Declarações do presidente eleito apontam mudanças nas relações com o Mercosul, com impactos diretos na economia de Pernambuco

JEEP

Luiza Freitas

 

“O Mercosul não será prioridade”; “Vamos mudar a embaixada para Jerusalém”; “Você vai deixar o Brasil na mão do chinês?”. As declarações polêmicas dadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e membros de sua futura equipe têm gerado receio quanto ao futuro do comércio exterior brasileiro. Para Pernambuco, há preocupação especial quanto à importância dada ao bloco sul-americano, já que hoje a Argentina, sozinha, é destino de quase 37% do que o Estado exporta diretamente. É de lá também que vêm insumos importantes, como o milho e o trigo. Na visão de alguns especialistas, no entanto, o novo governo pode vir a privilegiar relações bilaterais, em vez dos blocos.

Existente há muitos anos, a troca comercial entre Pernambuco e Argentina foi fortalecida a partir da operação da fábrica do Grupo FCA/Jeep em Goiana, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Da produção de automóveis pernambucanos, cerca de 20% são exportados diretamente pelo Porto de Suape, tendo a Argentina como o principal destino da produção automobilística, seguida do Chile (país associado ao Mercosul) e da Colômbia. De tão relevante, essas exportações tiveram efeito direto na balança comercial pernambucana no ano de 2017, com crescimento de 38,4% das exportações, volume recorde de US$ 1,9 bilhão, desbancando a Petrobras como a principal empresa exportadora. A transação é ainda mais importante diante do déficit da balança comercial do Estado.

“Temos uma relação muito importante com a Argentina através do Mercosul. Há o interesse, inclusive, de trazer para Suape uma estação aduaneira e centro de distribuição do Mercosul, em que a carga vinda de lá ficaria sob regime aduaneiro aqui, até ser distribuída”, diz o presidente do Porto de Suape, Carlos Vilar.

Pernambuco tem hoje a quarta maior produção de ovos do Brasil e a primeira do Nordeste. E, graças ao Mercosul, o setor conseguiu se consolidar mesmo diante de crises de abastecimento do mercado brasileiro. É que o principal insumo do ramo é o milho e o farelo de milho, que precisam ser totalmente trazidos de outros Estados. Quando o produto nacional fica caro e o dólar facilita, é de dentro do bloco econômico que vem o alimento das aves. “No segundo semestre de 2016 trouxemos dois navios por mês com 30 mil toneladas de milho do Mercosul. Com a destinação do milho brasileiro para exportação, ficou mais barato trazer por navio”, afirma o presidente da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Giuliano Malta. “Se o Mercosul não for priorizado, será ruim porque algumas oportunidades, as janelas comerciais que acontecem, poderiam acabar.”

Já o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, vê um ganho indireto para Pernambuco a partir do fortalecimento das relações internas do bloco. Para cumprir acordos climáticos mundiais, Argentina e Uruguai estão aumentando os percentuais de mistura de etanol à gasolina, hoje bem abaixo dos 27% estabelecidos pelo Brasil. “Isso vai demandar uma maior importação de etanol por esses países, que devem ser atendidos por Estados geograficamente mais próximos. Mas, por outro lado, Pernambuco se beneficiaria com o espaço deixado no mercado brasileiro”, destaca Cunha.

Bilateral

JEEP MERCOSULApesar do receio inicial causado pela fala do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o Mercosul, alguns economistas entendem que, na verdade, a declaração indica que o próximo governo dará andamento a relações comerciais independentemente do bloco. “Acho que se trata de priorizar negociações bilaterais, em que você consegue simplificar a tomada de decisões, sem precisar submeter a um bloco. E Pernambuco precisa ter mercados para aproveitar isso”, analisa o professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ecio Costa.

Para o advogado especialista em comércio exterior Luciano Bushatsky, o setor deve ser beneficiado pelo superministério da Economia, que irá unir as atuais pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. “Hoje o comércio exterior é prejudicado por estar submetido a vários órgãos com líderes autônomos. Com a unificação, estarão todos sob a mesma coordenação, o que deve dar mais celeridade às negociações.”

Outros Países

O Mercosul pode ter sido o alvo da declaração mais cheia de emoção por parte do novo governo, mas não foi a única que trouxe preocupação e desconforto a empresários de dentro e de fora do Brasil. As consequências mais imediatas foram sentidas nesta semana, quando o Egito cancelou uma visita brasileira ao País depois de Bolsonaro afirmar que iria transferir a embaixada brasileira em Israel de Telavive para Jerusalém. Anualmente são exportados ao Oriente Médio e Turquia cerca de US$ 16 bilhões, mercado ameaçado por um possível afastamento dos palestinos causando reações em todo o mundo árabe.

O Brasil é atualmente o maior produtor de carne halal – produzida de acordo com os preceitos JEEP CARNE HALALmuçulmanos –, o que fez com que gigantes como a JBS e a BRF apostassem forte nos produtos. A declaração de Jair Bolsonaro manteve o tom de sua campanha eleitoral de reprodução do posicionamento dos Estados Unidos e demonstração de interesse em relação aos israelenses. “Acho que o próximo governo precisa definir logo bons nomes para as relações exteriores para assessorar bem o presidente eleito. Precisamos ter em mente que não somos os Estados Unidos e nem ele é Donald Trump”, avalia o sócio da consultoria Ceplan Jorge Jatobá.

