O pré-candidato à Prefeitura do Recife, Mendonça Filho (DEM), cobrou que o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), venha a público explicar porque a Prefeitura comprou 500 respiradores pulmonares ainda em fase de teste e sendo experimentado em porcos.

A informação de que o respirador BR 2000 da BIOEX, modelo adquirido pela Prefeitura do Recife, estava em fase de teste em porcos foi divulgada na página do Facebook do marido da dona da empresa, no dia 05 de maio. Ou seja, dois meses após o contrato ser assinado.

“De forma surpreendente hoje, nós tivemos a informação de que esses equipamentos são equipamentos experimentais e haviam usados/ testados, tão somente, em porcos”, disse o ex-ministro

Lembrando que a própria Prefeitura do Recife admitiu em documento oficial, que os respiradores comprados à microempresária Juvanete Barreto, mais conhecida em Paulínia, sua cidade natal, como Dona Nete, nunca foram testados em seres humanos.

“A pergunta que fica é: o prefeito Geraldo Julio avalia que equipamentos experimentais, sem registro na Anvisa, nunca testados em seres humanos, e testados exclusivamente em porcos, seria adequado a serem utilizados por seres humanos?”, questionou Mendonça.

O ex-ministro disse ser “inacreditável” que isso possa ocorrer, enquanto pessoas padecem em hospitais do Recife. A Prefeitura inaugurou 333 leitos de UTI para a covid_19. Desse total, cerca de 200 continuam fechados esperando equipamentos como respirador pulmonar para funcionar.

Os testes eram conduzidos por uma veterinária. No vídeo, o marido de Juvanete, Juarez Freire, é apontada como inventor do respirador, apesar de não ter nenhuma especialização técnica para isso.

Portal da prefeitura

O Santana e a Bondade de Deus, em Camaragibe, foram palco, na manhã desta terça (26), da operação integrada da Prefeitura Municipal com o Governo do Estado e a Central Única das Favelas (Cufa), que já passou pelos bairros de Vera Cruz, dos Estados, Aldeia, Centro, Tabatinga, Loteamento São Jorge e Céu Azul.

Foram distribuídos ao povo duas mil máscaras e 300 kits de higiene contendo sabonete, shampoo, desodorante, água sanitária e sabão em pó, entre outros. As equipes de saúde também marcaram presença, realizando aferição de pressão, medição de glicose no sangue e da temperatura corporal. A sanitização das ruas reforçou a limpeza pública no bairro de Santana.

Na ocasião, também foi fiscalizado o cumprimento do isolamento mais rígido da quarentena, determinado pelo governo estadual, e o fechamento temporário de estabelecimentos comerciais não essenciais. A ação teve como perímetro de fiscalização a Avenida Severino Rodrigues dos Reis – ao lado do Supermercado Extra Max -, com reforço da Guarda Municipal, do Controle Urbano e da Polícia Militar.

“Seguimos nas ruas lutando contra um inimigo invisível. O que pudermos fazer para que as pessoas fiquem em casa, com segurança e assistência, nós faremos. O trabalho é diário porque cada vida importa muito. Estaremos trabalhando para salvar o máximo de pessoas que conseguirmos”, destacou a prefeita Doutora Nadegi, que esteve na ação.

Fotos: Aline Sales

Com muito respeito, alegria e senso de responsabilidade, o programa “Elas” surgiu como um espaço para destacar e divulgar histórias de mulheres que inspiram, na certeza de que, suas experiências agregam valores inestimáveis para este mundo. A mulher possui uma alma portadora de talentos e dotes capazes de trazer novas cores e esperanças em meio às penumbras da atual realidade.

E, na apresentação está uma dose dupla de Danis, Dany Amorim e Dani Janguiê, mulheres e profissionais aguerridas que fazem a diferença ao escolherem o protagonismo da vida. Com elas no comando do programa, cada mulher mostra seu universo particular composto pelo mosaico de suas experiências, aprendizados, dores e alegrias.

A dupla de apresentadoras está sempre em movimento na divulgação da valorização feminina, já que nesta terrível época de pandemia, criaram a série “Mulheres que Inspiram”, onde através de lives exibidas pelo perfil oficial do programa no Instagram, trocam informações e experiências com outras mulheres, divulgando um conteúdo que inspirem construtivamente e positivamente o público feminino.

