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Este é o primeiro encontro do Mercosul do qual o presidente participará. Bolsonaro assumirá presidência rotativa do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai

17 07 BOLSO ARGENTINA

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

 Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, viaja, nesta quarta-feira (17), a Santa Fé, cidade da Argentina, para participar da 54ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.

Esta é a primeira participação de Bolsonaro em uma reunião de cúpula do grupo e, no encontro, o Brasil assumirá o comando rotativo do Mercosul, pelos próximos seis meses.

A intenção do governo brasileiro é manter as prioridades estabelecidas na gestão argentina, como a abertura de mercados, assinatura de acordos comerciais, e a revisão de tarifas externas comuns, informa o site G1.

A reunião desta quarta-feira será a primeira dos chefes de Estado desde o anúncio do acordo comercial com a União Europeia.

Em discussão há duas décadas, o acordo está em fase de revisão técnica e jurídica e, para entrar em vigor, precisará ser aprovado pelos parlamentos das nações envolvidas.

Pessoas que não desejarem receber esse tipo de chamada podem incluir seu nome no site criado para a iniciativa

16 07 TELEMARKETING

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Postado por Marcos Lima Mochila

 

A lista “Não Perturbe” para as operadoras de telecomunicações entra em vigor nesta terça-feira (16).

Os clientes incluídos nesse grupo não poderão ser objeto de ligações de telemarketing de empresas para a venda de serviços, como pacotes de telefonia, acesso à internet e TV paga.

A medida foi uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A lista vai ser única e atingirá as principais empresas do setor: Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo.

Essas companhias também deverão, nesse prazo, criar e divulgar amplamente um canal por meio do qual o consumidor possa manifestar o seu desejo de não receber ligações.

Segundo a Anatel, se uma pessoa solicitar a sua inclusão e continuar recebendo ligações de oferta de bens e serviços de telecomunicações, poderá ligar para o número 1331 e fazer uma reclamação.

As sanções podem variar de advertência a multa de até R$ 50 milhões, informa a agência EBC.

Gleisi é um dos políticos alvos de delação de doleiro. A petista nega ter recebido propina.

CURITIBA, PR, BRASIL, 03-10-2010: O ministro Paulo Bernardo e sua mulher, Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao Senado pelo Estado do Paraná, chegam para votar na Escola Lisymaco Ferreira da Costa, em Curitiba (PR). (Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena/Folhapress, 4897)
CURITIBA, PR, BRASIL: O ex-ministro Paulo Bernardo e sua mulher, Gleisi Hoffmann (PT),  senadora pelo Estado do Paraná (Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena/Folhapress)

 

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O Ministério Público de São Paulo remeteu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a delação do doleiro Adir Assad, que disse ter repassado R$ 46 milhões de concessionárias do grupo CCR para operadores de diversos políticos, inclusive da petista Gleisi Hoffmann.

As informações foram publicadas, na noite desta segunda-feira (15), pelo jornalista Cláudio Dantas no site O Antagonista.

A delação do ex-CEO da CCR, Renato Vale, que confirma as informações de Assad, também foi remetida à PGR.

Segundo o ex-executivo, no ano de 2010, Paulo Bernardo, que é marido de Gleisi e foi ministro do governo Lula, enviou seu chefe de gabinete para uma reunião com José Roberto Meirelles, diretor do grupo, com quem teria acertado o repasse de R$ 3 milhões.

As entregas foram feitas a Ernesto Kugler Rodrigues, o mesmo empresário citado por outros delatores da Lava Jato do Paraná. A petista nega ter recebido propina no caixa 2.

O presidente Jair Bolsonaro participa de sessão solene em homenagem ao aniversário do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro, na Câmara dos Deputados.
O presidente Jair Bolsonaro participa de sessão solene em homenagem ao aniversário do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro, na Câmara dos Deputados

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (15), ao participar de uma sessão solene, na Câmara dos Deputados, em homenagem aos 17 anos do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro  que, “juntamente com parlamentares”, está resolvendo um problema do Brasil, em referência à reforma da Previdência, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.

