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Familiares têm direito a seguro de R$ 81,4 milhões, que ainda não foi pago

Talyta Vespa, do R7

Exatamente 1 ano atrás, o avião da LaMiaque transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, sofreu uma pane seca, em decorrência da falta de combustível, e caiu entre as cidades de La Unión e La Ceja. A tragédia provocou a morte de 71 pessoas, entre elas membros do clube, jornalistas e parte da tripulação.

Pouco antes de a catástrofe completar um ano, o presidente do clube catarinense, Plínio David de Nês, o Maninho, assinou um contrato que garante um pagamento mensal à Abravic (Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense).

A parceria foi firmada há pouco menos de um mês e vale até outubro de 2018. A indenização chega a R$ 28 mil mensais e é destinada à Abravic. A associação, por sua vez, se comprometeu a utilizar o dinheiro para execução e promoção de programas de assistência social aos familiares das vítimas — com foco nos serviços de saúde. Segundo o presidente da Abravic, Gabriel Andrade, a assinatura do contrato foi a primeira iniciativa do clube para ajudar a associação.

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“Antes da parceria ’13º jogador’, que é como ficou chamado o acordo assinado, a Chapecoense não tinha repassado valor algum à Abravic. Nós sobrevivíamos da iniciativa privada e da ajuda da sociedade civil. Já ajudávamos as famílias com assistência mesmo sem o auxílio do clube. Acredito, ainda, que foram as nossas iniciativas particulares que fizeram a diretoria ver que somos uma instituição séria”, afirmou o advogado, que entrou na causa após o apelo do atacante da Chape, Tulio de Melo.

Apesar da demora, o presidente da associação garantiu que sempre foi muito bem recebido pela Chapecoense e que entendia que o clube também estava sofrendo com mudanças de reestruturação. “Eles perderam toda a estrutura administrativa, financeira e gestacional, e então precisaram se reestruturar para que pudessem auxiliar as famílias. Quando perceberam que a Abravic se desenvolveu de uma forma organizada e com credibilidade, abraçaram a campanha”, explicou Gabriel.

O diretor de comunicação e marketing da Chapecoense, Fernando Mattos, confirmou o diálogo frequente com a associação durante quase um ano: “Nossas conversas com as associações (Abravic e AFAV-C) eram permanentes. A Abravic solicitou o auxílio ao clube, que recebeu e submeteu a proposta à aprovação da diretoria. Nós garantimos que, apesar de ser uma iniciativa da Abravic, os recursos deveriam ser aplicados de forma assistencial principalmente para a área da saúde, tanto física quanto mental, das vítimas”, afirmou Mattos.

O diretor creditou a problemas administrativos a razão da demora na aprovação do projeto: “As associações não surgiram logo depois do acidente. No momento em que a solicitação chegou, nós formalizamos. Sempre auxiliamos as vítimas desde então. Além da reconstrução do clube, passamos por mudanças administrativas, já que pessoas que contribuíram a vida inteira para a Chapecoense perderam a vida naquele acidente. Perdemos todo o elenco e os responsáveis pela gestão do clube.

BARCELONA, SPAIN - AUGUST 07:  Neto (C) of Chapecoense cries between his teammates Follmann (L) and Alan Ruschel (R) before the Joan Gamper Trophy match between FC Barcelona and Chapecoense at Camp Nou stadium on August 7, 2017 in Barcelona, Spain.  (Photo by Alex Caparros/Getty Images)
BARCELONA, SPAIN – AUGUST 07: Neto (C) of Chapecoense cries between his teammates Follmann (L) and Alan Ruschel (R) before the Joan Gamper Trophy match between FC Barcelona and Chapecoense at Camp Nou stadium on August 7, 2017 in Barcelona, Spain. (Photo by Alex Caparros/Getty Images

Muitas vítimas continuam insatisfeitas com a demora nas investigações, como concordou Mattos, que garantiu que o clube fez “tudo o que estava ao seu alcance” durante todo o ano.

