Posts de Revista Total

Globo.com

agnelo250Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (23) os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), atual assessor do presidente Michel Temer. Eles são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Às 11h55, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que Filipelli foi exonerado. Ele foi nomeado em 22 de setembro de 2016, ficando portanto exatos 8 meses no cargo.

Também foram levados em prisão temporária, o ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz, Francisco Cláudio Monteiro, o ex-presidente da Novacap Nilson Martorelli, o presidente do grupo Via Engenharia Fernando Márcio Queiroz e o suposto operador de Agnelo, Jorge Luiz Salomão.

As investigações apontam que o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) também recebeu dinheiro desviado das obras.

Entenda a operação

  • A PF suspeita que a reforma do Mané Garrincha foi superfaturada em R$ 900 milhões
  • 2 ex-governadores do DF e 1 ex-vice foram presos, suspeitos de receber propina do esquema
  • O ex-governador José Roberto Arruda é apontado como quem bolou a fraude à licitação
  • O ex-governador Agnelo Queiroz atuou “retirando obstáculos” às obras, segundo a Justiça
  • O ex-vice Tadeu Filippelli, assessor de Temer, é suspeito de receber propina para o PMDB
  • A Justiça bloqueou R$ 26 milhões dos três

A operação, batizada de Panatenaico, é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção na reforma do Mané Garrincha. A PF diz que as obras podem ter sido superfaturadas em cerca de R$ 900 milhões, visto que estavam orçadas em R$ 600 milhões mas custou R$ 1,575 bilhão.

Agnelo, Arruda e Filippelli são alvos de mandados de prisão temporária, que tem duração de cinco dias. Além deles, a PF prendeu Maruska Lima, ex-presidente da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal. Há ainda 3 mandados de condução coercitiva (quando alguém é levado a depor) e 15 de busca e apreensão, todos expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal no DF.

Segundo a decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, José Roberto Arruda enquanto governador do DF em 2009 e 2010, foi quem “tramou a fraude licitatória” ao articular a saída de outras construtoras e determinar a vitória do consórcio formado pelas Construtoras AG e Via Engenharia em troca do recebimento de propinas.

De acordo com as investigações, Agnelo teve o papel de “retirar os obstáculos” que ainda houvessem para a construção do estádio e articular com a Terracap para que a estatal do DF fosse a executora da obra, “a qualquer custo”. Segundo os colaboradores, o ex-governador recebeu para esta função “propina milionária” por meio do operador Jorge Luiz Salomão, sobretudo para custear eventos.

No documento, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de ter pedido propina “diversas vezes” para a empresa Andrade Gutierrez. As investigações apontam há indícios de que o político recebeu propina para seu partido, o PMDB, entre 2013 e 2014, tendo recebido valores ilícitos também da Construtora Via Engenharia em razão do contrato para as obras de reforma do estádio Mané Garrincha.

O Ministério Público Federal informou que Maruska Lima, ex-presidente da Terracap, foi integrante da Comissão de Licitação para as reformas do estádio. Segundo o depoimento de um funcionário do consórcio vencedor, Maruska recebeu valores ilicitos tanto da Via Engenharia como da Andrade Gutierrez. A ex-presidente é acusada de corrupção, fraudes à licitação, associação ou organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com o mesmo depoimento, o Ministério Público Federal informou que Nílson Martorelli, presidente da Novacap na época, recebeu propina durante as emendas que foram feitas no contrato da obra, sendo acusado dos mesmos delitos de Maruska.

Cerca de 80 policiais divididos em 16 equipes participam da operação. O nome é referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos.

Outro Lado

Ao G1, o deputado Rogério Rosso disse que ainda não foi informado de que é investigado na operação. “Deve ser um equívoco”, afirmou. O advogado de Arruda, Paulo Emílio, disse que ainda está “tomando pé das circunstâncias”, mas que vai tentar revogar o mandado prisão.

A defesa de Agnelo Queiroz disse que no momento está acompanhando a busca e apreensão. E que só após conhecer o inteiro teor do Inquérito e da cautelar, será possível emitir algum comentário.

