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ALVÍSSARAS

Por Jose Adalberto Ribeiro – Jornalista e escritor

 

Montanhas da Jaqueira – Alvíssaras, Capitão Marvel! Os clarins anunciam: haverá um freio de arrumação. O efeito do dia seguinte funciona de antevéspera. O Capitão Marvel bota moral e o Brazil respeita.

Vai começar a entressafra nas glândulas mamárias que alimentam os parasitas de ONGs. Os vândalos e novos bárbaros do MST e congêneres baixam a crista.

O partido da estrela virou a seita dos zumbis vermelhos. Isto, dito com gentileza. Noutros termos virou organização criminosa. Em sendo devotos de uma seita, os zumbis vermelhos se tornaram fanáticos. Tentar dialogar com fanáticos é a luta mais vã, como diria o bem-aventurado Drummond.

Apesar de tanta corrupção e patifarias, da eclosão dos ovos da serpente do mal, a seita do guru vermelho foi derrotada. O segundo turno passou na janela e só Carolina não viu. Criatura tão distraída, Carolina também não percebeu quando os brasileiros estavam sendo subtraídos pelos zumbis da seita vermelha em tenebrosas transações.

Na linguagem siciliana, Il capo di tutti capi, o chefe de todos os chefes, está preso em Curitiba. Dezenas de capi da família mafiosa também estão na cadeia, o que não é pouca coisa, nem aconteceu por acaso.

Assim se passou mais de uma década de tenebrosas transações. Falar nos assaltos aos cofres públicos da Petrobras e do BNDES é pleonasmo, é conjuntivite na vista. Roubaram os sonhos do Brazil.  Defloraram o coração do Brazil. Saquearam e aparelharam as estatais e os fundos de previdência.

Nesta fase de transição de governo somos informados de que a camarilha criou na direção do Banco do Brasil 1.048 cargos de “confiança” com salários acima de 50 mil, nove cargos de vice-presidente com salários de 61,5 mil, 27 novas diretorias e outros 27 cargos de gerentes-gerais remunerados a 47,7 mil reais.

Em tempos recentes os famigerados Programas de Demissão Voluntária, os nefastos PDVs, foram implantados em nome da “oxigenação” da máquina e da modernidade. Diretores especialistas em terrorismo psicológico feito ervas juremas do mal, se compraziam em alcançar a meta de demitir, perseguir e prejudicar  milhares de funcionários e seus familiares. Faz parte da maldade humana.

As metas de patifarias também foram multiplicadas na Caixa Econômica Federal, o banco público mais ineficiente do Brazil, onde foram criadas 35 diretorias com salários na faixa dos 50 mil reais,  dezenas e centenas de sinecuras com remunerações milionárias.

O Brazil sobreviveu à era da degradação política, da corrupção e da demagogia. Graças a Zeus, às urnas e à Internet. Ó glória!

MAIS MÉDICOS 2

AS CONTRADIÇÕES DE BOLSONARO CONTRA OS MÉDICOS CUBANOS

Por Márcio Maia

 

O presidente da República eleito pelo PSL, Jair Bolsonaro, já fez várias declarações sobre a permanência e o trabalho dos médicos cubanos, que estão no Brasil dentro do programa Mais Médicos. Desde que a Medida Provisória encaminhada ao Congresso Nacional, pela então presidente Dilma Rousseff (PT) começou a ser discutida, Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, também deputado federal fizeram diversos pronunciamentos sobre o assunto.

No dia 8 de agosto de 2013, ele afirmou que a chegada dos médicos ao Brasil iria servir para a implantação do regime comunista em nosso País, pois os médicos iriam trazer cada um, 10, 20 ou 30 agentes, que iriam se infiltrar no meio da população para disseminar as teorias de Karl Marx e Lenin.

No dia 9 de outubro, ele fez outro pronunciamento e mostrou-se contrário ao programa com a alegação de que os irmãos Raul e Fidel Castro ficariam com 90 por cento dos salários dos profissionais, o que ele considerava na época um regime de escravidão.

No dia 4 de maio de 2016, quando a MP estava em tramitação para que o prazo de permanência fosse prorrogado, ele apresentou um emenda proibindo os dependentes dos cubanos de trabalharem com carteira assinada.

