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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou não haver ilegalidade na prisão do ex-governador do Rio de Janeiro
Brasília(DF), 22/03/2017 - Alexandre de Moraes toma posse e assume vaga de Teori no Supremo Tribunal Federal - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles
Brasília(DF), 22/03/2017 – Alexandre de Moraes toma posse e assume vaga de Teori no Supremo Tribunal Federal ( Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles)
Agência Estado

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou habeas corpus ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Preso desde o dia 29 de novembro, na operação Boca de Lobo, Pezão é acusado de comandar a organização criminosa e de manter o esquema de recebimento de propina que vigorou no governo de seu antecessor, Sérgio Cabral, preso há dois anos.

Para Moraes, não houve ilegalidade na prisão de Pezão, já que há indícios de que o esquema continuou em funcionamento mesmo após o início das investigações, o que constitui ameaça à ordem pública. Além disso, os prejuízos potenciais às contas públicas do esquema de pagamento de propina agravam o caso.

“Para se chegar a esses entendimentos, seria indispensável aprofundada análise das provas constantes dos autos, providência ainda não adotada nem mesmo pela instância de origem e, de todo modo, incompatível com esta via processual”, afirma o ministro em sua decisão.

Filiado ao partido Novo, Salles lidera o movimento Endireita Brasil e foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin
 
Ricardo Salles: advogado vai comandar o MMA do futuro governo. (Secretaria de Meio Ambiente São Paulo/Divulgação/Divulgação)
Ricardo Salles: advogado vai comandar o MMA do futuro governo (Secretaria de Meio Ambiente São Paulo/Divulgação)
Por Vanessa Barbosa

 

SÃO PAULO – O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou neste domingo a escolha do advogado Ricardo Salles para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Com isso, a Esplanada dos Ministérios, que terá 22 pastas, agora está completa.

Formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Salles cursou pós-graduação nas universidades de Coimbra e de Lisboa, em Portugal, além de ter especialização em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

Em 2006 participou da fundação do Movimento Endireita Brasil (MEB), juntamente com quatro amigos, com o intuito de “corrigir” o que chamou de “demonização da direita no Brasil”. A entidade ficou conhecida por criar o Dia da Liberdade de Impostos em São Paulo, em 2010, evento que ocorre no mês de maio.

Em 2012, juntamente com o advogado Guilherme Campos Abdalla, pediu o impeachment do ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, por crime de responsabilidade, no julgamento da ação penal do mensalão.

Gestão pública e inquéritos

Então filiado ao PP, Salles assumiu a secretaria de Meio Ambiente de São Paulo em julho de 2016, durante o governo de Geraldo Alckmin, após o partido apoiar a candidatura de João Doria (PSDB) à prefeitura da cidade.

Seu tempo de comando na pasta foi curto. Ele deixou a Secretaria em agosto de 2017, após uma série de desgastes ocasionados por inquéritos de improbidade administrativa.

No início daquele mês, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito por Salles ter dado andamento à negociação do imóvel que abriga o Instituto Geológico, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, apesar de parecer jurídico contrário à empreitada, considerada “de risco inaceitável” para o estado.

Em outro inquérito do MP, o advogado também é investigado por improbidade administrativa por suposta interferência no processo de elaboração do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Várzea do Rio Tietê.

Criada em 1987, a APA tem 7.400 hectares, abrangendo doze municípios da região metropolitana do estado (Salesópolis, Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Guarulhos, São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Santana de Parnaíba).

As alterações no zoneamento que, segundo o inquérito, seriam de interesse da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), tornaria a área protegida mais permissiva a atividades industriais e minerais.

Em outro inquérito, o secretário passou a ser investigado por ter realizado chamamento público, sem autorização legislativa, para a concessão ou venda de 34 áreas do Instituto Florestal, segundo revelou o jornalista Maurício Tuffani, do site Direto da Ciência.

Durante a gestão da pasta verde no governo estadual, Salles foi constantemente criticado por pesquisadores e ambientalistas por tomar decisões sem levar em consideração aspectos técnico-científicos.

