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Em solenidade em Goiana, presidente do TRE-PE doará ônibus para ser usado como unidade do Serviço de Depoimento Acolhedor Itinerante do TJPE

TRE PE

 

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, oficializa, nesta terça-feira (13/11), com o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Adalberto de Oliveira melo, a doação de um ônibus de grande porte que servirá à área de Infância e Juventude do TJPE. A doação do ônibus marcará a solenidade de inauguração do serviço de Depoimento Acolhedor Itinerante.

Com o ônibus já devidamente equipado, o TJPE contará com uma  unidade móvel para depoimento especial para crianças vítimas de abuso sexual. O ônibus possibilitará um depoimento mais efetivo e acolhedor para crianças em localidades que ainda não contam com salas de depoimento especial, nos moldes da Recomendação 33/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A Recomendação 33/2010 do CNJ sugere aos Tribunais a criação de serviços especializados para a escuta de crianças e adolescentes ou testemunhas de violência nos processos judiciais, em um ambiente adequado ao depoimento deste público, assegurando-lhes segurança, privacidade, conforto e condições de acolhimento.

Conforme explica o próprio CNJ, nas salas de depoimento acolhedor, as crianças são acompanhadas por servidores especializados, em ambiente que evita constrangimento e reduz danos psicológicos, pois não há contato com os réus. Os equipamentos utilizados são televisão, filmadora, aparelhagem para captação de áudio e telefone. Isso permite a interação entre o profissional que realiza a escuta e os envolvidos com a condução do processo: juiz, promotor e defensores. O depoimento é gravado em DVD e este somente é copiado se houver necessidade de prova similar em outro processo.

“Se não há  recursos para se implantar, da noite para o dia, salas para ausculta protegida de crianças  e adolescentes  vítimas de abusos e violência  física e sexual, a alternativa está na criatividade. O ônibus para o Depoimento Acolhedor Intinerante vai suprir a lacuna, enquanto que, paulatinamente, outras salas serão  implantadas, além das 4 já existentes,  permitindo qualificação e especialização de juízes, promotores e profissionais dos quadros do Judiciário,  Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Civil”, diz o desembargador Luiz Carlos Figueiredo que, além de presidente do TRE-PE, é desembargador e coordenador da Infância e Juventude do TJPE.

 

O QUÊ – Doação de ônibus que servirá ao Serviço de Depoimento Acolhedor Itinerante
QUANDO – 13 DE NOVEMBRO DE 2018 (terça-feira)
HORÁRIO – 14h
LOCAL – Fórum Desembargador Nunes Machado (Rua Historiador Antonio Correia de Oliveira A.Filho, s/n, Loteamento Boa Vista, Goiana, Pernambuco.

VILLAS BÔAS

Publicado por Amanda Miranda em Notícias

 

Em nota divulgada neste domingo (11), a Comissão Executiva Nacional do PT criticou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Ele afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que, ao tuitar sobre impunidade na véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula (PT) no Supremo Tribunal Federal (STF), em abril, “conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite”.

A Executiva do Partido dos Trabalhadores classificou a entrevista como “grave”. “Ele confessa ter interferido diretamente para impedir o Supremo Tribunal Federal de conceder habeas corpus ao ex-presidente Lula, em abril deste ano”, diz o PT. “Ao afirmar que, a seu critério, a liberdade de Lula seria motivo de ‘instabilidade’, o general confirma que a condenação do maior líder político do país foi uma operação política, com o objetivo de impedir que ele fosse eleito presidente da República”.

Na entrevista, o general Villas Bôas afirma: “Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática. Me lembro, a gente soltou [o post no Twitter] 20h20, no fim do Jornal Nacional, o William Bonner leu a nossa nota”. E conclui: “Alguns me acusaram… de os militares estarem interferindo numa área que não lhes dizia respeito. Mas aí temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar”.

O comandante do Exército disse que quer “evitar que a política entre novamente nos quartéis”. Ele negou que Bolsonaro represente os militares.

“A imagem de Bolsonaro como militar é uma imagem que vem de fora. Ele saiu do Exército em 1988. Ele é muito mais um político”, disse. “Estamos tratando com muito cuidado essa interpretação de que a eleição dele representa uma volta dos militares ao poder. Absolutamente não é”, afirmou ainda. “E nós estamos trabalhando com muita ênfase para caracterizar isso, porque queremos evitar que a política entre novamente nos quartéis”.

O PT rebateu. “O general Villas Bôas afirma querer ‘despolitizar’ as Forças Armadas, mas sua confissão compromete os comandos militares com o golpe e demonstra que eles exercem de fato uma tutela inconstitucional sobre as instituições, jogando inclusive com a liberdade de um cidadão injustamente condenado”, disse. “A entrevista compromete a cúpula das Forças Armadas com a visão autoritária do processo político de Jair Bolsonaro, que faz graves ameaças à oposição, por meio de declarações e textos que circulam nas redes sociais”.

Em entrevista exclusiva, Sérgio Moro fala sobre a decisão de aceitar o cargo de futuro Ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro

MORO DESCONTROI

 

A apresentadora do Fantástico, Poliana Abritta, foi a Curitiba para uma entrevista com o juiz Sérgio Moro, que está de mudança pra Brasília a partir de janeiro. Ele assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sob elogios e críticas, o juiz Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Poliana Abritta: O que foi decisivo, juiz, pra esse sim?

Sérgio Moro: O grande motivador dessa aceitação do convite foi a oportunidade de ir a Brasília numa posição de poder elevada de ministro da Justiça e poder implementar com essa posição uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado que não se encontram ao alcance de um juiz de Curitiba, mas podem estar no alcance de um ministro em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor conversou com familiares ou fez uma reflexão sozinho?

Sérgio Moro: Conversei com amigos, com pessoas experientes, conversei também com a minha família. Na verdade, dos amigos, os conselhos foram diferenciados. Alguns me recomendaram que não, outros me recomendaram que sim.

