G1.com/foto:Marília Falcão

marilia-falcao-585Para celebrar os 20 anos de fundação do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer de Pernambuco (GAC-PE), do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, uma festa solidária no Recife arrecada recursos para auxiliar as ações desenvolvidas pela entidade. O evento, realizado anualmente, acontece na quinta (25), no Armazém Blu’nelle, na área central da cidade, e tem como atração principal o cantor Adilson Ramos, que também é padrinho da festa.

‘Juntos no sonho, reunidos para celebrar’ é o tema da Festa da Solidariedade, que começa às 17h. Cassius Cavalcanti abre a programação, sendo seguido pela banda Túnel do Tempo, com repertório de clássicos da MPB e da década de 1960. Os convites individuais e as mesas para dez pessoas são vendidos por R$ 200 e R$ 2.000, respectivamente, com os patronos da entidade, as patronesses e na sede da instituição, que fica no bairro de Santo Amaro, na região central do Recife.

Neste ano, a festa visa arrecadar fundos para a reforma do sexto andar do Centro de OncoHematologia Pediátrica (CEONHPE) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, que abrigará mais 13 leitos para internamento, isolamento e cuidados paliativos e semi-intensivos. Outro objetivo é tentar ampliar para 37 o número de leitos da enfermaria, que hoje conta com 24 vagas.

Também é possível fazer doações ao GAC diretamente com a entidade, ao longo de todo o ano. Cada criança assistida pelo grupo custa, em média, R$ 236,54 por mês. Informações sobre contribuições podem ser obtidas no site da instituição; nos telefones 3423-7633, 3423-7636 e 3423-7833.

 G1.com

No 24mai2017---oficiais-da-forca-nacional-cercam-o-ministerio-da-fazenda-apos-o-predio-ser-atingido-por-manifestantes-durante-protesto-em-brasilia-1495655225483_615x300dia seguinte à ocupação da Esplanada dos Ministérios por tropas das Forças Armadas, o presidente Michel Temer reúne na manhã desta quinta-feira (25), no Palácio do Planalto, ministros de seu núcleo político para discutir a eventual saída dos militares de Brasília.

Foram convocados à reunião no Planalto os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

Temer assinou nesta quarta (24) um decreto de garantia da lei e da ordem no Distrito Federal que autorizou o uso de tropas do Exército na segurança de prédios públicos federais.

A decisão foi motivada pelos tumultos e atos de vandalismo registrados nesta quarta, na área central de Brasília, durante a manifestação organizada por centrais sindicais para reivindicar que Temer deixe o comando do Palácio do Planalto e também para protestar contra as reformas nas regras previdenciárias e trabalhistas propostas pelo peemedebista.

 Segundo o governo, serão usados 1,5 mil militares para cumprir o decreto presidencial – 1,3 mil do Exército e 200 fuzileiros navais.

No pronunciamento no qual comunicou o envio das tropas para as ruas do Distrito Federal, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a decisão foi tomada após o o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), solicitar a Temer auxílio federal na segurança dos prédios públicos.

A presença de tropas do Exército nas ruas da capital federal gerou polêmica, especialmente, no Congresso Nacional. Assim que foi anunciado o envioage20170524470_lNfXWOn dos militares para a área central de Brasília, deputados da oposição questionaram duramente o presidente da Câmara no plenário da Casa.

O notícia causou discussões e tumulto durante a sessão da Câmara. Maia, porém, disse que havia pedido a Temer o emprego da Força Nacional, e não das Forças Armadas.

‘Grande acerto’

Em entrevista à rádio CBN na manhã desta quinta, o ministro da Defesa analisou que a decisão de mandar as tropas do Exército para as ruas de Brasília foi um “grande acerto”.

Raul Jungmann, no entanto, destacou à rádio que, se houver uma avaliação de que o clima na capital federal é de “tranquilidade” e que não há “nenhum foco de resistência”, ele vai sugerir ao presidente da República a revogação do decreto que autorizou o uso de militares no Distrito Federal.