“Estamos trabalhando sobre as demandas das vítimas para que, juntos, possamos encontrar o melhor caminho a ser seguido. Desde o primeiro momento, o clube deu uma assistência necessária e fez de tudo para agilizar os trabalhos em Medellín”, disse o executivo. “Insistimos para a rápida liberação dos corpos, para que as famílias tivessem condições de preparar seus funerais. Já pagamos todas as rescisões de contrato, direitos de imagem e premiações. Realizamos pagamentos de seguros a quem tinha vínculo empregatício com o clube e lutamos para que os corpos chegassem ao Brasil o mais rápido possível”, garantiu. “Além disso, todas as doações feitas à Chapecoense desde então foram repassadas às famílias em março deste ano”.

O próximo passo do clube é dar andamento às investigações e encontrar responsáveis pelo acidente.

O diretor garantiu que a Chapecoense está trabalhando duro para que essas respostas cheguem logo aos ouvidos das vítimas, assim como o presidente da Abravic, que está auxiliando para que as investigações sejam logo concluídas.

“Estamos em busca, também, do seguro obrigatório a que os familiares das vítimas do acidente têm direito de receber. Elas ainda não receberam esse dinheiro por questões burocráticas e contratuais”, explicou Gabriel.

O valor original do ressarcimento chega aos R$ 81,4 milhões e deveria ter sido pago pela seguradora responsável pelo voo e pela companhia LaMia, que fechou as portas. “Esse é um dos problemas que os advogados do clube têm pela frente. Precisam receber o dinheiro mesmo com o fim da companhia aérea”, disse.

Segundo o presidente, a seguradora ofereceu, por meio de um fundo humanitário, o valor de R$ 650 mil — muito aquém do que estava assegurado. “Queremos deixar claro que o valor a ser pago é bem maior. Por isso, temos nos reunido com advogados para agilizar esse processo”, garantiu.

Encontrar parceiras é o próximo plano da Abravic, com o intuito de conseguir planos de saúde para todas as famílias das vítimas. “O custo é alto, por isso ainda não conseguimos dar a elas esse benefício. Mas isso é um plano futuro. Agora, precisamos focar nas investigações para que as famílias fiquem tranquilas sabendo quem são os responsáveis pelo acidente para que, eventualmente, sejam punidos”, disse Gabriel.

Após um ano de tragédia, é a apatia quem toma conta desses familiares, que, desesperançosos, lutam contra a burocracia para que sejam indenizadas. “São 68 famílias brasileiras, existe uma variedade de postura, de reação, de posicionamento. Mas todas elas têm algo em comum: a tristeza irreparável da perda. Ainda mais quando ela se dá em dimensão internacional, o que não permite que essas pessoas se livrem das lembranças ruins. A exposição é extremamente prejudicial para a recuperação psicológica desses familiares”, encerra o presidente da Abravic.

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O Globo

Um relatório da Polícia Federal aponta o sumiço de duas das malas de dinheiro apreendidas num apartamento supostamente usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima para esconder mais de R$ 51 milhões em espécie. O desaparecimento das malas foi registrado pelo escrivão Francisco Antônio Lima de Sousa nos autos do inquérito aberto para investigar a origem do dinheiro.

A Polícia Federal informou que o dinheiro foi contabilizado e depositado em Salvador, e que não houve qualquer prejuízo financeiro. De acordo com a PF, as outras duas malas também estão em Salvador.

Segundo o escrivão, a Superintendência da PF na Bahia enviou para Brasília, sede das investigações, sete malas, duas a menos que o registrado no auto de arrecadação, no dia em que o dinheiro foi apreendido.

“Certifico que quando do recebimento do material encaminhado pela SRIPF/BA, referente à Operação Tesouro Pedido, através dos memorandos nº 3530/2017, 3531/2017 e 3532/2017, foi constatado a presença de somente 7 malas, sendo 6 grandes e 1 pequena, quando no Auto de Apreensão relaciona 9 malas, sendo 6 grandes e 3 pequenas”, afirma o escrivão. Não há no inquérito explicação para o suposto sumiço das malas.

Geddel foi preso em oito de setembro, três dias depois de a polícia localizar e apreender 51 milhões num apartamento usado pelo ex-ministro em Salvador. Até deixar o governo, no ano passado, Geddel era um dos dois principais auxiliares do presidente Michel Temer.