“O Brasil precisa de uma quimioterapia para que ele não pereça. Alguns poucos ainda reagem, mas serão convencidos pelo povo e pela maioria dessa Casa. Deputados, senadores, nós juntos poderemos, sim, mudar o destino do Brasil”.

Após a aprovação em primeiro turno, a votação em plenário do segundo turno da reforma da Previdência começa após o recesso parlamentar, em 6 de agosto.

“Feliz é a nação que tem umas Forças Armadas e umas forças auxiliares comprometidas com a democracia e a liberdade, mesmo com o sacrifício da própria vida ou com a destruição da própria reputação. Pagamos para que nosso Brasil tenha um povo que possa servir seu destino e a esse povo devemos nossa absoluta lealdade”.

Ele destacou a atuação das forças especiais na “missão de bem zelar pelo país”. “Sabemos que grande parte das missões ninguém toma conhecimento. Melhor do que uma boa informação é saber como utilizá-las, melhor que uma boa operação é ter meios distração para que o inimigo não ouse nos afrontar”.

Durante seu discurso, o presidente Bolsonaro disse que, se a possibilidade de indicar o seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para assumir a embaixada do Brasil em Washington está sendo criticada, “é um sinal de que é a pessoa adequada”. “Por vezes temos que tomar decisões que não agradam a todos, como a possibilidade de indicar para embaixada do Brasil nos Estados Unidos um filho meu, tão criticado pela mídia. Se está sendo criticado é sinal que é a pessoa adequada”.

A indicação do deputado como embaixador do Brasil foi cogitada por Bolsonaro na semana passada. “Foi aventada, sim, essa possibilidade. O garoto fala inglês, espanhol, tem vivência no mundo todo e é amigo da família do [presidente dos Estados Unidos] Donald Trump”.

“Quem espalha que vamos de mal a pior, manifesta um desejo, não a realidade”, alertou Bolsonaro

Revista Veja Matéria: Presidente da República recebe os novos Embaixadores Personagem: Jair Bolsonaro, presidente da República Foto: Cristiano Mariz Data:04/06/2019 Local: Palácio do Planalto-  Brasília - DF
Foto: Cristiano Mariz , em 04/06/2019, no Palácio do Planalto- Brasília – DF

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um breve balanço sobre os primeiros seis meses e meio de seu governo.

Em publicações na rede social Twitter, o chefe do Executivo falou do acordo entre Mercosul e União Europeia, concessões, combate às fraudes no INSS, CNH, apreensão de drogas, redução dos homicídios, entre outros itens.

“Quem espalha que vamos de mal a pior, manifesta um desejo, não a realidade”, alertou Bolsonaro. “Estamos mudando o Brasil para melhor!”.

 @jairbolsonaro

  – Fechamos o maior acordo comercial de nossa história, demos grande passo para ingresso na OCDE, retomamos obras iniciadas há décadas, realizamos várias concessões com retorno acima do esperado, otimizamos o combate às fraudes no INSS e seguro-defeso, reduzimos o preço da CNH…

– Quebramos monopólios, diminuímos burocracias. O Brasil bateu recordes em apreensão de drogas e reduziu consideravelmente os homicídios. Isso em apenas 7 meses. Quem espalha que vamos de mal a pior, manifesta um desejo, não a realidade. Estamos mudando o Brasil para melhor! 🇧🇷

Integrante da Câmara Legislativa, Jorge Vianna filmou a ação como parte da campanha de doação de agasalhos para população carente

15 07 AGASALHO

Caio Barbieri – metropoles.com

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Um deputado distrital decidiu se “vestir de mendigo” e passar uma noite na companhia de moradores de rua no centro de Brasília. Filiado ao Podemos, Jorge Vianna explica que tentou, com a ação inusitada, conhecer um pouco mais da realidade no Distrito Federal. Acompanhado por uma equipe de filmagem e devidamente microfonado, o integrante da Câmara Legislativa (CLDF) colheu depoimentos de quem se preparava para dormir sob as marquises da Rodoviária do Plano Piloto, conhecido abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Eu não tenho coberta para esquentar o peito. Eu já estou velho e daí me dá uma pneumonia e eu morro na rua, igual a um cachorro”, desabafou um das pessoas, sem saber que estava sendo gravada. O vídeo foi postado na conta pessoal do político no Instagram.