Em novembro, quando o nome de Salles surgiu como potencial indicação para o MMA, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que representa 19 institutos públicos de pesquisa do Estado, emitiu comunicado dizendo que a escolha do advogado seria uma decisão “catastrófica” e colocaria em risco as políticas ambientais no Brasil.

“Trata-se de alguém incapaz de entender a importância da ciência para o desenvolvimento nacional e que já provou ter ligações com representantes de setores que não têm qualquer compromisso com a educação ambiental, a bioecologia e a conservação da natureza”, disse a Instituição.

Em oposição, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) manifestou seu apoio à possível indicação de Ricardo Salles para o comando da pasta. “A entidade acredita que a experiência de Salles pode trazer modernidade, segurança jurídica e eficiência para a gestão do Ministério”, afirmou em nota.

Semanas antes de a indicação ser oficializada, a SRB enviou uma carta ao presidente eleito Jair Bolsonaro em defesa de Salles, argumentando que o advogado pode conciliar as exigências do meio ambiente aos desafios da agricultura para ampliar a competitividade do setor de forma objetiva, com prioridade ao respeito às leis e às instituições.

Futuro ministro

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o futuro ministro do Meio Ambiente disse que seu papel será defender o meio ambiente e respeitar o setor produtivo, posicionamento alinhado às expectativas do presidente eleito, que defende maior aproximação do ministério com os ruralistas e o fim do que chama “indústria de multas” do Ibama.

“Defender o meio ambiente e ao mesmo tempo respeitar todos os setores produtivos do Brasil é o que sintetiza muito nosso sentimento”, disse Ricardo Salles, após ser confirmado para o cargo.

Ao levantar a taça do campeão Palmeiras, Bolsonaro entrou no terreno antigo e pantanoso de trazer o futebol para a política
Dono da Festa - O presidente eleito ergue a taça do campeão Palmeiras: convite de cartolas com ligações suspeitas (Nelson Almeida/AFP)
Dono da Festa – O presidente eleito ergue a taça do campeão Palmeiras: convite de cartolas com ligações suspeitas (Nelson Almeida/AFP)
Por Alexandre Salvador

 

O mineiro Aureliano Chaves (1929-2003), vice do último presidente do regime militar, João Figueiredo, era um homem espirituoso, capaz de em uma única frase resumir comportamentos atávicos. “Esperteza, quando cresce demais, engole o dono” era uma de suas máximas. Ela pode ser aplicada, sem risco de erro, aos políticos brasileiros que associam seu nome a times de futebol, usando o mais popular dos esportes para alimentar sua popularidade e o populismo. O problema é que se trata de um terreno pantanoso, que com frequência traz mais dissabores que glórias.

Convidado a erguer a taça de campeão brasileiro merecidamente conquistada pelo Palmeiras, Bolsonaro foi ao estádio, fez seu clássico gesto de arma em punho, trocou continências com o volante Felipe Melo e o treinador Luiz Felipe Scolari, ouviu gritos de “mito, mito” e teve motivos para sentir-se em casa diante de mais de 40 000 pessoas — lembre-se que ele foi batizado em homenagem a um dos grandes craques da história do alviverde paulista, Jair Rosa Pinto, e é, portanto, palestrino de quatro costados.

No entanto, como futebol e política nutrem uma relação de atração e repulsa, nem tudo saiu como esperado. Mesmo antes da partida ao fim da qual o Palmeiras receberia a faixa, postes nas cercanias do estádio paulistano avisavam, com fotos de Bolsonaro em que aparece vestindo as camisas do Flamengo, do Grêmio, do Santos, do Botafogo, do Fluminense e do Sport: “Malandro é o Bolsonaro. Todo ano é campeão”. Não há nada de mais em vestir a casaca de qualquer clube, evidentemente, mas a variedade do vestuário autoriza a impressão de esperteza, aquela mesma que engole o dono. “Bolsonaro, oportunista”, dizia outro pôster.