Ao pedir a abertura de um inquérito para investigar a participação do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na ocultação dos R$ 51 milhões encontrados no “bunker” do irmão dele em Salvador, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, argumentou que, “mais do que indícios, há prova”.

“A instauração de inquérito criminal pressupõe indícios mínimos de materialidade e autoria de fato definido como crime. No caso concreto, mais do que indícios, há prova da materialidade delitiva do crime de ocultação de mais de cinquenta milhões de reais ‘o – dinheiro decorrente de propina, ao que apontam as investigações – escondidos em malas naquele apartamento de Salvador”, escreveu Dodge.

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No palco evidência, às 19h do dia que comemora oMulher Evidência, eles brilham e evidenciam seu papel em homenagem ao Novembro Azul. Recebem na abertura da solenidade a Medalha de Mérito Evidence, das mãos das jornalistas Claudia Montes idealizadora da lei e Fabíola cabral madrinha da noite..
LUZ, CÂMERA E AÇÃO PARA A MULHER EVIDÊNCIA 2017
Os holofotes refletem na passarela com muita beleza, charme, elegância e as histórias de vida apresentadas por cada um elas na tribuna. Momento de muita emoção e de satisfação, a plateia compartilha cada apresentação.
Em discurso fiz questão de reforçar a força da mulher, que nos traz lembranças e coragem para prosseguir a caminhada. Missão que me permite Evidenciar o ser humano, mostrando para a sociedade a nobreza da essência no individual.
A entrega do cheque simbólico ao responsável com a presença do grupo de missionários testifica o compromisso da lei.
A jovem historiadora Karla Falcão fez uma atração brilhante, durante o evento e trouxe uma reflexão ritmada para homens e mulheres, se conscientizarem do papel que exercem. 25 de novembro, data que também se comemora o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher
O salão Francisco Brennand do Hotel Dorisol ficou iluminado com personalidades marcantes e de expressão da sociedade brasileira.
Homens EVIDENCES e Mulheres Evidências, juntos brindam a parceria
Um brinde à sétima edição do Prêmio Mulher Evidência foi de louvor à Deus e a diretoria Evidência.

Rumo a próxima em 2018

 

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Antes de bater em mureta de concreto, carro da família teria sido fechado por outro veículo.. Feridos no acidente voltavam de culto evangélico

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Um grave acidente na madrugada desta terça-feira (28) deixou seis feridos na BR-101, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. O veículo onde as vítimas estavam teria sido trancado por outro carro e colidiu contra a mureta de concreto da rodovia.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ocorrência foi registrada por volta das 2h10 no quilômetro 49 da BR-101. Segundo a Polícia Militar, as vítimas são todas de uma mesma família que voltava de um culto evangélico no momento do acidente. Dentro do carro, estavam um casal, três crianças e uma idosa, que é avó da família.

A PRF explicou que o carro saiu da pista e colidiu contra a mureta de proteção de concreto. Ainda não se sabe exatamente o que motivou o acidente.

Socorro

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foram acionados e atenderam as vítimas. Doloures Maria da Conceição Silva, de 70 anos, e Henrique Silva, de 19 anos, foram socorridos e levados para o Hospital Miguel Arraes, na cidade de Paulista, na RMR. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, às 8h40, o estado de saúde dos dois era estável, mas ambos permaneciam na ala vermelha da emergência do HMA.

As outras vítimas, José Severino da Cunha Bonfim, Waldésio José da Silva, de 12 anos, Gleidson José da Silva, 13, e Sheila Maria da Silva foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Igarassu, também no Grande Recife. Ainda não se sabe o estado de saúde das vítimas. Às 9h15, a unidade de saúde confirmou que Waldésio já recebeu alta médica e que o irmão dele, Gleidson, está estável e deve receber alta ainda nesta terça-feira. A mãe das crianças, Sheila, está consciente e estável na ala amarela da emergência. O estado de saúde de José Severino ainda não foi divulgado.