A defesa de Tadeu Filippelli informou que está acompanhando a diligência e espera ter o acesso à decisão e às cópias dos autos liberado “para saber quais providências tomar”. Procuradas, as advogadas da ex-presidente da Terracap Maruska Lima, não atenderam.

Em nota, a Terracap informou que absorveu, em seu balanço de 2016, o prejuízo aproximado de R$ 1,3 bilhão e que a ausência do teste de viabilidade econômica já tinha sido apontada por auditoria independente. A empresa afirmou ainda ter encaminhado a documentação relacionada ao teste de recuperabilidade ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, ao Ministério Público do Distrito Federal e à Controladoria-Geral do Distrito Federal e estar colaborando com a Polícia Federal.

As suspeitas

Além dos políticos, a operação desta terça tem como alvo agentes públicos, construtoras e operadores das propinas que atuaram na época. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham simulado etapas da licitação. O Mané Garrincha não recebeu financiamento do BNDES, mas da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal que não tinha este tipo de operação prevista entre suas atividades.

Agnelo, que foi governador do DF de 2011 a 2015, foi condenado a ficar inelegível por oito anos em 2016. O Tribunal Regional Eleitoral entendeu que ele e seu vice, Filippelli, usaram a publicidade do governo para se favorecer a campanha de 2014.Em fevereiro passsado, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a punição ao ex-governador, mas absolveu o ex-vice.

Filippelli foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal de Temer em setembro de 2016. Antes, integrava, desde 2015, a assessoria parlamentar da vice-presidência da República. Segundo blog da Andréia Sadi, Filippelli despacha no 3º andar, onde fica o presidente, e é um dos assessores que faz a interlocução de bastidor com o Congresso e empresários.

Em julho de 2014, Arruda foi condenado pelo Tribunal de Justiça do DF por improbidade administrativa e pelo suposto envolvimento no esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM. No mesmo ano, ele teve o registro barrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa e renunciou a candidatura para governador do DF.

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal as citações feitas por delatores da Odebrecht e relacionadas a obras na capital federal, em abril deste ano. As supostas irregularidades se referem às obras do estádio Mané Garrincha, do novo Centro Administrativo, em Taguatinga, e do condomínio Jardins Mangueiral.

Duas das petições citam o ex-governador do DF José Roberto Arruda. O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) é alvo de outra petição.

temer_eraldo_peres_-_apA assessoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que a entidade entregará à Câmara o pedido de impeachment do presidente Michel Temer na tarde de quinta-feira (25). O pedido vai ser protocolado no Legislativo pelo presidente da OAB, Claudio Lamachia, por conselheiros federais e presidentes das seccionais da entidade dos advogados.

No último fim de semana, representantes da OAB de 24 estados e do Distrito Federal votaram a favor da apresentação de um pedido de impeachment do peemedebista com base nos fatos relatados nas delações dos executivos do grupo J&F, dono do frigorífico Friboi. Só a seccional da entidade no Amapá se posicionou contra.

Na avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil, independentemente de uma eventual edição da gravação entre Temer e o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, a conversa no Palácio do Jaburu indica que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade.

A OAB identificou crime de responsabilidade em dois trechos da conversa entre Temer e Joesley. No primeiro, o empresário diz que tinha a favor dele, dois juízes e um procurador. A entidade dos advogados afirma que o presidente deveria ter informado as autoridades imediatamente.

Em outro trecho, o delator da Lava Jato pede ajuda a Temer para resolver assuntos pendentes no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para a Ordem, um favor pessoal é incompatível com o cargo de presidente.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (22), o presidente da Ordem considerou grave toda a conversa entre Temer e Joesley, e chamou a atenção para a defesa feita pelo presidente da República, que nunca negou a conversa.