Poliana Abritta: Teve algum momento que o senhor pensou em dizer não?

Sérgio Moro: Sim, isso foi tudo muito novo. Uma semana antes do segundo turno, dia 23 de outubro, eu fui procurado pelo futuro ministro da Economia, o senhor Paulo Guedes, com uma sondagem. Confesso que eu vi essa sondagem e fiquei tentado. Aguardei o encerramento das eleições. E tudo foi decidido, na verdade, no dia 1º de novembro.

Nesse dia, o juiz foi visitar o presidente  eleito Jair Bolsonaro na casa dele, no Rio de Janeiro. Saiu de lá como futuro ministro.

Sérgio Moro: O que eu percebia nas pessoas comuns era um certo entusiasmo, um desejo de que eu aceitasse esse convite. As pessoas me procuram, me cumprimentam. Pra mim, é um sinal de que há uma grande expectativa. E espero corresponder a essa expectativa.

Poliana Abritta: O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto disse que essa mudança rápida do senhor da Justiça pro Executivo, “comprometeria a separação e independência dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Tenho grande respeito pelo ex-ministro Ayres Britto. Eu acho que a avaliação dele, nesse caso, está equivocada. Existe essa fantasia de que o ex-presidente Lula, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, teria sido excluído arbitrariamente das eleições por conta do processo criminal. Mas o fato é que ele tá condenado e preso porque ele cometeu um crime.

Poliana Abritta: A defesa do ex-presidente Lula entrou com um novo pedido de habeas corpus pela liberdade dele e pela anulação da ação penal do caso do tríplex. E o principal argumento é de que houve “irremediável perda da imparcialidade”. O senhor, em algum momento, temeu colocar em risco todo o trabalho feito até agora ao aceitar o convite pro ministério?

Sérgio Moro: Não. Veja, essa questão pertence hoje às cortes de Justiça, não mais a mim. Mas eu proferi a decisão em relação ao ex-presidente Lula em meados de 2017. Então, assim, eu nem conhecia o presidente eleito Jair Bolsonaro. Eu sopesei essas questões, também levei em conta. Mas, pelo que eu vejo nas pessoas comuns, que eu encontro por aí, ninguém tem essa sombra de desconfiança.

Na sexta-feira, depois desta entrevista, o Conselho Nacional de Justiça solicitou  que Sérgio Moro preste informações por “suposta atividade político-partidária” ao aceitar o convite para ser ministro. O juiz terá 15 dias para se manifestar.

Sérgio Moro: Eu estou indo pra consolidar os avanços da Operação Lava-Jato em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor acha que o momento que a gente vive hoje, politicamente, é resultado desses quatro anos da Lava-Jato?

Sérgio Moro: Em parte, nas eleições, havia um sentimento muito forte contra um sistema político que, apesar de todas essas revelações de casos de grande corrupção, praticamente nada fez. O atual senhor presidente eleito foi quem, talvez, quem melhor foi identificado pela população como alguém que modificaria esse status quo. Qualquer outro candidato que fosse identificado com essa causa anticorrupção teria boas chances. Sem prejuízo das outras bandeiras do candidato.

Poliana Abritta: O senhor deu uma coletiva esta semana em que enumerou uma série de medidas que pretende encaminhar ao Congresso ao longo do governo.

O juiz defendeu:

– que condenados por homicídio pelos tribunais do júri cumpram a pena imediatamente, sem esperar o julgamento de recursos.

– que seja proibida a progressão de pena e a saída temporária de presos que tenham vínculos com organizações criminosas.

– que crimes graves demorem mais a prescrever.

– que haja uma regulação mais clara para que policiais possam trabalhar disfarçados.

– que seja ampliado o banco de dados genético para esclarecer crimes com exames de DNA.

– que denunciantes anônimos sejam mais protegidos.

Poliana Abritta: Entre as propostas e bandeiras de campanha do presidente eleito está a flexibilização da posse e do porte de armas. O que seria isso na prática, essa flexibilização?

Sérgio Moro: As regras atuais são muito restritivas pra o posse de arma em casa. “Posse” é a pessoa ter uma arma dentro de casa. Não ela sair por aí passeando com a arma. Aí é “porte”, é diferente.

Poliana Abritta: Hoje a gente tem uma pessoa com 25 anos, que preencha uma série de requisitos, passe por uma série de testes psicotécnicos, antecedentes criminais, se ela comprovar a necessidade de ter uma arma, ela consegue ter uma arma. O que isso mudaria?

Sérgio Moro: Eu acho que isso não pode ser muito além de uma afirmação de que: “eu quero ter uma arma em casa. Eu tô preparado, eu não tenho antecedentes criminais, eu fiz os testes psicotécnicos, e assim eu quero ter uma arma, vamos assim, porque eu me sinto mais seguro”.

Poliana Abritta: Vários estudos mostram que esse armamento não obrigatoriamente reflete numa diminuição da criminalidade.

Sérgio Moro: Eu acho que a questão não é exatamente a diminuição ou não da criminalidade. O senhor presidente foi eleito com base nessa proposição. E me parece que existe um compromisso com os seus eleitores.

Poliana Abritta: O senhor como juiz tem o direito a ter uma arma em casa…

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: O senhor tem uma arma?

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: Mas não anda armado?

Sérgio Moro: Bem, são questões relativas à segurança pessoal, mas prefiro não responder. Mas normalmente, não.

Poliana Abritta: Tem alguma coisa que tire o sono do senhor hoje?

Sérgio Moro: Hoje, olha, eu… exerço a profissão de magistrado na área criminal e não raramente me deparei com casos muito difíceis. Isso sempre envolve uma situação de risco. Mas vão ser tomadas as providências necessárias pra assegurar a minha proteção policial durante esse período e das pessoas a mim próximas.

Poliana Abritta: A gente teve, no ano passado, 62 mil homicídios no Brasil. Qual a meta do senhor pra daqui a quatro anos em relação a esse número?

