Blog do Josias

RequiaoFolha2Num instante em que até os petistas duvidam da hipótese de Dilma Rousseff retornar à poltrona de presidente da República, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) resiste em jogar a toalha. Avalia que Dilma pode obter os 28 votos de que precisa para evitar o impeachment recorrendo à mesma arma utilizada por Michel Temer: o fisiologismo. “O senador Armando Monteiro, nosso ex-ministro da Indústria e Comércio, cunhou a expressão fisiologia esclarecida. Essa fisiologia esclarecida ainda pode salvar a Dilma”, disse Requião em entrevista ao blog.

Requião recordou que 21 senadores votaram contra a conversão de Dilma em ré. E faz as costas: “A Dilma, então, precisa de mais sete senadores. E ela tem a República inteira para negociar com a fisiologia esclarecida.” Noutro trecho da conversa, o senador acrescentou: “Ela tem o Brasil na mão e precisa de apenas sete votos. Precisa ser muito inábil para não conseguir.” O julgamento final do processo de impeachment começa nesta quinta-feira. Num colégio de 81 senadores, são necessários 54 votos para confirmar a deposição de Dilma. O Planalto estima que terá entre 60 e 63 votos.

Com a franqueza que lhe é peculiar, Requião soou severo com o PT: “Dentro do PT tinha revolucionários que eram capazes de assaltar um banco para fazer caixa para a revolução. Perto disso, o sobrepreço numa obra pública não significava nada.” Evocou uma frase do ex-presidente do Uruguai: “O Pepe Mujica diz que o principal inimigo do socialismo não é o capitalismo, mas o desejo cultural de acumulação.”

Requião não poupou Lula, seu velho amigo: “Veja o Lula com aquele sítio [de Atibaia]. Tem cabimento isso? Ele tinha entrado naquela vigarice de palestras, que foi inventada pelo Fernando Henrique. O Bill Clinton também fazia a mesma coisa. O Lula, com essas palestras, não precisava ganhar de presente… Ele ia ganhar [o sítio] de presente. Eu sei o que é isso.”

E quanto a Dilma? “Conheço a vida da Dilma. O irmão da Dilma cria tilápia num tanque, na periferia de Belo Horizonte. Eu acho que a Dilma facilitou o trabalho do Sérgio Moro, junto com o [José Eduardo] Cardozo. Eles deixaram o Moro e a Polícia Federal trabalhar. […] Achavam que caía o lado corrupto do partido e ficariam eles, os puros. Só esqueceram de uma coisa: foram beneficiários dessa corrupção para chegar à Presidência da República.”

Requião fez uma revelação inusitada. Contou que, no segundo turno da campanha presidencial de 2014, Dilma estava animada com a atuação do juiz da Lava Jato. “Ela perguntou: ‘Esse teu amigo, o Sérgio Moro, ele vai mesmo tocar essa investigação para a frente? E eu: Não tenha dúvida, o Moro é um obstinado. Ele não pára. A Dilma deu uma risada e disse: ‘Requião, cai a República.’ Ela estava contente com o Sérgio Moro.” Vai abaixo a entrevista:

estrelinha

— Por que o país chegou ao impeachment? Chegamos a isso, em primeiro lugar, pela inabilidade de comunicação da Dilma. Nenhum governante deixaria de ter um terço de amigos no Senado, amigos pessoais até. Depois, por causa do Joaquim Levy, que foi o contrário dos compromissos que a Dilma tinha assumido na campanha. Hoje, sei que a Dilma pensava que, se tentasse aquele ajuste fiscal clássico por um ano, ela resolveria o problema e voltaria à sua agenda política. Ledo e vadio engano, como se demonstrou. Em terceiro lugar, chegamos ao impeachment porque atrás disso tudo há o interesse geopolítico dos Estados Unidos. O impeachment é o avanço norte-americano sobre as reservas minerais —minério, petróleo e água. Essa ação não se dá só no Brasil. Acontece também na Venezuela, na Argentina e na Colômbia.

— Acha mesmo que os Estados Unidos têm essa capacidade de articulação, a ponto de influir no processo de impeachment? Eles têm essa capacidade de articulação. E eles têm agentes. O [José] Serra é um agente desta proposta de liberalismo e globalização. Defende a tese do governo único, global. O Serra é um agente disso.

— Teve a oportunidade de dizer para Dilma que ela precisava melhorar a comunicação com os senadores? Eu não falo muito com a Dilma. Fiz a campanha dela, fiz o primeiro grande comício do segundo turno, em Curitiba. Ela ganhou a eleição. E eu nunca mais falei. Ela se isola. Eu também não podia engolir aquela política econômica do Joaquim Levy. Ela disse a mim agora que achava que mudaria depois de um ano. Achava que acertaria as coisas em um ano, seguraria o mercado e os bancos. Achava que depois tocaria a agenda social.