Outro país que está observando os passos do próximo governo é a China, segunda maior economia do mundo. Em fevereiro, o futuro presidente fez uma visita a Taiwan, que ainda não é considerada independente pelos chineses, mas sim uma província dissidente. Em uma declaração delicada para as relações internacionais, durante a campanha presidencial, Jair Bolsonaro demonstrou não ter interesse na participação de chineses em possíveis privatizações e que o país estaria “comprando o Brasil”.

“O governo tem inúmeras obras inacabadas pelo País e não tem dinheiro para tocar essas obras. A China já demonstrou interesse em várias delas, a exemplo da ferrovia Transnordestina. Ter o país como parceiro para PPPs (Parcerias Público-Privadas) seria importante”, analisa o professor de economia da UFPE Ecio Costa.

VSA SAÚDE 5

Constituindo-se num marco da gestão de Aglailson Júnior, a Prefeitura da Vitória de Santo Antão, através da Secretaria Municipal de Saúde, vem desenvolvendo um grande volume de investimentos na Saúde do município.

Sejam inaugurações de unidades de saúde, aparelhamento médico dos postos e unidades já existentes ou  em aquisições de unidades móveis, como ambulâncias, a prefeitura vem se destacando como uma das que mais investem na Saúde, entre todas da região Meropolitana.

O prefeito Aglailson tem se preocupado, principalmente, com as comunidades mais distantes. Quando não constrói uma unidade de saúde nessas localidades, o prefeito promove a entrega de ambulâncias, como aconteceu no início do mês de outubro, quando as comunidades deSerra Grande e Mocotó receberam uma S10 4×4, que esá disponível 24 horas, para atender a todos os moradores, inclusive nos finais de semana.

“É uma comunidade distante do município e em casos de urgência, os moradores não terão mais que pagar táxi para transportar os enfermos. Como no governo do meu pai, José Aglailson, todo cidadão terá um apoio aqui, pois a saúde é uma coisa que devemos priorizar dando estrutura e um atendimento digno”, declarou a prefeito Aglailson.

A delegada, que faz oposição ao presidente eleito Jair Bolsonaro, chegando a expressar o “Ele Não” durante comemoração de sua eleição como deputada estadual, não vai compor o segundo Governo Paulo Câmara, como muitos esperavam
Gleide Ângelo será candidata a prefeitura do Jaboatão. Foto: Heudes Régis/JC Imagem
Gleide Ângelo será candidata à Prefeitura do Jaboatão (Foto: Heudes Régis/JC Imagem)
Por Andros Silva

 

De acordo com a colunista da Folha de Pernambuco, Roberta Jungmann, a delegada e agora deputada estadual Gleide Ângelo, será mesmo candidata a prefeita de Jaboatão dos Guararapes em 2020. A não tão novidade assim, foi publicada na edição desta terça-feira (06) da coluna Persona, na qual a jornalista e blogueira é titular.

A publicação afirma ainda que Gleide “deve assumir o seu mandato na Assembleia Legislativa e não compor o primeiro escalão do segundo Governo Paulo Câmara”. Ângelo, nova queridinha de Paulo, governador que rompeu com a Família Ferreira pouco antes das eleições por incompatibilidade de ideias, claro, sendo do PSB, integra o grupo de oposicionistas ao presidente eleito Jair Bolsonaro.

Adepta da “#EleNão”, a policial civil chegou a gritar a frase ao comemorar sua eleição para deputada estadual, recebendo os aplausos do público presente na ocasião. Com a onda Bolsonarista em alta, inclusive no município que almeja ocupar o cargo máximo, a delegada, que certa vez disse não ter “aptidão para política”, precisará suar a camisa para conquistar os verdadeiros fãs do capitão reformado que, porventura, têm em sua maioria evangélicos apoiadores do atual gestor Anderson Ferreira no município.

GLEIDE ÂNGELOEm tempo…

Gleide Ângelo foi eleita deputada estadual com 412.636 mil votos, muitos oriundos da cidade do Jaboatão, o que a credenciou para concorrer a vaga ao executivo em nossa terrinha. Ah! E só para lembrar, a delegada ainda não se pronunciou sobre a decisão do governador Paulo Câmara que, com a ajuda da Alepe, extinguiu na segunda-feira (05) a Delegacia Especializada no Combate à Corrupção no Estado de Pernambuco, Decasp. Por 18 votos a 7, infelizmente, a delegacia foi extinta e a lorota dita como explicação para extinguir o departamento que investigava a corrupção na política, é que o governo prevê a criação de um Departamento de Repressão ao Crime Organizado.

LULA CABRAL   

Blog do Jamildo

 

A decisão oficial da ministra Laurita Vaz, que negou liminar em habeas corpus para o prefeito do Cabo do Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), apresenta os motivos pelos quais foi decretada a prisão de Lula Cabral.

O prefeito está no Cotel desde 19 de outubro, após a deflagração da Operação Abismo, da Polícia Federal, na qual foi alvo de uma prisão preventiva (sem prazo).

O prefeito, segundo a Polícia Federal, teria participado de um suposto desvio de mais de 90 milhões de reais da previdência municipal.

Segundo a Polícia Federal, Lula Cabral teria supostamente ordenado a retirada de investimentos da Caixa Econômica, para aplicar em fundos apontados como “podres”, segundo o inquérito.