“Mas isso depende de uma avaliação que a gente precisa ter em toda a Esplanada dos Ministérios”, advertiu o ministro.

“Acho que foi um grande acerto. Porque o que nós estávamos assistindo ali é uma perda de controle progressiva. Nós já tínhamos incêndios em prédios de ministérios, tínhamos servidores apavorados, encurralados dentro desses mesmo prédios. Nós tínhamos uma situação que ia progressivamente fugindo ao controle e não sabíamos onde isso iria parar”, complementou.

Governo de Pernambuco

downloadEm 2017, número de transplantes cresceu 20%. Procedimentos de coração ampliaram 100%

Desde o ano passado, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem intensificado o transporte de órgãos para auxiliar as ações da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE). Entre junho de 2016 e abril deste ano, 71 órgãos foram transportados pelos aviões da FAB. A maior parte dos deslocamentos (51, totalizando 73%) saiu de Petrolina, além de Caruaru e dos Estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Alagoas.

Para celebrar esse apoio, a CT-PE dá início à Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos. A abertura do evento contará com a presença do coronel aviador Alexandre Hoffmann e das equipes de operação da instituição.

Além de homenagem à Força Aérea e sua equipe de operações, o médico Fernando Figueira, responsável pelos transplantes de coração do Imip, falará sobre a importância da FAB nesse processo. Também haverá fala da equipe de operações da FAB, de transplantados de coração beneficiados e uma palestra sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

“As Centrais de Transplantes de todo o Brasil já contam com o apoio das companhias aéreas, que fazem o transporte dos órgãos e tecidos em vôos comerciais, sem custo algum. Assim, a FAB tem tido papel fundamental, principalmente, no transporte de órgãos que tem menor durabilidade após a retirada do corpo do doador, como o coração”, afirma a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes.

Entre junho de 2016 e abril de 2017, a FAB transportou para Pernambuco 30 rins, 21 corações, 19 fígados e 1 pâncreas. Dos 21 corações, 9 foram transportados este ano. Isso representa 45% dos 20 corações transplantados no Estado esse ano. “Um paciente à espera por um rim tem a hemodiálise para fazer as funções vitais do órgão. No caso do coração, o paciente precisa encontrar logo um doador, pois não há nada que substitua esse órgão. Essa é mais uma das provas da importância dessa parceria”, reforça Noemy.

Além da solenidade na FAB, a CT-PE já realizou, na última semana, curso sobre transplantes com médicos e enfermeiros de Petrolina. Na próxima quinta-feira (25.05), haverá um curso de atualização em doação de órgãos e tecidos para os profissionais da própria Central.

NEGATIVA FAMILIAR – Em Pernambuco, cerca de 40% das potenciais doações não são realizadas por causa da recusa dos familiares. “Estamos reforçando as capacitações com os profissionais de saúde para que eles possam entender todo o processo da doação, do diagnóstico da morte encefálica até a cirurgia de retirada dos órgãos e tecidos para o transplante. Além disso, precisamos conscientizar a população da importância desse ato. No Brasil, a doação só pode ser efetivada com a autorização de um familiar de até segundo grau. Por isso, a importância de expressar nosso desejo ainda em vida e conversar sobre o assunto com nossos familiares”, esclarece Noemy Gomes.

Entre os motivos da negativa familiar, está o desconhecimento da população sobre a morte encefálica, além das dúvidas sobre a integridade do corpo após a doação. “Precisamos informar que o diagnóstico de morte encefálica segue um rígido protocolo na sua confirmação e que a família receberá o corpo do ente querido íntegro para realizar todas as cerimônias de despedida. Tirar dúvidas sobre esse processo e acabar com os mitos e preconceitos são pontos cruciais para que possamos salvar mais vidas”, frisa.