Durante a campanha eleitoral e após ser eleito, Bolsonaro fez severas críticas ao programa e declarou que iria revogá-lo. Disse também que era um absurdo o governo de Cuba não permitir que os parentes dos médicos viessem para o Brasil, pois permaneciam na ilha como reféns.

Agora, no dia 14 de novembro passado, ele postou uma mensagem na Internet, lamentando que “infelizmente, o governo de Cuba não aceitou suas exigências para que os médicos continuassem trabalhando no Brasil”.

É muita contradição.

JOSÉ NIVALDO JR 2

 DEMOCRACIA NÃO ESTÁ NA BERLINDA

José Nivaldo Júnior (*)

 

A Democracia contemporânea brasileira com pouco mais de 30 anos, é muito jovem. Entretanto, tem raízes profundas, alicerces sólidos.

É resultado de um duradouro e consistente processo de resistência à ditadura instalada em 1964, que oprimiu o país por mais de 20 anos. O fato de não ser dádiva e sim conquista está embutido no inconsciente coletivo. Inclusive dos mais jovens que, felizmente, não sofreram aqueles duros tempos. E, por isso, até podem expressar alguma equivocada simpatia pela época ditatorial. Nesse caso, contaminados pelo saudosismo maléfico de velhos adeptos do também chamado “Regime Militar”. Dos fascistas e direitistas que permaneceram embutidos muitos anos, mas recentemente, na esteira de condutas distorcidas do PT e do ambiente propício ao conservadorismo, trataram de botar as unhas de fora. São minoria, mas não são poucos.

Minha visão contrária à ditadura está expressa em muitos depoimentos, textos, posts. O romance “1964 – O Julgamento de Deus”, que ambientei na Surubim da minha infância, trata o golpe de 64 de forma irônica, picaresca e caricatural. Fui contra, sou contra, morrerei contra. Foram os militares com apoio dos Estados Unidos, da maioria da elite rural e urbana e, é forçado reconhecer, de grande parte da classe média assustada com o fantasma do comunismo, então à solta, que deram o golpe. Romperam a ordem democrática, rasgaram a constituição e estabeleceram um governo que abrigava o terror, a tortura, a censura, a intolerância, a violação dos direitos humanos.

Isso tudo é passado. A democracia, conquistada com sangue, suor e lágrimas, como disse, é árvore frondosa com raízes firmes. Tendo ao lado uma flor tenra, que tem que ser regada todo dia. Se arrancarem a flor, a democracia fica menos bela. Mas a árvore não se abala.

Verdade que o mundo democrático vive uma onda conservadora. A intolerância e o reacionarismo de ideias e costumes prospera sobre uma profunda crise econômica e social. Há um esgarçamento visível do tecido social. Porém inexistem no quadro atual as condições internas e internacionais para um retrocesso capaz de derrubar novamente os pilares da Democracia. Nenhum presidente da República tem poder para revogar a ordem democrática. Podem acontecer novos retrocessos pontuais, somando-se aos que já vêm ocorrendo há tempo.

Escrevo sem saber a decisão dos eleitores sobre o novo presidente. Mas, otimista inveterado, independente de quem ganhar, acredito que daqui a 4 anos o país estará melhor e a democracia mais saudável e vigorosa.

 

(*) José Nivaldo Junior – Publicitário. Historiador. Autor do best-seller internacional “Maquiavel, o Poder”.

VALE A PENA SER UM GESTOR PÚBLICO AUSTERO E COMPETENTE?

 DÍVIDAS DOS ESTADOS

Por Márcio Maia

 

Desde o ano de 1997 os estados brasileiros vêm renegociando suas dívidas com o Governo Federal. Naquele ano, durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os estados deviam aos fornecedores contas impagáveis. Sem conseguir pagar as dívidas, foi feita a primeira grande renegociação. Naquela ocasião, 25 estados e 180 prefeituras fizeram o acerto com a União, tendo sido implantada a Lei de Responsabilidade Fiscal.

No final de 2017, os estados deviam ao Governo Federal a bagatela de R$ 790 bilhões. Hoje, a situação é mais grave. Entre os maiores devedores estão os estados considerados mais ricos do País, como São Paulo, que devia R$ 290 bilhões, o Rio de Janeiro, com um buraco de R$ 113 bi, Rio Grande do Sul, com uma conta de R$ 74 bi, e Minas Gerais, que deve R$ 17 bilhões.