“Há mulheres mais frágeis e outras mais fortes. Cada uma com uma história diferente, escrevendo com a caneta da alma os enredos e capítulos muito peculiares na biografia que a existência lhes confiou”, falou Dany Amorim.

“A intenção do programa e tudo que gira em seu entorno é para inspirar meninas e mulheres a serem protagonistas da própria história sem que ninguém lhe roube capítulos, incentivando-as a buscar cada vez mais lugares altos e posições de destaques antes só alcançada pelos homens, e lembrando sempre que o lugar da mulher é onde ela quiser, e se seu sonho não for uma carreira brilhante, que seja uma vida luminosa, onde ela escreva sua história como bem quiser sem que lhe tomem a caneta.” pontuou Dani Janguiê.

@elas.petv


Por Márcio Maia
O ministro do TSE, Luis Roberto Barroso, assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral e admitiu a possibilidade de mudar a data das próximas eleições municipais.
Ele anunciou já ter solicitado estudos sobre a Coronavirus e decidir a data do pleito. Disse ter pensado em realizar as cotações em dois dias e ampliar o horário da votação.
Barroso adiantou que sua maior preocupação é com a aglomeração dos eleitores nas proximidades das zonas eleitorais.
“Precisamos garantir a segurança dos eleitores e do pessoal que vai trabalhar recebendo os votos”, afirmou o novo presidente do TSE.

Policiais federais estão neste momento no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Há equipes também em outros pontos da cidade.

De acordo com a Polícia Federal (PF), a Operação Placebo tem por objetivo apurar indícios de desvios de recursos destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19) no estado do Rio.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

As investigações indicam a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado do Rio.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta segunda-feira (25) que a divulgação do vídeo da reunião ministerial não confirma suposta tentativa de interferência na Polícia Federal pelo presidente Jair Bolsonaro. Para o senador, o vídeo não comprova as alegações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que teria sofrido constrangimento ou que o presidente teria feito pressões ilegítimas sobre os trabalhos da Polícia Federal. De acordo com o líder, o caso será arquivado.

“Ficou muito claro e evidente que, em nenhum momento, o presidente da República buscou interferir e pressionar o ex-ministro da Justiça. Isso ficou tão cristalino, que a repercussão feita por analistas e juristas é que, de fato, a montanha pariu um rato, ou seja, não se tem elementos de prova para sustentar as alegações do ex-ministro”, disse Fernando Bezerra Coelho, durante sessão remota do Senado.

Ele ressaltou ainda que, durante a reunião ministerial de 22 de abril, Sergio Moro pediu o reconhecimento dos avanços conquistados pelo governo federal no combate à corrupção e solicitou a alocação de recursos para as ações de enfrentamento à violência no Plano Pró-Brasil, que será lançado após o país atingir o pico de contágio do coronavírus.

“O que se viu na divulgação do vídeo é que, em nenhum momento, o ex-ministro da Justiça se manifestou como tendo sido atacado, pressionado ou deixado transparecer qualquer constrangimento ao estar participando daquela reunião. Ao contrário, ele pediu que fossem dados os créditos dos avanços conseguidos pelo governo nas operações de combate à corrupção e pedia, inclusive, a atenção do ministro Braga Netto, coordenador do Plano Pró-Brasil, para que alocasse recursos para o combate à violência e à corrupção

.”

Fonte Edmar Lyra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu todos os testes com cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19. A informação foi anunciada pelo diretor-geral da organização, Tedros Ghebreyesus, nesta segunda-feira (25).

Segundo Tedros, os testes foram suspensos após um artigo da revista The Lancet que mostra os riscos do remédio para pacientes da Covid-19.

A cloroquina, que é usada no tratamento de lúpus, malária e outras doenças, surgiu como uma das possíveis drogas contra a Covid-19. A eficácia do remédio contra a doença causada pelo novo coronavírus, no entanto, ainda não foi comprovada cientificamente.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro pressionou o Ministério da Saúde por uma mudança de protocolo que permite a administração de cloroquina desde o início do tratamento em pacientes com Covid-19 internados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também sai em favor da cloroquina ao dizer que toma o remédio contra a Covid-19, mesmo sem ter contraído a doença. Segundo Trump, a droga também é usada por médicos e trabalhadores da linha de frente do combate ao coronavírus.