Sérgio Moro: Eu não tenho condições de me comprometer com um percentual de redução específico. Porque, veja, isso não é matemática. O que é importante é iniciar um ciclo virtuoso.

Poliana Abritta: Essa semana, a gente teve no Rio de Janeiro uma operação no Complexo da Maré em que cinco pessoas foram mortas. Isso é uma coisa recorrente. Onde o poder público tá errando?

Sérgio Moro: O Estado tem que ter uma política mais rigorosa em relação a essas organizações criminosas. Isso segue três padrões: investigações sólidas, direcionada à organização e seus líderes; prisão dos líderes, isolamento dos líderes; confisco do produto da atividade criminal e do patrimônio da organização. É assim que se desmantela organização criminosa. O criminoso vai pra cadeia, o policial vai pra casa. O confronto tem que ser evitado ao máximo.

Poliana Abritta: Mas hoje, na situação que a gente tem, o confronto é quase que diário.

Sérgio Moro: Essa é uma situação que tem que ser evitada.

Poliana Abritta: Como reverter isso pra que esse confronto seja evitado?

Sérgio Moro: Não é uma coisa simples. Não vou dizer assim: “não vai acontecer isso depois de janeiro”. Pode acontecer. Mas são situações indesejadas. Não se pode construir uma política criminal, mesmo de enfrentamento do crime organizado, baseado em confronto e tiroteio. O risco de danos colaterais é muito grande. Não só danos colaterais, mas o risco pro policial.

Poliana Abritta: O governador eleito do Rio, Wilson Witzel, prevê o abate de qualquer pessoa que esteja portando o fuzil. O senhor, como juiz, vê amparo legal nessa proposta?

Sérgio Moro: Não me parece razoável que o policial tenha que esperar o criminoso atirar nele com uma metralhadora ou com um fuzil antes que ele possa tomar qualquer providência. Eu tenho minhas dúvidas se isso já não é acobertado pela legislação. Mas nós vamos estudar se é necessário uma reformulação da lei nesse sentido. Eu não tenho condições de agora efetuar uma crítica apropriada porque eu não sei exatamente o que ele tá defendendo.

Poliana Abritta: Ele tá defendendo inclusive a compra de drones que possam ser usados se tiver um bandido numa comunidade no Rio com um fuzil na mão pra que se possa atirar. Ele disse que vai defender os policiais juridicamente pra que isso seja feito.

Sérgio Moro: Aí teria que sentar com ele, conversar pra entender o nível de concreção dessa proposta. Se tá numa situação de confronto policial, com risco ao policial, de ser alvejado num confronto, eventualmente.

Poliana Abritta: Não, a proposta dele vai além…

Sérgio Moro: Mas eu não sou assessor do governador…

Poliana Abritta: É só pra eu saber até que ponto…

Sérgio Moro: São declarações que ele deu em entrevistas e tal, isso tem que ser conversado com mais cautela e ponderação pra saber em concreto o que se pretende.

Poliana Abritta: Redução da maioridade penal. O senhor vê como única possibilidade a redução ou, por exemplo, um aumento da pena, que hoje é só de três anos?

Sérgio Moro: Bem, não existe uma posição fechada do governo em relação a isso, isso é uma questão a ser discutida. Existe uma necessidade de proteger o adolescente. É uma pessoa em formação. É inegável. Por isso se coloca a maioridade penal em 18 anos. Mas também eu acho que é razoável essa afirmação de que mesmo um adolescente entre 16 e 18 anos, ele já tenha compreensão de que é errado matar. Isso não resolve criminalidade, mas tem que se considerar a justiça individual. Pense numa família que um dos membros foi vítima de um homicídio praticado por um adolescente acima de 16 anos. As pessoas querem uma resposta do Estado institucional. E o sistema atual, que prevê sanções muito reduzidas pra crimes dessa natureza, de gravidade, é insatisfatório.

Poliana Abritta: O senhor disse na coletiva que todos terão os direitos garantidos pela lei. E o presidente eleito disse que ia colocar um ponto final, acabar com qualquer tipo de ativismo. Muita gente se sente ameaçada. Quais garantias o senhor pode dar para comunidade LGBT, negros, mulheres, de que os direitos não serão retirados, de que as pessoas não serão atacadas?

Sérgio Moro: Eu acompanhei todo o processo eleitoral e eu nunca vi, da parte do senhor presidente eleito, uma proposta de cunho discriminatório em relação a essas minorias. Eu não imagino de qualquer forma que essas minorias estejam ameaçadas. O fato de a pessoa ser heterossexual, homossexual, branco, negro, asiático… Isso é absolutamente indiferente. Nada vai mudar. Eu tenho grandes amigos que são homossexuais. Algumas das melhores pessoas que conheço são homossexuais. E não existe nenhuma perspectiva de nada que seja discriminatório a essas minorias. O governo tem que ter uma postura rigorosa quanto a crises em geral, mas também em relação a crimes de ódio. Eu não poderia ingressar em qualquer governo se houvesse alguma sombra de suspeita que haveria alguma política dessa espécie.

                                             Outra questão de honra para o futuro                                                ministro é o combate à corrupção.

Poliana Abritta: Se um ministro vier a se envolver em alguma denúncia de corrupção, ele será afastado? O senhor defende o que, nesse caso?

Sérgio Moro: Se a denúncia for consistente, sim.

Poliana Abritta: Qual o critério jurídico pra gente definir uma denúncia como consistente?

Sérgio Moro: Tem que ser avaliado. Eu acho que é uma falácia, muitas vezes, que se ouviu no passado “ah, tem que esperar o trânsito em julgado”.

Poliana Abritta: O que o senhor defende? Se virar réu?

Sérgio Moro: Não, eu defendo que, em caso de corrupção, se analise as provas e se faça um juízo de consistência, porque também existem acusações infundadas, pessoas têm direito de defesa. Mas é possível analisar desde logo a robustez das provas e emitir um juízo de valor. Não é preciso esperar as cortes de justiça proferirem o julgamento.