Ainda como personagem, o deputado pediu dinheiro para cidadãos que aguardavam pelo transporte público. A desculpa foi de que precisaria pagar a passagem de ônibus. Das investidas, apenas uma se solidarizou com a causa. “Eu passo o cartão para você”, disse uma mulher. Depois, ele também testou pedir pastel e caldo de cana em uma lanchonete do local.

Após a “atuação”, o distrital explicou aos entrevistados que, na verdade, havia feito uma campanha de arrecadação de roupas de frio e queria conhecer os beneficiados. “Vamos entregar os agasalhos a quem precisa. Antes, quero conhecer como vivem, como é a história deles”, justificou na filmagem.

Gustavo Montezano disse que principal mudança é criação da diretoria de Negócios e Serviços para atendimento ao público

 BNDES

Paulo Vitor/Agência Estado

Agência Brasil

 

Postado por Marcos Lima Mochila

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta sexta-feira (12/07/2019), ao anunciar a nova diretoria do banco, que a atuação da instituição será reforçada como um banco de serviços para o Estado brasileiro, concentrando atividades em projetos de impacto social.

Segundo Montezano, a principal mudança na direção da instituição é a criação de diretorias de Negócios e Serviços, cujo foco serão o atendimento a clientes públicos, destacando a União, estados e municípios. Será instituída a Diretoria de Relações Institucionais e Governo, com sede em Brasília, com a missão de atender os clientes públicos, viabilizando soluções que repercutam de forma positiva para os cidadãos brasileiros.

Suposta “caixa-preta” do BNDES é saia justa para novo presidente

O BNDES terá também uma diretoria de Compliance (governança) e uma de Recursos Humanos, que tratará da adaptação dos empregados à nova estratégia do banco.

Integram a nova diretoria do BNDES Leonardo Cabral (Privatizações), Adalberto Vasconcelos (Relações Institucionais e Governo), Ricardo Barros (Operações), Alexandre Marques (‘Compliance’) e Saulo Puttini (Jurídica). Os titulares das outras três diretorias (Empresas, Estratégia e Transformações Digitais e Finanças) ainda não foram definidos. Denise Pavarina, Roberto Marucco e José Flávio Ramos permanecem interinamente ocupando esses cargos durante o período de transição.

Gustavo Montezano tomará posse na próxima terça-feira (16/07/2019), no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele assume o lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão da presidência do BNDES em junho.

GILSON COM BOLSO

Por Marcos Lima Mochila

 

 

O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (Foto Jorge William Agência O Globo)
O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (Foto Jorge William Agência O Globo)

Desde fevereiro, quando o caso dos laranjas do PSL na eleição de 2018 foram revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, que a situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio  (PSL), vem ficando cada ez mais insustentável.

No último dia 27 de junho, a Polícia Federal deflagrou, em Brasília e em14 07 PF Minas Gerais, operação contra um assessor especial e dois ex-assessores do ministro. Em Brasília, os policiais prenderam Mateus Von Rondon Martins, assessor especial no Ministério do Turismo, um dos mais próximos aliados de Álvaro Antonio. É seu braço-direito na pasta do governo de Jair Bolsonaro.

Outro preso na mesma operação foi Roberto Silva Soares, conhecido como Robertinho Soares, que foi o coordenador da campanha de Álvaro Antônio no Vale do Aço, em Minas, e figurou como assessor de seu gabinete na Câmara dos Deputados em períodos compreendidos de 2015 a 2018.

A situação já levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido nacionalmente em 2018.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) já revelou, em diversas ocasiões, que a situação do ministro do Turismo causa desgaste para o governo e que esperaria a conclusão da apuração da PF para decidir o destino de Álvaro Antônio. No entanto, os comentários em rodas de políticos de Brasília são de que o presidente só estaria esperando o resultado da votação da presidência na Câmara – cujo 1º turno já aconteceu na semana que passou, com uma ampla vitória do governo -, para decidir a situação do ministro.

Caso isto aconteça, o nome mais forte para assumir o Ministério do Turismo é o do empresário pernambucano Gilson Machado Guimarães Neto, atual presidente da Embratur.