Jovem Pan

Morreu na madrugada desta segunda-feira (25), o ex-vice-prefeito de Nazaré da Mata, José Mauricio de Andrade (PROS).

Mauricio, que tinha 53 anos de idade, era diabético e foi internado no Hospital Ermírio Coutinho no último dia 17 de maio com sintomas de Covid-19.

Vice-prefeito de Nado Coutinho entre os anos de 2008 a 2016, Mauricio chegou a disputar a prefeitura nas eleições de 2016, quando ficou na segunda colocação. Neste ano ele se colocava novamente como candidato a prefeito pelo Pros.

Por Marco Zero Conteúdo em 23/05/2020, 17:00.

Cleide Alves e família no Assentamento Sítio T

ejipió II, na zona rual de São Lourenço da Mata Crédito: Lenne Ferreira/MZ ConteúdoPor Lenne Ferreira, especial para a Marco Zero ConteúdoOs brinquedos espalhados na ladeira de barro que leva até a casa da agricultora e comerciante informal Cleide Alves dão indício de que tem criançada no terreiro. Um coral de gritos e risadas indica o paradeiro de Izabella, Estefany, Henrique, Bia e Lexton. Os cinco brincam numa área onde uma construção de madeira inacabada serve de abrigo para a casinha de lençóis, bicicletas e bonecas. O mormaço que exala do chão do meio dia do Assentamento Sítio Tejipió II, área rural de São Lourenço da Mata, com a maior taxa de mortalidade por coronavírus no Estado, parece não importunar o quarteto. Neste universo lúdico infantil, a falta de água, transporte, saneamento, infraestrutura e até uma pandemia de proporção mundial seguem invisíveis aos olhos de quem vive um permanente distanciamento social.A família de Cleide mora no Assentamento Sítio Tejipió II há pouco mais de dois anos. Recifense e ex-moradora de rua, ela se mudou para lá em busca do sonho de ter o próprio teto e chão para plantar. Ao lado do companheiro, Edson Pereira, de 49 anos, dos filhos, Adriana, Adriano, Ana Beatriz, 24, 22 e 5 anos, respectivamente, e dos quatro netos, Cleide tem passado a quarentena driblando adversidades que já faziam parte da rotina da família, mas que se agravaram desde que o isolamento social foi decretado como medida emergencial de combate à Covid-19 em março passado. A determinação necessária, no entanto, não freou os números da cidade que ocupa uma posição de destaque no ranking de vítimas fatais pelo novo coronavírus em Pernambuco. Na sexta (22), eram 43 óbitos, além de 315 casos confirmados, entre graves e leves, numa cidade onde não há Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nem hospital de campanha funcionando.  Os 40 leitos anunciados pela Prefeitura ainda não foram inaugurados. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a inclusão do município no decreto que intensifica as medidas restritivas foi baseada em critérios epidemiológicos. Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda concentram o maior número absoluto de casos e óbitos, configurando o epicentro da doença em Pernambuco. Mas, de acordo com nota da SES, “São Lourenço da Mata, com 291 mortes por milhão de habitante, possui a maior taxa de mortalidade do Estado, estando entre os 20 municípios do Brasil com as maiores taxas de mortalidade pela Covid-19”.CORONAVÍRUS REPORTAGENSCoronavírus revela problemas estruturais de São Lourenço da Mata, líder na taxa de mortalidade em PEPor Marco Zero Conteúdo em 23/05/2020, 17:00.Cleide Alves e família no Assentamento Sítio Tejipió II, na zona rual de São Lourenço da Mata Crédito: Lenne Ferreira/MZ ConteúdoPor Lenne Ferreira, especial para a Marco Zero ConteúdoOs brinquedos espalhados na ladeira de barro que leva até a casa da agricultora e comerciante informal Cleide Alves dão indício de que tem criançada no terreiro. Um coral de gritos e risadas indica o paradeiro de Izabella, Estefany, Henrique, Bia e Lexton. Os cinco brincam numa área onde uma construção de madeira inacabada serve de abrigo para a casinha de lençóis, bicicletas e bonecas. O mormaço que exala do chão do meio dia do Assentamento Sítio Tejipió II, área rural de São Lourenço da Mata, com a maior taxa de mortalidade por coronavírus no Estado, parece não importunar o quarteto. Neste universo lúdico infantil, a falta de água, transporte, saneamento, infraestrutura e até uma pandemia de proporção mundial seguem invisíveis aos olhos de quem vive um permanente distanciamento social.A família de Cleide mora no Assentamento Sítio Tejipió II há pouco mais de dois anos. Recifense e ex-moradora de rua, ela se mudou para lá em busca do sonho de ter o próprio teto e chão para plantar. Ao lado do companheiro, Edson Pereira, de 49 anos, dos filhos, Adriana, Adriano, Ana Beatriz, 24, 22 e 5 anos, respectivamente, e dos quatro netos, Cleide tem passado a quarentena driblando adversidades que já faziam parte da rotina da família, mas que se agravaram desde que o isolamento social foi decretado como medida emergencial de combate à Covid-19 em março passado. A determinação necessária, no entanto, não freou os números da cidade que ocupa uma posição de destaque no ranking de vítimas fatais pelo novo coronavírus em Pernambuco. Na sexta (22), eram 43 óbitos, além de 315 casos confirmados, entre graves e leves, numa cidade onde não há Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nem hospital de campanha funcionando.  