Nunca alguém que conviveu tão de perto e com tamanha afinidade com o ex-governador Eduardo Campos mexeu na ferida dos governos do PSB no Estado e na Prefeitura do Recife com tamanha propriedade quanto o publicitário e homem de comunicação Edson Barbosa, o Edinho, na entrevista que deu ontem ao meu programa Frente a Frente, direto de Salvador, onde está refugiado, mas continua fazendo a cabeça de muitas outras lideranças no plano nacional.

Para ele, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio perderam a chave do tesouro do PSB e formam um condomínio medíocre. Veja a íntegra da sua bombástica entrevista abaixo depois de traçar um acarajé com este blogueiro, colunista e âncora na hoje moderna Salvador, que está à frente em tudo no Recife, principalmente no cuidado com as pessoas.

Diferente do Recife, Salvador é, hoje, um canteiro de obras, com equipamentos modernos e avançados, a exemplo do mais avançado Centro de Convenções do País, a ser inaugurado no próximo dia 26, construído com recursos da própria Prefeitura, tocada pelo democrata ACM Neto.

Por quanto tempo o senhor atuou profissionalmente em Pernambuco?

Cheguei em Pernambuco em 1998 para cuidar da campanha de governador do doutor Miguel Arraes e daí não sai mais de lá. Duda Mendonça era o então dono do contrato. Em 2005, voltei com Eduardo Campos e permaneci até a morte dele, coordenando a comunicação publicitária e seu marketing de todas as campanhas.

O senhor era então o braço direito de Duda Mendonça?

Não, o coordenador e braço de Duda era Roberto Pinho. Eu era da equipe. A primeira campanha que fizemos foi a de Arraes para o Governo em 1998, que Jarbas Vasconcelos ganhou. Nós devolvemos a ele em 2002 com 83% dos votos na eleição de Eduardo.

Eduardo Campos te ouvia muito?

Eduardo ouvia a todos. Ele era um dos sujeitos mais respeitosos, sabia separar o joio do trigo, tinha ideias muito bem-postas e humildade para acatar quando as ideias eram boas ou para adaptar. Além disso, tinha autoridade e linha de comando. Ele decidia, e não terceirizava problemas. Por isso, ele foi o grande líder que foi e a saudade que nós temos é também desse caráter assertivo e inovador que Eduardo tinha e que perdemos, infelizmente, em Pernambuco e no País.

Por que o senhor rompeu as relações com o Governo de Pernambuco?

A explosão daquele avião não matou apenas Eduardo, equipe e pilotos que estavam lá. Aquela explosão reverbera até hoje. E a minha relação com Eduardo era muito própria, não havia intermediários. Existia uma grande liderança que fazia a equalização da minha relação com Eduardo, que era Evaldo Costa, um dos maiores profissionais de comunicação que eu conheço. Mas eu e Eduardo tínhamos um relacionamento que construímos desde 1998. Desde 2005, todos os contratos de comunicação publicitária mais importantes da política do Governo foram da Link Propaganda, empresa que presido. Tive o respeito do mercado, nunca tive atritos, recebi o apoio da cultura, dos artistas. Eu posso ter meu conhecimento, mas pra mim, Pernambuco foi uma grande escola de comunicação e de vida política. Mas quando Eduardo morreu as prioridades da luta política mudaram, novos concorrentes chegaram e novas relações precisavam ser construídas. Para alguns, era muito incômodo uma pessoa que pensava como Eduardo e infelizmente começou-se a se fazer coisas em Pernambuco bem diferente do que Eduardo fazia.

Os programas nacionais do PSB que trabalhavam a imagem do PSB e de Eduardo Campos para uma provável candidatura à Presidência também tinham seu DNA?

Todos os programas fomos nós que conceituamos. De 2005 até o dia em que ele morreu. Tivemos colaboração da Muzak, na produção do áudio, da Urso Filmes, enfim. Sempre nos caracterizamos por ser um grupo que agrega os trabalhos locais. Como Gilberto Gil disse que a Bahia deu a ele régua e compasso, eu digo que foi Pernambuco que me deu régua e compasso.

Se o avião não tivesse caído, Eduardo Campos teria sido presidente da República?

