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Gustavo Montezano disse que principal mudança é criação da diretoria de Negócios e Serviços para atendimento ao público

 BNDES

Paulo Vitor/Agência Estado

Agência Brasil

 

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta sexta-feira (12/07/2019), ao anunciar a nova diretoria do banco, que a atuação da instituição será reforçada como um banco de serviços para o Estado brasileiro, concentrando atividades em projetos de impacto social.

Segundo Montezano, a principal mudança na direção da instituição é a criação de diretorias de Negócios e Serviços, cujo foco serão o atendimento a clientes públicos, destacando a União, estados e municípios. Será instituída a Diretoria de Relações Institucionais e Governo, com sede em Brasília, com a missão de atender os clientes públicos, viabilizando soluções que repercutam de forma positiva para os cidadãos brasileiros.

Suposta “caixa-preta” do BNDES é saia justa para novo presidente

O BNDES terá também uma diretoria de Compliance (governança) e uma de Recursos Humanos, que tratará da adaptação dos empregados à nova estratégia do banco.

Integram a nova diretoria do BNDES Leonardo Cabral (Privatizações), Adalberto Vasconcelos (Relações Institucionais e Governo), Ricardo Barros (Operações), Alexandre Marques (‘Compliance’) e Saulo Puttini (Jurídica). Os titulares das outras três diretorias (Empresas, Estratégia e Transformações Digitais e Finanças) ainda não foram definidos. Denise Pavarina, Roberto Marucco e José Flávio Ramos permanecem interinamente ocupando esses cargos durante o período de transição.

Gustavo Montezano tomará posse na próxima terça-feira (16/07/2019), no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele assume o lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão da presidência do BNDES em junho.

A marca está entre as maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil e chega ao público adotando nova identidade visual e nome, com a reestruturação dos antigos postos Total Combustíveis

12 07 PETRONAC

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Investindo em expansão, a Petronac Combustíveis (antiga Total Combustíveis) inaugurou seu segundo posto com bandeira própria, na última sexta-feira (12), no bairro de Campo Grande. A qualidade dos produtos comercializados e a agilidade estão entre os diferenciais dos postos com bandeira da marca. A unidade Petro Ferraz possui loja de conveniência, espaço para troca de óleo e está situada na Estrada de Belém, Zona Norte do Recife.

O cliente que abastecer no Petro Ferraz participará da ação Blitz Pit Stop: Abasteceu, Ganhou e terá a experiência de um verdadeiro pit stop com disponibilização de brindes da marca. Além da ação, a unidade receberá o laboratório móvel da Petronac atestando a qualidade do combustível distribuído pela empresa. Com o laboratório, os donos de posto têm um acompanhamento da qualidade do combustível oferecido, recebem orientações sobre o manejo correto além da possibilidade de levar informações para os consumidores. O laboratório móvel visita não somente os postos Petronac, mas também clientes bandeira branca.

As inaugurações fazem parte da estratégia de expansão dos negócios da empresa, que, em 2017, deixou de ser Total Combustíveis. “A reestruturação dos postos visa a qualidade, rentabilidade e satisfação dos clientes. A agilidade e qualidade da Petronac é perceptível com nossos lançamentos, oferecendo abastecimento com excelência e uma melhor experiência no atendimento dos clientes”, garante o CEO da Petronac, Alberto Perez. O primeiro lançamento com a bandeira própria da marca aconteceu nesta semana com o Posto Portela, na Rua Conselheiro Portela.

A Petronac está entre as maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, atendendo 3,8 mil clientes pelo Brasil. Em Pernambuco são aproximadamente 400 postos atendidos pela distribuição da empresa. Com sede no Recife, a Petronac conta com quatro bases próprias de distribuição (Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal) e 17 filiais nas regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste, fornecendo combustível para cerca de 1 mil municípios. A marca é reconhecida pela qualidade dos seus produtos, por prezar pelo relacionamento com os seus clientes e como uma empresa inovadora e de confiança.

26 06 PAULO GUEDES

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, elogiou as mudanças no mercado de gás brasileiro, aprovadas, nesta segunda-feira (24), pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Segundo Guedes, o plano para abertura do mercado de gás natural no Brasil pode contribuir para uma redução de 40% no preço da energia no país em cerca de dois anos.

“Um choque de energia barata é tudo que todos sonham. Tem muita coisa boa quando se faz uma coisa como essa. Estamos superotimistas que isso vai fazer o Brasil crescer”, afirmou o ministro, segundo a revista Exame.