JC Online

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Hábito cada vez mais comum em festas para dar ‘barato’ cresce entre jovens europeus e americanos. Embora liberado, o consumo pode fazer mal ao organismo

Por Thaís Botelho-VEJA

Frutos – O chocolatier belga Dominique Persoone criou um dispositivo de acrílico para facilitar o uso da nova mania (Francois Lenoir/Reuters)

No auge da festa, um jovem de seus 20 e poucos anos tira um pacotinho da bolsa e espalha um pó marrom-escuro sobre o balcão do bar lotado. Debruça-se sobre a substância e a inala com força. Volta para a pista pleno de energia e felicidade, efeito que dura meia hora, talvez um pouco mais. A cena se tornou comum nas raves, as festas eletrônicas que varam a madrugada, na Europa e nos Estados Unidos. O que se anda cheirando é o cacau em pó, em busca do “barato”. O efeito é real, atestam os consumidores. No Brasil, o movimento ainda é incipiente.

O fruto moído desencadeia uma onda de substâncias na corrente sanguínea, aumentando a sensação de euforia e bem-estar. Esses efeitos são atribuídos principalmente a dois compostos químicos. O mais abundante deles é a teobromina, que tem ação semelhante à da cafeína, substância com propriedade psicoativa. É ela que confere o estado excitatório. Isso ocorre porque é um vasodilatador, e faz acelerar o fluxo sanguíneo. O segundo composto poderoso é a feniletilamina, que estimula o cérebro a produzir endorfina, também associada à sensação de prazer. Os usuários celebram os resultados do pó de cacau, a principal matéria-prima do chocolate, e glorificam o fato de ser um alimento natural, encontrado em qualquer supermercado e vendido livremente — não seria, portanto, uma droga ilegal. De fato não é, mas os danos podem ser relevantes e merecem olhar cuidadoso.

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O estudante de Engenharia Civil e dono de um pequeno comércio João Victor Ribeiro de Oliveira, de 25 anos, foi autuado por triplo homicídio com dolo eventual, depois de ter sido preso por policiais militares, após o envolvimento em um abalroamento na esquina da Estrada do Arraial com a a Rua Cônego Barata, no Recife. O delegado considerou que João Victor, que dirigia o Ford Fusion placa NMN 3336, foi responsável pelo acidente onde morreram a advogada Maria Emília Guimarães, funcionária do Tribunal de Justiça de Pernambuco, a babá Rosiane de Brito Sousa e uma criança. O também advogado Miguel Arruda da Mota Silveira Filho, que dirigia o outro automóvel, o Toyota placa DEZ 9493, e uma criança ficaram feridos.
Os feridos foram socorridos por duas guarnições de resgate do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, como explicou o capitão melo Junior, do Grupamento de Atendimento Pré-hospitalar (GBAPH).
A Polícia foi informada pelo Detran que o motorista, que dirigia em alta velocidade e estava embriagado como foi confirmado pelo teste do bafômetro, já multado treze vezes por alta velocidade, avanço de sinal luminoso. Também já foi flagrado pela Operação Lei Seca, dirigindo embriagado. O motorista deve nada menos de R$ 5.904,02. Ele confessou que é viciado em maconha.

IMG-20171128-WA0036Pesquisa realizada pelo Instituto Múltipla (Arcoverde) com 600 questionários, em 65 dos 184 municípios pernambucanos, entre os dias 21 e 24 deste mês de novembro, revela que o governador Paulo Câmara (PSB) lidera a corrida eleitoral de 2018 com 18,7% das intenções de voto.

Em segundo lugar aparece o senador Armando Monteiro Neto (PTB) com 13,5%, seguido pelo ministro Mendonça Filho (DEM) com 10% e a vereadora Marília Arraes (PT) com 9,6% (empate técnico).

O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) está na quarta colocação com 2,8%, seguido pelo deputado Bruno Araújo (PSDB) com 1,8%. Brancos e nulos somam 30%, indecisos 8,3% e não souberam ou não quiseram responder a pesquisa, 6%.