Só Deus sabe. Ele vinha crescendo muito e eu dizia uma coisa que ele gostava de escutar, que caso ele não passasse para o segundo turno, se avançassem Aécio (Neves) e Dilma (Rousseff), seria ele que decidiria a eleição. Ele seria um fator de unidade nacional. Depois daquela entrevista para a Globo, que ele disse “não vamos desistir do Brasil”, o País passou a conhecê-lo. A partir disso, ele só teria a crescer. Se ia ganhar ou não, Deus é quem sabe. Mas eu tenho quase convicção que ele passaria para o segundo turno.

E no segundo turno frente a Dilma ou Aécio, pela habilidade dele, o senhor acha que teria chegado?

Tinha tudo para chegar. Eduardo era uma esperança nova com conteúdo. Esse foi um dos pontos mais triste da minha relação pós-morte dele com Pernambuco. Para fazer a eleição dele a presidente, uniu todas as forças políticas de Pernambuco, menos o PT e Armando Monteiro. A primeira providência dos que sucederam Eduardo foi expulsar todo mundo. Expulsaram Raquel, o PSDB, o DEM, Elias Gomes. Fizeram todo o tipo de acordo para obter apoio na reeleição de Geraldo Júlio. E a oposição fragmentada não teve habilidade para derrotar Geraldo. Além disso, fizeram uma negociata da pior qualidade com o PT no caso da reeleição de Paulo Câmara. Marília Arraes estava com 34% das intenções de voto para governadora em 2018 e Márcio Lacerda seria governador de Minas Gerais pelo PSB. Só que o PSB traiu Márcio Lacerda e o PT traiu Marília Arraes, alegando uma estratégia que teria como compensação o não-apoio formal do PSB a Ciro Gomes para presidente. Veja que estupidez! Como se fosse ruim ter Ciro presidente. Ciro é um sujeito preparado, das lutas democráticas. Eu digo que os líderes políticos de Pernambuco, do PT e PSB são responsáveis pela eleição de Bolsonaro. Eles fragilizaram Ciro e Fernando Haddad.

Houve um componente do PCdoB em relação à Marília Arraes?

Veja, o PCdoB é um partido muito bem postado. Eu, por exemplo, sugeri a Luciana Santos que fosse candidata ao Governo para enfrentar Paulo Câmara na reeleição. Ela teria todas as chances de ganhar. Mas o PCdoB é muito disciplinado. Renildo Calheiros, Luciano Siqueira e outros entendiam que, politicamente, era melhor estruturar o campo de força para construir o apoio à Dilma e a Paulo. Quem fritou Marília Arraes foi o PT nacional e o PSB. A maior responsável, já que Lula estava preso, foi a Gleisi Hoffmann, que no seu pragmatismo elaborou uma estratégia que caçou a condição de Marília ser candidata. Humberto Costa também tem sua responsabilidade e não é pequena. Ou seja, eu penso que Pernambuco vai viver nesta eleição municipal um epicentro de luta política muito séria, principalmente se a oposição tiver capacidade de se organizar.

O senhor acha que Marília corre algum risco de ser fritada de novo?

Eu não duvido de mais nada desse povo que faz política com um pragmatismo que envergonha o que eu conheci da história de Eduardo e de Miguel Arraes, que eram pragmáticos, mas puxavam a liderança das coisas. Não funcionavam a reboque dos demais. Eu penso que o PSB, depois da morte de Eduardo, perdeu a chave do juízo. Eles afastaram todo mundo. A sorte é que a oposição não se estruturou para ganhar a eleição, não teve inteligência emocional. Lideranças, até têm, como Mendonça Filho, Priscila Krause, Fernando Bezerra, Armando Monteiro, Humberto Costa, Isaltino, Luciano Duque, a delegada Gleide Ângelo, sem falar de Marília, que seria a principal liderança.

O senhor falou em delegada. Patrícia Domingos foi a responsável por combater políticos e a corrupção em Pernambuco. O que acha dela e de Gleide Ângelo?

Olha, eu não conheço a Patrícia, seria leviano falar. Eu conheço mais o impacto da Gleide Ângelo, que eu digo, seguramente, que se fosse candidata à Prefeitura no Recife ia ser difícil para alguém tomar o mandato das mãos dela. Mas parece que a eleição de Recife está definida pelo PSB dentro de uma capitania hereditária, não é?