De acordo com o ministro, o Brasil já quebrou o monopólio na produção e agora vai quebrar também o da distribuição:

“Isso então é que deve reduzir o preço da energia. E os cálculos são esses, eu tinha uns cálculos até um pouquinho mais otimistas. Pode ser que a energia caia cerca de 40% em menos de dois anos até, mas são simulações.”

Segundo o jornal Estadão, o ministro afirmou que a quebra do monopólio do gás é um movimento de mercado, mas o governo federal não vai socorrer os Estados:

“Para fazer plano do gás não tem dinheiro do governo. A cessão onerosa é cessão onerosa; novo mercado do gás é o novo mercado de gás; não tem toma la dá cá.”

Caesb fará restituição de mais de R$ 10 milhões para mais de 500 mil unidades habitacionais que gastaram menos entre 2017 e 2018

Brasília(DF), 05/03/2017 - molhar o jardim - lago sul - Racionamento de água - falta d'àgua - desperdício  . Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Por Nathalia Cardim

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Brasília(DF), 09/11/2015 - Água - Medidor da Caesb - Foto: Michael Melo/Metrópoles
Brasília(DF), 09/11/2015 – Água – Medidor da Caesb – Foto: Michael Melo/Metrópoles

Os brasilienses que economizaram na conta de água, de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, receberão um desconto na fatura. A partir deste mês de junho, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) volta a dar o bônus-desconto de 20% para os usuários que conseguiram reduzir o consumo no período, apurado mês a mês e depois totalizado.

Segundo a estatal, serão R$ 10.012.667,18 em benefícios, distribuídos entre 503.771 unidades em todo o DF. Os clientes da Caesb com direito ao bônus receberam o comunicado com a conta do mês de maio. O valor concedido em 2019 refere-se a, aproximadamente, 62% do valor concedido no ano passado, que foi de R$ 16.183.841,10. As devoluções serão aplicadas nas faturas em única parcela e de acordo com 12 faixas de redução de consumo.

Calendário de Concessão de Descontos

 

23 06 AGUA TABELAA medida atende à Lei nº4.341, de 22 de junho de 2009 e à Resolução nº 6 da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), de 5 de julho de 2010, e está sendo praticada pela Caesb pelo nono ano consecutivo. Desde setembro de 2009, a companhia encaminha, no verso da fatura, informações da legislação que dispõe sobre o incentivo à redução do consumo de água na capital da República.

Cálculo

No mês de fevereiro, a Caesb encaminhou ao titular da conta, que reduziu seu consumo, um demonstrativo contendo:

  • Volume economizado em metros cúbicos no período de apuração;
  • Volume básico de cálculo do bônus-desconto em metros cúbicos;
  • Tarifa inicial da categoria, em reais por metro cúbico vigente na data;
  • Valor do bônus-desconto em reais e a forma de concessão do bônus.

O montante será calculado multiplicando a tarifa inicial da categoria em que o usuário está enquadrado por 20% do somatório dos volumes mensais economizados no período de 12 meses de apuração.

Como calcular

Com base em um exemplo prático, os consumidores podem entender como será o desconto. Levando-se em conta um cliente residencial que consumiu, em janeiro de 2017, 40m³ e, em janeiro de 2018, 10m³ — no caso, 30m³ a menos. O bônus-desconto prevê 20% desta economia realizada, sendo 6m³. Para obter o valor em reais do bônus, deve-se multiplicar os 6m³ pelo valor da tarifa residencial popular, que é de R$ 3,14. O bônus a ser concedido, portanto, será de R$ 18,84.

Já um cliente B (de tarifa comercial) que consumiu 491m³em fevereiro de 2017 e, em março de 2018, gastou 446m³. Com 45m³ a menos no medidor, o bônus-desconto prevê 20% desta economia realizada, sendo 9m³. Para obter o valor em reais do bônus, deve-se multiplicar o 9m³ pelo valor da tarifa, que é de R$ 7,97. O bônus a ser concedido será de R$ 71,73.