— Considera que o afastamento de Dilma é jogo jogado? Acho que ela pode não ser impichada. Estamos trabalhando para isso. Creio que teremos 28 senadores.

— Na última votação, Dilma teve 21 votos. O que mudou? Primeiro, nós tínhamos 22 votos. Daí, saiu o João Alberto [PMDB-MA]. Mas vieram outros. Prevalecerá uma visão ética desse processo. Todo mundo sabe que não há crime de responsabilidade. Isso é conversa mole. E há os erros do Temer.

— Que erros? Você acha que não tem ninguém que esteja estupefacto com a boçalidade do Serra no Ministério das Relações Exteriores. Houve a tentativa de compra do voto do Uruguai [para suspender a transferência da presidência temporária do Mercosul para a Venezuela]. Isso foi denunciado pelo chanceler uruguaio. Temer loteou a República. A Dilma, então, precisa de mais sete senadores. E ela tem a República inteira para negociar com a fisiologia esclarecida. O fisiológico esclarecido é o que quer um benefício para se manter na política, mas não quer mais ficar com o Temer e essa vergonha que está acontecendo. Então, o que pode desequilibrar é o favor pessoal, é o favor para a sua reeleição, para a garantia do seu mandato. A diculdade disso é que Dilma não consegue se comunicar.

— O que seria do país se Dilma voltasse? Não posso dizer que seria uma maravilha a volta da Dilma. Mas o país cresceria com isso em termos de debate político. O plebiscito faria o Brasil discutir essa proposta política do Temer, do Serra, do Meirelles, dos diretores banqueiros do Banco Central, dessa gente toda. Esse projeto que está aí não elege nem síndico no Brasil. Estão impondo isso. Não tem a menor viabilidade eleitoral. Isso é um golpe. Assim como achei um golpe a nomeação do Joaquim Levy para a Fazenda. Era um golpe contra os compromissos de campanha.

Por que fala da volta de Dilma sem entusiasmo? Não estou na turma do ‘volta querida’ nem na turma do ‘fora Temer’. O país é o que me interessa.

— O que achou da proposta de Dilma sobre o plebiscito para antecipar a eleição presidencial? Isso foi uma condição para ela voltar. Ela se convenceu de que não tem condições de voltar se não aceitar isso.

— Quem impôs essa condição? O grupo que trabalha pela volta dela.

— A essa altura, a hipótese de volta de Dilma à Presidência não é ilusória? Não. Ela tem o Brasil na mão e precisa de apenas sete votos. Precisa ser muito inábil para não conseguir. Não temos um Congresso ideológico. Será que ninguém está vendo o fisiologismo do Temer, será que ninguém está vendo o que está ocorrendo com o país?

— Acha, então, que Dilma precisa recorrer às mesmas armas para retornar? O senador Armando Monteiro, nosso ex-ministro da Indústria e comércio, cunhou a expressão fisiologia esclarecida. Essa fisiologia esclarecida ainda pode salvar a Dilma. No passado tínhamos os déspotas esclarecidos. Agora, temos os fisiológicos esclarecidos. Pense no efeito estético de fazer essa cachorrada que está no governo voltar para a friagem. O que o Serra faz no Itamaraty é impensável.

— O senador Cristovam Buarque está na sua conta? Não está, mas já esteve. E tem mais: a primeira carta da Dilma ele escreveu junto comigo e o senador Acir Gurgacz. Como ele pode escrever a carta e depois dizer que não vota com a Dilma?

— A carta que Dilma divulgou foi escrita por seus apoiadores? Não, essa foi ela que fez.

— A outra versão era melhor? A outra tinha noções econômicas mais claras. É uma facilidade resolver o problema econômico do país.

— Fácil? O que deve ser feito? Tenho um texto na minha página sobre o que fazer. Chama-se Para Mudar o Brasil. Sou um admirador de um alemão que foi esquecido no mundo porque trabalhou com Hitler. Chamava-se Hjalmar Horace GreeleySchacht. Era um liberal. Quando entregaram a economia da Alemanha para ele, começou dizendo que a Alemanha só comprava de quem comprasse dela. Protecionismo absoluto. Ele enfrentou a banca. Acabou com a ciranda do financiamento da dívida pública e transformou em investimento. Simples. Isso já aconteceu em outros lugares do mundo. Não é uma impossibilidade.

— Quando ainda estava na Presidência, Dilma não o chamava para conversar? Eu nunca pedi um emprego para ela, nunca indiquei ninguém. Até por isso, aquele staffdela queria me ver longe. Preferiam a fisiologia rasteira do Congresso Nacional, trocando tudo por favores, emendas, comissões e empregos.