Em decisão assinada nesta segunda-feira (6), a ministra explicou porque quis manter o prefeito preso no Cotel.

Um dos motivos para a manutenção da prisão, segundo trecho da decisão da ministra do STJ, foi uma servidora do Cabo, que “revelou estar com medo” de Lula Cabral, em um depoimento.

“A então Presidente da CABOPREV – Célia Emídio – em um primeiro depoimento ao Ministério Público do Estado de Pernambuco, quando acompanhada de representante da Prefeitura, nada revelou quanto à conduta de LUIZ CABRAL DE OLIVEIRA FILHO. Apenas em momento posterior, quando acompanhada unicamente de sua advogada, revelou a ordem recebida do Prefeito para a aplicação dos recursos da CABOPREV, oportunidade em que revelou estar com medo”, constou em trecho da decisão.

Sobre esta servidora, os autos do processo informam que foi exonerada por Lula Cabral, logo após o prefeito tomar conhecimento da defesa apresentada pela servidora ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), em um processo de auditoria aberto a pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO).

“O Paciente [LULA CABRAL], há poucos meses (24/07/2018), teria determinado a exoneração da servidora que seria a Presidente da CABOPREV à época dos fatos apurados, após ela ter apresentado a sua defesa ao Tribunal de Contas do Estado em relação a esses fatos, e que a nomeação de sucessor para o cargo só foi possível após a alteração de legislação”, disse a ministra Laurita Vaz, na decisão que manteve o prefeito preso.

Outro ponto destacado na decisão do STJ foi a suposta participação do prefeito na realização dos investimentos questionados.

“Por ingerência do Paciente [LULA CABRAL], foi feita a indevida transferência de valores do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cabo de Santo Agostinho/PE – CABOPREV de fundos conservadores da Caixa Econômica para investimento de altíssimo risco, com taxas de administração bastante superiores às comumente praticadas, vultosas multas rescisórias e elevados prazos carência, realizados em ativos emitidos por empresas sem perspectiva de que pudessem arcar futuramente com as obrigações deles decorrentes, tendo sido destacada a ação contínua do Paciente no esquema criminoso”, disse a ministra do STJ, ao negar a liminar.

A ministra do STJ elogiou a decisão do TRF5, que decretou a prisão preventiva. Laurita Vaz escreveu que há “risco concreto de intimidação de testemunha” e “perniciosidade social da ação” de Lula Cabral.

O desembargador do TRF que decretou a prisão do prefeito, por sua vez, disse ter receio da utilização dos 80 milhões de reais que restaram na previdência do município, que, segundo o desembargador, poderiam “ter o mesmo destino” dos 92 milhões já aplicados em fundos.

“Não se pode descurar que ainda restam mais de 80 milhões de reais do RPPS dos Servidores de Cabo de Santo Agostinho aplicados na Caixa Econômica, os quais não podem ter o mesmo destino que os valores objeto da investigação”, disse o desembargador.

Outro motivo para a prisão de Lula Cabral, segundo trecho da decisão, foram “indícios do recebimento de vantagem indevida, especialmente por meio de registros em diálogos registrados no aparelho celular de Daniel Lucas com terceiros”.

Um especialista, sob reserva, diz que a defesa de Lula Cabral agora pode tentar um novo habeas corpus no STF.

JUSTUS X GLEISI

 

A senadora Gleisi Hoffmann é quase uma unanimidade. Ninguém a suporta.

Impressionante como uma mulher consegue nutrir o dom de gerar tanto asco.

Mesmo pessoas que não desenvolvem qualquer atividade político-partidária não suportam o jeito e o comportamento da petista, evidenciado por seu extremo e ilimitado mau-caratismo.

Até no PT, Gleisi já angariou inúmeras antipatias. O próprio ex-presidenciável Fernando Haddad não a tolera.

Não é pra menos, Gleisi trabalhou sorrateiramente contra a candidatura de Haddad e hoje é um obstáculo pesado para a sua sobrevivência política.

O empresário Roberto Justus, uma pessoa isenta, totalmente sem ligações políticas, definiu a petista com extrema precisão.

Otto Dantas / Articulista e Repórter – Jornal da Cidade OnLine

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Responsável pelas carreatas pró-Bolsonaro em Pernambuco reuniu-se em tom de confraternização. O evento aconteceu, mais uma vez, no Marante Plaza Hotel, em Boa Viagem.

Um grupo grande, heterogêneo e apartidário, com representantes de muitos dos segmentos da sociedade civil, reuniu-se para celebrar o esforço conjunto que fortaleceu a eleição de Jair Bolsonaro no Estado.

Koury fez questão de agradecer àqueles que, desde as reuniões no Clube dos Oficiais da Polícia Militar, estiveram juntos sob um mesmo propósito. Alguns nomes citados foram: Major Cleano, Coronel weisberg, Rodrigo, Coronel Arnobio, Jomar, Dantas, Coronel Neyff, Sílvio e Plínio Brito entre outros.

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Foi uma noite com muitos discursos emocionado. Também houve várias homenagens àqueles que, de forma gratuita e abnegada, envidara esforços em prol da campanha do Capitão do PSL.

O coronel Koury, militar da reserva da Aeronáutica e líder do grupo, homenageou os presentes com um diploma simbólico. O referido diploma fez alusão ao agradecimento do Brasil àqueles que, nas ultimas eleições presidenciais, se empenharam na esperança de mudar os rumos do país para melhor.