O instituto fez uma simulação com diversos cenários e na maioria deles o governador Paulo Câmara tem cerca de 30% de intenções de voto. Num cenário sem Armando e sem Mendonça Filho, a vereadora Marília Arraes atinge seu melhor percentual: 19,3%.

Num confronto direto com Paulo Câmara, a neta de Miguel Arraes teria 25% de intenções de voto, ante 32% do governador.

O Múlplica aferiu também o índice de rejeição dos candidatos. O mais rejeitado é o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) com 27%, seguido por Bruno Araújo com 26%, Armando Monteiro com 24%, Paulo Câmara com 20%, Mendonça Filho com 20% e Marília Arraes com 18%.

O instituto perguntou também aos entrevistados se o apoio do ex-presidente Lula aumentaria ou diminuiria o desejo de votar neste candidato: 41% responderam que aumentaria, 34,5% que diminuiria e 22% que dependeria do nome do candidato.

Com relação ao presidente Michel Temer, o apoio dele a um candidato faria com que 88% dos pernambucanos o rejeitasse, ante 4,7% que o abraçaria.

Na pesquisa estimulada para o Senado (com o auxílio de cartão), o 1º colocado é Jarbas Vasconcelos (PMDB) com 20,5%, seguido por Ana Arraes (TCU) com 13%, João Paulo (PT) e Armando Monteiro (PTB) com 11,5%, Mendonça Filho com 10,5%, Humberto Costa (PT) com 9%, José Queiroz (PDT) com 6%, André Ferreira (PR) com 4,8%, Sílvio Costa (Avante) com 4,5%, Bruno Araújo com 4% e Antonio Campos (Podemos) com 3,8%.

Para presidente da República, Lula tem 50% das intenções de voto, ante 8% de Bolsonaro (PSC), 2,6% de Marina Silva (Rede), 2,8% de Luciano Huck (sem partido), 1,8% de Geraldo Alckmin (PSDB) e João Dória (PSDB) e 1,6% de Ciro Gomes (PDT).

IMG-20171128-WA0035O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), chamou de “tragédia” a fragmentação partidária vista no Brasil e culpou justamente a Corte máxima do país. Nesta segunda-feira (27), ele afirmou que a decisão do Supremo de acabar com a cláusula de barreira em eleições foi responsável por “muitas das mazelas políticas” do Brasil.

Também presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar deu as declarações durante palestra sobre “O controle da constitucionalidade e da convencionalidade no Brasil” na Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, promovida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em São Paulo.

O ministro lembrou que, no fim dos anos 1990, o Congresso aprovou o que ele chamou de “avançada reforma política”. Anos depois, já em 2006, o STF considerou a lei como inconstitucional, “colocando em polvorosa o sistema”.

“Eu estou fazendo uma autocrítica”, disse Mendes, para quem o Supremo exerceu um “papel criativo” não só ao derrubar a cláusula de barreira, como ao vetar que parlamentares mudassem de partido sob pena de perder o mandato, mas permitir que criassem novos partidos caso quisessem deixar a legenda pela qual foram eleitos.

“Nós demos a senha para aqueles incomodados que queriam criar novas agremiações, para que eles fizessem isso”, afirmou o ministro do STF. “A decisão do Supremo é a responsável por essa tragédia.”

Mendes disse ainda que o Brasil chegaria facilmente a 50 partidos caso a Justiça não tivesse sido “rigorosa” ao analisar a criação de legendas. Atualmente, são 35 legendas registradas no TSE, 25 delas com representantes no Congresso Nacional.

O ministro também afirmou que o STF “dialoga mal” com o Congresso, e que falta ao Supremo “conhecimento da realidade”.

Foro privilegiado

Após a palestra, em entrevista a jornalistas, Mendes comentou a questão do foro privilegiado para políticos com mandato, que está em debate no Supremo. O ministro levantou questionamentos sobre a eficácia de permitir que parlamentares possam ser julgados fora do STF. O julgamento do tema foi interrompido na semana passada após pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

“A questão do foro é muito delicada. Tirar do Supremo [o julgamento de parlamentares] não significa que vamos ter um modelo funcional lá embaixo. Em geral, eu tenho dito, a Justiça criminal no Brasil como um todo, não só o Supremo, funciona mal. Pouco mais de 8% dos homicídios são desvendados”, afirmou o ministro.