— O que levou o PT a adotar esse modelo que combina fisiologia e corrupção?Primeiro, eles precisavam de caixa para competir com os conservadores. Dentro do PT tinha revolucionários que eram capazes de assaltar um banco para fazer caixa para a revolução. Perto disso, o sobrepreço numa obra pública não significava nada. Tinha o pessoal dos fundos de pensão, que já metia a mão. A corrupção estava aí, ela é implícita à atividade humana. E eles foram se aprofundando nisso. Conseguiram se perder completamente. O Pepe Mujica [ex-presidente do Uruguai] diz que o principal inimigo do socialismo não é o capitalismo, mas o desejo cultural de acumulação. Primeiro o cara faz uma caixa para a campanha. O sujeito diz: ‘Vamos fazer uma maioria no Congresso, derrotar a direita e implantar a justiça social no Brasil’. Daí ele pega aquele dinheiro e, psicologicamente, patrimonializa. Quando chega na eleição, diz: ‘Esse aqui já é meu’. Vamos arranjar outro dinheiro para a campanha. Esse é o processo.

— Como analisa a participação de Lula em tudo isso? Veja o Lula com aquele sítio [de Atibaia]. Tem cabimento isso? Ele tinha entrado naquela vigarice de palestras, que foi inventada pelo Fernando Henrique. O Bill Clinton também fazia a mesma coisa. O Lula, com essas palestras, não precisava ganhar de presente… Ele ia ganhar [o sítio] de presente. Eu sei o que é isso.

— Como assim? Quando eu ganhei o governo do Paraná pela primeira vez [1991], chegou tanto presente na minha casa —coisa caríssima, de pessoa que eu não conhecia, de empresas, de empreiteiras— que eu chamei a Casa Militar, mandei botar num caminhão e devolver tudo. Não conheço esses caras! Por que estão me dando tantos presentes?

— Precisou de um caminhão? Um caminhão! Na época, eram eletro-eletrônicos, faxes, uma verdadeira loucura. Minha mulher e minha filha disseram: ‘Tem gente que gosta de você, ficou satisfeita, mandou presentes.’ Daí eu estabeleci uma regra: aceito presente, desde que sejam duas garrafas de vinho ou um livro. Livros ganhei muito poucos. Ganhei vinhos maravilhosos. Tenho até hoje uma adega fantástica em casa, remanescente disso.

— Ficou só nos vinhos? Vou de contar uma passagem, mas não vou dizer o nome da empreiteira. Ganhei do [Jaime] Lerner a eleição para a prefeitura. Se você olhar o Datafolha da época verá que terminei como o prefeito mais bem avaliado do Brasil. Daí me candidatei a governador. Já saí na frente nas pesquisas. E uma empreiteira famosa me procurou numa viagem que eu fiz a São Paulo. Isso aconteceu lá atrás, fui eleito para a prefeitura em 1985.

— A empreiteira era a Odebrecht? Não vou te dizer.

— Era a Odebrecht? Não era a Odebrecht.

— O que ocorreu? Essa empreiteira, que não vou dizer qual é, me disse: ‘Requião, nós queremos te ajudar. Você fez uma administração importante em Curitiba, vai ser governador de Estado. Você precisa de um funding. Você vai ser presidente da República, sua carreira será brilhante. Mas sem dinheiro você não vai conseguir avançar. Você sabe que a política é feita assim, a realidade é essa. Vamos fazer assim: você assume o governo do Estado e cada obra que a nossa empresa pegar no governo do Estado você terá 3%. Você indica quem vai receber. Se quiser receber dentro do Brasil tudo bem. Se quiser receber fora, tudo bem. Indica um banco e uma conta. Nós resolvemos isso.

— Como reagiu? Eu mandei o cara à puta que o pariu na hora. E se você quiser saber qual é a empreiteira, é uma que jamais fez nenhuma obra enquanto eu fui governador por três vezes no Paraná.

— Essa empreiteira está envolvida na Lava Jato? Todas estão. Em 1985 já estavam propondo isso: eram 3%. Eles diziam: ‘Não acresce muito ao valor das obras, te damos uma condição de fazer política, não é inflacionário. É uma coisa correta. É como se faz no mundo, Requião’. Isso já estava assim naquela época.

— Acha que Lula não conseguiu resistir à tentação? É o desejo de acumulação. De repente, um jatinho à disposição, uma casa e tal. Veja o que ocorre agora: o [pecuatista José Carlos] Bumlai disse: ‘A Marisa pediu para fazer a reforma [no sítio de Atibaia].’ Não vou condenar a Marisa. É uma moça simplória. Foi primeira-dama da República. É a tentação, é esse desejo cultural de acumulação. Agora, o Lula foi um baita presidente, com sua sensibilidade social. Mas tem a cozinha do apartamentinho. É claro que foram lá e ofereceram a cozinha do apartamento que o Lula ia comprar. Nem acho que seja um crime ele ter aceitado. É uma fraqueza.

— Acredita que Lula pode ser preso? O Lula não vai para a cadeia.