Os 40 leitos anunciados pela Prefeitura ainda não foram inaugurados. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a inclusão do município no decreto que intensifica as medidas restritivas foi baseada em critérios epidemiológicos. Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda concentram o maior número absoluto de casos e óbitos, configurando o epicentro da doença em Pernambuco. Mas, de acordo com nota da SES, “São Lourenço da Mata, com 291 mortes por milhão de habitante, possui a maior taxa de mortalidade do Estado, estando entre os 20 municípios do Brasil com as maiores taxas de mortalidade pela Covid-19”.Os netos e netas de Cleide brincam numa construção inacabada alheios às alarmantes estatísticas de contágio do coronavírus em São Lourenço da Mata. Crédito: Lenne Ferreira/MZ ConteúdoO sinal vermelho disparou com o anúncio da morte do presidente da Câmara dos Vereadores, Cícero Pinheiro (PTB), em 11 de abril. A repercussão da notícia e os primeiros números da contaminação no município não foram acompanhados por medidas imediatas mais extremas, o que podia ser comprovado pelo fluxo intenso de pessoas nas ruas do Centro, onde até cortejo de velório podia ser visto pela avenida principal. Só na última semana, depois do decreto do Governo do Estado restringindo o trânsito de veículos, aumentando a fiscalização em estabelecimentos comerciais e reduzindo a circulação de pessoas em cinco cidades, entre elas São Lourenço da Mata,  é que a rotina começou a mudar. O “lockdown”, no entanto,  não diminuiu as dificuldades de uma parcela da população desassistida por serviços essenciais. Com a quarentena obrigatória, a renda da casa de Cleide ficou comprometida. Ela, a filha Adriana e o companheiro, Edson Pereira, fazem parte dos 38 milhões de brasileiros que vivem do trabalho informal e que tiram o sustento da rua. Edson guarda e lava carro, Cleide e a filha vendem pipoca e água mineral em Santo Amaro, Centro do Recife, para onde se deslocavam diariamente. Beneficiárias do Bolsa Família, as duas foram contempladas com o auxílio emergencial, mas contam que a primeira parcela de R$ 1.200,00 não foi suficiente para cobrir os custos familiares. No dia da visita da reportagem, por exemplo, Cleide não tinha gás para cozinhar. O fogão a lenha, feito do lado de fora, ainda estava quente do almoço. “A gente tem contado com a ajuda dos vizinhos que sempre doam alimentos, mas nem uma cesta básica recebemos até agora”, diz Adriana, que precisa descer a ladeira para ter acesso ao sinal de wifi do vizinho mais próximo. A comunidade não conta com água encanada e, por isso, a família costuma lavar roupa com água da cacimba que fica há alguns metros da casa que Cleide conseguiu erguer com materiais que ia achando na rua. Atualmente, a única entidade que presta alguma assistência às famílias do assentamento é a associação dos moradores, constituída há um ano. Erick Arruda é guia turístico, pai de cinco adolescentes e um dos primeiros assentados da área de 22 mil hectares e conta que a localidade não tem acesso aos serviços mais básicos. Para ele, o descaso tem relação com a situação de irregularidade. “Já buscamos as secretarias de Assistência Social, Saúde e até a Celpe para instalar energia, mas ninguém olha pra gente”, denuncia ele, que é presidente da associação dos moradores. O Assentamento Sítio Tejipió II já se chamou Manoel Aleixo (o Ventania) em homenagem ao líder camponês que foi dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR). Nascido em São Lourenço da Mata, Ventania foi assassinado sob tortura pela ditadura militar. “Terra para quem nela trabalha” era um dos famosos jargões do ativista que é referência na luta pela reforma agrária no Brasil e batizou o assentamento, que mesmo após a mudança do nome, ainda é conhecido como Manoel Aleixo.A ocupação da área contou com o apoio do Movimento de Lutas Populares (MLP), que perdeu credibilidade depois de ser acusado de cobrar valores indevidos aos assentados, segundo conta Erick. Com a saída do MLP das terras, uma assembleia geral deliberou pela fundação da associação de moradores para atuar na defesa dos interesses da comunidade. O novo nome foi escolhido em referência ao rio Tejipió, que deságua na redondeza. De acordo com Erick, o terreno já foi reclamado na Justiça, que concedeu reintegração de posse à empresa proprietária, mas esta não teve como bancar os custos com a retirada das casas. Desde então, a comunidade luta para ser reconhecida judicialmente e busca sensibilizar o Poder Público tendo como base as dívidas com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) acumuladas pela empresa, que já declarou falência.