Veja as demonstrações abaixo:

23 06 ÁGUA TABELA 1

* Com informações da Caesb

Bolsonaro veta bagagem gratuita em voos domésticos

Brasília - Fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) realizam fiscalização sobre cobrança de bagagens pelas companhias aéreas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília – Fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) realizam fiscalização sobre cobrança de bagagens pelas companhias aéreas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Postado por Marcos Lima Mochila

 

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (17) pela Secretaria de Imprensa da Presidência.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou nesta segunda-feira (17) trecho da medida provisória aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional que determinava a gratuidade para bagagem de até 23 quilos em aviões com capacidade acima de 31 lugares, nos voos domésticos.

Segundo o Palácio do Planalto, o veto se deu por razões “de interesse público e violação ao devido processo legislativo”, informa o site UOL.

Conhecido como MP das aéreas, o texto modificava uma autorização concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em dezembro de 2016 para cobrar pelo despacho de bagagens.

Em contrapartida, o texto garante ao passageiro o direito de levar gratuitamente 10 kg em bagagens de mão nos trechos nacionais, registra o site InfoMoney.

Na última sexta-feira (14), em café da manhã com jornalistas, o presidente chegou a cogitar editar uma medida provisória específica para garantir a cobrança de bagagem apenas para empresas de baixo custo (low cost) que operam no país.

Substituto de Joaquim Levy era secretário especial adjunto de Desestatização do Ministério da Economia

17 06 BNDES

Postado por Marcos Lima Mochila

Menos de 24 horas após a saída de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) definiu o nome do substituto: o economista Gustavo Montezano assume a vaga.

A confirmação aconteceu nesta segunda-feira (17/06/2019), após Bolsonaro se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no Palácio do Planalto, por duas vezes, pela manhã e no meio da tarde. O encontro da manhã não estava na agenda oficial do presidente e do ministro.

17 06 GUSTAVO MONTEZANO

Montezano é o atual secretário especial adjunto de Desestatização do Ministério da Economia. Indicado por Guedes, ele era um dos nomes em especulação pela equipe econômica. O economista estava fora do Brasil e voltou ao país para assumir cargo no governo de Bolsonaro. Engenheiro mecânico pelo Instituto Militar de Engenharia e mestre em economia pela IBMEC, ele trabalhava diretamente com Salim Mattar. Aos 38 anos, foi sócio do BTG Pactual e trabalhava em Londres na ECTP (Ex- BTG Pactual Commodities).

Quem presidirá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) após a renúncia do economista Joaquim Levy?

17 06 BNDES MUDANÇA

Por Tarciso Morais / RENOVA Mídia

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Antes mesmo que o presidente do BNDES, Joaquim Levy, pedisse demissão do cargo, integrantes da área econômica do governo de Jair Bolsonaro já discutiam reservadamente quem poderia substituí-lo.

Gustavo Franco
Gustavo Franco

Segundo apurou o jornal Estadão, largam na frente Gustavo Franco (*), ex-presidente do Banco Central que assumiu a presidência do conselho do BNDES neste ano, e

Salim Mattar
Salim Mattar

Salim Mattar, secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia.

 

Carlos Thadeu
Carlos Thadeu

Também estão no páreo Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, funcionária de carreira do BNDES e atual presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).17 06 SOLANGE VIEIRA

O presidente Bolsonaro quer que a troca no comando do banco reforce o discurso de “despetização” do banco estatal.

O novo chefe do banco terá que avançar a promessa de campanha de Bolsonaro de abrir o que chama de “caixa-preta” do BNDES.

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Nota da Redação: O nome de Gustavo Franco, se estiver entre os candidatos a assumir a presidência do BNDES, é um dos mais improváveis de ser escolhido. A não ser que Bolsonaro não leve em consideração o que ele declarou em abril/18 à InfoMoney, conforme o link abaixo:

Bolsonaro eleito será péssimo para economia, diz Gustavo Franco – InfoMoney

Veja mais em: https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7377944/bolsonaro-eleito-sera-pessimo-para-economia-diz-gustavo-franco

 

17 06 BOLSO X LEVY

Por Marcos Lima Mochila

 

 

Quando, durante a campanha à Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro afirmou diversas vezes em discursos e publicações em redes sociais que o BNDES é uma “caixa-preta” e afirmou que daria mais transparência às operações do banco, Joaquim Levy, com certeza, já estaria ciente que seria o presidente do banco. Mesmo que ainda não estivesse ciente, deve ter acompanhando o noticiário e ouviu o que Bolsonaro prometeu.

O ainda candidato também criticou empréstimos do banco à Venezuela e disse que o Brasil, por meio do BNDES, “patrocinava o socialismo”. Depois de eleito, continuou falando em dar mais transparência às operações.