Nos dias seguintes ao da festa, um grupo de palmeirenses ilustres, de evidente coloração política diferente da de Bolsonaro, escreveu uma carta de protesto — fazem parte do rol o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o cientista Miguel Nicolelis e o cineasta Luiz Villaça. “Sequestraram nosso momento mais especial”, diz o documento, para em seguida detalhar o desconforto com a presença de Bolsonaro. “O incômodo tem fonte não apenas no histórico de declarações xenofóbicas que desonram nossas tradições, mas também nas diversas e documentadas manifestações racistas, misóginas e homofóbicas, entre outras.”

Quem mais explorou a ligação entre futebol e política na história recente foi o ex-presi­dente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar da péssima experiência que viveu em 1989. Naquele ano, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, que perderia para Fernando Collor, Lula teve a mastodôntica ideia de ir ao Estádio do Morumbi para torcer contra o São Paulo, que jogava a final do campeonato com o Vasco da Gama. Notório corintiano, naquela tarde Lula anunciou que, no Rio, ele era Vasco. Sentou-se nas cadeiras cativas — e tomou uma vaia inesquecível. “Au, au, au, Lula pro Mobral”, gritavam os são-paulinos. No intervalo, Lula decidiu ir para casa, mas não aprendeu a lição de que associar-se a um clube, seja qual for, pode acabar dando em desastre.

Passado - Médici e seu radinho (à esq.), e Sanchez e Lula: futebol e política (Assis Hoffmann/Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Passado - Médici e seu radinho (à esq.), e Sanchez e Lula: futebol e política (Assis Hoffmann/Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Na Presidência, e hoje esse capítulo é parte da história recente da corrupção brasileira, Lula, amicíssimo do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, fez de tudo para que seu time tivesse um estádio próprio. Intercedeu em favor de seu clube na negociação com a Odebrecht para a construção do estádio, no bairro de Itaquera. “Foi um pedido de Lula a meu pai”, revelou Marcelo Odebrecht em sua delação premiada, ao tratar da obra. Orçada inicialmente em 400 milhões de reais, a Arena Corinthians custou mais de 1 bilhão de reais ao ser alçada a palco da partida de abertura da Copa do Mundo de 2014. Esse favor em nome de Lula é alvo de investigação policial. A Justiça do Rio Grande do Sul já condenou o Corinthians e a Odebrecht, além do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Fontes Hereda, a ressarcir 400 milhões de reais aos cofres do estado por considerar o empréstimo para a construção da arena, intermediado pelo BNDES, lesivo ao patrimônio público.

Nestes tempos de combate mais severo à corrupção, os políticos que se aproximam do futebol — sobretudo dos cartolas do futebol — precisam ter atenção redobrada. A participação de Bolsonaro e do senador eleito Major Olimpio (corintiano roxo) na cerimônia de premiação do Palmeiras foi decidida minutos antes pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Bolsonaro encontrou-se com o atual mandatário da CBF, Antônio Carlos Nunes, e seu sucessor no cargo, Rogério Caboclo, nos camarotes do Allianz Parque. Nunes e Caboclo são ligados ao ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero, banido do futebol por participar do maior esquema de corrupção já descoberto no esporte. Del Nero era o vice de José Maria Marin, preso e condenado nos Estados Unidos quando eclodiu o caso conhecido como “Fifagate”.

Política e futebol andam de mãos dadas desde sempre. Em governos autoritários ou exageradamente nacionalistas, o esporte foi usado como instrumento de aproximação entre o poder e o povo. O general Emílio Garrastazu Médici, presidente do Brasil entre 1969 e 1974, tinha dois times de coração. No Rio Grande do Sul, seu estado natal, era Grêmio. Fora dele, torcia pelo Flamengo — um pouco como faz Bolsonaro, de vários corações. Como registrou o jornalista André Iki Siqueira na biografia do também jornalista e técnico de futebol João Saldanha, “Médici gostava de ver jogo no estádio ouvindo radinho de pilha, grudado ao ouvido. Saldanha, aliás, duvidava de que o rádio estivesse mesmo ligado. Provocava, dizendo que era só para enganar o torcedor”. Opositor do regime militar, Saldanha foi sacado do posto de treinador da seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 1970. A tese mais aceita é que não agradava aos militares a ideia de ver um comunista de carteirinha levar o Brasil ao tricampeonato mundial.