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O Coronel Meira, da reserva da Polícia Militar do Estado, que lidera a equipe junto com Koury, também esteve presente. Ele destacou a renovação política brasileira nas urnas este ano e incentivou os participantes a focar na luta, pois “agora é que ela começou”. Meira pretende concorrer às próximas eleições majoritárias em Pernambuco.

Estavam presente muitos postulantes as proximas eleicoes, e entre eles a presença de José Rufino Neto, Vereador de Paulista por três mandatos e Policial Militar da reserva. Rufino vai concorrer ao cargo de Prefeito do município de Paulista nas próximas eleições municipais.

Foi uma noite bastante festiva que celebrou a união de um grupo que cresce a cada dia. Empresários, advogados, jornalistas, professores, estudantes, policiais e militares foram alguns dos segmentos sociais presentes na ocasião.

Se depender dos presentes no Marante Plaza hotel na ultima quarta-feira, o grupo não se dissolverá. Ao contrário: novas estratégias envolvendo os grupo de Direita em Pernambuco estão por vir. Koury e muitos outros que discursaram na cerimônia frisaram que uma batalha foi ganha, mas outras virão.

O Portal de Prefeitura recebeu menção honrosa de Koury e Meira pela atuação durante as eleições de 2018. Koury destacou a contínua responsabilidade profissional do site na divulgação de notícias sem manipulação de quaisquer ideologias políticas.

Já há surpresas para os próximos dias envolvendo a equipe de Koury e Meira. Em breve será lançado um nome oficial do grupo e uma campanha solidária de Natal sem fome. A campanha vai envolver toda a sociedade num projeto de ajuda aos menos afortunados tendo as festas de fim de ano como pano de fundo.

No final da noite o Coronel Koury fez questão de mandar um recado aos presentes e a todo o Brasil: “Cuidado. Ninguém manda tanto quanto pensa. A Direita Acordou!”.

POBRE LULA

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vive um momento de profunda tristeza na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Ultrapassado o período eleitoral, agora tudo mudou e ele pressente que começa a ser esquecido.

Até o acampamento Marisa Letícia foi definitivamente desmontado. Acabou a encenação do “Bom dia presidente Lula”.

O número de visitas também caiu sensivelmente.

Caio Junqueira, da revista Crusoé, conta que Lula teria dito nos últimos dias a quem o visitou na prisão ter a certeza de que passará mais um “longo inverno” na prisão.

Ele avalia que o cenário político trazido à tona após a eleição deve travar o julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), da ação que tenta acabar com a execução imediata da pena após prisão em segunda instância, uma de suas apostas para deixar a cadeia.

Lula também já declarou a pessoas próximas que não tem qualquer esperança de obtenção de sucesso no processo, em fase final de julgamento, sobre as reformas e a propriedade do sítio de Atibaia (SP).

MORO X LULAUma nova condenação será fundamental para sacramentar uma longa estada do petista no xilindró.

Por outro lado, ele claramente nutre um verdadeiro ódio ao juiz Sérgio Moro, a quem considera ‘culpado’ por sua situação e o vê como “inimigo”, mas já admite que foi derrotado. Literalmente, entregou os pontos.

Pobre Lula!

Da Redação – Jornal da Cidade OnLine
A equipe de transição do novo governo trabalha com três propostas na área, que têm como ponto comum a redução das tarifas de importação para diversos produtos
Além do corte de tarifas, o governo de Bolsonaro contraria o setor industrial com a decisão de acabar com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Além do corte de tarifas, o governo de Bolsonaro contraria o setor industrial com a decisão de acabar com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Estadão Conteúdo

 

Além da decisão de acabar com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, pode contrariar o setor industrial em outro ponto: a abertura comercial. A equipe de transição trabalha hoje com três propostas nessa área, que têm como ponto comum a redução, voluntária e unilateral (ou seja, sem exigência de contrapartidas) das tarifas de importação para diversos produtos.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, já está certo que a redução das tarifas será feita aos poucos e junto com uma reforma tributária, o que se avalia que ajudaria a melhorar o ambiente de negócios. A redução unilateral das tarifas, porém, encontra forte resistência dentro do setor industrial.

A forma como o corte de tarifas ocorreria varia de acordo com o estudo. A proposta mais abrangente é a coordenada pela economista Sandra Rios, diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), a partir de um grupo de trabalho formado em 2015 e que teve a participação de nomes como o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Nesse caso, a ideia é que as tarifas de todos os bens importados sejam reduzidas em quatro anos. Os produtos que atualmente são taxados de 20% a 35%, como eletrodomésticos, automóveis e confecções, passariam para 15%. Os com tarifa de 15% a 20%, como alguns bens de capital, para 10%. Tarifas de 5% a 15%, que atinge produtos siderúrgicos, por exemplo, cairiam para 5% e, as abaixo de 5%, como matérias-primas, para zero. “Claro que o governo não é imune aos lobbies, mas o ideal é que atinja todos os produtos”, disse Sandra. O corte unilateral das tarifas por um dos membros, porém, é vetado pelo Mercosul.

Outro trabalho, elaborado por professores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), propõe iniciar o corte nas tarifas pelos bens de capital e informática, o que poderia ser feito dentro das regras do Mercosul. Prevê também a redução das tarifas sobre produtos siderúrgicos.