Logo na segunda semana de mandato, Bolsonaro deu posse aos novos presidentes do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Passaram-se, portanto, cinco meses e Joaquim Levy nada fez para cumprir as promessas do chefe.

17 06 MARCOS BARBOSA PINTONo sábado (15), o presidente Jair Bolsonaro deu uma bronca pública no presidente do BNDES, Joaquim Levy, e ameaçou demiti-lo caso ele não suspendesse a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto do cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento. “Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disse o presidente neste sábado. “Falei para ele: (Levy) demite esse cara na segunda (dia 17) ou eu demito você (Levy) sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)”, afirmou o presidente.

17 06 BOLSO EM SANTA MARIA

Bolsonaro deu a declaração ao sair do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, em direção à base militar, de onde partiu para Santa Maria (RS), onde participou de uma cerimônia militar, tendo sido recebido com uma calorosa recepção. “Governo tem que ser assim: quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e que ele conhece a meu respeito, ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo”, continuou o presidente. Ao ser questionado por uma jornalista se estava demitindo publicamente o presidente do BNDES, Bolsonaro negou. “Você tem problema de audição?”, questionou à repórter.

Na sexta-feira, durante café da manhã com jornalistas, Bolsonaro demitiu o presidente dos Correios, general Juarez

(Brasília - DF, 05/04/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante café da Manhã com Jornalistas. Foto: Marcos Corrêa/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante café da Manhã com Jornalistas. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Cunha, por ter-se comportado como “sindicalista”, sendo contrário à privatização da estatal, avalizada pelo presidente. Agora, o que irritou Bolsonaro foi o presidente do BNDES ter colocado Pinto – que já tinha trabalhado como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007 – na diretoria que terá como foco a venda de participações da BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. O próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista.

… para janeiro/2019

Vale lembrar que, após 10 dias de Joaquim Levy ter sido eleito – não se sabe se orientado pelo novo presidente do banco estatal -, o BNDES divulgou uma lista dos seus 50 maiores clientes, em cuja divulgação constava também a relação dos seus maiores devedores:

BNDES divulga lista com os 50 maiores clientes do banco

17 06 BNDES

Banco criou página para organizar informações que já estavam disponíveis

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta sexta-feira (18) a lista dos seus 50 maiores clientes e todas as operações com eles realizadas nos últimos 15 anos.

De acordo com o banco, os dados já estavam no site, mas as informações estavam fragmentadas em diversas páginas, separadas por linhas de financiamento, disponíveis de uma “maneira difícil para a maioria das pessoas”. Agora os dados estão concentrados em um único link.

Criado durante o governo de Getúlio Vargas, em 1952, o banco estatal tem como objetivo financiar o desenvolvimento da economia, e historicamente tem oferecido empréstimos de longo prazo e taxas de juros mais favoráveis tanto para empresas como para governos estaduais e municipais. O BNDES gere recursos públicos e tem o Tesouro Nacional como seu acionista.

Desde 2004, figuram entre os cinco maiores clientes do banco: Petrobras, Embraer, Norte Energia, Vale e a construtura Odebrecht, envolvida em escândalos de corrupção na Operação Lava Jato.

De acordo com os dados divulgados pelo BNDES, a construtura fechou empréstimos no valor de R$ 18 bilhões nos últimos 15 anos. O maior tomador de recursos é a Petrobras: R$ 62,429 bilhões.

Segundo o BNDES, o objetivo da mudança é “tornar a navegação mais amigável e acessível”, conferir mais transparência e facilitar ao público entendimento sobre as operações e investimentos do banco.

“A disponibilização da lista, com acesso a um grande número de detalhes de cada operação, é parte do esforço de transparência que o Banco tem feito e que deve ser a marca das suas ações sempre”, informou o banco por meio de nota divulgada nesta sexta.

Cinco maiores tomadores de recursos do banco nos últimos três anos (2016-2018):

Embraer SA

Xingu Rio Transmissora de Energia

Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul

Fibria Celulose SA

Belo Monte Transmissora de Energia SA

De acordo com as últimas estimativas divulgadas pelo banco, o BNDES deve fechar 2018 com o menor volume de empréstimos dos últimos 10 anos, com um total de cerca de R$ 71 bilhões em desembolsos, o que representa 0,99% ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O valor fica pouco acima do montante contratado no ano anterior, que somou R$ 70,8 bilhões, mas menor que o percentual em relação ao PIB, que foi de 1,08% em 2017.