TRANSPLANTES EM 2017 – Entre janeiro e abril de 2017, Pernambuco realizou 553 transplantes. O quantitativo é 20,22% maior do que o mesmo período de 2016, com 460 procedimentos. Ao todo, foram transplantados 304 córneas, 115 rins, 67 medula óssea, 41 fígados, 20 corações, 3 rim/pâncreas, 3 válvulas cardíacas e 1 fígado/rim. O maior percentual de aumento foi no número de corações transplantados, que saiu de 10, no mesmo período de 2016, para 20 este ano, uma ampliação de 100%.

FILA DE ESPERA – Atualmente, 1.179 pessoas estão a espera de um órgão ou tecido. A maior fila é por um rim (805), seguido de córnea (259), fígado (66), medula óssea (37), coração (9) e rim/pâncreas (3).

Globo.com

agnelo250Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (23) os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), atual assessor do presidente Michel Temer. Eles são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Às 11h55, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que Filipelli foi exonerado. Ele foi nomeado em 22 de setembro de 2016, ficando portanto exatos 8 meses no cargo.

Também foram levados em prisão temporária, o ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz, Francisco Cláudio Monteiro, o ex-presidente da Novacap Nilson Martorelli, o presidente do grupo Via Engenharia Fernando Márcio Queiroz e o suposto operador de Agnelo, Jorge Luiz Salomão.

As investigações apontam que o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) também recebeu dinheiro desviado das obras.

Entenda a operação

  • A PF suspeita que a reforma do Mané Garrincha foi superfaturada em R$ 900 milhões
  • 2 ex-governadores do DF e 1 ex-vice foram presos, suspeitos de receber propina do esquema
  • O ex-governador José Roberto Arruda é apontado como quem bolou a fraude à licitação
  • O ex-governador Agnelo Queiroz atuou “retirando obstáculos” às obras, segundo a Justiça
  • O ex-vice Tadeu Filippelli, assessor de Temer, é suspeito de receber propina para o PMDB
  • A Justiça bloqueou R$ 26 milhões dos três

A operação, batizada de Panatenaico, é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção na reforma do Mané Garrincha. A PF diz que as obras podem ter sido superfaturadas em cerca de R$ 900 milhões, visto que estavam orçadas em R$ 600 milhões mas custou R$ 1,575 bilhão.

Agnelo, Arruda e Filippelli são alvos de mandados de prisão temporária, que tem duração de cinco dias. Além deles, a PF prendeu Maruska Lima, ex-presidente da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal. Há ainda 3 mandados de condução coercitiva (quando alguém é levado a depor) e 15 de busca e apreensão, todos expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal no DF.

Segundo a decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, José Roberto Arruda enquanto governador do DF em 2009 e 2010, foi quem “tramou a fraude licitatória” ao articular a saída de outras construtoras e determinar a vitória do consórcio formado pelas Construtoras AG e Via Engenharia em troca do recebimento de propinas.

De acordo com as investigações, Agnelo teve o papel de “retirar os obstáculos” que ainda houvessem para a construção do estádio e articular com a Terracap para que a estatal do DF fosse a executora da obra, “a qualquer custo”. Segundo os colaboradores, o ex-governador recebeu para esta função “propina milionária” por meio do operador Jorge Luiz Salomão, sobretudo para custear eventos.

No documento, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de ter pedido propina “diversas vezes” para a empresa Andrade Gutierrez. As investigações apontam há indícios de que o político recebeu propina para seu partido, o PMDB, entre 2013 e 2014, tendo recebido valores ilícitos também da Construtora Via Engenharia em razão do contrato para as obras de reforma do estádio Mané Garrincha.

O Ministério Público Federal informou que Maruska Lima, ex-presidente da Terracap, foi integrante da Comissão de Licitação para as reformas do estádio. Segundo o depoimento de um funcionário do consórcio vencedor, Maruska recebeu valores ilicitos tanto da Via Engenharia como da Andrade Gutierrez. A ex-presidente é acusada de corrupção, fraudes à licitação, associação ou organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com o mesmo depoimento, o Ministério Público Federal informou que Nílson Martorelli, presidente da Novacap na época, recebeu propina durante as emendas que foram feitas no contrato da obra, sendo acusado dos mesmos delitos de Maruska.