Eleito no pleito mais polarizado desde a redemocratização, Bolsonaro ainda navega na memória de sua vitória nas urnas. Sua popularidade mantém-se alta, mas é inexorável que sofra um declínio depois que assumir o governo e começar a enfrentar a dura realidade de administrar o país no dia a dia. É nesse momento, quando o aplauso popular começa a escassear, que as atitudes celebratórias num estádio de futebol adquirem uma nova leitura: deixam de ser a expressão legítima de um torcedor entusiasmado e passam a ser vistas como gesto de demagogia de um oportunista. Por isso, quando se trata de futebol, o melhor mesmo para um presidente é limitar-se a torcer pela seleção brasileira. Aí, sim, não há risco de erro.

Publicado em VEJA de 12 de dezembro de 2018

DIPLOMAÇÃO

Por Márcio Maia

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) diplomou os gestores e parlamentares eleitos nas eleições de outubro e novembro passados em solenidade no Classic Hall, em Olinda, presidida pelo desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo.. O governador Paulo Câmara (PSB) foi diplomado para ser reconduzido ao segundo mandato como chefe do Executivo estadual. Também foram diplomados a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB), deputados federais e estaduais e o senador Humberto Costa (PT). O senador Jarbas Vasconcelos (MDB) e os deputados federais Daniel Coelho e Augusto Coutinho já haviam sido diplomados, antecipadamente, a pedido, em decorrência de compromissos na Suíça e na Polônia. O TRE-PE também entregou certificados aos sete conselheiros distritais eleitos em Fernando de Noronha e a mais um suplente.

DIPLOMAÇÃO 2

Durante a solenidade, Paulo Câmara disse que a meta é continuar o trabalho sério e competente que os pernambucanos estão aprovaram nas urnas. “Agora, é cumprir a nova etapa, a nova tarefa, enfrentar os desafios de governar o Estado de Pernambuco diante, ainda, de um cenário econômico adverso no âmbito do Brasil e buscar melhorar os serviços públicos. Essa é a nossa missão essencial: ajudar a população e buscar manter Pernambuco na frente, equilibrado, mantendo as contas em dia””.

DIPLOMAÇÃO 1Ele ressaltou que é preciso de união para resolver os problemas do Estado. “Os palanques estão desmontados e as mãos abertas para outras mãos de boa fé, que queiram ajudar a resolver as questões mais urgentes. Uma delas é a retomada do diálogo nas relações políticas. “Fomos levados a um nível exacerbado de intolerância que deixou rastros profundos em toda parte. Muitos simplesmente não querem ouvir a voz contrária. E sem ouvir a voz contrária, como fortalecer a democracia, um sistema político que se consolida com o embate dos argumentos?””

“Disse ainda que vai agir para conviver em harmonia com o futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL) buscando recursos para Pernambuco. “Estamos prontos para trabalhar a favor destes acordos no plano nacional, quando estiverem em jogo decisões de relevância para o futuro do Brasil. Estamos prontos para fazer o mesmo no nosso Estado, procurando reunir todos dispostos a contribuir, de alguma forma, para o desenvolvimento econômico, social e cultural de Pernambuco””.

Paulo Câmara congratulou-se com os colegas eleitos. “”Quero parabenizar a minha vice-governadora, Luciana Santos, primeira mulher eleita para esse cargo, os senadores eleitos, Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa, todos os deputados estaduais e deputados federais. Desejo sucesso e temperança a todos no exercício dos mandatos populares legitimados pelos votos das pernambucanas e dos pernambucanos””.