Dilma está isenta de responsabilidade nos casos de corrupção? Conheço a vida da Dilma. O irmão da Dilma cria tilápia num tanque, na periferia de Belo Horizonte. Eu acho que a Dilma facilitou o trabalho do Sérgio Moro, junto com o [José Eduardo] Cardozo. Eles deixaram o Moro e a Polícia Federal trabalhar.

Deveriam ter atrapalhado a investigação? Não. Quero dizer que eles achavam que acabariam com essas práticas no PT. Achavam que caía o lado corrupto do partido e ficariam eles, os puros. Só esqueceram de uma coisa: foram beneficiários dessa corrupção para chegar à Presidência da República. A Dilma achava, como boa guerrilheira, que se beneficiaria disso tudo e salvaria o país. Só que depois se perdeu na avaliação econômica.

— Do modo como fala, parece que Dilma torcia por Sérgio Moro, é isso? Eu fiz a retomada da campanha da Dilma no segundo turno, em 2014. Ela estava com a eleição perdida. Telefonou para mim: ‘Requião, você faria um comício para mim aí no Paraná.’ Ela insistiu. Resolvi fazer. Fiz o maior comício da história do Paraná. A Dilma chegou lá murcha, derrotada, não falava com ninguém. Estava chorosa. Ela me perguntou: vai ter alguém no comício. Eu disse: Ah, Dilma, umas duas, três mil pessoas eu garanto para você. Fomos para o centro de Curitiba, praça da prefeitura velha. Botamos 60 mil pessoas. Ela mudou. Ficou animada. Na volta ela perguntou: ‘Esse teu amigo, o Sérgio Moro, ele vai mesmo tocar essa investigação para a frente? E eu: Não tenha dúvida, o Moro é um obstinado. Ele não pára. A Dilma deu uma risada e disse: ‘Requião, cai a República.’ Ela estava contente com o Sérgio Moro. E o Sérgio é um apreciador da Operação Mãos Limpas. Percebeu que não podia brigar com todo mundo ao mesmo tempo. Então, ele focou no PT. começou a se beneficiar disso. E foi apanhado pelo pecado preferido do diabo, que é a vaidade. Como é que o Sérgio Moro que eu conheci —duro, firme— foi dar uma palestra no instituto do João Dória, esse candidato do PSDB em São Paulo? Como o Sérgio foi tirar foto ao lado desse Dória, que é uma besta? Ninguém pode dizer que o Sérgio Moro é um qualquer. Ele pegou o Marcelo Odebrecht. Mas peca pela vaidade.

— Esse contexto de irregularidades teve influência no impeachment? Falei num discurso que havia 35 senadores implicados. Hoje, dizem que são 40. Mas não creio que isso teve influência. O que influenciou foi a aquela mobilização nas ruas, o ódio à Dilma, amplificado pela imprensa, a Globo batendo pesado, os interesses geopolíticos americanos, o Serra articulando dia e noite. Veja esse projeto do Tasso Jereissati, que proíbe agente político de ser diretor de estatal. O Tasso é correto, não é um canalha. Mas pensamos de forma oposta. E esse projeto é uma idiotice. Para que existe um partido político? Para propor políticas públicas e ocupar o poder. Os mesmos que acham que um dirigente político não pode ser diretor de estatal colocam no Banco Central os vice-presidentes dos principais bancos do Brasil. Aí pode!

— Como membro do PMDB, não se sente representado pelo governo Temer? Não. Eu sou o PMDB. Eles não são. Numa reunião da Fundação Ulysses Guimarães, eles tentaram vender esse programa ‘Uma Ponte para o Futuro’. Eu fui lá, fiz um discurso contra. E 17 Estados aderiram à minha posição. Eles não colocaram o projeto em votação. Iam perder. Esse governo Temer não é o PMDB. É parte de um jogo da política corrompida.

— Faz alguma distinção entre o pedaço corrompido do PT e o PMDB que está no poder? Nenhuma distinção. É a mesma coisa. O problema é o sistema. E tem outra coisa mais séria. Depois da derrota do nazismo sugiu na Europa o Estado social. É o Estado que respeita a sustentabilidade, a natureza, o direito das mulheres, das minorias, reconhece direito dos trabalhadores, financia a educação, a saúde, pensa na aposentadoria. Esse Estado está sendo combatido agora em três frentes pelo dinheiro. Isso segue um tripé: Primeiro, a precarização do Executivo, transformado num chefe de polícia para reprimir manifestações populares. Segundo, a maximização do poder do Banco Central independente. Terceiro, a precarização do Parlamento, com o financiamento de campanha por bancos e grandes empresas. Os parlamentares não são mais do PT, do PMDB. São mandaletes, prepostos dos seus financiadores. Isso tudo resulta em coisas como a precarização do trabalho, o fim das garantias. Quando falam em Banco Central independente, os idiotas pensam em BC independente dos seus países. Mas não é. O que tirou a Inglaterra da União Europeia? Claro que há uma boa dose de xenofobia, de ódio ao estrangeiro. Mas, basicamente, foi o domínio absoluto da Alemanha sobre a economia e a regulamentação do capital, que marginalizou o capital inglês.