Cerca de 80 policiais divididos em 16 equipes participam da operação. O nome é referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos.

Outro Lado

Ao G1, o deputado Rogério Rosso disse que ainda não foi informado de que é investigado na operação. “Deve ser um equívoco”, afirmou. O advogado de Arruda, Paulo Emílio, disse que ainda está “tomando pé das circunstâncias”, mas que vai tentar revogar o mandado prisão.

A defesa de Agnelo Queiroz disse que no momento está acompanhando a busca e apreensão. E que só após conhecer o inteiro teor do Inquérito e da cautelar, será possível emitir algum comentário.

A defesa de Tadeu Filippelli informou que está acompanhando a diligência e espera ter o acesso à decisão e às cópias dos autos liberado “para saber quais providências tomar”. Procuradas, as advogadas da ex-presidente da Terracap Maruska Lima, não atenderam.

Em nota, a Terracap informou que absorveu, em seu balanço de 2016, o prejuízo aproximado de R$ 1,3 bilhão e que a ausência do teste de viabilidade econômica já tinha sido apontada por auditoria independente. A empresa afirmou ainda ter encaminhado a documentação relacionada ao teste de recuperabilidade ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, ao Ministério Público do Distrito Federal e à Controladoria-Geral do Distrito Federal e estar colaborando com a Polícia Federal.

As suspeitas

Além dos políticos, a operação desta terça tem como alvo agentes públicos, construtoras e operadores das propinas que atuaram na época. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham simulado etapas da licitação. O Mané Garrincha não recebeu financiamento do BNDES, mas da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal que não tinha este tipo de operação prevista entre suas atividades.

Agnelo, que foi governador do DF de 2011 a 2015, foi condenado a ficar inelegível por oito anos em 2016. O Tribunal Regional Eleitoral entendeu que ele e seu vice, Filippelli, usaram a publicidade do governo para se favorecer a campanha de 2014.Em fevereiro passsado, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a punição ao ex-governador, mas absolveu o ex-vice.

Filippelli foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal de Temer em setembro de 2016. Antes, integrava, desde 2015, a assessoria parlamentar da vice-presidência da República. Segundo blog da Andréia Sadi, Filippelli despacha no 3º andar, onde fica o presidente, e é um dos assessores que faz a interlocução de bastidor com o Congresso e empresários.

Em julho de 2014, Arruda foi condenado pelo Tribunal de Justiça do DF por improbidade administrativa e pelo suposto envolvimento no esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM. No mesmo ano, ele teve o registro barrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa e renunciou a candidatura para governador do DF.

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal as citações feitas por delatores da Odebrecht e relacionadas a obras na capital federal, em abril deste ano. As supostas irregularidades se referem às obras do estádio Mané Garrincha, do novo Centro Administrativo, em Taguatinga, e do condomínio Jardins Mangueiral.

Duas das petições citam o ex-governador do DF José Roberto Arruda. O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) é alvo de outra petição.

temer_eraldo_peres_-_apA assessoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que a entidade entregará à Câmara o pedido de impeachment do presidente Michel Temer na tarde de quinta-feira (25). O pedido vai ser protocolado no Legislativo pelo presidente da OAB, Claudio Lamachia, por conselheiros federais e presidentes das seccionais da entidade dos advogados.

No último fim de semana, representantes da OAB de 24 estados e do Distrito Federal votaram a favor da apresentação de um pedido de impeachment do peemedebista com base nos fatos relatados nas delações dos executivos do grupo J&F, dono do frigorífico Friboi. Só a seccional da entidade no Amapá se posicionou contra.

Na avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil, independentemente de uma eventual edição da gravação entre Temer e o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, a conversa no Palácio do Jaburu indica que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade.