As tarifas seriam cortadas gradualmente até chegar a 4% em 2021, em linha com a média mundial. Hoje, vão de 8% a 35% para bens de capital, de 6% a 25% para informática e de 8% a 14% para o setor siderúrgico. O objetivo, nesse caso, seria melhorar a competitividade.

TEMER PFTemer

A ideia está em linha com a terceira proposta, feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo Temer, que prevê o corte para 4%, até 2021, da alíquota de importação de bens de capital, de informática e telecomunicações (não inclui os siderúrgicos). A SAE também defende que o Brasil proponha a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul e a eliminação total de tarifas no comércio entre os países do Mercosul e da Aliança do Pacífico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Apenas 30 de 185 municípios possuem a política de saneamento básico no Estado
SANEAMENTO FALTA DE
Por Juliana Gonçalves

 

Apenas 30 dos 185 municípios possuem política de saneamento básico no estado de Pernambuco. Os dados são de um levantamento divulgado pela CNI nesta quarta-feira (7), feitos a partir de dados do IBGE. De acordo com o estudo, apenas 27% dos resíduos produzidos são coletados no estado, o que deixa Pernambuco bem abaixo da média nacional, que supera os 50%.ÁUDIO: Acesse a versão dessa notícia para emissoras de rádio

A falta de saneamento básico também foi responsável pelo registro de doenças em 106 cidades pernambucanas em 2017. As ocorrências mais frequentes foram de dengue, chikungunya e diarreia – todas relacionadas à falta de saneamento.

Apesar dos dados negativos, algumas melhorias foram percebidas devido à parceria público-privada (PPP) firmada entre a companhia estadual e a iniciativa privada o estado. Isso porque mais de R$1 bilhão deve ser investido até 2021 em 15 municípios da região metropolitana do Recife, levando coleta e tratamento de esgoto a 4,8 milhões de pessoas.

A especialista em infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira, afirma que a deficiência em saneamento básico é ocasionada no país pela falta de recursos direcionados ao setor.

“Na infraestrutura brasileira, o setor com maior déficit e maiores desafios de expansão é o do saneamento. E os impactos na saúde da população são inestimáveis. E apesar dos esforços dos últimos governos com os programas de investimento, os investimentos não trouxeram um impacto significativo na expansão da rede”.

Soluções

Como proposta para melhorar o investimento no setor, deputados e senadores aprovaram, em comissão mista, uma Medida Provisória (MP 844/18) que altera o marco legal do saneamento básico no Brasil. O texto prevê que a Agência Nacional de Águas (ANA) tenha competência para elaborar normas para os serviços públicos voltados ao tratamento de água e esgoto. Além disso, a ANA também fica responsável pela atuação nas áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana.

De acordo com o diretor de relações institucionais da Associação Brasileiras das Operadoras Privadas de Saneamento (ABCON), Percy Soares Neto, as mudanças propostas na MP geram redução de custos ao poder público. Isso ocorre, segundo ele, porque companhias responsáveis pelo setor dependem de repasse financeiro dos estados.

“No momento em que eu crio condições para que essas operações possam ser executadas por companhias privadas, eu desobrigo os estados de fazer alguns investimentos e o estado fica na condição de regulador”, afirma.

Segundo o professor de Direito Econômico da Universidade Federal do Paraná, EgonBockmann Moreira, o setor de água e saneamento é um dos setores mais importantes para o desenvolvimento sustentável dos brasileiros.

“Aí que está a importância da Medida Provisória 844/2018, que pretende de uma forma especifica atribuir determinadas competências para Agência Nacional de Águas (ANA) e disciplinar o setor de água e saneamento de uma forma harmônica em todos os municípios, todas as regiões metropolitanas, em todos locais brasileiros. É muito importante para nosso desenvolvimento sustentável”, ressalta.

Travessias Cepe Editora – encontros sobre literatura e crítica ocorre de 19 a 21 de novembro, na Caixa Cultural, no Bairro do Recife

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No momento atual, debater literatura e crítica se faz mais que relevante. Para marcar os dez anos da Cepe Editora e reunir em debate tanto o público universitário quanto o leitor em geral, ocorre de 19 a 21 de novembro o evento Travessias Cepe Editora – encontros sobre literatura e crítica.

“Não há como o nome de um evento sobre literatura e crítica ser mais oportuno no momento atual. Creio que fortalecer a literatura e a crítica é essencial para redescobrir a nossa identidade, nessa jornada que chamamos Brasil”, destaca o editor da Cepe, Wellington de Melo.

Na programação, mesas de debate e minicursos, além do lançamento de dez livros de poesia, conto e romance. Intitulado O direito à leitura literária, o minicurso ministrado pelo professor titular de Literatura Comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) propõe esse “direito” como uma exigência contemporânea urgente em tempos de fake news.

Entre os lançamentos literários, cinco são vencedores do Prêmio Cepe de Literatura 2017, entre os quais A flor lilás, do pernambucano Ricardo Braga. Destaque também para uma nova edição do título Espaço Terrestre, romance do premiado escritor pernambucano Gilvan Lemos (1928-2015). Dois outros títulos fazem uma análise mais crítica sobre poesia e literatura: Pequena voz – Anotações sobre poesia, do português Nuno Félix da Costa, e O insistente inacabado, de Luiz Costa Lima.