Fotos: Aluisio Moreira/SEI
Em entrevista coletiva, futuro chefe da Casa Civil também falou sobre corrupção
Federal lawmaker Onix Lorenzoni, who was appointed Chief of Staff by President-elect Jair Bolsonaro, waves as he arrives to Bolsonaro's transition headquarters in Brasilia, Brazil, Tuesday, Dec. 4, 2018. Bolsonaro will be sworn in on Jan. 1. (AP Photo/Eraldo Peres)
                                                                                                                                                                                                                                                                                            AP Photo/Eraldo Peres
Da Redação de Veja

 

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse a jornalistas que não tem medo de ser “canetado“pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Investigado pelo Supremo Tribunal Federal, após denúncias de caixa 2, Onyx também afirmou que nunca esteve envolvido em corrupção. Nesta semana, Bolsonaro informou à jornalistas que usaria “a caneta BIC” em caso de comprovação de “denúncia robusta”.

Giro Veja também destaca o repouso forçado de Jair Bolsonaro. O presidente eleito informou, pelo Twitter, que cancelou a ida a um evento da Força Aérea, no interior de São Paulo por recomendação médica. Na rede social, ele explicou que a rotina dos últimos dias e as poucas horas de sono o obrigaram a cancelar a agenda desta sexta-feira. Bolsonaro ainda precisa se submeter a outra cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia.

 

Homenagem – Cerimônia, proposta pelo presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, contou com a presença de várias autoridades, como o governador Paulo Câmara, além de familiares, amigos e correligionários 
Homenagem – Cerimônia, proposta pelo presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, contou com a presença de várias autoridades, como o governador Paulo Câmara, além de familiares, amigos e correligionários 

 

 

Ao final do décimo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa, o deputado Henrique Queiroz (PR) foi homenageado, em Reunião Solene nesta quarta (5), pelos 40 anos de atuação na Alepe. A cerimônia ocorreu no Plenário Governador Eduardo Campos e contou com a presença de várias autoridades, como o governador Paulo Câmara, além de familiares, amigos e correligionários.  “Trata-se de um homem de verdadeiro espírito público, democrata e defensor dos interesses maiores de Pernambuco”, disse o presidente da Casa de Joaquim Nabuco, deputado Eriberto Medeiros (PP), que propôs a iniciativa.

Medeiros fez um relato sobre a trajetória de Queiroz, natural de Limoeiro (Agreste Setentrional), mas que sempre teve estreita ligação com o município de Vitória de Santo Antão (Mata Sul), onde foi vereador por dois anos antes de conquistar uma cadeira na Assembleia em 1978. O deputado foi membro efetivo do grupo que elaborou a Constituição do Estado de Pernambuco, em 1989, e presidente das Comissões Permanentes de Meio Ambiente, Educação e Cultura, Negócios Municipais e Redação Final. Assumiu, ainda, importantes cargos no Poder Legislativo, como os de vice-presidente, 3º e 4º secretários, além ter sido vice-líder do Governo Jarbas Vasconcelos.

“Nosso homenageado é autor de mais de cem leis estaduais, em diversas áreas, como cidadania, saúde e meio ambiente. Além disso, sempre marcou posição em prol da educação pública de qualidade. Por sua iniciativa, foi realizado o 1º Seminário de Educação desta Casa”, destacou Eriberto Medeiros. O presidente da Alepe também elencou outros feitos que tiveram a participação de Queiroz, a exemplo da desativação de lixões no Interior; eletrificação rural do Vale do Catimbau (região entre o Agreste e o Sertão do Estado); construção de obras de infraestrutura, como pontes e estradas; e inauguração do Polo Industrial de Vitória de Santo Antão.

“Nesta solenidade, no entanto, gostaria de deixar registrada uma outra grande virtude de Henrique Queiroz: a sua humildade, marcada por uma enorme disposição em sempre aprender mais. Esse, certamente, é um dos maiores traços de sua personalidade e fato que o torna tão admirado por todos os colegas de mandato, funcionários e colaboradores que tiveram a felicidade de usufruir de sua convivência nesta Casa legislativa”, completou Medeiros, que entregou uma placa comemorativa ao homenageado.