A OAB identificou crime de responsabilidade em dois trechos da conversa entre Temer e Joesley. No primeiro, o empresário diz que tinha a favor dele, dois juízes e um procurador. A entidade dos advogados afirma que o presidente deveria ter informado as autoridades imediatamente.

Em outro trecho, o delator da Lava Jato pede ajuda a Temer para resolver assuntos pendentes no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para a Ordem, um favor pessoal é incompatível com o cargo de presidente.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (22), o presidente da Ordem considerou grave toda a conversa entre Temer e Joesley, e chamou a atenção para a defesa feita pelo presidente da República, que nunca negou a conversa.

“Para a OAB, que o ponto central não é se a o áudio teve ou não teve uma ou outra edição. Eu não estou dizendo com isso que o áudio teve edição, que a gravação teve alguma edição. Mas nós não levamos em consideração especificamente o áudio. A Ordem tem o áudio dentro do contexto, dentro do conjunto probatório onde ele está, mas a Ordem tem, a OAB levou em consideração, o conselho pleno levou em consideração, as manifestações do senhor presidente da República, que em momento algum nega o conteúdo da conversa, que em momento algum desqualifica o que foi dito na conversa, desqualifica sim o seu interlocutor, mas não o que foi dito na conversa. E, portanto, esta colocação do presidente da República significa a confirmação da veracidade do que foi ali colocado”, explica o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

E reafirmou que não há condições para Temer permanecer no cargo.

“Porque se o presidente da República sabia que nós estávamos diante de uma pessoa, que ele estava diante de um interlocutor, que é um fanfarrão e um delinquente, primeiro o presidente não deveria nem ter recebido. Eu se sei que alguém é um delinquente, eu não recebo aqui na OAB, eu não vou receber alguém, que sabidamente pra mim, é um delinquente e um fanfarrão numa audiência na Ordem, quiçá na minha casa, na minha residência, na garagem, no porão, seja onde for”, disse.

 

Blog do Magno

whatsapp-image-2017-05-23-at-10Justiça do Distrito Federal determinou, hoje, o bloqueio de até R$ 26 milhões dos ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, atual assessor do presidente Michel Temer. Os três também são alvos de mandados de prisão temporária por, supostamente, integrarem um esquema de corrupção que superfaturou obras do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, em troca de propina.

Para Arruda e Agnelo o bloqueio de bens é de até 10 milhões, cada um. De Filippelli foi determinado o bloqueio de até R$ 6 milhões. Além dos três, outras sete pessoas tiveram o pedido de bloquear bens, feito pelo Ministério Público Federal, atendido pelo Judiário. O montante total das dez pessoas chega a R$ 50 milhões.

A construtora Via Engenharia, que participou de todo o processo licitatório no consórcio com a Andrade Gutierrez também foi alvo de bloqueio de bens. Por determinação da 10ª Vara Federal, o valor é de até R$ 100 milhões.

Segundo sentença do juiz da 10ª Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira, o acordo entre as empresas garantiu a execução dos crimes denunciados: “fraude à licitação, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato e associação criminosa”.

Três acusados de terem participado do esquema, no entanto, tiveram o pedido de indisponibilidade de bens indeferidos. Segundo o juiz, a situação dos advogados José Wellington Medeiros de Araújo e Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado, bem como do empresário Alberto Nolli Teixeira, sócio da Via Engenharia, “que sofrerão somente busca e apreensão, pelo menos até o presente momento, é diferente daqueles a quem se requer também prisão temporária”.

Opaulo se defende delação jbs governador Paulo Câmara (PSB) negou que tivesse recebido qualquer doação para sua campanha ao Governo do Estado, na eleição passada, como foi insinuado por Ricardo Saud, um dos dirigentes da empresa JBS, durante depoimento na Operação Lava Jato. Ele disse ainda que o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), também não receberam doações daquela empresa. 
Ele disse que estava indignado com as insinuações. “Quero dizer que estou indignado, mas não vou baixar a cabeça. Eu tenho o compromisso de trabalhar por Pernambuco e vou continuar trabalhando. Sou servidor público. Vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios: a minha família e meu nome. E ninguém vai manchá-los”, declarou Paulo Câmara, durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.
 