Considerada a segunda maior editora entre as de imprensa oficial do País, a Cepe Editora conta com um extenso e diversificado catálogo de publicações. São mais de 340 títulos entre poesia, crônica, ensaios, biografias, livros de arte, arquitetura, comunicação, infantojuvenis e de história, escritos por uma gama de autores locais e nacionais. O cuidado editorial e gráfico já recebeu diversos prêmios e indicações como o Prêmio Jabuti pelo À Francesa: A belle èpoque do Comer e do Beber no Recife, de Frederico de Oliveira Toscano, em 2015.

TRAVESSIAS CEPE EDITORA

PROGRAMAÇÃO

19 e 20/11 – 14h às 17h

Minicurso: “O direito à leitura literária”, com João Cezar Castro Rocha (UERJ)

Em ensaio célebre, O direito à literatura, Antonio Candido afirmou a centralidade da literatura, ou seja, da capacidade de criar mundos imaginários. Neste curso, proporei uma noção nova: “o direito à leitura literária” como a exigência contemporânea mais urgente em tempos de “fake news” e “fatos alternativos”. “O Alienista”, de Machado de Assis, será discutido, além de uma seleção de poemas.

20/11 – 19h

Mesa Pequena voz: anotações sobre poesia, com Lourival Holanda (UFPE) conversa com o poeta Nuno Félix da Costa

20h30 – Lançamentos

Pequena voz: anotações sobre poesia, de Nuno Félix da Costa; Terêza Tenório, poesia reunida, de Terêza Tenório; O azul também se revolta, de Paulo Gustavo; Mulher sob a influência do algoritmo, de Rita Isadora Pessoa (vencedora na categoria Poesia do Prêmio Cepe Nacional de Literatura)

21/11 – 19h

Mesa: “O insistente inacabado”

Anco Márcio Tenório Vieira (UFPE) conversa com crítico Luiz Costa Lima

20h30 – Lançamentos

O insistente inacabado, de Luiz Costa Lima; O colecionador de baleias, de Rômulo César Melo; Anjo negro, de Paulo Schmidt (vencedor na categoria romance do Prêmio Cepe Nacional de Literatura); A flor lilás, de Ricardo Braga (vencedor na categoria contos do Prêmio Cepe Nacional de Literatura); Lázaro caminha sobre o abismo, de Augusto Ferraz; Espaço Terrestre, de Gilvan Lemos.

SINOPSES

O colecionador de baleias (Rômulo César Melo)

Páginas: 132

Preço: R$ 20 (livro impresso); R$ 6 (E-book)

Contatos: 3226-0833/ 99145-3632 / rcmelo@hotlink.com.br

Na coletânea de 17 contos, o que dá título ao livro, O colecionador de baleias, encerra a obra “com gosto de sal e sangue na boca”, mesma sensação que se tem ao longo de toda a leitura. A morte em suas diversas nuances é visita constante na narrativa do autor. De deixar a vista turva devido aos olhos molhados. No conto citado, o personagem Johnnie Fischer – vejam só a ironia do nome – era o menino que colecionava baleias, ou melhor, figuras delas. Nunca as viu de perto a não ser quando decidiu que sua hora havia chegado. “Imaginou ter completado a página e a coleção, segundos antes de afundar”.

Em outro conto, a morte não é descrita com tanta beleza. Ao contrário, se mostra indigna: “ficar deitada, nua, enquanto te vestem com a melhor roupa, as pessoas com cara de nojo pelo cheiro da decomposição”.

O tema fúnebre é apenas o desfecho do sofrimento da vida, entremeada por paixões logo arrefecidas, feitas em pedaços costurados como retalhos que o tempo leva como a correnteza do rio. “O amor se transforma em algo entre o silêncio e a paciência de aturar a sombra diária de um estranho íntimo a dividir a cama”. Rômulo foi vencedor do II Prêmio Pernambuco de Literatura com outro livro de contos, Dois nós na gravata (2015).

Pequena Voz: Anotações sobre poesia (Nuno Félix da Costa)

Páginas: 320

Contato:nunofelixdacosta@gmail.com

“Um poeta não deveria falar de poesia – tem dela sempre uma ideia inútil para os outros”, diz o autor português de 68 anos na primeira frase do livro editado pela segunda vez no Brasil, agora pela Cepe. A obra que o psiquiatra, pintor e fotógrafo Nuno Félix da Costa passou dez anos para escrever fala da importância da poesia para o desenvolvimento do pensamento. Assim como o é a filosofia.

O cronista e também poeta cearense Everardo Norões destaca no prefácio “o quanto era importante ‘pensar com a poesia quando não havia ciência nem filosofia’, pois era a única língua possível”.

Antagonista em sua essência, Nuno Félix diz que a poesia é ao mesmo tempo antiga e contemporânea. Mas é de uma maneira singular que o autor trata do assunto. “O poema descobre harmonia nas desconexões sinfônicas ou jazzísticas da realidade”.

Não é um manual, um tratado, ou várias definições herméticas sobre poesia ou sobre poetas. “É imperceptível o momento em que uma ideia se torna poética”.