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Durante a cerimônia, que lotou o Plenário, também discursaram os líderes da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB), e do Governo, Isaltino Nascimento (PSB). “O Parlamento pernambucano tem muito apreço por Henrique Queiroz, que sempre fez política com seriedade e respeito às pessoas. Vossa Excelência emprestou sua vida à política”, afirmou Costa Filho, acrescentando ser um privilégio poder participar da homenagem.

HENRIQUE QUEIROZ 40 3“São dez mandatos consecutivos, 40 anos dedicados ao Legislativo, uma prova de que o povo acredita no seu trabalho”, observou Nascimento, enfatizando que Queiroz é o deputado com mais mandatos na Alepe. “Ele entra para a história como um dos mais importantes deste Parlamento.”

A servidora Cynthia Barreto, superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico do Legislativo, falou em nome dos funcionários: “Esta é uma justa e afetuosa homenagem, um profundo reconhecimento por parte dos que tiveram a satisfação e a oportunidade de conviver com Henrique Queiroz”. Já a servidora Graça Vasconcelos, lotada na Secretaria Geral da Mesa Diretora, entregou ao homenageado uma compilação do trabalho desenvolvido por ele em 40 anos na Assembleia.

HENRIQUE QUEIROZ 40Comenda – O deputado também recebeu do governador Paulo Câmara a Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes, maior comenda do Poder Executivo de Pernambuco. Ao iniciar seu discurso na tribuna, enfatizou: “Dever cumprido, felicidade e esperança. Essas são as palavras que expressam meu estado de ânimo neste momento. Quando assumi meu primeiro mandato, há 40 anos, elegi três metas prioritárias: trabalhar para o povo, trabalhar pelo povo e trabalhar pelo desenvolvimento de Pernambuco”.

Formado em Direito, Queiroz falou sobre sua trajetória política, o trabalho como parlamentar e lembrou a atuação de vários governadores do Estado. “Fiz a escolha certa: fazer política, pois só ela consegue reunir dois pilares fundamentais para qualquer civilização, conhecer as necessidades de um povo e ter o poder de provê-las”, destacou, pontuando que um bom político trabalha pela coletividade.HENRIQUE QUEIROZ 40 8

“Não tenho outra palavra, a não ser dizer aqui para todos: gratidão!” O deputado também agradeceu aos demais parlamentares, aos funcionários da Alepe e à família, em especial, à esposa Cristina. “Hoje, humildemente, na frente de todos e no momento em que fecho este ciclo em minha vida, peço desculpas pela minha ausência.”

Henrique Queiroz se candidatou a deputado federal no último pleito, mas não se elegeu. O filho dele, Henrique Queiroz Filho, foi eleito deputado estadual para a próxima legislatura (2019-2022). A Reunião Solene também teve a participação do Coral Vozes de Pernambuco, do cordelista Luciano Neves e do cantor Ed Carlos.

HENRIQUE QUEIROZ 40 7

Fotos: Giovanni Costa

BOLSO EDUCAÇÃO

Estadão Conteúdo

 

O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, informou nesta segunda-feira, 3, que o presidente eleito Jair Bolsonaro terá uma assessoria especial de comunicação quando assumir o cargo.

A assessoria especial será um órgão subordinado à Presidência da República e independente da atual Secretaria Especial de Comunicação (Secom). Entre as atribuições, estará a gestão das redes sociais de Bolsonaro, além de atendimento à imprensa sobre assuntos relacionados diretamente ao presidente eleito.

A Secom tem sido uma das áreas de disputadas no novo governo, chegando a provocar discórdia entre o vereador no Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente eleito e que coordenou a campanha nas mídias sociais, e o futuro ministro Gustavo Bebianno.

Por causa das disputas, Carlos deixou Brasília há alguns dias anunciando que estava se afastando da sua atuação neste setor. Apesar das polêmicas, Bolsonaro ainda quer convencer o filho, de alguma forma, mesmo que no Rio de Janeiro, a continuar ajudando no comando das postagens das redes sociais. Por isso, o governo quer reduzir o tamanho da Secom e focar os trabalhos na área digital.