Ele disse que iria aproveitar a oportunidade para dar uma explicação. “Na verdade, quero dar uma satisfação. Dizer o que é preciso ser dito a cada pernambucana e a cada pernambucano diante dos fatos que a gente tem ouvido falar desde a última sexta-feira. A minha campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos da empresa JBS. Quero dizer isso porque nem minha campanha, nem o PSB estadual recebeu nenhum centavo desta empresa. As doações que a JBS fez foram ao PSB nacional, que registrou. Está tudo registrado nas doações do PSB nacional”, discursou Paulo. 
Câmara acrescentou que “essa própria pessoa (Ricardo Suad) que está fazendo a delação foi muito textual ao dizer que a doação ao PSB nacional ocorreu sem nenhuma contrapartida e sem nenhum benefício”.
 
O governador Paulo Câmara lembrou que na Petição nº 7.003 do Ministério Público Federal, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata da delação premiada da JBS,  não é feita menção ao nome dele, nem ao do prefeito Geraldo Julio e nem ao do ex-governador Eduardo Campos, que na época era candidato à Presidência da República. A petição foi acolhida pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

 

BBC

depoimento-lula-1494456942555_615x300Frente a frente com o juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, logo no início do depoimento que durou cinco horas nesta quarta-feira em Curitiba, que havia se preparado para “responder tudo e para não ficar nervoso”.

Mas, por mais de um momento, Moro e Lula protagonizaram diálogos tensos, algumas vezes com ataques explícitos.

Lula concentrou seus ataques no Ministério Público. “Como eu considero esse processo ilegítimo e a denúncia uma farsa, estou aqui em respeito à lei, à Constituição, mas com muitas ressalvas aos procuradores da Lava Jato”, disse Lula, que, por mais de uma vez, reclamou com veemência da atuação do Ministério Público e da Polícia Federal.

Moro, que repreendeu Lula por declarações dadas durante evento do PT no qual disse que seria capaz de mandar prender quem fala mentiras contra ele, chegou a pedir paciência ao ex-presidente.

Lula é alvo em três processos criminais na 13ª Vara Federal de Curitiba. Nesta quarta, Moro ouviu o ex-presidente sobre a ação na qual ele é acusado de ter recebido da construtora OAS a reforma e reserva de um apartamento tríplex no Guarujá (SP). Lula nega as acusações.

Leia alguns dos momentos em que o embate entre Lula e Moro foi marcado por tensão.

Mandar prender

Logo no início da audiência, Moro classificou como “boato” a informação de que o ex-presidente poderia ser preso depois de prestar depoimento.

Mas o juiz, ao longo da sessão, questionou Lula sobre a declaração que este deu no dia 5 de maio, durante um evento do PT. “Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam”, disse Lula na ocasião.

Perguntou o que Lula quis dizer com a declaração e insistiu em saber se ele pretende mandar prender agentes públicos. Lula disse tratava-se “um ato de força de expressão” e que a história um dia julgaria se houve abuso de autoridade por parte da Polícia Federal e do Ministério Público.

“O dia que o senhor for candidato o senhor vai ter muita força de expressão”, disse o petista ao juiz. “Acha apropriado um ex-presidente da República dizer isso?”, reagiu Moro. “Acho que não, acho que não”, respondeu Lula.

Moro insistiu em saber se o ex-presidente estaria disposto a mandar prender autoridades. “Não sei, não sei, não prendo. Presidente não prende ninguém, não conheço na história, a não ser no regime autoritário.” “Então, talvez o senhor não devesse fazer esse tipo de declaração”, advertiu o juiz da Lava Jato.