Tal como a poesia, o livro de Nuno Félix é fragmentário e guarda o despropósito permitido à linguagem poética, como diz o autor. “Quem tiver a sorte de conhecer ou possuir a linguagem da poesia nunca mais consegue a prosa: a sua lentidão, a sua pesporrência argumentativa enerva; A poesia é uma desinstrumentalização”.

Capa_Lazaro caminha sobre o abismo_FINAL.inddLázaro caminha sobre o abismo (Augusto Ferraz)

Páginas: 230

Preço: R$ 30 (livro impresso); R$ 8 (E-book)

Contato: Augusto Ferraz (99963-09390)

Em Lázaro caminha sobre o abismo a prosa flerta com a poesia na descrição dos sentimentos e sensações do narrador. Assim o conceito de vida e morte ganha uma dimensão particular no texto de Augusto Ferraz que diz: “Cada um tem um morto dentro de si”. E Lázaro personifica essa alegoria.

O romance parte de uma frase em caixa baixa e termina sem ponto final, numa estrutura fragmentada que remete à continuidade. Assassinado em plena Avenida Paulista, Lázaro, que é escritor, começa então a andar e ganhar vida.

“A palavra que lentamente pinga sobre a manhã desenhada na folha de papel é o sol dentro da minha masmorra de pedra. Faz-me abrir a porta de mim mesmo deixando o morto sair para uma outra vida. A vida que é dele própria. Na palavra, sou alma”, justifica o autor em Lázaro.

A ideia de que somos mortos-vivos se solidifica a partir da construção de um ambiente impessoal e solitário, em que o narrador mergulha para refletir sobre sua condição no mundo: “Sou um morto humano de alma ardente”.

Este é o nono título de Augusto, único romance do autor, que faz uma clara referência ao Lázaro bíblico. “Para mim esta é a passagem mais perturbadora da Bíblia (quando Jesus Cristo ressuscita o morto após quatro dias), diz o escritor.

O azul também se revolta (Paulo Gustavo)

Páginas: 124 páginas

Preço: R$ 20 (livro impresso); R$ 6 (E-book)

Contato: 3034-9332/ paulogustavo50@hotmail.com

Nem todo mar é sempre tranquilo; nem todo azul é calmo. Cinquenta poesias são envolvidas por um valioso prefácio de Anco Márcio Tenório Vieira, que analisa a obra do mestre em Literatura pela UFPE  imortal da Academia Pernambucana de Letras (APL) em 12 das 124 páginas.

Membro da chamada Geração de 65, conhecida pela multiplicidade de poéticas e pela ruptura de linguagens.  Em certo ponto, Anco Márcio resume a poesia de Paulo Gustavo em relação aos seus pares: “mais condensada, concisa e menos retórica”. Seus integrantes também não se prenderam a questões de tempo e espaço.

Ao citar o belo em  O Amante, é preciso trazer seu significado para o contemporâneo, que é transgressor das formas artísticas e estéticas do passado. Sou um dócil amante da Beleza/ Cumpro suas ordens, desconheço-me, /Corro entre muralhas para alcançá-la, /Queimo os séculos que me alimentaram/ Para tocar seu vulto(…)

Para Paulo Gustavo, diz Anco Márcio, a poesia precisa ser ativa e passiva. O escritor a utiliza para mostrar o que ela, metáfora da própria vida, faz conosco. Vida esta que nos leva a caminhos que escolhemos, e também aos que somos levados a escolher.

Poesia reunida (Tereza Tenório)

Páginas: 504

Contato: Wellington de Melo (98260-7770)

O universo cósmico e imaginário da poesia de Tereza Tenório é agrupado pela Cepe Editora em primeira antologia própria. A Poesia Reunida da recifense, nascida em 1949, obedece a ordem cronológica de suas publicações, começando pelo Parábola (1970) e terminando com A casa que dorme (2003), organização feita a pedido da poeta. A escritora, nome de destaque da geração de 1965, começou publicando seus versos no Suplemento Literário do Diário de Pernambuco. Em 1994, Tereza escreveu o poema O narguilé do xamã de Cybelius Manzini, no livro O corpo da Terra. Expressivamente mais longo que os demais, o poema se destaca por seu caráter experimental. Intrínsecos à sua escrita, os elementos míticos, de crenças diversas (mitologia europeia, ocultismo e tradição judaico-cristã), se fizeram presente em sua produção literária, esta que nunca chegou a ser média, mas permanece com potência de provocar sensações particulares.

Mulher sob a influência de um algoritmo (Rita Isadora Pessoa)

Páginas: 76

Contato: (21) 99419-4033. ritaisadora@gmail.com

Mulher ultraviolenta; com muita paciência; com um passado. Mulher que não nasceu mulher; “mulher que apanha, mas bate de volta”; morta, “mulher cuja arquitetura interior é composta de margem e alguma correnteza”. Esses e tantos outros perfis femininos são ‘poetizados’ por Rita Isadora Pessoa em Mulher sob a influência de um algoritmo, seu segundo livro publicado. A poeta e psicóloga carioca recebe, desde a sua formação acadêmica, influência da romancista e poeta norte-americana Sylvia Plath, conhecida pelo texto confessional. Em seus poemas de poucos, mas densos versos, Rita expõe dores vividas por ela e por outras mulheres. “A ideia era que algumas dessas mulheres fossem parte de mim, mas que eu pudesse também dar voz a mulheres diferentes – familiares ou desconhecidas. O livro pode ter, portanto, essa função de oráculo algorítmico”, conta a poeta. O conceito de definir um tema que atravessa todos os poemas do livro foi visto como desafio, a princípio, pela autora. “Mas logo se tornou quase que um prazer, um vício, e eu me via tendo que parar o que estava fazendo para anotar a ideia de um poema e alguns versos”.