Sim, e o que acha disso? A mesma família podendo disputar a eleição? João Campos x Marília Arraes.

Isso é secundário. O problema é o que se pensa da cidade do Recife. Geraldo Júlio passou oito anos sem um projeto estruturador para o Recife. Podem dizer que é o Compaz, mas o Compaz é algo que Geraldo deu seguimento em função da política de segurança e de defesa social que Eduardo configurou com o Pacto pela Vida, mas que perdeu a autoridade pela falta de um líder que enquadre todas as forças. Preferiram dar prioridade aos arranjos eleitorais, para os esquemas de composição e esqueceram as questões de transformação efetiva. Não existe nenhum plano de ocupação e modernização urbana. Com Geraldo Júlio, Recife ficou parada. Geraldo foi um grande gestor como secretário de planejamento de Pernambuco, mas um político menor. Ele e Paulo Câmara fizeram um condomínio medíocre. Apesar de Paulo ser um homem sério e Pernambuco está com as contas arrumadas, se perdeu politicamente. Ele deveria ter assumido o comando para aquilo que Eduardo delegou a ele. Eduardo o elegeu para ser líder em Pernambuco e não para ser liderado.

O que faltou a Paulo Câmara?

É da natureza de cada um. Se tem uma pessoa que eu compreendo nessa história é o Paulo. Aquele avião explodiu e isso machucou todos, mas infelizmente eles quiseram se fechar num núcleo duro que afastou deles outras estruturas. E isso é tão frágil que na pré-campanha de Marília para Governadora em 2018, todos viram, eles perderiam a eleição. Tiveram a habilidade de dar um golpe em Marília e pegaram o PT, que perdeu a chance de assumir a liderança no Estado. PT em Pernambuco, aliás, é um desastre. É só olhar a história. Como você justifica Lula ter feito tanto por Pernambuco e hoje o PT não significa quase nada no Estado? O que eu acho é que a juventude que assumiu o PSB perdeu a virtude de ouvir e aceitar a diversidade. Se não tiver um projeto de qualidade, fica para trás. Aqui na Bahia nós temos o ACM Neto, muito conhecido. Agora quem é Geraldo Júlio, nacionalmente? Ninguém sabe de quem se trata. Quem é Paulo Câmara? Um governador que vai ficar como sério, educado, mas que não assumiu o comando do processo.

O PSB corre risco de perder o poder em Pernambuco?

Espero que, nessa eleição municipal, Pernambuco faça uma homenagem, não a tentativas de clonagem de Eduardo Campos, mas à recomposição de liderança política e que Recife puxe na frente esse bloco, trazendo um novo nome que nos dê prazer, e não essa coisa pálida que está no poder em Pernambuco.

Por Magno Martins

Os novos 72 aspirantes a oficiais, 55 da PMPE e 17 do Corpo de Bombeiros (CMPE) começaram a atuar nas diversas unidades das corporações em todo o Estado. Depois da solenidade de conclusão do Curso de Formação de Oficiais (CFO), realizado na Academia de PM, em Paudalho, os novos aspirantes passam por um período de experiência prática nas unidades operacionais de suas corporações, com duração de seis meses.

Após os estágios, estarão aptos a assumir o primeiro posto de oficialato, como segundos-tenentes. Realizados na Academia de Polícia Militar de Paudalho, na Zona da Mata Sul do Estado, os cursos de formação da PM e do CBPM tiveram 1.886 horas aulas e 1.890 horas aula, respectivamente. O curso para os PMs foi constituído de uma malha curricular de 51 disciplinas – a exemplo de fundamentos da Polícia Comunitária, direitos humanos aplicados à atividade policial e planejamento operacional de policiamento. O dos bombeiros militares contou com 57 disciplinas e incluiu temas como salvamento terrestre, gerenciamento de desastres e combate a incêndio.

A solenidade de conclusão dos cursos foi realizada no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar de Pernambuco, no Derby, Recife, e presidida pelo governador Paulo Câmara (PSB). Os 72 aspirantes a oficiais participaram da cerimônia de devolução do Espadim Tiradentes, recebido no início do curso, que representa a honra e a dignidade dos cadetes, e foram agraciados com as espadas que representam o oficialato.