Mendes ponderou sobre a possibilidade de que parlamentares possam influenciar politicamente os julgamentos em seus Estados de origem.

“Isso significa que vamos para os Estados, passar para julgar esses parlamentares. Será que vai ser bom? Será que não vamos ter uma grande influência política lá, coisa que não ocorre, ou pelo menos não ocorre de maneira visível, no Supremo Tribunal Federal? São coisas que nós precisamos analisar com muita responsabilidade. Por isso eu achei importante o pedido de vista do ministro Toffoli.”

Gilmar Mendes ainda não votou no julgamento do caso sobre o foro privilegiado. Até o momento, oito dos 11 ministros votaram por restringir o uso do foro, com divergências sobre a aplicação da medida. O assunto não tem data para voltar à pauta do STF.

 

Fonte:Bernardo Barbosa
Do UOL, em São Paulo

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (27) que candidatos ao pleito presidencial de 2018 não devem temer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como concorrente.

“O Lula não é imbatível. Ele terá um segundo turno dificílimo”, disse Maia durante evento realizado pela revista Veja nesta segunda em São Paulo.

Para ganhar a esquerda, ele vai precisar de um discurso mais radicalizado”, avaliou o deputado federal.

Leia também:

Marina diz que decide sobre candidatura à Presidência até o CarnavalAlckmin diz que crise do PSDB não afetará eleição: “os partidos estão desgastados”Para Bolsonaro, fim do foro privilegiado é “engodo”

Já o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que foi presidente do BC (Banco Central) nos dois mandatos do petista, não se vê como membro da equipe econômica em um hipotético terceiro mandato de Lula caso seja convidado. O ex-presidente atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto na disputa pelo Planalto em 2018.

“As propostas que estão sendo feitas hoje pelo ex-presidente estão indo muito no sentido contrário daquilo que está sendo feito, tirando o Brasil da crise”, avaliou, referindo-se a falas de Lula contra as reformas apoiadas por Meirelles no governo do presidente Michel Temer (PMDB). “Nesse aspecto, acredito que as margens para um acordo seriam remotas”.

Candidatos em 2018

Apesar da avaliação sobre dificuldades para Lula, Maia rejeitou antecipar o cenário presidencial do ano que vem, afirmando que, até lá, “ainda faltam 1.000 anos”. Ele não descartou, porém, uma candidatura própria do sua legenda, o DEM.

“Primeiro você organiza o partido, vê quais as ideias e depois pensa no nome mais viável. No meu partido, seria o prefeito de Salvador [ACM Neto], mas, até onde eu sei, ele quer ser candidato ao governo da Bahia”, disse.

Maia aproveitou para afastar os boatos de que a sua legenda teria buscado o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para ser o candidato. “Nós não brigaríamos com o PSDB por isso”, afirmou.

O deputado ainda citou frases que disse ter lido na imprensa que seriam boas metáforas da movimentação do paulistano em 2016. “Ele correu uma maratona como se fosse uma corrida de 100 metros. É claro que faltaria fôlego”, exemplificou.

Sobre outro pré-candidato, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Maia criticou declaração dada horas antes pelo deputado federal. Também no evento promovido pela revista Veja, Bolsonaro questionou se alguém choraria se a Coreia do Norte jogasse uma bomba e atingisse o Congresso brasileiro. Na avaliação de Rodrigo Maia, o deputado deu uma “declaração perigosa”.

Na ocasião, Bolsonaro foi aplaudido ao fazer a declaração. “Temos de tomar cuidado com essas declarações de efeito que geram aplausos”, alertou o presidente da Câmara.

Também apontado como pré-candidato, Henrique Meirelles disse que vai decidir se disputa ou não a Presidência da República apenas no final do primeiro trimestre do ano que vem. Para ele, o momento agora é “de estar 100% com a atenção focada na economia”. “Esse tipo de decisão não é uma decisão pessoal”.