“Para a OAB, que o ponto central não é se a o áudio teve ou não teve uma ou outra edição. Eu não estou dizendo com isso que o áudio teve edição, que a gravação teve alguma edição. Mas nós não levamos em consideração especificamente o áudio. A Ordem tem o áudio dentro do contexto, dentro do conjunto probatório onde ele está, mas a Ordem tem, a OAB levou em consideração, o conselho pleno levou em consideração, as manifestações do senhor presidente da República, que em momento algum nega o conteúdo da conversa, que em momento algum desqualifica o que foi dito na conversa, desqualifica sim o seu interlocutor, mas não o que foi dito na conversa. E, portanto, esta colocação do presidente da República significa a confirmação da veracidade do que foi ali colocado”, explica o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

E reafirmou que não há condições para Temer permanecer no cargo.

“Porque se o presidente da República sabia que nós estávamos diante de uma pessoa, que ele estava diante de um interlocutor, que é um fanfarrão e um delinquente, primeiro o presidente não deveria nem ter recebido. Eu se sei que alguém é um delinquente, eu não recebo aqui na OAB, eu não vou receber alguém, que sabidamente pra mim, é um delinquente e um fanfarrão numa audiência na Ordem, quiçá na minha casa, na minha residência, na garagem, no porão, seja onde for”, disse.

 

Blog do Magno

whatsapp-image-2017-05-23-at-10Justiça do Distrito Federal determinou, hoje, o bloqueio de até R$ 26 milhões dos ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, atual assessor do presidente Michel Temer. Os três também são alvos de mandados de prisão temporária por, supostamente, integrarem um esquema de corrupção que superfaturou obras do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, em troca de propina.

Para Arruda e Agnelo o bloqueio de bens é de até 10 milhões, cada um. De Filippelli foi determinado o bloqueio de até R$ 6 milhões. Além dos três, outras sete pessoas tiveram o pedido de bloquear bens, feito pelo Ministério Público Federal, atendido pelo Judiário. O montante total das dez pessoas chega a R$ 50 milhões.

A construtora Via Engenharia, que participou de todo o processo licitatório no consórcio com a Andrade Gutierrez também foi alvo de bloqueio de bens. Por determinação da 10ª Vara Federal, o valor é de até R$ 100 milhões.

Segundo sentença do juiz da 10ª Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira, o acordo entre as empresas garantiu a execução dos crimes denunciados: “fraude à licitação, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato e associação criminosa”.

Três acusados de terem participado do esquema, no entanto, tiveram o pedido de indisponibilidade de bens indeferidos. Segundo o juiz, a situação dos advogados José Wellington Medeiros de Araújo e Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado, bem como do empresário Alberto Nolli Teixeira, sócio da Via Engenharia, “que sofrerão somente busca e apreensão, pelo menos até o presente momento, é diferente daqueles a quem se requer também prisão temporária”.

Opaulo se defende delação jbs governador Paulo Câmara (PSB) negou que tivesse recebido qualquer doação para sua campanha ao Governo do Estado, na eleição passada, como foi insinuado por Ricardo Saud, um dos dirigentes da empresa JBS, durante depoimento na Operação Lava Jato. Ele disse ainda que o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), também não receberam doações daquela empresa. 
Ele disse que estava indignado com as insinuações. “Quero dizer que estou indignado, mas não vou baixar a cabeça. Eu tenho o compromisso de trabalhar por Pernambuco e vou continuar trabalhando. Sou servidor público. Vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios: a minha família e meu nome. E ninguém vai manchá-los”, declarou Paulo Câmara, durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.
 
Ele disse que iria aproveitar a oportunidade para dar uma explicação. “Na verdade, quero dar uma satisfação. Dizer o que é preciso ser dito a cada pernambucana e a cada pernambucano diante dos fatos que a gente tem ouvido falar desde a última sexta-feira. A minha campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos da empresa JBS. Quero dizer isso porque nem minha campanha, nem o PSB estadual recebeu nenhum centavo desta empresa. As doações que a JBS fez foram ao PSB nacional, que registrou. Está tudo registrado nas doações do PSB nacional”, discursou Paulo. 
Câmara acrescentou que “essa própria pessoa (Ricardo Suad) que está fazendo a delação foi muito textual ao dizer que a doação ao PSB nacional ocorreu sem nenhuma contrapartida e sem nenhum benefício”.
 