O governador Paulo Câmara ressaltou o esforço que o Governo do Estado tem feito para o combate à criminalidade. “A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros têm nos ajudado a enfrentar um grave problema nacional que é a violência. Os desafios são enormes, mas com esses reforços, com vocês que acabaram de se formar, vamos ter policiais e bombeiros prontos e determinados para nos ajudar a enfrentar e a diminuir cada vez mais a violência. É muito importante que tenham a certeza de que estão prontos para trabalhar, ajudando Pernambuco e servindo à população. Parabéns a todos. Sejam bem vindos a essas duas instituições que nos orgulham. Tenho certeza de que vocês estão preparados para salvar vidas e buscar a paz no Estado de Pernambuco””.

O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, enfatizou a dificuldade por que passaram os aspirantes para chegar a este momento, frisando a força de vontade para vencer os desafios. ““Agora, é importante que vocês, aspirantes, honrem a estrela que carregarão em seus uniformes. Nosso trabalho é contínuo, firme e dedicado, para que a população se sinta cada vez mais segura. Enfrentem com coragem as adversidades. Quero, também, fazer um agradecimento ao governador Paulo Câmara, que não mediu esforços para que esse curso se realizasse””.

O comandante da PMPE, o coronel Vanildo Maranhão parabenizou a conquista dos novos aspirantes e destacou a atenção que o governador Paulo Câmara dá às questões relacionadas à segurança pública. ““A segurança é a base mais sólida de qualquer civilização. Por isso, agradecemos ao governador pelo empenho e trabalho desenvolvido para que esse momento se concretizasse. Sigamos em defesa de todo povo pernambucano””.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Rogério Coutinho, explicou que o Curso de Formação é importante para que as atividades das corporações sejam realizadas de forma completa. “Os bombeiros militares devem estar preparados para agir em situações de perigo, tanto para a população quanto para si. ““Atuamos em diversas áreas, entre elas, atendimento pré-hospitalar, combate a incêndios e crimes, então esse curso é de extrema importância para os concluintes, que enfrentarão os desafios que a sociedade exigir””.

Fotos: Heudes Regis/SEI

Publicitário responsável pela comunicação política de Eduardo Campos por dez anos, tendo acumulado a coordenação das campanhas institucionais de Governo, o baiano-pernambucano Edson Barbosa, o Edinho, diretor-presidente da Link Propaganda, rompe o silêncio numa entrevista ao Frente a Frente direto de Salvador.

Além de bater sem piedade no governador Paulo Câmara e no prefeito Geraldo Júlio, Edinho revela as razões que o levaram a encerrar o contrato com o Governo do Estado e se refugiar de vez na sua Salvador, onde está a sede da Link. “Eduardo elegeu Câmara não apenas governador, mas o escolheu como sucessor da sua liderança, mas ele, infelizmente, não soube ou não teve capacidade de conduzir”, afirmou.

Já quando foi instigado a tratar da gestão Geraldo Júlio foi muito mais contundente. Disse que faz uma gestão feijão com arroz e a carimbou de medíocre. “Eu desconheço uma só obra estruturante de Geraldo ou Câmara em suas gestões. Eles são uma ode à mediocridade diante do que Eduardo deixou prontinho nas mãos deles”, afirmou.

A entrevista, gravada no restaurante Paraíso Tropical, o melhor da culinária baiana em Salvador, vai ao ar às 18 horas pela Rede Nordeste de Rádio, que tem como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.

Blog do Magno Martins

Secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, confirmou, nesta terça-feira, a recomposição total da inflação no piso salarial do país

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Simone Kafruni

Postado por Marcos Lima Mochila




A equipe econômica decidiu aumentar o salário mínimo de 2020 para recompor a inflação do ano passado. O valor do piso terá um ganho de R$ 6, passando dos R$ 1.039 fixados anteriormente para R$ 1.045. Com a decisão, o governo recompõe totalmente a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC), que fechou o ano passado em 4,48%.

A Constituição determina que o salário mínimo tenha reajustes periódicos que preservem o poder aquisitivo do trabalhador. O governo havia aplicado alta de 4,1% para determinar que o valor do mínimo passasse de R$ 998 para R$ 1.039, mas voltou atrás.

O assunto entrou no radar da pasta na segunda-feira (13/1), no retorno ao trabalho após as férias, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu com a equipe e avaliou a possibilidade de garantir a recomposição da inflação do ano passado no salário mínimo.