Além de ser amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro, que o indicou para presidir a Embratur, Gilson é um empresário de sucesso e de largo conhecimento do segmento de turismo, sendo ainda uma pessoa que tem a simpatia da maioria do trade turístico nacional.

Uma fonte do alto escalão que não quis ser identificado revelou, inclusive, que o atual ministro “está com medo porque o pernambucano faz sombra e poderá ser alçado ao cargo de ministro nos desdobramentos do caso dos laranjas do PSL”.

No atual governo, antes de ser nomeado para a presidência da Embratur, Gilson Neto foi secretário de Ecoturismo no Ministério do Meio Ambiente, já que sempre teve uma grande preocupação com a problemática das tartarugas marinhas, que morrem sufocada com rede de pesca no Litoral Norte de Alagoas e já  chegou a ser cotado para ser ministro do turismo, mas as reviravoltas nos bastidores terminaram tirando ele da relação.

RODRIGO NOVAESSua nomeação para presidente da Embratur agradou a diversos nomes envolvidos com o turismo no Brasil.  O secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes é um dos que elogiaram a nomeação do pernambucano para a presidência do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur).

“Quero parabenizar Gilson Neto e desejar a ele boa sorte na missão de ajudar a fomentar o Turismo no Brasil. Pernambuco vai trabalhar em conjunto com a Embratur e tenho certeza que faremos muitas parcerias, no sentido de desenvolver e interiorizar o Turismo no nosso Estado”, destacou Rodrigo Novaes na época.

Para concluir primeira rodada de análise da PEC, deputados precisam votar os chamados destaques, para alterar pontos específicos da proposta de emenda constitucional

Oposição e governistas agitam faixas e bandeiras na Câmara antes da votação da reforma da Previdência — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Oposição e governistas agitam faixas e bandeiras na Câmara antes da votação da reforma da Previdência — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Por Fernanda Calgaro, Gustavo Garcia, Fábio Amato, Luiz Felipe Barbiéri e Fernanda Vivas, G1 e TV Globo — Brasília

Postado por Marcos Lima Mochila

 

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (10) em primeiro turno, por 379 votos a 131, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadoria.

Para concluir a votação, os parlamentares ainda precisam analisar emendas e destaques apresentados pelos partidos para tentar alterar pontos específicos do texto-base.

O resultado superou as expectativas dos próprios governistas. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, estimava que a proposta receberia cerca de 330 votos. Contribuíram para o resultado os votos de deputados de partidos de oposição, como PSB e PDT, que tinham fechado questão contra a reforma da Previdência. No PSB, dos 32 deputados da bancada, 11 votaram a favor da reforma. No PDT, dos 27 da bancada, oito votaram pela aprovação do texto.

Antes de conseguir aprovar o texto-base, os deputados favoráveis à reforma tiveram que analisar no plenário requerimentos regimentais de obstrução apresentados pelos partidos contrários às mudanças nas regras previdenciárias.

O objetivo dos oposicionistas com o uso do chamado “kit obstrução” era atrasar o máximo possível a votação. Porém, todos os requerimentos de obstrução foram rejeitados pela maioria dos deputados ao longo desta quarta-feira.

Por um placar de 334 votos a 29, os defensores da reforma derrubaram um pedido do PSOL que solicitava a retirada de pauta da proposta. Com a rejeição, ficaram prejudicados outros requerimentos que pediam o adiamento da votação.

A oposição fez outra tentativa para atrasar os trabalhos ao pedir que o texto fosse analisado de forma fatiada, votando cada artigo separadamente.

Para contornar a situação, deputados favoráveis à PEC da Previdência usaram uma manobra regimental e apresentaram seis requerimentos que tratavam de procedimentos de votação.

Nessa situação, quando há mais de cinco pedidos no mesmo sentido, o regimento interno da Câmara determina que o presidente da Casa consulte o plenário sobre o procedimento em uma única votação. O plenário acabou rejeitando a votação parcelada por 299 votos a 43, e duas abstenções.

Em seguida, os parlamentares derrubaram em bloco a admissibilidade dos destaques simples, que são as sugestões apresentadas por deputados individualmente. Assim, eles partiram diretamente para a análise dos destaques de bancada.