O governador Paulo Câmara lembrou que na Petição nº 7.003 do Ministério Público Federal, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata da delação premiada da JBS,  não é feita menção ao nome dele, nem ao do prefeito Geraldo Julio e nem ao do ex-governador Eduardo Campos, que na época era candidato à Presidência da República. A petição foi acolhida pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

 

BBC

depoimento-lula-1494456942555_615x300Frente a frente com o juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, logo no início do depoimento que durou cinco horas nesta quarta-feira em Curitiba, que havia se preparado para “responder tudo e para não ficar nervoso”.

Mas, por mais de um momento, Moro e Lula protagonizaram diálogos tensos, algumas vezes com ataques explícitos.

Lula concentrou seus ataques no Ministério Público. “Como eu considero esse processo ilegítimo e a denúncia uma farsa, estou aqui em respeito à lei, à Constituição, mas com muitas ressalvas aos procuradores da Lava Jato”, disse Lula, que, por mais de uma vez, reclamou com veemência da atuação do Ministério Público e da Polícia Federal.

Moro, que repreendeu Lula por declarações dadas durante evento do PT no qual disse que seria capaz de mandar prender quem fala mentiras contra ele, chegou a pedir paciência ao ex-presidente.

Lula é alvo em três processos criminais na 13ª Vara Federal de Curitiba. Nesta quarta, Moro ouviu o ex-presidente sobre a ação na qual ele é acusado de ter recebido da construtora OAS a reforma e reserva de um apartamento tríplex no Guarujá (SP). Lula nega as acusações.

Leia alguns dos momentos em que o embate entre Lula e Moro foi marcado por tensão.

Mandar prender

Logo no início da audiência, Moro classificou como “boato” a informação de que o ex-presidente poderia ser preso depois de prestar depoimento.

Mas o juiz, ao longo da sessão, questionou Lula sobre a declaração que este deu no dia 5 de maio, durante um evento do PT. “Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam”, disse Lula na ocasião.

Perguntou o que Lula quis dizer com a declaração e insistiu em saber se ele pretende mandar prender agentes públicos. Lula disse tratava-se “um ato de força de expressão” e que a história um dia julgaria se houve abuso de autoridade por parte da Polícia Federal e do Ministério Público.

“O dia que o senhor for candidato o senhor vai ter muita força de expressão”, disse o petista ao juiz. “Acha apropriado um ex-presidente da República dizer isso?”, reagiu Moro. “Acho que não, acho que não”, respondeu Lula.

Moro insistiu em saber se o ex-presidente estaria disposto a mandar prender autoridades. “Não sei, não sei, não prendo. Presidente não prende ninguém, não conheço na história, a não ser no regime autoritário.” “Então, talvez o senhor não devesse fazer esse tipo de declaração”, advertiu o juiz da Lava Jato.

A senha é “Lula”

Lula falou que os últimos 30 dias iriam entrar para a história como o “mês Lula”. “Foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo (acusados na Lava Jato) para dizer uma senha chamada Lula. Se não dissesse Lula, não valia”, reclamou o presidente.

Moro, em seguida, pergunta se Lula entende que existe uma conspiração contra o ex-presidente. O petista diz que não, mas reclama que as delações premiadas viraram sinônimos de alvará de soltura e chamou atenção para a vida de “nababo dos delatores”.

Num segundo momento, Lula voltou a reclamar que o objetivo dos acusadores seria fazer com que os investigados falassem o nome dele, e embate seguiu.

“Se pudesse ressuscitar o Conde de Montecristo, ele viria falar aqui ‘foi o Lula o culpado’. Eu tenho consciência do que eu fiz. E eu não fiz o que meus adversários pensam que eu fiz”, afirmou o ex-presidente.

Moro reagiu: “Senhor presidente, essas afirmações que o senhor fez, com todo o respeito, elas estão equivocadas. Ninguém dirige essas colaborações com esse intuito específico”.

Responsabilidade pela crise

Lula, durante o depoimento, negou saber sobre desvios na Petrobras.

Mas o juiz o questionou mais de uma vez se o ex-presidente alimentava um sentimento sobre os prejuízos causados pelos cofres públicos causados pelo esquema de corrupção na estatal.