Nesta terça-feira, o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, confirmou que o piso salarial ficará em R$ 1.045. O custo adicional deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, porque várias despesas, como pensões, aposentadorias, abonos salariais, seguro-desemprego e benefícios assistenciais, são atreladas ao salário mínimo.

Governo estuda utilizar recursos dos royalties para compensar a volatilidade no mercado internacional de combustíveis

Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press

Simone Kafruni / Rafaela Gonçalves*

Postado por Marcos Lima Mochila

Apesar de o dólar ter tido a maior alta em dois meses nesta segunda-feira (13/1), cotado em R$ 4,142, e de a moeda norte-americana ser um componente importante na composição de preços dos combustíveis, a Petrobras anunciou redução de 3% nos valores da gasolina e do diesel nas refinarias a partir desta terça-feira (14/1). O litro do diesel S500 ficou R$ 0,061 mais barato, em média, e o do diesel S10, R$ 0,0808. Na gasolina, o impacto na refinaria é de R$ 0,06. Não há previsão de quando essa redução chegaria ao consumidor final.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse que não iria interferir na política de preços da estatal, embora, naquele momento, a relação entre Estados Unidos e Irã estivesse em agudo conflito. Ontem, a justificativa para a Petrobras anunciar a queda nos preços foi justamente o recuo das tensões entre os dois países.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, a redução anunciada de 3% na refinaria significa uma queda de R$ 0,06. “Isso cai para R$ 0,04 nas distribuidoras e não contempla o aumento do etanol, ou seja, não vai significar nada. Ainda mais com essa alta do dólar. Isso é uma prova de que o governo está pressionando”, avaliou.

Apesar de considerar a redução positiva, o economista da Universidade de Brasília (UnB) Cesar Bergo afirmou que é necessário observar até que ponto a decisão foi tomada de forma voluntária. “Logo após o conflito, o valor subiu. Agora, voltou atrás. Não podemos ignorar a pressão política que vem sendo feita pelo governo, trabalhando sugestões de tributos que incidem na gasolina com possibilidade de racionalizar e de alguma forma impactar no preço final na bomba”, explicou. Continua depois da publicidade

A gasolina não sofria reajuste desde 1º de dezembro; já o diesel tinha valor estável desde 21 de dezembro, quando houve umasubida de 3%. Nos preços da gasolina, o último aumento foi de 4%, em 27 de novembro. A petroleira tem reiterado que sua política de preços para a gasolina e o diesel segue o princípio da paridade de importação, composta pela cotação internacional dos produtos, adicionado aos custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, além do impacto cambial.

De acordo com Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), a estatal agiu de forma coerente. “A Petrobras fez exatamente o que tinha feito quando a Arábia Saudita sofreu um ataque de drones, ou seja, esperou um pouco para ver quando a volatilidade ia parar e aí se posicionou”, disse.

Naquela ocasião, no entanto, a petroleira demorou, mas elevou o preço dos combustíveis. Agora, fez exatamente o contrário: reduziu o preço nas refinarias. “Existe uma reclamação no mercado de que a Petrobras demora para aumentar o valor, mas, quando baixa, faz isso rapidamente”, afirmou Pires. “O que houve foi que a empresa esperou a tensão entre Irã e Estados Unidos se acalmar”, resumiu.

Para o especialista, no Brasil, há uma cultura, em relação a preço de combustível, de cobrança a qualquer reajuste. “Se é plano de saúde, ninguém reclama. Quando é o diesel, há uma discussão meio exagerada, fruto da cultura de governos anteriores, que usaram o valor do combustível de maneira populista. Isso ficou na cabeça do povo”, avaliou.

Pires defendeu a criação de um fundo para garantir estabilidade de preços diante de eventos geopolíticos e também sustentou que é preciso discutir os impostos que incidem sobre os combustíveis, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que tem alíquotas diferentes em cada estado brasileiro. “Como é uma alíquota percentual de ICMS, cada vez que aumenta o valor da gasolina, os estados ganham mais com isso e, ao mesmo tempo, vira uma das fontes de sonegação do país”, lamentou.