A senha é “Lula”

Lula falou que os últimos 30 dias iriam entrar para a história como o “mês Lula”. “Foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo (acusados na Lava Jato) para dizer uma senha chamada Lula. Se não dissesse Lula, não valia”, reclamou o presidente.

Moro, em seguida, pergunta se Lula entende que existe uma conspiração contra o ex-presidente. O petista diz que não, mas reclama que as delações premiadas viraram sinônimos de alvará de soltura e chamou atenção para a vida de “nababo dos delatores”.

Num segundo momento, Lula voltou a reclamar que o objetivo dos acusadores seria fazer com que os investigados falassem o nome dele, e embate seguiu.

“Se pudesse ressuscitar o Conde de Montecristo, ele viria falar aqui ‘foi o Lula o culpado’. Eu tenho consciência do que eu fiz. E eu não fiz o que meus adversários pensam que eu fiz”, afirmou o ex-presidente.

Moro reagiu: “Senhor presidente, essas afirmações que o senhor fez, com todo o respeito, elas estão equivocadas. Ninguém dirige essas colaborações com esse intuito específico”.

Responsabilidade pela crise

Lula, durante o depoimento, negou saber sobre desvios na Petrobras.

Mas o juiz o questionou mais de uma vez se o ex-presidente alimentava um sentimento sobre os prejuízos causados pelos cofres públicos causados pelo esquema de corrupção na estatal.

“Se a Petrobras soubesse da propina lá poderia ter evitado”, disse Lula.

Diante da postura de Moro manter o questionamento, Lula foi mais incisivo e afirmou: “Dr. Moro, o senhor se sente responsável de a operação Lava Jato ter destruído a indústria da construção civil nesse país? O senhor se sente responsável por 600 milhões de pessoas (sic) que perderam emprego no setor de óleo e gás da construção civil? Eu tenho certeza que não.”

“O senhor entende que o que prejudicou essas empresas foi a corrupção ou o combate à corrupção?”, rebateu o juiz.

iPad dos netos

Em outro momento, Lula reclama da demora em se restituir equipamentos apreendidos em março de 2016, durante a Operação Aletheia – etapa da Lava Jato que levou coercitivamente o ex-presidente para depor e cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do petista e de parentes dele.

“Aliás, eu queria aproveitar, já que o senhor falou dessa coerção, determine que a Polícia Federal devolva os iPads dos meus netos. É uma vergonha, iPad de neto de 5 anos está (apreendido) desde março do ano passado”, protestou Lula.

“Só pedir a restituição que é devolvido”, disse Moro.

“Não, não, não, não. Já pedi, já foi falar. Não pense que as coisas funcionam. Isso é que nem no governo. Não pense que tudo que o senhor pede as pessoas fazem rapidamente”, disse, para, em seguida, reclamar da postura dos policiais federais que executaram as ordens judiciais. “O senhor não viu como a Polícia Federal entrou na casa dos meus filhos. Não é com a educação que entraram na minha. Na casa dos meus filhos quebraram porta, quebraram portão.”

Moro reagiu com surpresa. “Não tem como tomar providência se o senhor não faz essa informação. Isso que o senhor está falando agora, nunca ouvi”, disse, afirmando que se Lula tivesse reclamações sobre a conduta da PF, poderia informar.

Lula também reclamou do Ministério Público, que atua como acusação no processo.

“Acho que o Ministério Público fez uma acusação baseado em denúncias de imprensa. Todo esse processo é subordinado à Época, ao Globo, à Veja. Na verdade, o Ministério Público está prestando contas à esses órgãos de imprensa”, disse o ex-presidente.

Uma das reclamações mais veementes e enfáticas foi em relação à apresentação em PowerPoint feita pelo líder da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público, o procurador Deltan Dallagnol, na qual ele colocava várias setas apontando para o nome de Lula.