“Temos pareceres favoráveis à nossa permanência emitidos pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. As 300 famílias que vivem aqui não têm para onde ir e a retirada teria um grande impacto social”, alega Erick, que diz já ter enviado ofícios para várias secretarias municipais. A Celpe também foi procurada pela associação, que busca regularizar a energia da área, mas nada foi feito. “O argumento principal é a ação que está em trâmite. Dizem que não podem gastar com instalações em um terreno que pode vir a ser desapropriado”, explica.  À noite, o breu só não é maior porque os moradores fizeram gambiarras para iluminar alguns pontos. Outra dificuldade, que é a principal queixa dos moradores, é a falta de atendimento médico. “Nenhum posto é autorizado a abrir prontuário pra gente. Nunca recebemos visitas de agentes de saúde. Desde que começou essa pandemia, a comunidade nunca foi assistida, nem uma cesta básica chegou. Aqui, temos idosos com tuberculose, crianças soropositivas, que estão no grupo de alto risco, mas somos invisíveis”, lamenta Erick.“Implementar política de assistência social do município voltada ao atendimento dos interesses sociais e aspirações da população em situação de risco e vulnerabilidade social” está entre as atribuições da Secretaria Municipal de Assistência Social de São Lourenço descritas no site institucional da gestão, que tem à sua frente o prefeito Bruno Pereira (PTB). De acordo com Kely Morgana, que comanda a pasta, muitos esforços têm sido feitos para conter o avanço do coronavírus na cidade. Sobre a situação do Assentamento Sítio Tejipió II, ela diz que um cadastramento dos moradores estava marcado para acontecer no último mês de março, mas a pandemia adiou a visita de técnicos da Secretaria de Assistência Social. Ainda segundo ela, os moradores do local têm direito a acessar todos os serviços oferecidos à população, mas confirma que o processo judicial que tramita na Justiça é empecilho para a realização de mais ações.Saúde com cobertura limitadaA ausência de uma política pública dedicada às áreas mais vulneráveis não é denunciada apenas pela população. Agente de endemias desde a seleção simplificada de 2012, Márcio (nome fictício) alega que, mesmo com a crise sanitária vigente, não há orientação nem uma política eficiente no combate ao coronavírus e no atendimento à população. “Eu só tenho máscara para trabalhar porque paguei do meu bolso. As máscaras que foram entregues aos agentes não foram suficientes e não podemos ficar muito tempo com a mesma. Nunca recebi álcool em gel. Também não houve capacitação ou adoção de um protocolo pra gente desempenhar um trabalho com mais excelência. Cada um trabalha do seu jeito. Se depender da Prefeitura, a gente já tava morto”, desabafa. Ele também alega subnotificação de casos por falta de diretrizes que orientem o trabalho de quem atua nos territórios. “Cada um faz do jeito que quer. Muita gente morre e não é computado. Falta informação para a população e pra gente também”. Desde as primeiras notificações de Covid-19, a Secretaria de Saúde implementou iniciativas com o objetivo de conter o avanço do vírus na cidade, segundo informa a secretária Gislayne Calado. Em caráter emergencial, foram criados seis leitos com respiradores para estabilização de pacientes. Os casos mais graves são encaminhados para o Recife. Para ela, o número de óbitos que colocaram São Lourenço entre as cidades com maiores níveis de mortalidade, não tem relação com a falta de UTI. “Atualmente (18/05), dos 358 pacientes notificados no município, apenas quatro precisaram de UTI”, exemplifica. De acordo com a secretária, a cidade recebeu os repasses de R$ 800 mil e R$ 216 mil dos governos Federal e do Estado, respectivamente. O dinheiro foi investido na contratação de profissionais de saúde, aquisição de EPI como máscaras e material de divulgação informativo sobre prevenção, além da estruturação de 40 novos leitos no Hospital Municipal Petronila Campos, que ainda não foram equipados e devem ser entregues à população só no final desse mês. A secretária não soube informar o número de EPIs adquiridos ou de novos profissionais contratados, nem os gastos com os novos leitos, informações que também não estão disponíveis no portal de transparência do município. A reportagem solicitou o valor dos gastos, mas, segundo a Prefeitura, os recursos ainda serão calculados no final do mês para atualização dos dados.  O Instituto Juventude Criativa, que está à frente de várias ações contra a gestão municipal, aponta falta de transparência e clareza nas informações sobre gastos e faz críticas à gestão.