Segundo ele, o Brasil precisa fazer um debate mais qualificado sobre os combustíveis. “Temos que aproveitar que o país será um grande produtor de petróleo daqui para a frente e criar um fundo usando excedente dos royalties para que, durante esses eventos geopolíticos, a volatilidade não acabe punindo nem refinarias nem consumidores”, reiterou.

O governo, de fato, estuda fazer um fundo. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse, na semana passada, que avalia utilizar recursos de royalties e participações especiais cobradas sobre a produção de petróleo para compensar eventuais impactos dos preços internacionais nas bombas.

* Estagiária sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza

O líder da ONG Liberdade PE promove palestra com a delegada Patrícia Domingos e a diretora de comunicação da ONG Alexandra Morais.
O evento será realizado no auditório da Faculdade Uninassau, em Piedade, no próximo dia 21 de janeiro.
As inscrições podem ser feitas na pagina da ONG Liberdade.
No ato da inscrição será solicitado 02 kg de alimentos não perecíveis, que serão doados ao Grupo Fábrica de Sonhos.
Com uma pauta atual e bem definida, a Delegada tem realizado várias palestras em todo o estado de Pernambuco, no sentido de conscientizar a população da necessidade de exercer sua cidadania como fiscais da coisa pública e protagonistas do processo democrática.
Para Romulo Felix, organizador do evento é importante a participação da sociedade nesse debate.
E Jaboatão não pode ficar de fora e deve mostrar seu interesse e engajamento nesse movimento.

Ação de prevenção teve início no último sábado no Condomínio Alvorada, e, a partir de hoje (13), está disponível em três postos de Aldeia

A Prefeitura de Camaragibe, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), realizou, nesse sábado (11), uma ação específica de imunização contra a febre amarela dos condôminos e funcionários do Clube Alvorada, localizado no KM 13,5 da Estrada de Aldeia. Ao todo, foram disponibilizadas duas mil doses da vacina, como medida preventiva, tendo em vista o aparecimento de 14 macacos mortos naquela área.A partir desta segunda (13), a Prefeitura de Camaragibe está antecipando a vacinação de febre amarela para os moradores de Aldeia. As equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Araçá, Vila Rica e Asa Branca, todas lotadas em Aldeia, estarão com vacinas disponíveis para aplicação nos munícipes daquela região. Para se vacinar, é necessário que o munícipe leve o Cartão SUS, Caderneta de Vacinação ou Cartão de Vacina. “Após estes locais, em seguida, partiremos para Estrada do Borralho e Oitenta, localidades também em Aldeia, em área de mata”, disse Ana Pérez, diretora de Atenção primária do município.

Serviço

Vacinação Febre Amarela

Locais:

UBS Araçá – Rua Luiz Gonzaga do Nascimento. Em frente à Escola Rita Neiva km 12 Aldeia UBS Vila Rica – Rua Lauro Miller s/n ao lado do CRAS Vera CruzUBS Asa Branca – Rua Cristo Redentor n 10 – Vera Cruz. Após a igreja Católica, segunda rua à direita

Horários de atendimento: 8h às 12h e 13h às 16h

Documentos necessários: Cartão SUS, Caderneta de Vacinação ou Cartão de Vacina

José Neto, popularmente conhecido por Zé Neto de Mogeiro, é filho de um agricultor e uma professora. Zé nasceu no Rio de Janeiro (RJ), e veio para a Paraíba com três anos de idade morar na cidade de Mogeiro (PB), aonde estudou e se tornou um professor de história, vindo a ser hoje funcionário público estadual.

Na década de 90 ele estava na Serra do Cabral, e viu os familiares de uma senhora clamando pelo socorro do poder público para poder ter direito à vida, uma vez que ela encontrava-se precisando ser levada a um hospital. Foi a partir deste momento, que Zé Neto decidiu entrar para a política com o intuito de ajudar o seu povo.

No ano de 2000 ele foi eleito vereador pela primeira vez e foi reeleito por mais três mandatos, chegando posteriormente a ser vice-prefeito do município. Município este que o adotou como filho, e que hoje ele tem orgulho de ser chamado de Zé Neto de Mogeiro.

Zé disse que analisa a primeira gestão do ex-prefeito Antônio Ferreira em 2009, como produtiva para o município, uma vez que foi feito uma grade revolução administrativamente. Já o segundo mandato (2013/2016) do qual ele era vice-prefeito, não foi produtivo. Ele diz que não foi produtivo porque deixou de ser um projeto político para o município, e passou a ser um projeto familiar, e por discordar sofreu grandes retaliações. A prova que era um projeto familiar é que o ex-prefeito Antônio Ferreira conseguiu fazer o seu sobrinho Alberto Ferreira prefeito do município.