“O contexto está baseado num PowerPoint mal feito. Aliás, o dr. Dallagnol não está aqui, para explicar aquele famoso PowerPoint. Aquilo é uma caçamba, cabe tudo. Aquele PowerPoint não está julgando Lula pessoa física ou jurídica, está julgando Lula presidente e isso quero discutir”, reclamou o presidente.

E, ao final do depoimento, Lula disse que, se for absolvido, Moro teria de se preparar para ataques “muito mais fortes”. O juiz rebateu, dizendo: “Já sou atacado por bastante gente, inclusive por blogs que supostamente são patrocinados pelo senhor”.

5O5A1057A renovação do Acordo de Cooperação, firmado em 2014, entre o Governo de Pernambuco e a região Occitanie, na França, começou a ser discutida entre o governador Paulo Câmara e o cônsul geral daquele país, Romain Louvet, durante encontro no Palácio do Campo das Princesas. Além de ser uma troca de experiências exitosas, o acordo compreende o fomento à cooperação econômica e ao intercâmbio acadêmico. Também foi analisada a realização de parcerias nas áreas de tecnologia, economia criativa, educação e negócios.
A primeira etapa para a renovação do acordo acontecerá em novembro deste ano, quando acontecerá a primeira Missão dos franceses em Pernambuco. “O vice-presidente da Região Occitanie virá ao Estado para discutir os termos e assuntos de interesse que serão objeto da cooperação. Depois que os representantes das duas partes chegarem a um consenso, a presidente da região virá, no início de 2018, para firmar o Acordo de Cooperação definitivamente”, esclareceu a secretária-executiva de Relações Internacionais, Rachel Pontes.
 
A cooperação tem foco nas áreas de tecnologia, pesquisas e desenvolvimento, além de parcerias com as universidades “Eles têm interesse em desenvolver setores em que existe uma coincidência entre as características da Região de Occitanie e o Estado de Pernambuco. Turismo é uma dessas áreas, assim como toda a parte de tecnologia, economia criativa e linguagem digital, que é uma força de Pernambuco e na qual eles também têm bastante expertise”, explicou Rachel. Atualmente, a região Occitanie tem uma parceria firmada com o Porto Digital, abrangendo o desenvolvimento de software, de games e, ainda, a área audiovisual.
 
Outro ponto do Acordo de Cooperação será o fomento ao ensino da língua francesa. A ideia inicial é implementar programas-piloto para ensinar francês aos alunos do Ensino Médio da rede pública.
 
Felipe Carreras, Guillaume Ernst, Margot Gallot, Romain Louvet, Paulo Câmara, Raul HenryTambém participaram do encontro, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, o secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Felipe Carreras, o secretário-executivo de Gestão de Rede da Secretaria de Educação, João Charamba, o secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, Leonildo Sales, o diretor-presidente da Facepe, Abraham Sicsu, a coordenadora do Programa Ganhe o Mundo, Renata Serpa, e a gerente-geral de Cooperação Internacional, Gabriela Freitas. 
Acompanhando o cônsul, estavam o adido cultural do Consulado Geral da França no Recife, Guillaume Ernst, e a assessora de Comunicação da França no Recife, Margot Gallot.
 
OCCITANIE – A Região Occitanie é localizada no sudeste da França e originou-se da fusão das regiões Midi-Pirenee e Langedoc-Roussilion, por meio de um processo nacional de fusões territoriais, iniciado em 2014 e concluído no ano passado, cujos principais objetivos eram a redução de despesas e a modernização e simplificação da Administração Pública Francesa.
 
Fotos: Wagner Ramos/SEI

 

gvguvj A Prefeita Célia Sales vai dar apoio total ao Turismo em Ipojuca, e já determinou que a parceria com o Trade Turístico seja uma das prioridades da gestão . Gledson Pimentel e Mário Pilar já estão com reunião agendada com Marcos Tirbucios da AHPG( associação dos hotéis de Porto de Galinhas )é Carga !!!

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