Anjo Negro (Paulo Schmidt)capa anjo negro definitiva.indd

Páginas: 304

Contato: (11) 99424-9050 / partschmidt@gmail.com

O autor do Guia politicamente incorreto dos presidentes da República (2016) – livro que integrou durante semanas as listas dos mais vendidos do País – traz agora um romance vencedor do III Prêmio Cepe Nacional de Literatura. A história é narrada por Gregório Fortunato, o famoso guarda-costas de Getúlio Vargas que trava luta contra seres sobrenaturais como lobisomens e vampiros. Essas criaturas monstruosas se confundem com personagens históricos em uma trama de ação, intriga e conspiração que revela segredos sobre o suicídio de Getúlio passado dentro de um universo fantástico.

“Acusam-me, entre outras coisas, de mandar matar aquele maricas do Lacerda que, durante seus faniquitos, insultava publicamente Getúlio Vargas, meu chefe, mentor e amigo. Mas se soubessem o que realmente aconteceu, se eu lhe contasse a história toda, não estaria em uma penitenciária do Rio de Janeiro, e sim limpando uma cela de hospício com cotonete porque ‘as paredes têm ouvidos’”.

capa espaço terrestre.inddEspaço Terrestre (Autor: Gilvan Lemos)

Páginas: 223

Contato: Wellington de Melo, editor da Cepe: 3183-2782 /

99589-7777

Em narrativa quase cinematográfica, o escritor Gilvan Lemos (1928-2015), mestre da moderna ficção brasileira, apresenta em Espaço terrestre a saga de uma fictícia comunidade do interior nordestino e das várias gerações de uma família luso-tropical, os Albanos, que na vila de Sulidade vive conflitos exacerbados pela miscigenação entre portugueses, negros e índios. Escrito há quase duas décadas, Espaço terrestre é o primeiro romance histórico de Gilvan Lemos e ganha sua terceira edição pela Cepe. Em narrativa marcada por forte crítica social, costura os dramas dos personagens a importantes fatos da história de Pernambuco e do Brasil. Autor de 25 livros, entre romances, novelas e contos, Gilvan Lemos também ocupou a cadeira de número 26 da Academia Pernambucana de Letras (APL).

A flor lilás e outros contos (Ricardo Augusto Pessoa Braga)a flor lilás definirtiva olho.indd

Páginas: 101

Contato: 99607-1450/ 99376-2725 /ricardobraga@hotlink.com

Cenas que se desenrolam em Pernambuco, Rio de Janeiro e Amazonas, mesclam episódios reais e voos livres da imaginação, ora de forma dolorosa ora com leveza e bom humor no livro do escritor pernambucano Ricardo Augusto Pessoa Braga. Vencedor do III Prêmio Cepe Nacional de Literatura (categoria Contos), A flor lilás e outros contos aborda em seus dez textos temas que evocam lembranças perdidas no primeiro dia do ano, entre oferendas jogadas ao mar e um reencontro amoroso, ou o cenário árido do Sertão, em que a fome, o êxodo, as relações frustradas, o amor e a morte expõem o complexo da vida, o florescer e o fracasso das relações, a morte por amor. Tudo permeado pela lembrança emblemática de uma flor lilás. Esse é o segundo livro de Ricardo Braga, também biólogo e professor da Universidade Federal de Pernambuco, que é lançado pela Cepe. Em 2014, a editora compilou em Ecologia do cotidiano as crônicas publicadas na coluna Foco Ambiental mantida nos portais do Sistema Jornal do Commercio desde 2007.

O insistente inacabado (Luiz Costa Lima)

Páginas: 252

Contato: (21) 22946282 / l18danil@gmail.com

Nessa obra o autor rememora perguntas sobre a escrita da história e a literatura a partir da análise de definições elaboradas pelos historiadores e romancistas alemães Chladenius, Droysen, Gervinus e Fielding, entre a segunda metade do século XVIII e a primeira do século XIX.

No livro, Luiz Costa Lima questiona ainda o desdobramento dessas perguntas e da literatura como reafirmação do fato social. Seu trabalho mais uma vez se debruça sobre a mímesis, termo filosófico que compreende uma variedade de significados.

“(…) o fenômeno da mímesis, longe de se esgotar no âmbito da arte verbal e plástica, compreende o próprio espaço da vida. Dizê-lo, não significa que disso soubéssemos ao aceitarmos seu desafio. Muito menos que ele será aqui sequer esboçado.”

Professor emérito da PUC do Rio de Janeiro, o autor nasceu no Maranhão em 1937 e chegou a ensinar durante um ano na UFPE, quando foi demitido pelo AI-1 por haver colaborado com o programa de alfabetização de Paulo Freire. Recebeu em 1992 o prêmio de pesquisa da Humboldt-Stiftung, de Berlim, na Alemanha.

SERVIÇO

“Travessias Cepe Editora – encontros sobre literatura e crítica”

Quando: 19 a 21 de novembro

Onde: Caixa Cultural ( Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)

Contato de Wellington de Melo – 9.8260-7770

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