Enquanto isso, o Estado de Pernambuco, que vem sendo bem administrado por uma equipe técnica competente e comprometida com as contas públicas, mantém-se em situação razoável. Em todos os aspectos, os níveis indicam que estão em situação de controle.

Depois de 97, várias propostas para refinanciamento das dívidas foram apresentadas, implantadas, mas os gestores dos estados mais endividados nunca se esforçaram para controlar os gastos e equilibrar as finanças, acreditando que a qualquer momento, os órgãos federais iriam apresentar outras formas de renegociação de seus débitos.

No ano passado, o buraco da União foi superior a R$ 170 bilhões, mas o presidente Michel Temer (MDB) não tomou qualquer iniciativa para cobrar o que os governos estaduais devem ao Tesouro Nacional. Preferiu usar o Congresso Nacional, para conseguir “legalizar” o escandaloso déficit.

Há cerca de dois anos o governador Paulo Câmara (PSB) reclama que a União não vem liberando os recursos necessários para complementação de obras conveniadas, principalmente na área de abastecimento dágua, e nem autorizando a contratação de empréstimos bancários.

Então, só nos resta fazer a pergunta: Vale a pena ser um gestor público competente e austero?

STF

 

O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

​Por Márcio Maia

 

Durante os seus 28 anos de trabalho como deputado federal,  o presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), sempre votou favoravelmente aos aumentos dos servidores públicos a partir dos reajustes concedidos aos ministros do Superior Tribunal Federal.

​Durante a campanha eleitoral, o então candidato apresentou várias propostas, entre elas a de que iria acabar com os privilégios dos servidores públicos federais, evitando dar aumentos para os que já ganhavam muito dinheiro, segundo sua própria avaliação.

​Ontem, o Senado Federal aprovou um reajuste de 16,38% nos proventos dos ministros do STF, que passarão a ganhar mais de R$ 39 mil mensais. O pior de tudo é que o reajuste vai ocasionar o chamado “efeito cascata”, o que deverá provocar um aumento de mais de R$ 4 bilhões nas despesas do Governo Federal. Os desembargadores, juízes, promotores públicos e demais servidores do Poder Judiciário Federal e Estadual também terão direito ao reajuste.

Além do mais, o aumento vai permitir reajuste nos salários dos senadores e deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Também vão entrar na mesma onda, os governadores e prefeitos.

​Ao tomar conhecimento da decisão dos Senadores, Jair Bolsonaro reclamou bastante, adiantando que as despesas vão atrapalhar ainda mais o controle do orçamento, mas não se lembrou de que ele sempre votou a favor do aumento desses privilégios, inclusive dos aumentos da chamada “Pauta Bomba”, implantada pelo ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (MDB), durante o mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT).

É o feitiço contra o feiticeiro.

CONSTITUIÇÃO 1

TRINTA ANOS DA CONSTITUIÇÃO CIDADÃ. SERÁ QUE TEMOS O QUE COMEMORAR?

Por Márcio Maia

 

Já se passaram trinta anos da promulgação da Constituição Federal, a chamada Constituição Cidadã, como foi denominada pelo presidente da Assembleia Constituinte, Ulisses Guimarães. Na ocasião, aconteceram muitas discussões por parte de especialistas por conta, principalmente, do grande número de artigos. Os contrários a consideravam muito prolixa e cheia de detalhes.

​Pelo que tudo indica, os contrários ao longo texto tinham razão. Existem informações apontando que mais da metade dos artigos ainda não entraram em vigor porque não foram regulamentados pelos congressistas. Sendo assim, podemos verificar que a maioria do que foi determinado não tem qualquer validade.

​Outro ponto importante é que apesar de ter recebido muitos elogios, mais de 300 Projetos de Emenda Constitucional já deram entrada no Senado e na Câmara Federal para a mudança do texto. Será que essa Constituição tem realmente, o mérito que dizem ter? Quando ela entrará realmente, em vigor?

​O mais interessante de tudo é que já existe muita gente propondo a formação de novos grupos para o estudo de outra legislação. Quais os pontos que precisam ser mudados?