Embates no plenário

Durante a sessão, parlamentares pró-reforma e oposicionistas travaram uma série de embates sobre as mudanças nas regras previdenciárias.

Parlamentares da oposição afirmaram que a economia prevista com a reforma é injusta e feita em cima dos que ganham menos.

Eles também criticaram a liberação de emendas parlamentares por parte do governo, dizendo que isso faz parte da negociação de votos a favor das mudanças nas regras previdenciárias.

“O governo teve seis meses para tentar convencer o Congresso, o povo brasileiro de que essa reforma combateria privilégios e seria boa para a economia, mas só conseguiu convencer parte dos parlamentares liberando R$ 40 milhões extras em emendas para acabar com a vida do povo trabalhador”, disse deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Parlamentares pró-reforma, por outro lado, repetiram que o texto combate privilégios e que é necessário para cobrir o rombo da Previdência. Eles também refutaram as falas de que a liberação de emendas foi feita em troca de votos.

“Estão aqui parlamentares pensando no Brasil e nas próximas gerações, em detrimento de uma minoria que será derrotada, que só pensa no populismo, em se dar bem, em manter privilégios para corporações e nas eleições do ano que vem”, disse o líder do Cidadania, Daniel Coelho (PE).

“Por que esta reforma vai passar hoje? A esquerda diz que é porque o governo comprou a todos nós. […]. O governo Bolsonaro acelerou o pagamento de emendas de parlamentares ao orçamento da União nos últimos meses. Em maio, foram quase R$ 600 milhões. O partido que mais se beneficiou não foi o PSL. Foi o PT. A bancada do PT foi a que mais recebeu recursos. Sabe quanto? 69 milhões. Será que Bolsonaro está querendo comprar o PT? Não. Porque Bolsonaro não compra ninguém, e muito menos compraria quem quebrou esta nação, quem quebrou o Brasil”, disse o líder do PSC, Otoni de Paula (RJ).

Cartazes e bandeiras

Além dos embates verbais, os parlamentares protagonizaram um confronto visual no plenário, com cartazes, camisas e bandeiras.

Deputados do PDT, por exemplo, subiram à tribuna com cartazes com os dizeres: “Eu não voto contra professoras (es)”. Integrantes do PCdoB usaram camisas com a inscrição: “Não à reforma”; e cartazes com a frase “Reforma injusta”. Parlamentares do PT, do PSOL e do PSB utilizaram recursos visuais semelhantes.

Deputados governistas empunharam bandeirinhas do Brasil e cartazes que diziam que as “únicas reformas que o PT apoiou” foram as do tríplex do Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia, em uma referência a processos e acusações que pesam contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chora após ser aplaudido em plenário durante votação da reforma da Previdência — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Lágrimas de Maia

Em um momento da sessão, antes da votação do texto-base, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chorou.

O deputado foi às lágrimas quando o líder do PSL, delegado Waldir (GO), pediu aos apoiadores da reforma uma salva de palmas a Maia por seu empenho e condução na análise da PEC.

Vários deputados presentes ao plenário atenderam ao pedido e prestaram a homenagem ao deputado do DEM.

Antes do anúncio do resultado, Rodrigo Maia deixou a mesa e foi à tribuna para discursar. Ele fez a defesa da reforma.

“Nosso sistema previdenciário coloca o Brasil numa realidade muito dura. Para cada um idoso abaixo da linha de pobreza, nós temos cinco crianças, e essas reformas vêm no intuito de reduzir as desigualdades e esse, eu tenho certeza, que é o objetivo de todos os deputados presentes que votaram a favor e os que votaram contra”, declarou.

Ele também agradeceu aos líderes partidários. “Nós só chegamos aqui por isso, porque muitas vezes os nossos líderes são desrespeitados, às vezes na imprensa, criticados de forma equivocada, mas são esses líderes que estão fazendo as mudanças no Brasil, junto com deputados e junto com as deputadas”, disse.

Emendas e destaques

Entre as emendas que serão apreciadas pelos deputados há uma que flexibiliza as regras de aposentadoria para uma série de carreiras policiais. A emenda, que obteve o apoio do PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro – foi apresentada pela bancada do Podemos.