“Se a Petrobras soubesse da propina lá poderia ter evitado”, disse Lula.

Diante da postura de Moro manter o questionamento, Lula foi mais incisivo e afirmou: “Dr. Moro, o senhor se sente responsável de a operação Lava Jato ter destruído a indústria da construção civil nesse país? O senhor se sente responsável por 600 milhões de pessoas (sic) que perderam emprego no setor de óleo e gás da construção civil? Eu tenho certeza que não.”

“O senhor entende que o que prejudicou essas empresas foi a corrupção ou o combate à corrupção?”, rebateu o juiz.

iPad dos netos

Em outro momento, Lula reclama da demora em se restituir equipamentos apreendidos em março de 2016, durante a Operação Aletheia – etapa da Lava Jato que levou coercitivamente o ex-presidente para depor e cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do petista e de parentes dele.

“Aliás, eu queria aproveitar, já que o senhor falou dessa coerção, determine que a Polícia Federal devolva os iPads dos meus netos. É uma vergonha, iPad de neto de 5 anos está (apreendido) desde março do ano passado”, protestou Lula.

“Só pedir a restituição que é devolvido”, disse Moro.

“Não, não, não, não. Já pedi, já foi falar. Não pense que as coisas funcionam. Isso é que nem no governo. Não pense que tudo que o senhor pede as pessoas fazem rapidamente”, disse, para, em seguida, reclamar da postura dos policiais federais que executaram as ordens judiciais. “O senhor não viu como a Polícia Federal entrou na casa dos meus filhos. Não é com a educação que entraram na minha. Na casa dos meus filhos quebraram porta, quebraram portão.”

Moro reagiu com surpresa. “Não tem como tomar providência se o senhor não faz essa informação. Isso que o senhor está falando agora, nunca ouvi”, disse, afirmando que se Lula tivesse reclamações sobre a conduta da PF, poderia informar.

Lula também reclamou do Ministério Público, que atua como acusação no processo.

“Acho que o Ministério Público fez uma acusação baseado em denúncias de imprensa. Todo esse processo é subordinado à Época, ao Globo, à Veja. Na verdade, o Ministério Público está prestando contas à esses órgãos de imprensa”, disse o ex-presidente.

Uma das reclamações mais veementes e enfáticas foi em relação à apresentação em PowerPoint feita pelo líder da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público, o procurador Deltan Dallagnol, na qual ele colocava várias setas apontando para o nome de Lula.

“O contexto está baseado num PowerPoint mal feito. Aliás, o dr. Dallagnol não está aqui, para explicar aquele famoso PowerPoint. Aquilo é uma caçamba, cabe tudo. Aquele PowerPoint não está julgando Lula pessoa física ou jurídica, está julgando Lula presidente e isso quero discutir”, reclamou o presidente.

E, ao final do depoimento, Lula disse que, se for absolvido, Moro teria de se preparar para ataques “muito mais fortes”. O juiz rebateu, dizendo: “Já sou atacado por bastante gente, inclusive por blogs que supostamente são patrocinados pelo senhor”.

5O5A1057A renovação do Acordo de Cooperação, firmado em 2014, entre o Governo de Pernambuco e a região Occitanie, na França, começou a ser discutida entre o governador Paulo Câmara e o cônsul geral daquele país, Romain Louvet, durante encontro no Palácio do Campo das Princesas. Além de ser uma troca de experiências exitosas, o acordo compreende o fomento à cooperação econômica e ao intercâmbio acadêmico. Também foi analisada a realização de parcerias nas áreas de tecnologia, economia criativa, educação e negócios.
A primeira etapa para a renovação do acordo acontecerá em novembro deste ano, quando acontecerá a primeira Missão dos franceses em Pernambuco. “O vice-presidente da Região Occitanie virá ao Estado para discutir os termos e assuntos de interesse que serão objeto da cooperação. Depois que os representantes das duas partes chegarem a um consenso, a presidente da região virá, no início de 2018, para firmar o Acordo de Cooperação definitivamente”, esclareceu a secretária-executiva de Relações Internacionais, Rachel Pontes.
 