Investimentos no exterior

O banco também facilitou acesso direto a todos os contratos de exportação de bens e serviços brasileiros de engenharia para projetos em outros países.

Foi disponibilizado um link que permite acessar, na íntegra, os contratos assinados entre o BNDES, o país importador e a empresa brasileira exportadora de bens e serviços de engenharia.

Estão disponíveis os contratos de projetos na Argentina, Paraguai, Peru e Venezuela, assim como em Honduras, Equador, Costa Rica, Guatemala, México, República Dominicana e Cuba, além de Angola, Gana e Moçambique.

 

17 06 JOAQUIM LEVY

Bernardo Caram / FolhaPress

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Joaquim Levy, 58, pediu demissão da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16), sete meses após aceitar o convite feito por Paulo Guedes. Desde que assumiu, o economista anunciou reestruturação na instituição com reduções e mudanças de cargos, mas não conseguiu “abrir a caixa-preta” do BNDES, promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Esse era um dos principais pontos prometidos pelo então candidato do PSL durante a eleição na área de economia — ele costuma apontar problemas em empréstimo do BNDES para países como Cuba e Venezuela. Levy sempre sofreu resistência de Bolsonaro por ter atuado como ministro de Dilma Rousseff (PT) e secretário de Sérgio Cabral (MDB) no governo do Rio de Janeiro.

Ao longo da campanha, a promessa de “abrir a caixa-preta” do banco gerou diversos memes e mensagens virais no Whatsapp. Uma delas dizia que “se o povo brasileiro acha que o ‘petrolão’ foi o maior escândalo de todos os tempos no país, esperem até ver o que fizeram no BNDES”. Outras acusavam supostas obras financiadas pela instituição no exterior.

Em seu Twitter, Bolsonaro também tratou do tema algumas vezes. Em janeiro, após divulgar os 11 países que mais utilizaram recursos do banco e as razões para os empréstimos, afirmou: “Ainda vamos bem mais a fundo”. Pouco antes, havia dito que iria “revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos”.

Em novembro, Bolsonaro havia mostrado confiança e prometeu abrir a caixa-preta do BNDES na primeira semana de governo “Se não abrir a caixa-preta, ele [Joaquim Levy] está fora”, disse, na ocasião.

Entre 2015 e 2018, o banco já havia devolvido R$ 309 bilhões ao Tesouro. Em junho do ano passado, a instituição acertou a reestruturação da dívida, antecipando o prazo final em 20 anos, passando para 2040, com um cronograma anual de devoluções de R$ 25 bilhões, em média. O atual governo, porém, queria a devolução de R$ 126 bilhões do BNDES à União em 2019.

Na última terça-feira (11), o banco havia anunciado que aprovou a reformulação da estrutura de áreas chave. Segundo nota divulgada pelo BNDES, o objetivo era permitir que a instituição respondesse de maneira mais ágil aos desafios do desenvolvimento econômico e social do Brasil e ainda às oportunidades criadas com a liberalização da economia do país.

O então presidente da instituição esperava facilitar a atuação do banco em áreas de infraestrutura de governos federal, estaduais e municipais e proporcionar mais agilidade ao financiamento de pequenas e médias empresas. A reformulação almejava a venda de ativos públicos e a transferência desses serviços ao setor privado, inclusive no caso do saneamento.

No comunicado, Joaquim Levy também informou a criação de uma nova diretoria para buscar simplificar processos na gestão da carteira de participação do sistema BNDES. A área ainda seria responsável por fomentar os mercados de capitais no país e apoio às áreas de atendimento ao cliente.

O departamento industrial foi outro afetado e passou a ser dividido em duas áreas, que ofereceriam a carteira do banco aos clientes e outra. Já o de comércio exterior foi reduzido.

Mesmo com a reestruturação, Levy pretendia não causar impacto nos gastos da instituição. De acordo com o BNDES, os custos adicionais foram compensados com a redução de cargos e departamentos do banco.

Além disso, foram promovidas mudanças e rodízios nas posições dos superintendentes e o aumento do número de mulheres nos cargos de chefia. De 20 postos, sete passaram a ser ocupados por representantes do sexo feminino – eram quatro antes da reestruturação.