Poliana Abritta: Esse juízo de valor seria dado por quem? O senhor como ministro da Justiça iria analisar e fazer esse juízo de valor pra aconselhar o presidente a demitir o ministro em questão?

Sérgio Moro: Provavelmente. Ou algum outro conselheiro. O que me foi assegurado e é uma condição… Não é bem uma condição, não fui lá estabelecer condições. Mas eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia, o meu histórico. Isso foi objeto de discussão e afirmação do senhor presidente eleito, que ninguém seria protegido se surgissem casos de corrupção dentro do governo.

Esta semana, em entrevista coletiva, o juiz saiu em defesa do futuro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado Ônyx Lorenzoni. Ele admitiu, no ano passado, ter recebido R$ 100 mil por caixa dois para campanha eleitoral. Lorenzoni afirma que já doou metade para entidades filantrópicas e que, em breve, doará a outra metade.

Sérgio Moro disse que o deputado já pediu desculpas e que atuou a favor da aprovação de medidas anticorrupção no Congresso.

Poliana Abritta: Em 2017, o senhor disse que políticos não têm interesse em combater a corrupção. Como o senhor pretende fazer essa negociação com políticos, que muitos, por muitas vezes, vão estar sendo investigados ou sendo réus em processos justamente de corrupção?

Sérgio Moro: Eu fiz essa afirmação num contexto muito respeitoso, apesar de todas as revelações desses crimes de corrupção, não via iniciativas significativas, com todo respeito, por parte do nosso Congresso Nacional. Agora existe um outro contexto. Em todo início de governo existe um frescor, uma abertura de diálogo ao Congresso. Vamos tentar negociar dentro daquele espírito republicano de fazer o que é melhor pro país do que fazer o que é melhor pras pessoas.

Poliana Abritta: Negociar. Nasce um político aí dentro?

Sérgio Moro: Alguns me criticaram por assumir esse cargo afirmando que eu havia traído um compromisso que eu afirmei no passado numa entrevista ao Estado de São Paulo, que jamais entraria pra política. Eu posso estar sendo ingênuo, mas eu estou sendo absolutamente sincero quando afirmo que, na minha visão, estou assumindo um cargo pra exercer uma função predominantemente técnica. Eu não me vejo num palanque, eu, candidato a qualquer espécie de cargo em eleições, isso não é a minha natureza.

Poliana Abritta: Há quatro anos, se alguém dissesse “ah, o senhor vai ser ministro da Justiça daqui a quatro anos”, o senhor concordaria com isso?

Sérgio Moro: Não, de forma nenhuma. A Operação Lava-Jato começou pequena, ninguém tinha ideia da dimensão que aquilo ia tomar. No fundo, foi meio um efeito bola de neve. Jamais poderia cogitar que haveria essa possibilidade de assumir essa posição.

Poliana Abritta: Então, o senhor há de concordar comigo que o senhor não pode dizer que daqui a quatro anos não será, por exemplo, candidato à Presidência da República.

Sérgio Moro: Não, eu estou te falando que não vou ser. Eu não sou um político que… minto. Desculpe. Com todo respeito aos políticos. Mas assim, bons e maus políticos. Mas existem maus políticos que, às vezes, faltam com a verdade. Eu não tô faltando com a verdade.

Poliana Abritta: Mas o senhor então é um político do tipo que não mente?

Sérgio Moro: Não, eu sou uma pessoa que, na minha perspectiva, eu tô indo assumir um cargo predominantemente técnico…

Poliana Abritta: Não, é porque o senhor que falou “eu não sou um político que minto”.

Sérgio Moro: Não sou nenhum político e não minto. Eu acho que a profissão da política é uma das mais nobres que existe. Você receber a confiança da população, do voto. Às vezes, essa confiança é traída. Mas é uma das mais belas profissões. Não tem qualquer demérito nisso. É uma questão mesmo de natureza e perfil.

Poliana Abritta: O senhor, mais de uma vez, falou que vai estar subordinado à palavra final, que é do presidente eleito Jair Bolsonaro. E se chegar numa hora em que vocês divergirem em absoluto?

Sérgio Moro: Depende sobre o quê. Quem foi eleito foi o senhor presidente. E, eventualmente, se acontecer uma situação dessas, ele pode desejar me substituir por alguém que possa cumprir uma política que eventualmente eu discorde em absoluto. Eu vou assumir esse cargo em janeiro, não com a perspectiva de ser demitido, mas com a perspectiva de realizar um bom trabalho e ter uma convergência com o presidente eleito. Mas, se tudo der errado, eu deixo o cargo ministerial e certamente vou ter que procurar me reinventar no setor privado, de alguma forma.

Poliana Abritta: E o Supremo?

Sérgio Moro: Às vezes é até um pouco indelicado ficar falando em vaga, em Supremo, quando não existem vagas. É uma perspectiva, uma possibilidade que se coloca no futuro. Quando surgir uma vaga, meu nome pode ser cogitado, como o nome de várias pessoas.

Poliana Abritta: A gente está conversando aqui dentro do seu gabinete de Justiça, mas oficialmente o senhor está de férias. E tem recebido críticas, porque já está trabalhando, atuando como futuro ministro. Há quem veja nisso, nessa situação, que ela fere o princípio da legalidade e da moralidade. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Olha, eu já anunciei publicamente que vou pedir a exoneração. O que a Constituição proíbe é que um juiz assuma uma posição, um cargo Executivo. Eu não tô assumindo nenhum cargo. Eu estou apenas colaborando pra formação de um futuro governo.

Poliana Abritta: Mas, na prática, o senhor já não está trabalhando como futuro ministro?

Sérgio Moro: Não tô praticando nenhum ato oficial. E eu tenho recebido, por conta dessas políticas que nós queremos implementar em Brasília, diversas ameaças. Vamos supor que, daqui a alguns dias, eu peça uma exoneração. Daqui a alguns dias acontece alguma coisa comigo, um atentado. Eu, tudo bem, morro, faz parte da profissão. Não gostaria, evidentemente. Mas minha família fica desamparada. Fica sem qualquer pensão. O que eu espero é passar esse período de férias. Ao meu ver, não tô fazendo nada de errado. E em seguida, eu assumo.