Se passar o impeachment Dilma ainda tem futuro político? Não. Acabou.

O PT vai virar o quê? Pó. O baque foi muito grande. Isso não significa que seja definitivo. O PSDB já virou pó e está se exibindo de novo. Lembra que o PT só cresceu porque o governo Fernando Henrique foi um fracasso absoluto do ponto de vista da população. Quebrou o país, diminuiu o emprego, vendeu empresas, não pagou dívida. Agora eles querem completer o serviço.

Não atribui ao PSDB nem o mérito da estabilização da moeda? Por esse raciocínio, seria preciso atribuir ao Lula o mérito da recuperação brasileira e não ao boom das commodities. Lula fez distribuição de riqueza, aumentou o salário mínimo. Mas não cuidou da macroeconomia. Não sabe nem o que é isso. Basta lembrar que ele insistia para a Dilma colocar o Henrique Meirelles de volta.

Considera o Temer e seu grupo dissidentes no PMDB? Esse grupo não representa o partido. E o Temer é o melhor de todos eles.

Votará contra as propostas de um eventual governo do PMDB? Claro que vou votar contra.

Tem interlocução com o Temer? Depois que ele assumiu, nunca mais falei com ele. Eu apoiei a eleição do Temer [para a presidência do PMDB]. O Paraná foi o primeiro Estado. Achava que ele era menos ruim que o Romero Jucá no comando do partido.

O que acha da Operação Lava Jato? Sérgio Moro é meu amigo. Trabalhamos juntos quando fui governador do Estado. Ele como juiz federal, eu como governador. Combatemos o narcotráfico, a corrupção. Ele é um paladino, formado na escola americana. Acha que vai moralizar tudo. Mas não tem a menor noção de economia global. Veja a recessao brasileira: 2% é por conta da Lava Jato.

— Acha que a Lava Jato deveria ser evitada? Não. Mas se o governo não estivesse envolvido nisso, ele teria feito uma intervenção nas empresas. Botava um general preparado no controle, manteria essas empresas vivas e o emprego estável. Não tiveram coragem de intervir porque se envolveram.

Intervir significaria estatizar as empreiteiras? Exatamente. Eu interviria imediatamente. Tomava conta das empresas e punha um general lá administrando.

— O juiz Sérgio Moro realiza o papel que lhe cabe, não? Sim, ele faz o papel dele, sem dúvida. Mas não tem noção dos prejuízos. E está perdendo a linha. Esse negócio de querer investigar os presentinhos que Lula ganhou é brincadeira.

Por Márcio Maia

esporte-rio-2016-nadador-americano-ryan-lochte-20160819-07Na semana passada, no Blog Revista TOTAL, publicamos um artigo com esse título abordando a farsa do nadador norte-americano Ryan Lochte que prestou uma queixa na Delegacia de Polícia dizendo ter sido assaltado juntamente com seus colegas Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen. A notícia do falso assalto se espalhou pelo Mundo e motivou muitos comentários sobre a insegurança no Rio de Janeiro.
Depois que a farsa foi descoberta, a imagem do atleta ficou desgastada ao ponto de pelo menos quatro de seus patrocinadores rescindirem os contratos que bancavam sua preparação. A Imprensa noticiou a nova informação mas o estrago já estava feito, embora as Olimpíadas tenha se transformado em um evento exemplar com uma organização digna dos inúmeros elogios que recebeu de atletas, treinadores, torcedores, jornalistas e todos que estiveram no Rio naqueles dias.
O presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo-PE, Luiz Felipe Moura, disse que a entidade não se conforma com os pedidos de desculpas do próprio mentiroso e de entidades dos EUA. Ele entende que o prejuízo causado pela notícia mentirosa e irresponsável é irreparável para o setor turístico do Brasil. Hotéis, Bares, Restaurantes e demais organismos que trabalham com o turismo, segundo ele, tiveram e terão enormes perdas financeiras.
Por conta disso, ele afirmou que a reportagem publicada no Blog Revista TOTAL tem uma visão correta e que já entrou em contato com outras entidades para que sejam feitas avaliações e tomadas as providências legais para o recebimento das indenizações que o caso requer.
O jornalista ressaltou que a notícia do Blog tem como última frase uma pergunta que deve ser pensada e analisada por todos: Se a ação tivesse sido praticada por um brasileiro nos Estados Unidos, o que aconteceria?
O Blog Revista TOTAL vai continuar abordando o assunto, apoiando as ações dos empresários prejudicados pela irresponsável atitude.