A plateia riu quando Meirelles foi perguntado sobre quem seria seu ministro da Fazenda em um evento governo seu. “Acho que o importante para o país hoje é que, independentemente de nomes, se prossiga a trajetória de reformas”.

Meirelles ainda negou que tenha uma agenda de candidato, ao fazer palestras em faculdades e igrejas evangélicas, por exemplo. “É agenda de ministro da fazenda e vou explicar o porquê. Não podemos ter um ministro que fala só com setor empresarial. Importante que se leve essa mensagem ao conjunto da população”.

Além do ministro e do presidente da Câmara, também participaram do evento desta segunda o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, o juiz federal Sergio Moro, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o prefeito João Doria, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), a ex-ministra Marina Silva (Rede-AC), e os apresentadores de televisão Jô Soares e Luciano Huck. Segundo a organização, o ex-presidente Lula foi convidado, mas recusou.

* Com Estadão Conteúdo

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Miguel Filho Motta, 46 anos, passou por procedimento cirúrgico em hospital do Recife e deve permanecer sedado até a quinta (30) ou sexta-feira (1º)

 

O advogado Miguel Filho Motta, 46 anos, ainda não sabe que o acidente provocado por um motorista embriagado na Tamarineira, Zona Norte do Recife, no domingo (26), causou a morte da sua esposa e do seu filho mais novo. Ele está sedado no Hospital Santa Joana, na área central do Recife, após passar por procedimento cirúrgico, e deve permanecer neste estado até a quinta (30) ou sexta-feira (1º).

Miguel Filho, que conduzia o carro da família no momento do acidente, teve quatro costelas quebradas e deslocamento de baço e passou por duas cirurgias. A família espera contar a triste notícia das mortes quando a filha mais velha dele, Marcela Motta, 5, estiver melhor. A menina foi submetida a uma cirurgia na tarde desta segunda-feira (26) após chegar ao hospital com traumatismo craniano de grau 7. Embora o procedimento tenha sido bem sucedido, ela sofreu um aumento da pressão intracraniana e voltou para o bloco cirúrgico, para que o caso seja melhor monitorado.

Mãe e filho foram enterrados em Paulista

Os corpos de Maria Emília Guimarães, 39 anos, e Miguel Neto, 3, foram enterrados em Paulista, no Grande Recife, na noite desta segunda (27). Tristeza e indignação eram alguns dos sentimentos mais expressivos nas faces de amigos e familiares durante o sepultamento e o velório, no cemitério Morada da Paz.

O cortejo fúnebre, que reuniu diversas pessoas, saiu da capela em que os corpos estavam sendo velados e seguiu para a área do enterro por volta das 20h40. Muitas coroas de flores em homenagens aos dois foram depositadas no local. Durante a tarde, o padre Dennys Pimentel esteve no cemitério para celebrar uma missa.

Babá das crianças foi enterrada em Aliança

Além de Maria Emília e de seu filho, também morreu no acidente Roseane Maria de Brito, 23, babá que trabalhava para a família como ‘folguista’ nesse fim de semana fatídico e estava grávida. Centenas de pessoas tomaram as ruas da cidade de Aliança, na Zona da Mata Norte do Estado, para homenagear a babá.

O acidente

A colisão ocorreu depois que João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, 25, que havia ingerido bebida alcoólica, conduziu em alta velocidade um Ford Fusion, avançou o sinal vermelho e atingiu o SUV Toyota RAV4 onde estavam as vítimas, no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com a Rua Cônego Barata. O acusado, durante audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira, afirmou que havia bebido desde as 13h no dia do acidente e não sabia precisar para onde estava indo.

Motorista foi preso preventivamente

O jovem foi preso preventivamente e encaminhado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), no município de Abreu e Lima, Grande Recife. Segundo o promotor aposentado Antonio Victor de Araújo, amigo do pai de Emília há mais de 40 anos, a notícia da morte foi recebida por ele “com a resignação, evidentemente traumatizado, mais muito forte”. O enterro de Roseane Maria também está marcado para ser realizado nesta segunda-feira, a partir das 16h30, no município de Aliança, na Zona da Mata pernambucana.

 

JC Online

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