Poliana Abritta: Está de malas prontas pra Brasília?

Sérgio Moro: É um período, literalmente, de transição. Então você fica lá, você fica aqui. Tem que planejar bastante. Já ir definindo as pessoas e políticas a serem adotadas. Então esse vai ser um período de intenso deslocamento.

Poliana Abritta: O senhor tem aqui, nesse gabinete, onde o senhor passou os últimos quatro anos trabalhando na Operação Lava-Jato, livros, presentes. Vai levar tudo isso pra Brasília?

Sérgio Moro: Boa pergunta, ainda estou decidindo. Mas vai ser de fato um problema. E certamente vou sentir muitas saudades desse ambiente aqui.

SERRA TALHADA LUCIANO DUQUE

O prefeito Luciano Duque é grande um entusiasta da sua cidade, Serra Talhada.

As novas perspectivas que se abrem para o município são motivo de comemorações e de orgulho para o prefeito: “Serra Talhada tem se firmado cada vez mais como um grande polo de desenvolvimento regional, atraindo olhares e investimentos de todos os cantos do Brasil.

O Jornal do Commercio, na sua edição deste domingo (11), (vide abaixo) traz um interessante panorama do nosso município numa perspectiva regional, elencando diversos fatores que fazem da nossa terra um excelente lugar para investir.

Temos aqui gente talentosa, empreendedora e um leque de oportunidades, através de um polo educacional que tem formado mão de obra qualificada e fomentado um novo olhar sobre as nossas potencialidades.

Evidentemente que ainda temos gargalos a serem resolvidos, como é o caso do Aeroporto Santa Magalhães, que ainda precisa de ajustes para atender ao voos comerciais da companhia Azul Linhas Aéreas e conectar, definitivamente, Serra Talhada ao mundo.

Acreditamos que o Governo de Pernambuco vai agilizar os processos para realizar os ajustes que faltam no Aeroporto e que em breve teremos esse extraordinário equipamento funcionando, integrando, não só Serra Talhada, mas toda a nossa região aos mais diversos destinos.

Da nossa parte estamos trabalhando, dia e noite, para promover os avanços que a nossa terra merece, gerando desenvolvimento, emprego, renda e, fundamentalmente, qualidade de vida para o nosso povo.

Sou um grande entusiasta da nossa querida Serra Talhada, porque o FUTURO É AQUI!”

Matéria do Jornal do Commercio (11/11/2018)

 SERRA TALHADA

 POLO ESTRATÉGICO NO SERTÃO, SERRA TALHADA QUER VOAR MAIS ALTO

Mais de 50 cidades de Pernambuco, Ceará e Paraíba consomem serviços de Serra Talhada, que recebe novos empreendimentos
Bianca Bion

 

Em meio à paisagem seca e árida, cidades do Sertão de Pernambuco entraram na rota do desenvolvimento. É o caso de Serra Talhada, localizada a 414 quilômetros de distância do Recife. O município, com vocação natural para o comércio e logística devido à localização estratégica no centro do Estado está recebendo novos empreendimentos, impulsionando a economia local. As expectativas só crescem com a perspectiva do início de voos comerciais regulares que diminuam distâncias e tirem a região do isolamento. Mas isso depende da operação do Aeroporto Santa Magalhães.

O município possui 80 mil habitantes e atende a 52 cidades de Pernambuco, Ceará e Paraíba. A estimativa da prefeitura é de que 25 mil pessoas visitam a cidade diariamente. Entre os motivos para isso, estão as universidades privadas e públicas, como a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade de Pernambuco, que oferece curso de medicina. Também possui o 4º maior polo médico de Pernambuco, com 480 médicos. Entre os novos empreendimentos que receberá, estão novas empresas, shopping, unidades do Sesc e Senac e o Hospital Geral do Sertão, que somam R$ 122 milhões em investimentos.

“O que Serra Talhada e a região esperam, com o aeroporto, é a diminuição da distância. Esperamos que os empresários venham e escoem a produção aqui. Estamos estruturando um condomínio industrial para atrair empresas de dentro e de fora da região”, disse o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Serra Talhada, Marcos Oliveira. O condomínio possui 328,2 mil metros quadrados e ainda depende de instalações de serviços básicos. Hoje, duas empresas estão se instalando lá, a Serra Plast, que investiu R$ 1,5 milhão, e a Fachini Energia Solar, que planeja investir R$ 5 milhões no primeiro ano. Além disso, dez indústrias enviaram cartas de intenção de se instalar no município.

Outro empreendimento que está se instalando é o Shopping Serra Talhada, com investimento de R$ 30 milhões, previsto para iniciar as operações na metade de 2019. O centro de compras vai ter cerca de 80 lojas e deve gerar 400 empregos diretos. Também abrigará uma universidade privada. “Fizemos estudos e identificamos que a viabilidade econômica do empreendimento é garantida com a população de 500 mil habitantes em cidades no entorno de Serra Talhada”, explica o diretor da JDS Incorporadora, Murilo Duque.

De olho no desenvolvimento econômico, o Sistema S vai abrir uma Unidade de Educação Profissional de Serra Talhada para impulsionar a qualificação dos trabalhadores. A estimativa é de que pessoas de dez municípios serão beneficiadas com a oferta de cursos de beleza, turismo, saúde, informática, entre outros. O investimento é de R$ 14 milhões. Já o Sesc vai criar um Centro de Atividades Esportivas, Culturais, de Lazer e Turismo Social por R$ 12 milhões. O projeto está em fase de aprovação de edital de licitação. As obras devem ser concluídas no primeiro semestre de 2019 e de 2021, respectivamente.