A atual Secom continuará sob o comando da Secretaria-Geral da Presidência, que será comandada por Bebianno, mas tratará apenas dos assuntos de governo.

Na semana passada, o presidente eleito disse que o general da reserva Floriano Peixoto Vieira Neto poderá ir para a Secom. Hoje, Onyx Lorenzoni não deixou claro qual será a função de Floriano, mas lembrou que o general já é da equipe de transição e lida com a área de comunicação. A ideia é que o general possa cuidar dos contratos de publicidade do governo, área que gera preocupação entre a equipe presidencial.

Segundo Onyx, ainda não está definido quem será o porta-voz de Bolsonaro. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é cotada para o cargo.

DÓRIA DÁ AS CARTAS

 

O governador eleito de São Paulo venceu a batalha velada travada com Geraldo Alckmin e com o próprio Fernando Henrique Cardoso.

João Dória já definiu inclusive o novo posicionamento ideológico do PSDB: Será um partido de centro.

O ex-governador Alberto Goldman, o maior desafeto de Dória, já está devidamente expulso das hostes tucanas.

Geraldo Alckmin e FHC falam em mudança partidária. Na realidade, ambos estão ‘mortos’ politicamente.

Ou admitem a liderança de Dória ou caem fora.

OTTO DANTAS]

Otto Dantas (*)

 

 

 

LIVRO LULINHA & LULECO

 

Não houve delação, nem tampouco o sujeito está preso.

O homem que vivenciou todos os detalhes do enriquecimento de Fabio Luís Lula da Silva, resolveu esmiuçar a história em um livro.

Os negócios milionários, os contratos sem nenhuma lógica comercial e as operações suspeitas que faziam jorrar milhões em empresas de fachada que nada produziam.

Marco Aurélio Vitale, diretor do grupo empresarial de Lulinha durante sete anos, concluiu o livro sobre o palpitante assunto.

“O Sócio do Filho” desvenda as sociedades e negócios milionários que foram realizados por Lulinha e seus sócios: Jonas Suassuna, Fernando Bittar e Kalil Bittar, através da influência política do ex-presidente Lula.

O grupo criminoso também realizou negócios fraudados com o governo do Rio de Janeiro na gestão Sérgio Cabral e com a prefeitura da cidade na gestão Eduardo Paes.

Antes de escrever ‘O Sócio do Filho’, Vitale teve o cuidado de entregar, pessoalmente, todos os arquivos e documentos que atestam a sua veracidade à Polícia Federal do Paraná – Força Tarefa da Lava Jato. Além de entregar voluntariamente essas provas, oficializou em depoimentos os fatos relatados à Receita Federal – Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e Polícia Federal – Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba.

É bomba!

Mais uma.

(*)Articulista e Repórter – otto@jornaldacidadeonline.com.br

LULINHA X LULECO

 

 

Doravante, a situação dos filhos de Lula tende a se complicar, notadamente nos casos de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de Luís Cláudio Lula da Silva, o Luleco.

Lulinha já tem até livro circulando na praça, onde são contados todos os detalhes das falcatruas das quais participou.

Ex-diretor da empresa de Lulinha conta tudo em livro, do zoológico ao enriquecimento Ex-diretor da empresa de Lulinha conta tudo em livro, do zoológico ao enriquecimento. (Vide matéria a seguir).

Luleco, por sua vez, está com todos os seus passos sendo monitorados diuturnamente pela Receita Federal.

A coluna de Lauro Jardim, na Veja, informa que “por ordem do Fisco, os cartórios paulistas são obrigados a informar qualquer transação envolvendo empresas do herdeiro”.

Parece óbvio que tão logo o novo governo assuma, o cerco se feche.

Informação obtida pelo Jornal da Cidade Online, dá conta de que uma operação deverá ser desencadeada tendo como alvo tão somente os crimes cometidos pelos filhos do ex-presidente.

É a “Herança Maldita”.

Da Redação Jornal da Cidade Online
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