Por Márcio Maia

geDurante décadas, a Rede Globo de Televisão usou uma estratégia para justificar perante a opinião pública e especialmente, entre os estudiosos de Comunicação Social, porque “escolhia” as notícias que publicava. O que era chamado de Padrão Globo de Qualidade servia de anteparo para justificar a não contratação de jornalistas com rostos e corpos bonitos, por exemplo. Só mulheres louras e de rostos bonitos podiam aparecer no vídeo. A colega Glória Maria era a exceção e servia como “prova” de que não havia discriminação racial.
De repente, um pernambucano, Geneton Moraes Neto, com muita competência e seriedade, surgiu no jornalismo nacional e a direção de jornalismo da empresa, principalmente o competente Armando Nogueira, exigiu a contratação dele para que não fosse para alguma concorrente. Os puristas alegavam que ele não tinha imagem para aparecer.
Suas reportagens de enorme qualidade começaram a ser veiculadas com a narração de locutores enquadrados no padrão, entre eles Cid Moreira e Sérgio Chapelin. Aos poucos, a força de seus trabalhos fez com que a direção da Globo começasse a aceitar suas participações nos programas jornalísticos.
Geneton era fruto de uma escola brilhante implantada no Diario de Pernambuco, pelo jornalista Antônio Camelo, que tinha como objetivo dar a melhor informação ao público leitor. Sendo assim, o aluno nunca aceitou glamourizar sua imagem, penteando ou cortando os cabelos como a eventual moda exigia, usar a barba bem aparada e até usar paletós de marcas famosas. Sempre priorizou as palavras e especialmente, as perguntas agudas e precisas e que exigiam esforço dos entrevistados para respondê-las no mesmo nível.
Como o noticiário da Globo sempre priorizou determinados interesses, as matérias produzidas por Geneton se transformaram em ilhas de profundidade, ainda hoje, inigualáveis nos arquivos da “Vênus Platinada”.
Ele “desengessou” o “Padrão Globo de Qualidade”.

Governo do Estado/Fotos: Hesíodo Góes / Seturel-PE

files_13829_201608221756232b8bA Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer do Estado lançou, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Universidade do Futebol, o Programa Educar pelo Esporte, nesta segunda-feira (22), no Centro de Convenções de Pernambuco. Juntas, as instituições vão capacitar e apresentar novos conhecimentos técnicos para professores de Educação Física, de projetos sociais na área esportiva e da rede estadual de ensino. O programa oferece 280 vagas para o módulo de três meses de estudos com aulas online e presenciais.

A intenção do Governo de Pernambuco é qualificar profissionais do esporte pernambucano sobre como passar bem os ensinamentos do esporte às crianças e aos adolescentes, garantindo o direito ao esporte com inclusão, segurança e proteção. “Este é um processo de sistematização de capacitação. Nosso principal legado é o conhecimento. No momento que todos discutem os resultados de uma Olimpíada, nós já estamos buscando capacitar melhor esses profissionais para que os conhecimentos passados sejam ainda melhores. Além disso, esse curso vai contribuir muito na formação de melhores cidadãos usando o esporte como agente transformador e com fins educativos”, afirmou o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras.

“Vivemos um momento fantástico para discutirmos a importância do esporte para a sociedade. Estamos tendo a possibilidade de ver os principais atletas do mundo nas Olimpíadas, mas precisamos refletir e perceber que o esporte possui outras formas de manifestação que possuem tanta relevância quanto o esporte de espetáculo que estamos tendo o prazer de acompanhar em nosso país. É de suma importância valorizar o perfil educacional que o esporte possui”, ressaltou consultor do UNICEF Brasil na área de Esportes para o Desenvolvimento, Augusto Lepre Souza.

O curso apresenta temas como: o papel do esporte na nossa sociedade, ambiente de aprendizagem, papel do professor no ensino, desenvolvimento da autonomia, relação com pais e familiares, promoção do direito ao esporte seguro e inclusivo, entre outros. A capacitação busca estimular diversos grupos das mais diversas modalidades esportivas. O curso é gratuito, com duração de três meses, e tem início nesta segunda-feira (22).

A goleira da Seleção Feminina de Futebol, Bárbara Michelline, foi uma das atletas que prestigiou o evento. Ela comentou a importância da iniciativa para o fortalecimento do esporte pernambucano. “O projeto surge em um momento oportuno. O período olímpico despertou nos jovens a vontade de um dia também projetar a sua história. Para eles é fundamental receber o apoio de profissionais qualificados com potencial para levá-los muito mais longe. Ações como essa representam muito para o futuro do esporte no Estado”, disse Bárbara.

Blog do Inaldo Sampaio

geraldo-julio-psb-580x387O prefeito do Recife e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB), almoçou nesta segunda-feira (22) com representantes da construção civil, de quem recebeu uma carta com sugestões para impulsionar essa atividade econômica.

Durante o encontro, o prefeito apresentou um balanço das ações realizadas pela prefeitura nos três anos e oito meses de sua administração.