“O município de Serra Talhada situa-se numa região estratégica de desenvolvimento econômico de Pernambuco, além disso, o surgimento de investimentos imobiliários através do turismo e do desenvolvimento comercial e educacional tem gerado maior crescimento da demanda por educação profissional. Esta é uma região cujo potencial econômico não é tão bem aproveitado”, comenta o presidente do Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-PE, Josias Albuquerque. Para somar, o município também terá o Hospital Geral do Sertão, com capacidade para 500 internamentos por mês. O investimento é de R$ 60 milhões.

As potencialidades de Serra Talhada e 14 cidades do entorno são objeto de estudo do Instituto Fecomercio e o Sebrae, que contrataram a Ceplan para o levantamento de oportunidades de negócios e formulação de diretrizes. Os municípios registraram PIB de R$ 3,326 bilhões, em 2015, sendo que Serra Talhada tem participação em 1/3 do valor. Em seguida, vem Afogados da Ingazeira (11%), Floresta (10,8%) e Custódia (10,2%).

“Os 15 municípios envolvem cinco regiões de desenvolvimento: Pajeú, Itaparica, Araripe, Moxotó e Sertão Central. 59% são urbanizados, em média. O maior peso é da administração pública por causa dos municípios pequenos. Já em Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, o foco é comércio e serviços. Também há presença de indústrias na região. Entre 2007 e 2017, Serra Talhada recebeu R$ 131 milhões em investimentos de implantação e modernização de indústria. Floresta teve R$ 40 milhões Afogados da Ingazeira recebeu R$ 36 milhões. Também há oportunidades de turismo, como a Rota do Cangaço e Lampião e a Serra do Giz, um dos mais importantes sítios arqueológicos da pré-história nordestina”, diz o sócio-diretor da Ceplan e coordenador do estudo, Osmil Galindo.

Apesar da potencialidade, ainda é necessário melhor a infraestrutura. “É uma região de grande potencial, independente do aeroporto. Porém, a infraestrutura é um dos gargalos em questões como as estradas sem acostamentos. Também se concentra ali uma mão de obra jovem que precisa se qualificar”, comenta a diretora executiva do Instituto Fecomercio-PE, Brena Castelo Branco.

Início de voos operacionais no aeroporto de Serra Talhada pode fomentar negócios na região (Foto: Clarissa Chagas/Agência Kria/Divulgação)
Início de voos operacionais no aeroporto de Serra Talhada pode fomentar negócios na região (Foto: Clarissa Chagas/Agência Kria/Divulgação)

Aeroporto

O voo que liga Serra Talhada, no Sertão do Estado, ao Recife deve ficar para o próximo ano. Isso porque o Aeroporto Santa Magalhães, do município sertanejo, ainda precisa de ajustes antes de receber certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como o alargamento da pista e a construção de uma cerca ao redor do sítio aeroportuário. A Azul garante que está pronta para iniciar as operações em Serra Talhada e está “apenas aguardando” a certificação do aeroporto.

O voo comercial estava previsto para começar a operar ainda este ano. De acordo com o secretárioSERRA TALHADA AZUL de Transportes do Estado, Antônio Júnior, o alargamento das laterais da pista, com uma terraplanagem, foi uma exigência nova da Anac para garantir a segurança dos usuários.

“O que falta para o aeroporto ficar pronto e receber a certificação é a cerca e a terraplanagem. O resto já está pronto, o atraso é justamente por causa das exigências da Anac, que chegou a mudar os projetos. A gente entende que é por questões de segurança, perfeitamente aceitável. O prazo (para início) é de 90 dias”, disse o secretário. “A construção da cerca já está começando”, acrescenta Júnior.

No total, a previsão é de que o investimento no aeroporto seja de R$ 35 milhões. O valor inclui verba do Ministério dos Transportes para a construção de um terminal de passageiros definitivo.

Procurada, a Anac respondeu que o operador aeroportuário local precisa cumprir as adequações necessárias solicitadas para o início dos voos regulares. “O prazo para o cumprimento das adequações depende do operador local, responsável”, disse a agência.

Até o fim do mês, o governo estadual também deve lançar a licitação para escolher uma nova administradora para o Aeroporto Santa Magalhães. A última empresa à frente do equipamento, a Dix Empreendimentos, deixou a administração após o Estado atrasar repasses. Um acordo foi firmado com a Dix e o pagamento será providenciado, garante o secretário. A Dix Empreendimentos afirma que está mantendo contato constante com a Secretaria de Transportes para solucionar a pendência. Também não descarta a possível participação em uma nova licitação para administrar o aeroporto de Serra Talhada.

 

O vice-presidente da ABIH, Eduardo Cavalcanti, expressou preocupação. “A Azul é uma empresa privada, então, se não houver demanda para o voo, ele será cancelado. É preciso que os empresários da região se mobilizem e façam ações, como oferecer desconto para os hóspedes que chegarem de avião”, sugeriu.

Clube conquistou o título do Pernambucano da Série A2.
Foto: Divulgação FPF
Foto: Divulgação FPF
Por Assessoria FPF

 

A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) parabenizou o Petrolina Social Futebol Clube por mais um aniversário. São 20 anos de histórias marcantes no futebol pernambucano.

Dono de títulos importantes para o interior do estado, a Fera Sertaneja já conquistou troféus da 2ª divisão do Campeonato Pernambucano em 2001, 2010 e 2018, teve presença importante no Campeonato Brasileiro da Série C, em 2008, e na Série D, em 2012.

Além de ter sido vice-campeão da Copa Jarbas Vasconcelos em 2002, ficando atrás apenas da equipe do Central de Caruaru.Petrolina é campeão da Série A2 do Pernambucano — Foto: Emerson Rocha

Petrolina é campeão da Série A2 do Pernambucano (Foto: Emerson Rocha)

Na semana que passou, o Petrolina venceu o Campeonato Pernambucano da Série A2 onde, além do título, garantiu vaga na elite do Estadual de 2019.

Este foi o 3º título estadual da Série A2, que o Petrolina conquistou.