A cooperação tem foco nas áreas de tecnologia, pesquisas e desenvolvimento, além de parcerias com as universidades “Eles têm interesse em desenvolver setores em que existe uma coincidência entre as características da Região de Occitanie e o Estado de Pernambuco. Turismo é uma dessas áreas, assim como toda a parte de tecnologia, economia criativa e linguagem digital, que é uma força de Pernambuco e na qual eles também têm bastante expertise”, explicou Rachel. Atualmente, a região Occitanie tem uma parceria firmada com o Porto Digital, abrangendo o desenvolvimento de software, de games e, ainda, a área audiovisual.
 
Outro ponto do Acordo de Cooperação será o fomento ao ensino da língua francesa. A ideia inicial é implementar programas-piloto para ensinar francês aos alunos do Ensino Médio da rede pública.
 
Felipe Carreras, Guillaume Ernst, Margot Gallot, Romain Louvet, Paulo Câmara, Raul HenryTambém participaram do encontro, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, o secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Felipe Carreras, o secretário-executivo de Gestão de Rede da Secretaria de Educação, João Charamba, o secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, Leonildo Sales, o diretor-presidente da Facepe, Abraham Sicsu, a coordenadora do Programa Ganhe o Mundo, Renata Serpa, e a gerente-geral de Cooperação Internacional, Gabriela Freitas. 
Acompanhando o cônsul, estavam o adido cultural do Consulado Geral da França no Recife, Guillaume Ernst, e a assessora de Comunicação da França no Recife, Margot Gallot.
 
OCCITANIE – A Região Occitanie é localizada no sudeste da França e originou-se da fusão das regiões Midi-Pirenee e Langedoc-Roussilion, por meio de um processo nacional de fusões territoriais, iniciado em 2014 e concluído no ano passado, cujos principais objetivos eram a redução de despesas e a modernização e simplificação da Administração Pública Francesa.
 
Fotos: Wagner Ramos/SEI

 

gvguvj A Prefeita Célia Sales vai dar apoio total ao Turismo em Ipojuca, e já determinou que a parceria com o Trade Turístico seja uma das prioridades da gestão . Gledson Pimentel e Mário Pilar já estão com reunião agendada com Marcos Tirbucios da AHPG( associação dos hotéis de Porto de Galinhas )é Carga !!!

18238591_1337661046317404_6683266051874667729_oDurante a agenda de visitas ao Araripe, o governador Paulo Câmara (PSB) esteve nesta sexta-feira (05) em Ipubi, ao lado do prefeito Chico Siqueira (PSB), vice-prefeito João Coutinho, vereadores, deputados Lucas Ramos (estadual), Fernando Monteiro (federal) secretários de Estado e prefeitos da região, inaugurando, junto da sociedade, a tão desejada Rodovia PE590.

Os 25 Km construídos, que liga a sede do município aos distritos de Serra Branca e Serrolândia, desejo antigo da população, vai possibilitar o escoamento da produção gesseira, de mandioca e de mel. Uma rodovia segura, totalmente pavimentada e sinalizada, que facilita o transporte de mercadorias, de cargas e de passageiros entre os distritos.

“Para o Governo de Pernambuco é sempre um prazer fazer parcerias com o prefeito Chico Siqueira, porque sabemos que os investimentos serão bem aplicados, e hoje entregamos mais uma importante obra para a melhoria do povo de Ipubi, Serra Branca e Serrolandia”, frisou Paulo Câmara.

De acordo com Chico Siqueira trabalhar pelo povo requer compromisso firmado e parcerias. “Inaugurar estradas é abrir novos caminhos para o desenvolvimento. Para a realização desse sonho exigiu muito trabalho e dedicação ao futuro e a qualidade de vida do nosso povo, hoje realizamos o maior sonho da história da nossa cidade”, disse o prefeito de Ipubi.

Mais tarde, já no município de Ouricuri, o prefeito acompanhou a  agenda do governador para entregar a Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE). O equipamento, que já é o sexto do tipo no território sertanejo e o décimo do Estado, vai atender a população de 11 municípios, incluindo Ipubi. A nova unidade vai oferecer consultas com especialistas e exames em um mesmo ambiente, desafogando o Hospital Regional, promovendo melhores condições e agilidade no atendimento a saúde dos sertanejos.