​Se essa ideia se tornar concreta, acho que será o primeiro caso no Mundo em que a Constituição de um País tenha sido revogada, antes de começar a valer.

​No Congresso Nacional, aconteceu uma grande festa, da qual muitos do que pretendem modifica-la, participaram. Os discursos foram eloquentes, mas será que foram verdadeiros?

CONSTITUIÇÃO 2

 

 Por Odilon Medeiros*

 

Quem me conhece pessoalmente, participou de algum evento meu ou me acompanha nas redes sociais, sabe que eu tenho o hábito de socializar o meu sentimento sobre a minha missão de vida. E esse feliz sentimento surge por eu ser autor da minha própria história (e não um mero coadjuvante) e me sentir um privilegiado por fazer o que amo e ainda ser remunerado por isso. E quando vou realizar alguma atividade fora da minha base, registro nas redes sociais com frases do tipo “partiu diversão”, já que ao exercer qualquer atividade, me divirto mesmo. E isso sem abrir mão da seriedade e do profissionalismo. Além do mais, hoje me dou o direito de só aceitar aquelas atividades que me dão prazer.

Apenas para reforçar: eu construí esse caminho. Abri mão de um emprego estável onde eu já estava há 23 anos em uma multinacional de renome, com boas condições de trabalho, um líder muito bom e que é referencia até hoje para mim. Enfim, dentro dos padrões tidos como normais, poderia ser classificado como o emprego dos sonhos. E como eu ouvi frases do tipo: “Você está louco para pedir a demissão de um emprego deste?” Não. Definitivamente eu não estava louco: eu estava atrás do meu sonho. Eu estava querendo ser feliz.

Apresentei todo esse cenário e voltando ao que citei no inicio deste texto, porque fui abordado por uma pessoa que lê os meus comentários dizendo que não acreditava e não conseguia entender como eu tinha essa visão de trabalho. “Para mim, trabalho é trabalho; diversão é diversão. Duas coisas antagônicas”. Me disse essa pessoa.

Não estou aqui querendo levantar a bandeira de quem está certo. Sei que são modelos mentais absolutamente diferentes. Mas para mim (e aí já falam os meus modelos mentais), essa pessoa não deve ser feliz no trabalho, possivelmente deve estar trabalhando para suprir algum tipo de necessidade apenas, esquecendo de que ela passa a maior parte do tempo no trabalho. Ou seja, passa a maior parte do tempo não sendo feliz. Será que ela merece isso? Será que é justo o que ela está fazendo com ela mesma?

Não sou muito fã do Henry Ford mas gosto muito de uma frase dele que traduz bem os nossos modelos mentais: se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo. Ou seja, você poderá ou não ser feliz no trabalho. Depende do que você acredita, planeja, realiza, acompanha e, se necessário, faz adequações, buscando o equilíbrio entre o racional e o emocional.

E você? Como se sente no trabalho? No último dia da semana você diz: “até que enfim é sexta-feira” ou “nossa: já é sexta-feira”? Gostaria de fazer um convite para que faça uma reflexão sobre a sua vida, de uma maneira que fosse possível aumentar o autoconhecimento, saber com o que se identifica, relacionar os benefícios e riscos que envolvem uma possível mudança de trajetória profissional pode trazer, etc. Enfim, buscar informações para elaborar um planejamento estratégico pessoal.

Lembre-se: você merece muito; você merece mais. Você merece ser feliz! Então, haja para que isso ocorra.

(*) Odilon Medeiros – Coach, consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br

 Por Odilon Medeiros*

Quase sempre ao assistirmos a uma peça teatral não nos damos conta de quanto tempo foi gasto com a preparação: focamos sempre no resultado imediato, mas foram horas e horas de ensaio… Na realidade, não temos essa referência, não é verdade?

Na nossa vida profissional ou enquanto empreendedores, também agimos assim. Sempre que atendo a algum empreendedor ou orientando algum profissional, a inquietação e a ansiedade estão sempre presentes: eles mal iniciam o projeto e já querem obter os resultados. Desconhecem que precisam de algum tempo para chegar até ele.