Para o técnico Pedro Manta, o resultado só foi possível pela competência de toda equipe. “O time mereceu, trabalhou o tempo todo, em cima de toda dificuldade mostrou competência, mostrou união, soube trabalhar em todos os sentidos, então parabéns a todos, a diretoria, torcida, a galera toda”, ressaltou o treinador Pedro Manta, logo após conquistar o título.

O Petrolina foi dono da melhor campanha da competição. Em 11 jogos, a Fera Sertaneja conseguiu sete vitórias e quatro empates. Além de balançar a rede adversária 18 vezes, o time tomou apenas seis gols em toda competição.

O presidente Evandro Carvalho elogiou o Petrolina por essa conquista e também pelos 20 anos de existência. “Desejo mais sucesso na história do clube e para todos os torcedores da Fera Sertaneja. São apenas 20 anos de existência e o Petrolina já tem muita história para contar. Parabéns aos diretores e torcedores desse grande clube pernambucano”.

AGLAILSON VICTOR PARCERIA

Escrito por Wellington Ribeiro

 

Na noite deste sábado (10), o deputado estadual recém-eleito Aglailson Victor (PSB) esteve na cidade da Aliança ao lado do prefeito Xisto e todas suas lideranças políticas que agora aderem ao seu grupo. A parceria entre os dois foi firmada para as eleições de 2020 e 2022.

”Assumimos um compromisso de ser a partir de agora o deputado estadual que representará o município de Aliança na Assembleia Legislativa de Pernambuco, seja pelas demandas junto ao governo do estado ou na viabilização de emendas em prol da população municipal. Xisto é um amigo querido que tem feito uma gestão diferenciado principalmente diante da situação difícil a qual ele encontrou a gestão!”, afirmou Victor.

Nas eleições deste ano Xisto Freitas apoiou José Humberto (PTB) para deputado estadual, garantindo ao parlamentar mais de 3.900 votos, a sua maior votação entre os municípios do estado. Com a não eleição do petebista, o prefeito de Aliança se une ao grupo de Aglailson Victor, deputado que conquistou mais de 64 mil votos em todo o estado e figurou na sétima colocação entre os deputados estaduais mais votados desta eleição. Para conseguir tal feito, Aglailson Victor contou com o apoio dos prefeitos de Vitória de Santo Antão, Macaparana, São Bento do Una, Brejinho, Brejão, Custódia, Chã de Alegria, Casinhas, Pombos, Exu e Itapetim, além de lideranças em vários outros municípios.

CIRO X PAULO GUEDES

 

A traição que sofreu de Lula e a derrota eleitoral fizeram muito mal a Ciro Gomes. Ele hoje é uma pessoa ainda pior, um completo irresponsável, metido a intelectual.

Em sua mais recente aparição, transformou uma piada de um canal de humor denominado “Falha de S.Paulo” numa declaração de Paulo Guedes.

Desmentido rapidamente nas redes sociais, vai perdendo ainda mais o que lhe resta de credibilidade.

 

MENSAGEM DE PAULO GUEDES 3

Um sujeito que obteve 12 milhões de votos numa eleição presidencial e que pretende se firmar como liderança da oposição, não pode atribuir uma declaração a um futuro ministro da Fazenda sem checar a fonte, notadamente quando a fonte é um canal de piadas.

Ciro está conseguindo se nivelar a Haddad.

Ivanildo Paiva (PRB) foi morto na noite deste sábado (10), em Davinópolis, Oeste do Maranhão
De acordo com postagem no perfil do prefeito no Facebook, Paiva foi vítima de sequestro Foto: Reprodução/Facebook
De acordo com postagem no perfil do prefeito no Facebook, Paiva foi vítima de sequestro (Foto: Reprodução/Facebook)Por: Agência Brasil

 

O prefeito de Davinópolis (oeste do Maranhão), Ivanildo Paiva (PRB), foi assassinado na noite deste sábado (11). De acordo com postagem no perfil do prefeito no Facebook, Paiva foi vítima de sequestro quando estava em sua chácara no povoado Jussara, no distrito de Davinópolis.

Segundo a nota na rede social, o corpo do prefeito foi localizado por volta das 9h, no povoado Mata Grande. A mensagem detalha que o prefeito foi levado na própria caminhonete, mais tarde foi localizada com manchas de sangue, nas proximidades do 50º Batalhão de Infantaria de Selva (50º BIS) em Imperatriz. A casa na chácara teria sido “revirada” e foram vistas manchas de sangue humano.

O inquérito sobre o assassinato está a cargo da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoas. A polícia ainda não se manifestou sobre o caso.

Declarações do presidente eleito apontam mudanças nas relações com o Mercosul, com impactos diretos na economia de Pernambuco

JEEP

Luiza Freitas

 

“O Mercosul não será prioridade”; “Vamos mudar a embaixada para Jerusalém”; “Você vai deixar o Brasil na mão do chinês?”. As declarações polêmicas dadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e membros de sua futura equipe têm gerado receio quanto ao futuro do comércio exterior brasileiro. Para Pernambuco, há preocupação especial quanto à importância dada ao bloco sul-americano, já que hoje a Argentina, sozinha, é destino de quase 37% do que o Estado exporta diretamente. É de lá também que vêm insumos importantes, como o milho e o trigo. Na visão de alguns especialistas, no entanto, o novo governo pode vir a privilegiar relações bilaterais, em vez dos blocos.

Existente há muitos anos, a troca comercial entre Pernambuco e Argentina foi fortalecida a partir da operação da fábrica do Grupo FCA/Jeep em Goiana, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Da produção de automóveis pernambucanos, cerca de 20% são exportados diretamente pelo Porto de Suape, tendo a Argentina como o principal destino da produção automobilística, seguida do Chile (país associado ao Mercosul) e da Colômbia. De tão relevante, essas exportações tiveram efeito direto na balança comercial pernambucana no ano de 2017, com crescimento de 38,4% das exportações, volume recorde de US$ 1,9 bilhão, desbancando a Petrobras como a principal empresa exportadora. A transação é ainda mais importante diante do déficit da balança comercial do Estado.