A proposta que será analisada pela Câmara – que atende a pedido do próprio presidente da República – cria uma nova regra para a aposentadoria de policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, legislativos e policiais civis do Distrito Federal, além de agentes penitenciários e socioeducativos.

Há também na lista de destaques uma proposta apoiada pela bancada feminina da Câmara que pede alterações no cálculo do valor da aposentadoria das trabalhadoras do sexo feminino. O texto prevê que as mulheres possam se aposentar com 15 anos de contribuição recebendo 60% do valor do benefício integral.

Outro destaque que será apreciado pelo plenário, de autoria da bancada do PL, propõe critérios diferentes dos que o governo sugeriu para a concessão de aposentadoria para professores que atuem no ensino público da União, dos estados e dos municípios.

Tramitação

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), é necessário que o texto da reforma da Previdência seja aprovado, em dois turnos, na Câmara e no Senado com votação qualificada, ou seja, com os votos de, pelo menos, 60% dos parlamentares de cada uma das casas legislativas. A expectativa é de que a votação em segundo turno ocorra ainda nesta semana.

Na Câmara, para o texto ir adiante, era preciso que, no mínimo, 308 dos 513 deputados votassem a favor da PEC. Ao 10 07 PREVIDÊNCIAfinal da análise dos destaques, a Casa terá que analisar novamente o texto, para que, enfim, possa ser submetido à apreciação dos senadores.

O Senado começará a analisar a reforma previdenciária no retorno do recesso parlamentar de julho, que terá início no dia 18.

 

A proposta

Considerada uma das principais apostas da equipe econômica para sanar as contas públicas, a proposta de reforma da Previdência estabelece, entre outros pontos, a imposição de uma idade mínima para os trabalhadores se aposentarem: 65 anos para homens; 62 anos para mulheres

O tempo mínimo de contribuição previdenciária, pela proposta, passará a ser de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens.

Além disso, o texto propõe regras de transição para quem já está no mercado de trabalho. Algumas categorias, como professores e policiais, terão regras mais brandas.

Manifestantes

Enquanto os deputados discutiam na tarde desta quarta a proposta de reforma da Previdência, um grupo de manifestantes protestava contra a PEC do lado de fora do prédio do Legislativo. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, 300 pessoas participaram do protesto.

Logo no início da manifestação, foi registrado um princípio de tumulto, que foi contido por policiais legislativos. Após o incidente, policiais militares e legislativos bloquearam o acesso ao Anexo II da Câmara, uma das principais portas de entrada do prédio da Casa.

Com as portas cerradas, PMs formaram uma barreira humana na entrada do prédio. A confusão aumentou quando policiais legislativos usaram spray de pimenta para conter o grupo que protestava contra a reforma previdenciária.

Mesmo com a barreira policial, os manifestantes continuaram o ato do lado de fora. Em nota, a Câmara dos Deputados informou que “devido a uma tentativa de invasão, a portaria do edifício do Anexo II da Câmara dos Deputados foi fechada”.

As aeronaves deveriam garantir atendimento a índios em áreas isoladas

08 07 RELATÓRIO DA FUNAI

Tarciso Morais – Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Postado por Marcos Lima Mochila

 

08 07 FUNAI 1Um relatório interno da Fundação Nacional do Índio (Funai) identificou nove aeronaves sucateadas que deveriam garantir atendimento médico para a população indígena de todo o Brasil.

De acordo com o presidente da Funai, Fernando Melo, só o aluguel atrasado com o estacionamento das aeronaves em Brasília já chega a R$ 3 milhões.

O valor é o triplo do estimado com o leilão das aeronaves nas próximas semanas — cerca de R$ 1 milhão.

“Este era o ‘compromisso’ dos governos passados com a coisa pública e com a saúde indígena”, disse a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, sobre esta questão.

“Não ficará impune”, acrescentou a ministra.

08 07 FUNAI

@DamaresAlves:

Este era o “compromisso” dos governos passados com a coisa pública e com a saúde indígena. Oito aviões da Funai abandonados em Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Itaituba/PA. Prejuízo de R$ 3 milhões com aluguel de hangares. Não ficará impune.#caixapretadaFunai

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