O prefeito esclareceu detalhes da portaria nº 1889, de 19 de agosto de 2016, que prevê a unificação do processo de licenciamento para construção de imóveis.

Segundo ele, a prefeitura vai reunir, em uma única esfera, representantes de várias secretarias para deliberar acerca do licenciamento integrado. A digitalização de processos também será adotada pela prefeitura.

“Estão incluídas nesta mesma portaria as questões da compensação ambiental e o estudo de impacto de vizinhança para que possa haver uma redução expressiva do prazo para aprovação de projetos”, disse o prefeito.

No debate com a categoria, o prefeito destacou a importância da conservação das calçadas e informou aos participantes a liberação de R$ 105 milhões, oriundos da Caixa Econômica Federal, para a melhoria de obras de passeio na cidade. A

O presidente do Sinduscon, Gustavo Miranda, agradeceu a presença do prefeito no encontro, bem como as sugestões apresentadas por ele para impulsionar a construção civil.

Folha de São Paulo

16110159A três dias do início do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff, 48 dos 81 senadores declaram publicamente que irão votar a favor do afastamento definitivo da petista. Apesar de o número ser menor do que o necessário para que isso ocorra – dois terços do Senado, ou seja, 54 votos –, a tendência hoje é a de que o impeachment seja aprovado. O governo interino de Michel Temer dá esse resultado como certo e conta com 61 votos pela saída da presidente afastada.

Apesar de serem favoráveis à saída definitiva de Dilma, alguns parlamentares não querem ainda se pronunciar abertamente.

De acordo com o placar da Folha, nove senadores não querem declarar qual será o posicionamento final. Desses, no entanto, seis votaram favoravelmente à continuidade do processo contra Dilma.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda não se posicionou, mas aliados do peemedebista afirmam que ele já indicou que irá votar pelo impeachment de Dilma na etapa final.O placar também mostra que quatro senadores se declaram indecisos em relação a seus votos. Todos eles, porém, defenderam a continuidade do processo na última votação, em maio.

Na primeira votação, quando o Senado decidiu abrir o processo, o placar foi de 55 a 22. Na segunda, quando houve o aval para o julgamento, o resultado se ampliou: 59 votos a favor e 21 contrários.

A sessão de desfecho do impeachment de Dilma se inicia nesta quinta (25). Os primeiros dois dias serão dedicados a ouvir testemunhas de acusação e defesa. Se for preciso, os senadores trabalharão no fim de semana para concluir esta etapa.

Folha PE

Redução da alíquota vale por 180 dias serve para evitar o desabastecimento de vacinas no país

vacinaxo-leomottaResolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicada na edição desta segunda-feira (22) do Diário Oficial da União zera a alíquota do Imposto de Importação da vacina contra o HPV e da tríplice acelular (DTPa), que protege contra difteria, tétano e coqueluche.

A redução temporária da alíquota vale por um período de 180 dias e foi definida numa tentativa de evitar o desabastecimento de ambas as vacinas no país. A resolução se aplica a 3 milhões de doses contra o HPV e a 2,5 milhões de doses da tríplice acelular.

 

Folha PE

Farmácias do Estado de Pernambuco estão atrasando a distribuição dos remédios para pacientes

Nota-1285-medicamentos_para_bajar_el_colesterolDe acordo com a lei 11.347, de 2006, O Sistema Único de Saúde (SUS) deve fornecer, de forma gratuita, os medicamentos e materiais necessários para o tratamento dos portadores de diabetes. No entanto, denúncias apontaram a falta dos remédios nas farmácias abastecidas pelo Governo do Estado de Pernambuco. Nesta segunda-feira (22), uma comissão se reuniu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para debater a situação.

De acordo com a Superintendência de Assistência Farmacêutica do Governo do Estado, houve problemas com o processo licitatório, o que atrasou a distribuição do medicamento Lantus. O Governo também se comprometeu a voltar a distribuir o remédio em até dez dias.

A Comissão de Diabéticos de Pernambuco, que também esteve na reunião, cobrou soluções efetivas do Estado e defendeu a elaboração de políticas públicas para substituir as ações isoladas que já acontecem.

Presidente da Comissão de Cidadania, o deputado Edilson Silva, do PSOL, defendeu a criação de uma comissão especial para acompanhar questões relativas aos medicamentos para pessoas com diabetes no Estado.