“Apesar das constantes denúncias, infelizmente, ainda nos deparamos com diversas reclamações referentes à área de saúde em São Lourenço da Mata, o que ocorre desde antes da pandemia. A gestão é omissa e coloca os interesses partidários acima dos interesses coletivos ”, avalia Anderson Coutinho, ativista pelos Direitos Humanos, fundador e diretor de relações Institucionais do Instituto Juventude Criativa. A entidade atende pelo menos 500 famílias de bairros como Matriz da Luz, Penedo, Morro da Macaca e Pixete por meio de ações que gerem qualificação profissional, emprego e renda, principalmente para os jovens. Programas como o “Saber mais”, que atende 42 crianças, e “Meninos de Ouro no Boxe”, com 100 beneficiários, estão entre as ações. O Instituto também tem promovido iniciativas para ajudar as comunidades locais mais socialmente vulneráveis. “Fomos a primeira instituição do Brasil a conectar idosos semianalfabetos ao cadastro do Auxílio Emergencial do Governo Federal”, conta Coutinho. Para ele, “carro de som não tem respeito com a população. A Prefeitura precisa investir em mobilizadores sociais”. Embora a Secretaria de Assistência Social afirme que materiais educativos foram distribuídos, gente de bairros até mais estruturados como Parque Capibaribe (Muribara), com 43 casos de Covid-19 confirmados, diz que nunca recebeu os informativos.No Assentamento Sítio Tejipió II, os moradores vivem por conta própria desde que começou a pandemia, mesmo que já haja casos suspeitos na comunidade. A falta de informação fica comprovada numa conversa com a comerciante Taciana Nicolau, de 39 anos. Ela trabalha numa mercearia dentro do assentamento e faz atendimento sem máscara porque recebeu uma mensagem via Whatsapp que informava sobre a contaminação dos ítens adquiridos pelo governo brasileiro na China, uma fake news que foi desmentida pelo Ministério da Saúde. “Eu mesma não confio não”, insistiu Taciana. A secretária de Saúde Gislayne Calado confirmou que a comunidade é desassistida por causa de sua situação de irregularidade. “A área é descoberta pela atenção primária. A população pode ser atendida em unidades básicas de saúde, mas não pode fazer prontuário”, reconheceu. Apesar de considerar a estrutura atual da Saúde boa “dentro da realidade do município”, Gislayne admite que a demanda populacional é superior à capacidade de atendimento. Ela nega que não exista um protocolo de orientação dos profissionais que atuam na rua no combate ao coronavírus. “No momento, não temos como fazer capacitações para evitar aglomeração, mas os enfermeiros das unidades de saúde, que são multiplicadores das informações, recebem todas as orientações e repassam aos agentes”, garante. Além do Hospital Petronila Campos, que possui três respiradores, São Lourenço da Mata também conta com a UPA Professor Fernando Figueira, com 11 leitos, todos equipados com respiradores que estão divididos entre sala vermelha, amarela e de isolamento. Há ainda 19 Unidades Básicas de Saúde e 26 equipes de saúde da família ativas, segundo o município, que comemora 103 casos de coronavírus curados.Entre as medidas tomadas pela Prefeitura para combater o contágio do vírus na cidade estão: instalação de pias públicas para higienização das mãos, ações educativas na rua (350 horas de carro de som), fiscalização do comércio, aquisição de materiais e equipamentos, higienização de postos de saúde e prédio públicos. Recentemente, a Prefeitura foi acusada de superfaturamento das cestas básicas destinadas à população no período de pandemia, mas negou as acusações em nota que está disponível no perfil do Instagram do chefe do executivo municipal. De acordo com a Secretária de Assistência Social, já foram distribuídas cerca de duas mil cestas com produtos não perecíveis e 16 toneladas de alimentos in natura (macaxeira, banana, batata doce). A entrega das cestas gerou tumultos e muitas reclamações nas redes sociais. Kely Morgana, responsável pela pasta de Assistência Social, pontua que desde que as ações de combate ao contágio iniciaram, a Secretaria montou uma força tarefa para cadastrar pessoas que não estavam no Cadastro Único, disponibilizando pontos de atendimento descentralizados. Ela também afirma que a gestão tem utilizado recursos próprios para aquisição de alimentos já que o Governo Federal não subsidia esse tipo de custo. Segundo ela, o único repasse que a Secretaria recebeu, até agora,  foi uma parcela única no valor de R$ 16 mil, que estão sendo usados para auxílio funeral e de moradia e, que, segundo ela, são insuficientes. “A dificuldade é muito grande e precisamos de auxílio do Governo Federal para investirmos em alimentação. Nesse momento, o povo precisa de comida e saúde”, pontua Kely Morgana, que desconhecia os valores repassados pelos governos federal e estadual citados pela secretária de Saúde. Após o fechamento da matéria, a Secretaria de Comunicação enviou um documento onde listava uma série de medidas e realizações da gestão, algumas delas não informadas pelas secretarias e até divergentes como o número de cestas distribuídas e os recursos repassados à gestão. O chefe do poder municipal baixou seu salário em 50% e do secretariado em 25% para economizar e utilizar os recursos no combate à Covid-19. A nota também menciona a compra de três ventiladores pulmonares, distribuição de mil litros de álcool em gel, imunização de 22 mil moradores contra influenza e a entrega de 1000 kits de alimentação para comerciantes e ambulantes, que estão sem poder trabalhar.Leia a matéria na íntegra acessando 👇🏻http://marcozero.org/coronavirus-revela-problemas-estruturais-de-sao-lourenco-da-mata/