Já a atual gestão (Alberto Ferreira), Zé Neto classifica como desastrosa chegando a comparar o município a uma árvore sem folhas e sem frutos. São funcionários com salários atrasados, não somente o funcionário efetivo bem como o comissionado, já que o contratado o prefeito os demitiu com três e até cinco meses atrasado e até o momento não pagou.

Por último Zé Neto de Mogeiro como gosta de ser chamada, afirma que é pré-candidato a prefeito no município na eleição 2020, e que espera primeiro fazer uma aliança com o povo de Mogeiro que vem sofrendo em todos os sentidos. Zé disse ainda que tá aberto a conversações com os grupos de oposição para que, unidos possam tirar o município de Mogeiro do marasmo que se encontra.

Por Carlão Melo

Rio de Janeiro – Pronunciamento do governador Wilson Witzel e secretários de Estado, no Palácio Guanabara, sobre a morte da menina Ágatha Félix durante ação da Polícia Militar no complexo de favelas do Alemão. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Daniel Gomes disse que repasses foram feitos em dinheiro vivo a um suposto representante da campanha de 2018

Por Redação – Conexão Política

Neste sábado (11), o G1 noticiou que em acordo de delação premiada na Paraíba, um lobista atuante na área de saúde diz ter pago R$ 115 mil em “caixa dois” para a campanha de Wilson Witzel, atual governador do Rio de Janeiro pelo PSC, em 2018.

O delator Daniel Gomes disse ao Ministério Público da Paraíba ter entregue o dinheiro a um suposto representante da campanha de Witzel.

O governador nega as acusações.

O acordo de delação premiada de Daniel, que foi homologado pelo Superior Tribunal de Justiça, faz parte da Operação Calvário, que resultou na prisão do ex-governador paraibano Ricardo Coutinho, do PSB.

Daniel Gomes relatou à Polícia Federal (PF) que foi procurado por Robson dos Santos, na época assessor de Arolde de Oliveira, então deputado federal e senador eleito pelo PSD, e que pagou o valor de R$ 115 mil.

De acordo com a narrativa do lobista, Robson passou então a enviar notícias, pesquisas eleitorais e informações que apontavam Witzel como favorito.

A intenção era, segundo ele, convencer o empresário a fazer os pagamentos e garantir “um futuro promissor na nova gestão do Estado do Rio com o apoio do senador eleito Arolde de Oliveira”, informa o portal G1.

Em contrapartida, segundo o G1, o governador do Rio disse que Robson não trabalhou na campanha dele, e que todas as informações foram prestadas à justiça eleitoral e as contas aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O senador Arolde disse que Robson não trabalhava com ele na época dos fatos citados, mas confirma que ele estava lotado em seu escritório, tendo sido desligado em dezembro do ano passado.

Da Redação

Tão logo aconteceu a postagem da matéria em que as equipes do Grupo Total iniciarão esta semana os estudos tona da Mata Norte, a fim de informar os prefeitos que serão eleitos e/ou reeleitos nas próximas eleições municipais, a redação da Revista e do Blog da Revista Total recebeu diversos e-mails.

Enquanto uns traziam solicitação de inclusão na lista da rede de parceiros que recebem em primeira mãoo as informações com a conclusão dos estudos técnicos que são realizados pelas equipes do Grupo Total, outros pediam que os estudos começassem por Ferreiros, uma curiosidade principalmente de forças antagônicas da atual gestão.

Como independe de onde iniciemos os trabalhos pois, ao final, vamos ter um retrato fiel das opiniões dos habitantes de toda a Mata Norte, e atendendo a tais pedidos, a direção da Revista Total resolver atender e iniciará, realmente, por Ferreiros, o seu trabalho.

Ferreiros fica a uma distância de 78km da capital e foi fundada em 1881, faltando apenas 11 anos para completar seu sesquicentenário.

O aniversário da cidade, que tem uma população total de 11.904 habitantes – de acordo com as estatísticas do IBGE em 2014-, é comemorado no dia 8 de março.

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