Fiquei pensando a respeito dessa situação e o que poderia causar esse efeito e cheguei à conclusão que, uma das possíveis causas, seja exatamente o exemplo de outros projetos vitoriosos. Ou seja, a pessoa conhece alguém que já está obtendo algum tipo de retorno, principalmente financeiro, pensa que foi fácil e rápido chegar até ali e já quer, imediatamente, obter resultados semelhantes. Mas não é bem assim que a banda toca…

 Antes de iniciar o trabalho com alguém, sempre faço questão de dar alguns esclarecimentos e vou transmiti-los para você que está lendo o meu artigo agora.

Em tudo há riscos: seria ótimo se, só porque um coach ou um consultor foi contratado, um projeto tivesse 100% de chance de sucesso. Isso seria a oitava maravilha do Mundo. Concorda comigo?

Para colher qualquer fruto, primeiro é necessário preparar o solo, plantar, esperar germinar, cuidar durante o desenvolvimento da planta. Tudo isso leva um certo tempo, mas quando se faz tudo direitinho, as chances de colher os frutos são enormes. E quem já está aproveitando dos frutos, também passou pelo mesmo processo.

De uma maneira geral, não existe uma fórmula mágica para dar certo. Então, ser resiliente e aprender com os erros são características das pessoas de sucesso e que errar não deve ser motivo para desistir.

E é claro: trabalhar bastante. Dificilmente algo chegará às suas mãos se você ficar parado. Lembro que uma das mais importantes invenções da humanidade foi a lâmpada elétrica e Thomas Edison não conseguiu de primeira: aliás, foram centenas de “maneiras de como não fazer um lâmpada” que ele aprendeu. Aliás, vejo que Edison trás duas lições para quem quer obter sucesso. A primeira é, inteligentemente, ressignificar os fatos (algo tão “moderno” e ele já fazia isso nos idos de 1880, incrível, não?) e a segunda é a sua célebre frase:  “”Gênio é 1 por cento inspiração e 99 por cento transpiração”. Por isso, movimente-se!

Diante do que foi dito, o que este artigo trouxe de insights para você? Será que já não passou da hora de você começar a sua plantação? Evite deixar para plantar na hora que a fome bater. Se você concorda com o que falei, se antecipe, haja e seja feliz.

(*) Odilon Medeiros – Coach, consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br

 

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Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem (7), em Curitiba, o policial federal Newton Ishii, conhecido popularmente como Japonês da Federal, que ficou conhecido ao  conduzir presos da Operação Lava Jato. Ele está detido na Superintendência da PF para cumprir mandado expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Newton foi condenado a quatro anos e três meses de prisão em virtude da Operação Sucuri, deflagrada em 2003, que investigava o envolvimento de 19 agentes na entrada de contrabando no país através da fronteira com o Paraguai. A defesa do Japonês da Federal chegou a recorrer da condenação, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso na semana passada.

A partir da Operação Sucuri, foram abertos três processos contra Newton, um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa. Eles tramitam sob segredo de justiça.

A Agência Brasil entrou em contato com o escritório do advogado Oswaldo Loureiro de Mello Júnior, que defende o Japonês da Federal e outros 14 réus da operação, mas o criminalista não retornou as ligações.

Operação Lava Jato

O policial federal Newton Ishii foi citado durante conversa gravada entre o ex-senador Delcídio do Amaral; o filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró; e o advogado Edson Ribeiro. O diálogo foi divulgado em novembro do ano passado e levou à prisão de Delcídio

Na conversa, o ex-senador se refere ao agente federal como “policial bonzinho”. Em seguida, Edson afirma que “o japonês” seria o carcereiro da PF responsável pelo vazamento de informações sigilosas da Operação Lava Jato para a imprensa. Minutos depois, o advogado chega a citar o nome de Newton.

Diálogos

Veja abaixo a transcrição dos trechos da gravação em que o agente é citado:

DELCÍDIO: Alguém pegou isso aí e deve ter reproduzido. Agora quem fez isso é que a gente não sabe.

EDSON: É o japonês. Se for alguém, é o japonês.

DIOGO: É o japonês bonzinho.

DELCÍDIO: O japonês bonzinho?

EDSON: É. Ele vende as informações para as revistas.

BERNARDO: É, é.

DELCÍDIO: É. Aquele cara é o cara da carceragem, ele que controla a carceragem.