Durante a reformulação, o advogado Marcos Barbosa Pinto ocuparia, a convite de Levy, a diretoria de mercado de capitais do banco de fomento. O fato incomodou Bolsonaro pois Pinto atuou em gestão petista. O presidente, então, disse que demitiria Levy se a nomeação fosse mantida, mas ele entregou o cargo antes.

Joaquim Levy também atuou em governos do PT. Por exemplo, chefiou o Ministério da Fazenda no segundo mandato de Dilma, quando brigou para diminuir o rombo das contas públicas, que ultrapassaram a marca dos R$ 100 milhões entre 2015 e 2018. Ainda foi secretário do Tesouro Nacional no início de Lula como presidente do país, em 2003. Na ocasião, conteve gastos públicos e foi chamado de “mãos de tesoura”.

Antes, atuou no governo Fernando Henrique Cardoso como secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda e economista-chefe do Ministério do Planejamento. Ele ainda ocupou o cargo de secretário da Fazenda do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

17 06 PAULO GUEDES COM LEVY

Resistência de Levy em cumprir ordens do governo irritou Guedes

Antes mesmo de o presidente Jair Bolsonaro fazer críticas e ameaçar demitir o então presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Joaquim Levy, a atuação do gestor no banco de fomento já vinha gerando irritação no ministro da Economia, Paulo Guedes.

Membros da área econômica afirmaram à reportagem que Levy tinha dificuldade de atender algumas das principais determinações do governo na administração do banco.

Neste domingo, após Bolsonaro afirmar estar “por aqui” com o executivo e dizer que ele estava “com a cabeça a prêmio”, Levy pediu demissão do comando do banco.

Eram três as principais reclamações de Guedes, que também criaram atrito entre os secretários da pasta.

A avaliação é de que Levy não deu andamento a uma criteriosa revisão das grandes operações feitas pelo BNDES nos últimos anos, principalmente as efetuadas durante a gestão petista. Essa era uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro e sua equipe.

Segundo relatos, o ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) também não empenhou velocidade suficiente na venda de ativos em poder do banco.

Um dos efeitos foi a resistência de Levy em devolver recursos do BNDES ao Tesouro no ritmo desejado pelo ministro da Economia.

Guedes já disse que espera receber R$ 126 bilhões do BNDES neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra. Os recursos são tratados como necessários para ajudar no ajuste fiscal do governo.

O ministro da Economia indicou insatisfação com o trabalho de Levy à frente do BNDES em entrevista a Gerson Camarotti, do G1, neste sábado (15).

“O grande problema é que Levy não resolveu o passado nem encaminhou solução para o futuro”, afirmou Guedes.

Entre os nomes cotados para a substituição no comando do BNDES estão os secretários especiais do ministério da Economia Carlos da Costa (Produtividade, Emprego e Competitividade) e Salim Mattar (Desestatização e Desinvestimento).

Nome de confiança de Guedes, a presidente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Solange Vieira, também está entre as possibilidades.

Auxiliares do ministro acreditam ser mais difícil que algum ocupante de secretarias especias da pasta assuma a função. O remanejamento geraria um trabalho duplo, já que um cargo importante do governo seria desocupado se isso fosse feito.

A interlocutores, Carlos da Costa, que já foi diretor do BNDES, tem argumentado que não teria o perfil para assumir o posto neste momento e que está focado nos projetos de investimento e produtividade do governo.

A avaliação na pasta é de que Salim Mattar se encaixaria bem na função, mas poderia resistir em aceitar o convide porque tem interesse em seguir tocando o plano de privatizações do governo federal.

01 06 FEIRA

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Com início hoje e se estendendo até o dia 3 de junho, o Centro de Convenções de Pernambuco sedia a feira de beleza do Nordeste, a Hairnor. Para recepcionar os visitantes do evento, a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, disponibilizou um Centro de Atendimento ao Turista (CAT). O posto está funcionando no pavilhão da feira, das 12h às 18h, durante os três dias da Hairnor.

Esta é a quarta vez consecutiva que o CAT é montado no evento, que tem expectativa de receber cerca de 50 mil pessoas. No ponto de atendimento está sendo entregue folheteria com os destinos turísticos do Estado, como Recife, Olinda, litorais Sul e Norte. Além disso, o material inclui informações sobre a Rota 232, um guia com as atrações culturais e gastronômicas existentes nas cidades localizadas na extensão da rodovia, e o “Pernambuco de 1 a 8 Dias”, roteiro com sugestões de passeios e visitas a serem feitos no Estado.

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