 

Por Márcio Maia

download (3)Quatro nadadores norte-americanos – Ryan Lochte, Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen – se envolveram em uma confusão iniciada com uma versão mentirosa de assalto e causaram um enorme prejuízo ao turismo brasileiro, uma vez que os principais jornais e emissoras de tv e radio de todo o Mundo noticiaram o fato. Na maioria das notícias, o sistema de segurança brasileiro foi severamente criticado e em algumas delas nosso País foi apontado como um local onde a violência é rotineira e que é muito perigoso para qualquer turista.
Tudo começou quando um deles, Ryan Lochte, deu uma entrevista à televisão americana, dizendo que havia sido assaltado por homens que estavam forjando uma blitz policial. Segundo a versão, ele e os três colegas estavam vindo de uma festa quando foram abordados e tiveram objetos e dinheiro roubados. As investigações começaram e dias depois, a Polícia do Rio descobriu que tudo era mentira. Quando a mentira começou a ser descoberta, a Justiça proibiu o retorno de três deles, pois Ryan Lochte já havia retornado aos Estados Unidos.
Quando perceberam que tudo havia sido descoberto, Bentz, Conger e Feigen confessaram que tudo era mentira e que a versão fantasiosa havia sido criada pelo colega. Na realidade, os quatro estavam bêbados e terminaram se envolvendo em uma confusão com seguranças de um posto de combustível, onde haviam quebrado equipamentos de um banheiro.
O Blog Revista TOTAL tomou conhecimento que diversas entidades da área do turismo estão se preparando para entrar com uma queixa de perdas e danos na Justiça dos Estados Unidos, pois em seu país, o nadador mentiroso deu outras entrevistas e a falsa notícia foi publicada nos EUA.
Nosso Blog dá total apoio à reação dos empresários do turismo brasileiro, pois entendemos que a ação idiota e preconceituosa do nadador norte-americano trouxe enorme prejuízo para o setor. Não aceitamos a hipótese de que o Comitê Olímpico dos EUA já soltou uma nota oficial onde pede desculpas e critica o seu atleta.
Daqui, desse espaço, fazemos uma pergunta: Se a ação tivesse sido praticada por um brasileiro nos Estados Unidos, o que aconteceria?

Por Rosemberg Nascimento – Ascom/Cabo de Santo Agostinho
Fotos: João Barbosa e Jorge Luiz

EDI POE 001O Auditório Luiz Alves Lacerda, no Cabo,  foi palco do 5º Encontro Celina de Holanda de Poetas Recitadores. Poetas, cordelistas, alunos e autoridades homenagearam a autora cabense em alusão ao seu centenário. Na ocasião, foi lançado o CD Celina de Holanda e as Mulheres da Terra, organizado pelo poeta e desenhista Jorge Lopes e produzido pela Panamérica Nordestal, em parceria com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho.

Durante a cerimônia, diversos acadêmicos da literatura pernambucana declamaram poesias de Celina de Holanda e outros escritores. Participaram da homenagem Joel Marcos, Jenifer Amorim, Belly Nascimento, Esperantivo, Jorge Lopes, Vera Rocha e Ivan Marinho. Houve ainda a participação especial de Valmir Jordão e Alan Salles, com a zabumba do Mestre China, e alunos do 9º ano da Escola Municipal Professor Antônio Benedito da Rocha, que emocionaram o público declamando poesias de Vera Rocha, Ivan Marinho e Celina.

No segundo momento, aconteceu a entrega da comenda Celina de Holanda do Mérito Literário aos cidadãos que se destacaram nos serviços prestados à literatura e à cultura pernambucana. Os comendadores foram Evânia Copino, atriz, encenadora e professora da Rede Municipal de Ensino do Cabo, Rosemberg Nascimento, coordenador da área de ensino em Linguagens da Rede Municipal, e os poetas Jorge Lopes e Juarez Correia.

Os homenageados foram escolhidos pelos membros da Academia Cabense de Letras e condecorados pela poetisa Vera Rocha. Receberam menção especial ainda a assessora especial da Secretaria Municipal de Educação, Nelma Oliveira, pelo incentivo literário à comunidade cabense, e Ivan Marinho pela realização da quinta edição do encontro em parceria com a Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo de Santo Agostinho (Sobac).

No final do evento, ocorreu o lançamento do CD Celina de Holanda e as Mulheres da Terra cuja apresentação ficou a cargo de Juareiz Correia. “Agradeço às Secretarias de Educação e de Cultura por terem patrocinado a obra e fico feliz que ambas as instituições estão trabalhando juntas, como deve ser”, frisou Correia. Participaram também do lançamento a neta da homenageada que visivelmente emocionada declamou algumas poesias da avó.

O evento agradou ao público em geral. “Encontros como esse são muito importantes para divulgar a cultura local e aproximar cada vez mais nossos estudantes das letras e arte. Usarei esse CD com meus alunos e divulgarei a obra de Celina”, comentou Gilzete Alves, professora da Escola Municipal Maria Thamar Leite da Fonsêca, localizada em Enseada dos Corais. “Estamos bastante satisfeitos em resgatar grandes nomes de nossa literatura e música. Projetos como esse aumentam o pertencimento dos estudantes cabenses em relação a sua terra”, finalizou Adelson Moura, secretário Municipal de Educação. O secretário de Cultura, Rinaldo Costa, também esteve presente.

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