No Seminário Pernambuco em Ação, Paulo assinou várias ordens de serviços, ouviu solicitações e apresentou as conquistas da gestão nas áreas da educação, segurança pública, infraestrutura, saúde e agricultura familiar.

Paulo apresentou os investimentos para a segurança quando visitou em Araripina o local onde será implantado a Companhia de Polícia que atenderá Araripina, Ipubi e Trindade. Ainda frisou a implantação de um novo quantitativo de profissionais em segurança, entre militares, civis e científica. Serão incluídos 4,5 mil homens trabalhando no Estado, novas viaturas, motopatrulhamento e transportes grandes, dando mais condições ao programa Pacto Pela Vida.

Da Assessoria Executiva – Gab. do Prefeito.

18216482_1336750606408448_6440365897767696501_oRealizado de 4 a 6 de maio, a primeira etapa dos Jogos Escolares de Ipubi – JOESI chegou este ano a sua 28º edição e está sendo considerado um sucesso. Atletas e professores avaliaram esta edição como uma das melhores já ocorridas no município.

Resgatar e incentivar as práticas esportivas foram um dos principais objetivos da Diretoria de Esportes durante esta edição dos Jogos Escolares de Ipubi. Segundo o Diretor Lulinha Leite, os estudantes da rede municipal, estadual e particular competiram nas modalidades: Atletismo, Badminton, Tênis de Mesa, Xadrez, Vôley, Natação, Ciclismo e Arremesso de Peso.

O Prefeito Chico Siqueira (PSB) acompanhou de perto algumas provas de corrida e anunciou mais investimentos para dar melhores condições aos atletas. “Acompanhei algumas disputas individuais de corrida e pude perceber que nem todos os atletas têm as condições necessárias para competir igualmente. Por isso, determinei ao Secretário de Educação César Lima e ao Diretor de Esportes Lulinha Leite, que seja adquirido Sapatilhas Profissionais para os atletas participantes das provas de corrida, bem como Kits Esportivos com bolas, redes e todo o material necessário para todas as escolas de rede municipal de ensino. É investindo no esporte que daremos um futuro digno à nossas crianças e jovens.” – afirmou o Prefeito.

Questionado sobre a esta edição dos jogos, o estudante da Escola Municipal José de Siqueira Alves, Maycon Douglas, elogiou o empenho da gestão. “Gostei muito da organização, do trabalho de todos. O Secretário César e o Prefeito Chico deram todo apoio a nós atletas” – disse ele.

Fonte: Assessoria de Comunicação | Diretoria de Esportes

DSC03436A Primeira Dama e Secretária de Assistência Social Edjane Figueiredo anunciou nesta segunda-feira (8) a implantação do programa de distribuição de remédios “Medicamentos em Ação”. Pacientes cadastrados começaram a receber as sacolas com a quantidade necessária para manter o tratamento durante todo o mês.

O Programa é uma parceria inovadora entre Secretaria Municipal de Assistência Social e  Secretaria de Saúde e atenderá todo o município, incluindo os distritos de Serra Branca e de Serrolândia e as comunidades rurais.

Edjane usou seu perfil oficial no Facebook para divulgar a novidade. “A Secretaria de Assistência Social em parceria com a Secretaria de Saúde já deu início ao Programa Medicamentos em Ação, que garantirá que não faltem remédios controlados aos pacientes com doenças crônicas” – disse ela. Cada beneficiário está sendo acompanhado por uma equipe técnica especializada, assegurando a efetividade do tratamento e o acompanhamento médico com frequência.

A Secretária não escondeu a alegria de poder por em prática mais uma importante promessa de campanha do Prefeito de Ipubi Chico Siqueira. “Estamos muito felizes de poder realizar mais esta ação em benefício do povo ipubiense. Assistência Social se faz priorizando ações para quem realmente precisa” – finalizou.

Fonte: Assessoria de Comunicação | Secretaria de Assistência Social

Área de anexos
Fechar