Senado e Câmara fecham acordo: eleição será dia 6 de dezembro

As lideranças partidárias do Senado e da Câmara entraram em acordo e irão votar em plenário o adiamento das eleições municipais deste ano para o dia 6 de dezembro. Nas cidades onde houver segundo turno, a data é 20 de dezembro.

O consenso foi em torno da proposta do senador Randolfe Rodrigues em consonância com outros parlamentares. “Como se trata de emenda constitucional, ficou decidido que a votação do acordo não será virtual, mas presencial”, revela o deputado federal Paes Landim.

A eleição presencial será em junho, pois o deputado revelou ao blog que as sessões voltam ao plenário no próximo mês. Na Alepi do Piauí, as sessões também voltam em junho, dia 1.

Com a alteração da data das eleições, os deputados Fábio Abreu (PL) e Fábio Novo (PT) também poderão adiar seus retornos à Câmara e Assembleia, respectivamente, para o mês de agosto. Se a data se mantivesse em 4 de outubro, eles teriam de voltar dia 1 de junho. Ambos são pré-candidatos a prefeito de Teresina.

Por parte do grupo do prefeito Firmino Filho (PSDB), o secretário municipal de Educação, Kléber Montezuma, também pode transferir sua saída da pasta para agosto. Além disso, o vereador Samuel Silveira (PSDB) pode disputar a reeleição. Ele havia desistido da disputa para permanecer na Semcaspi, mas nos bastidores se comenta que Samuel se arrependeu de não ter se desincompatibilizado.

“A proposta de transferência para 6 de dezembro deve passar sem problema”, avalia Landim.

Fonte: Por Arimatéa Carvalho/Meio Norte

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