sobre contas rejeitadas de prefeitos que são candidatos às eleições

10/12/2014. Crédito: Ailton de Freitas/Agência O Globo. Ministro  Gilmar Mendes, relator do processo no Plenário do TSE, durante Sessão Jurisdicional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante julgamento da prestação de contas da campanha da presidente Dilma Rousseff.
10/12/2014. Crédito: Ailton de Freitas/Agência O Globo. Ministro Gilmar Mendes, relator do processo no Plenário do TSE, durante Sessão Jurisdicional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante julgamento da prestação de contas da campanha da presidente Dilma Rousseff.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (17/8) que a Lei da Ficha Limpa parece ter sido “feita por bêbados”. A frase foi dita durante sessão da Corte que analisa decisão sobre contas rejeitadas de prefeitos que são candidatos às eleições.Mendes fez o comentário quando os ministros discutiam o alcance de decisão proferida na semana passada pelo STF e as diferenças técnicas entre contas de governo e de campanha. A Corte decidiu que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas apenas pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer ao pleito de outubro.

“Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, parece que [a Lei da Ficha Limpa] foi feita por bêbados. É uma lei mal feita, nós sabemos disso. No caso específico, ninguém sabe se são contas de gestão ou contas de governo. No fundo, é rejeição de contas. E é uma lei tão casuística, queria pegar quem tivesse renunciado”, disse Mendes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Lei da Ficha Limpa entrou em vigor em 2010 e determina que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos a partir da decisão. A norma também impede a candidatura de condenados pela segunda instância da Justiça.

Na sessão da semana passada, o Supremo decidiu que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas apenas pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer às eleições de outubro. De acordo com o entendimento da Corte, os candidatos só podem ser barrados pela Lei da Ficha Limpa se tiverem as contas reprovadas pelas câmaras municipais.

Blog do Magno Martins

dtq-montagem-Moro-DilmaA uma semana do início da votação final do impeachment no Senado, a abertura de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar Dilma Rousseff é uma notícia negativa para a presidente afastada.

Mas o jogo no Senado não será alterado por essa decisão do ministro Teori Zavascki, que autorizou investigação contra Dilma, o ex-presidente Lula, os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante e os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Francisco Falcão e Marcelo Navarro. Falcão presidente o STJ.

Pessoas próximas à presidente acharam melhor que Teori Zavascki determinasse a abertura de inquérito, algo que seria mesmo inevitável, enquanto Dilma ainda tem foro privilegiado. A reação da assessoria foi considerar o inquérito “importante para elucidar os fatos”.

Com a provável aprovação do impeachment, Dilma perderá o foro, mas haverá, como Lula tem feito, uma tentativa de manter o caso dela no Supremo. Pior, imaginam auxiliares de Dilma, seria esse tema ser analisado pela primeira instância da Justiça Federal e cair diretamente nas mãos de Sérgio Moro. (Kennedy Alencar)

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