“Temos uma relação muito importante com a Argentina através do Mercosul. Há o interesse, inclusive, de trazer para Suape uma estação aduaneira e centro de distribuição do Mercosul, em que a carga vinda de lá ficaria sob regime aduaneiro aqui, até ser distribuída”, diz o presidente do Porto de Suape, Carlos Vilar.

Pernambuco tem hoje a quarta maior produção de ovos do Brasil e a primeira do Nordeste. E, graças ao Mercosul, o setor conseguiu se consolidar mesmo diante de crises de abastecimento do mercado brasileiro. É que o principal insumo do ramo é o milho e o farelo de milho, que precisam ser totalmente trazidos de outros Estados. Quando o produto nacional fica caro e o dólar facilita, é de dentro do bloco econômico que vem o alimento das aves. “No segundo semestre de 2016 trouxemos dois navios por mês com 30 mil toneladas de milho do Mercosul. Com a destinação do milho brasileiro para exportação, ficou mais barato trazer por navio”, afirma o presidente da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Giuliano Malta. “Se o Mercosul não for priorizado, será ruim porque algumas oportunidades, as janelas comerciais que acontecem, poderiam acabar.”

Já o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, vê um ganho indireto para Pernambuco a partir do fortalecimento das relações internas do bloco. Para cumprir acordos climáticos mundiais, Argentina e Uruguai estão aumentando os percentuais de mistura de etanol à gasolina, hoje bem abaixo dos 27% estabelecidos pelo Brasil. “Isso vai demandar uma maior importação de etanol por esses países, que devem ser atendidos por Estados geograficamente mais próximos. Mas, por outro lado, Pernambuco se beneficiaria com o espaço deixado no mercado brasileiro”, destaca Cunha.

Bilateral

JEEP MERCOSULApesar do receio inicial causado pela fala do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o Mercosul, alguns economistas entendem que, na verdade, a declaração indica que o próximo governo dará andamento a relações comerciais independentemente do bloco. “Acho que se trata de priorizar negociações bilaterais, em que você consegue simplificar a tomada de decisões, sem precisar submeter a um bloco. E Pernambuco precisa ter mercados para aproveitar isso”, analisa o professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ecio Costa.

Para o advogado especialista em comércio exterior Luciano Bushatsky, o setor deve ser beneficiado pelo superministério da Economia, que irá unir as atuais pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. “Hoje o comércio exterior é prejudicado por estar submetido a vários órgãos com líderes autônomos. Com a unificação, estarão todos sob a mesma coordenação, o que deve dar mais celeridade às negociações.”

Outros Países

O Mercosul pode ter sido o alvo da declaração mais cheia de emoção por parte do novo governo, mas não foi a única que trouxe preocupação e desconforto a empresários de dentro e de fora do Brasil. As consequências mais imediatas foram sentidas nesta semana, quando o Egito cancelou uma visita brasileira ao País depois de Bolsonaro afirmar que iria transferir a embaixada brasileira em Israel de Telavive para Jerusalém. Anualmente são exportados ao Oriente Médio e Turquia cerca de US$ 16 bilhões, mercado ameaçado por um possível afastamento dos palestinos causando reações em todo o mundo árabe.

O Brasil é atualmente o maior produtor de carne halal – produzida de acordo com os preceitos JEEP CARNE HALALmuçulmanos –, o que fez com que gigantes como a JBS e a BRF apostassem forte nos produtos. A declaração de Jair Bolsonaro manteve o tom de sua campanha eleitoral de reprodução do posicionamento dos Estados Unidos e demonstração de interesse em relação aos israelenses. “Acho que o próximo governo precisa definir logo bons nomes para as relações exteriores para assessorar bem o presidente eleito. Precisamos ter em mente que não somos os Estados Unidos e nem ele é Donald Trump”, avalia o sócio da consultoria Ceplan Jorge Jatobá.

Outro país que está observando os passos do próximo governo é a China, segunda maior economia do mundo. Em fevereiro, o futuro presidente fez uma visita a Taiwan, que ainda não é considerada independente pelos chineses, mas sim uma província dissidente. Em uma declaração delicada para as relações internacionais, durante a campanha presidencial, Jair Bolsonaro demonstrou não ter interesse na participação de chineses em possíveis privatizações e que o país estaria “comprando o Brasil”.

“O governo tem inúmeras obras inacabadas pelo País e não tem dinheiro para tocar essas obras. A China já demonstrou interesse em várias delas, a exemplo da ferrovia Transnordestina. Ter o país como parceiro para PPPs (Parcerias Público-Privadas) seria importante”, analisa o professor de economia da UFPE Ecio Costa.

VSA SAÚDE 5

Constituindo-se num marco da gestão de Aglailson Júnior, a Prefeitura da Vitória de Santo Antão, através da Secretaria Municipal de Saúde, vem desenvolvendo um grande volume de investimentos na Saúde do município.

Sejam inaugurações de unidades de saúde, aparelhamento médico dos postos e unidades já existentes ou  em aquisições de unidades móveis, como ambulâncias, a prefeitura vem se destacando como uma das que mais investem na Saúde, entre todas da região Meropolitana.

O prefeito Aglailson tem se preocupado, principalmente, com as comunidades mais distantes. Quando não constrói uma unidade de saúde nessas localidades, o prefeito promove a entrega de ambulâncias, como aconteceu no início do mês de outubro, quando as comunidades deSerra Grande e Mocotó receberam uma S10 4×4, que esá disponível 24 horas, para atender a todos os moradores, inclusive nos finais de semana.

“É uma comunidade distante do município e em casos de urgência, os moradores não terão mais que pagar táxi para transportar os enfermos. Como no governo do meu pai, José Aglailson, todo cidadão terá um apoio aqui, pois a saúde é uma coisa que devemos priorizar dando estrutura e um atendimento digno”, declarou a prefeito Aglailson.

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