BERNARDO: Sim, sim.

(…)

EDSON: Só quem pode tá passando isso, Sérgio Riera.

BERNARDO: Mas eu já cortei…

EDSON: Newton e Youssef.

DELCÍDIO: Quem que é Newton?

BERNARDO: É o japonês.

EDSON: E o Youssef, só os dois. [vozes sobrepostas] O Sérgio, porque o Sérgio traiu…

BERNARDO: Sim. Ele fez o jogo do MP, assinou. Tá..tá

(…)

EDSON: Quem é que poderia levar isso pro André?

BERNARDO: Eu acho que é carcereiro. O cara dá 50 mil aí pra você.

EDSON: A gente num entende, pô!

BERNARDO: Carcereiro, Newton… os caras são muito legais.

 

Eduardo tinha visão de estadista

Por Newton Cerezini

Em meio a tantos insucessos nas administrações estaduais Brasil afora, de que tomamos conhecimento pelos jornais diariamente, Pernambuco vem se destacando nos últimos oito anos justamente por ser um estado onde as coisas acontecem. Aqui, os problemas e os gargalos são enfrentados de frente, com uma visão profissional de um governo que bate metas nas mais diversas áreas, resultando em ações concretas que têm melhorado a vida do povo.

Nosso grande diferencial foi o processo de profissionalização da gestão, iniciado nos governos de Eduardo Campos, que nos deixou precocemente há um ano, após ser vítima de um acidente aéreo na campanha presidencial. Um pleito, aliás, que a sua eficiência como gestor em Pernambuco o credenciou a disputar.

Muito atento às questões gerenciais, uma de suas principais qualidades, Eduardo Campos tomou a decisão correta ao criar, via concurso público, a carreira de Gestor Governamental. O gesto do ex-governador merece destaque diante da até então deficiência histórica da máquina pública pernambucana no tocante à implementação das melhores práticas de gestão e aplicação dos recursos públicos. Com a consolidação da carreira, um ciclo foi fechado na administração pública.

Já com os Auditores Fiscais (arrecadação) e os Auditores de Contas (controle), passamos a dispor dos Gestores Governamentais (aplicação dos recursos). Para melhor exercer essa última atribuição, a categoria dos Gestores Governamentais foi dividida em três especialidades: Administração, Controle Interno e Planejamento, Orçamento e Gestão.

Como presidente da Associação dos Gestores Governamentais de Planejamento, Orçamento e Gestão (AGPOG), quero enaltecer a visão de estadista de Eduardo Campos, que, para além dos seus governos, preocupou-se com o desenvolvimento da administração pública no Estado.

Diante da crescente – e mais do que justa! – exigência da sociedade por serviços públicos de qualidade, o ex-governador entendeu que essa finalidade só seria, de fato, alcançada com o investimento em gestão, sobretudo na aplicação dos recursos, historicamente colocada em segundo plano, se comparada às funções de arrecadação e controle.

Dentro da nossa atuação, ressalto o Modelo de Gestão Todos por Pernambuco, em funcionamento desde março de 2008, que fundou, na administração pública estadual, um conjunto de novas rotinas e práticas que elevam a eficiência, a eficácia e a efetividade da ação governamental. A partir de sua implantação, ainda no início do segundo ano do Governo Eduardo, o modelo inseriu novos conceitos para o processo de Planejamento Estratégico do Estado.

Como ideia fundamental, saliento o paradigma da estratégia como precedente à ação. Foi-se estabelecido um conjunto de objetivos a serem perseguidos ao longo do mandato, fato para o qual convergiram sinergicamente os esforços de todas as secretarias. O governo, em consequência, adquiriu uma identidade e, ao mesmo tempo, um propósito comum.

Esse comportamento transformado em ação inverteu a lógica tão batida pelo próprio Eduardo de que “a máquina pública só moía para os graúdos”, passando a ter como ponto final das políticas públicas a parcela da população que mais precisa do Estado.

Dentre os vários legados deixados pelo ex-governador Eduardo Campos, institucionalizar uma gestão profissional da máquina pública foi o mais representativo. Legado que aquele fatídico acidente em Santos nunca vai conseguir apagar.

* Presidente da Associação dos Gestores Governamentais de Planejamento, Orçamento e Gestão

 

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