Posts de Revista Total

Por Odilon Medeiros

1-15x21 (1)Outro dia, um dos maiores e melhores hotéis da região me pediu que elaborasse uma proposta de trabalho para capacitar a sua equipe. E como de costume, prontamente atendi a solicitação. Após recebê-la, a pessoa que havia feito s solicitação me disse que estava com uma proposta com preço inferior a minha e que eu fizesse uma redução. Esclareci para ela que algumas coisas não podem ser consideradas apenas pelo preço e que ela olhasse o seu próprio negócio. Vejamos: se eu quiser me hospedar na cidade, terei diversas opções que vão me oferecer o serviço de hospedagem.

Eu posso optar por uma alternativa bem econômica do tipo bed & breakfast, ou em bom português cama e café da manhã, que é exatamente o que vou obter lá. Nada de conforto, sanitário individual ou até mesmo um simples espaço para pensar. Ah, sim e o “breakfast”, normalmente é uma cafezinho preto, um pãozinho com manteiga e se tiver muita sorte, posso até conseguir uma fatiazinha de queijo. Se eu quiser gastar um pouquinho mais, posso optar por uma pousadinha romântica localizada em algum subúrbio da cidade. Lá terei, pelo menos, mais privacidade e um pouco mais de conforto.

Agora, se eu quiser conforto mesmo, instalações modernas, localização privilegiada, muitas opções de lazer, etc., vou procurar um hotel semelhante ao que me pediu a proposta. Vou desembolsar mais dinheiro, mas vou ter mais benefícios em troca.
Relato esse fato porque percebo que muitas pessoas não sabem diferenciar preço de valor. Você, por exemplo, sabe? Vamos tentar esclarecer.

Uma pessoa física, de uma forma subjetiva, precisa saber o que é importante para ela ou qual benefício que recebe e que atenderá uma necessidade sua, pois isso determinará o valor. Nos exemplos acima, se o importante para mim é conhecer a cidade e ter um local apenas para dormir, a primeira opção terá um valor muito grande (para mim, claro!).

Já para as empresas, a coisa muda de figura. Na grande maioria das vezes, o fator determinante para se optar por esse ou por aquele fornecedor é o preço (como no caso do hotel acima) e não o valor. E a qualidade como fica? E então, gestores? O que pensar a respeito disso?

Aquele bordão que afirmava “Vale quanto pesa”, não vale mais nada.  Ou estou enganado?

Os gestores devem ter ciência que nem sempre uma aquisição com preço inicial baixo, gera economia. Quer um exemplo?

Vamos lá: a pilha (daquelas que você usa na sua máquina fotográfica). Existem basicamente três tipos: a comum, a alcalina e a recarregável. A primeira tem o menor preço. Entretanto a segunda, de acordo com a informação constante no site de um famoso fabricante, pode ter a sua vida útil dez, eu disse dez vezes maior que a primeira. O detalhe é que o preço dela não é dez vezes maior. E, então? Faço economia ao comprar esse produto com um custo inicial menor se a reposição, em menor espaço de tempo, será necessária?

E o que falar com relação aos serviços? Normalmente tudo que é agregado ao serviço pelo fornecedor é esquecido pelas pessoas que os requisitam. Há um foco no preço. Só que depois se arrependem… E isso eu não desejo para ninguém.

E o que fazer, então? Onde for permitido (em empresas públicas normalmente não é, já que trabalham com os pregões eletrônicos), considere os detalhes, veja o que está sendo oferecido como algo a mais, as certificações, as garantias, os diferenciais, busque referências do ofertante, etc.

Mais de uma vez, eu já fui contratado para substituir ou complementar trabalhos que outros profissionais realizaram e não atenderam às necessidades ou expectativas dos contratantes. E, mais uma vez, o custo da empresa contratante aumenta.

Como nada pode ser generalizado, é claro que podem existir exceções. E você pode encontrar algumas “ofertas”. Mas lembre-se sempre: quando a esmola está grande demais, o santo desconfia, já diz a sabedoria popular.

A partir destas reflexões, a quais conclusões você pode chegar? O que você pode fazer para, da próxima vez que for solicitar algum produto ou serviço, realizar uma análise menos fria, focando apenas os preços, considerando a sua realidade/realidade da sua empresa e focando nos resultados? É possível expandir esse olhar?

Esse artigo trouxe informações importantes para você? Se trouxe, ele terá valor.

Finalmente, nesta guerra entre preço e valor: o que é melhor? Pense nisso. Aja e dê valor ao que realmente importa.

(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em

Por Márcio Maia

arena_pernambuco_rafael_bandeira_1Uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de São Lourenço vai dar início a um programa de lazer, que será realizado todos os domingos nos arredores da Arena de Pernambuco, à margem da BR 408. O projeto chamado Domingo na Arena consiste em fazer com que o espaço seja utilizado nos domingos, das 9 às 17 horas, quando não estiverem programados jogos de futebol.
O secretário de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras, disse que o objetivo principal do projeto é fazer com que a extensa área da praça de esportes seja utilizada pela população para diversas atividades. “A Arena de Pernambuco é um patrimônio dos pernambucanos e é importante que todos tenham a oportunidade de conhecê-la e também de aproveitar o grande espaço ao seu redor”.
O prefeito de São Lourenço da Mata, Gino Albanez, mostrou-se entusiasmado com o projeto e adiantou que os moradores da Região Metropolitana terão oportunidade de aproveitar um local muito agradável. “A Prefeitura de São Lourenço está dando todo o apoio para os eventos pois entendemos que é uma excelente opção para um lazer de alto nível, com muitas opções de conhecermos um local muito bonito e com atividades esportivas e culturais”, disse.
A primeira edição do projeto já acontecerá no próximo domingo (24), com uma vasta programação. Serão instalados polos esportivo, cultural, infantil, gastronômico e de sustentabilidade. Na oportunidade, também será possível a visitação aos pontos internos do majestoso estádio mediante o pagamento de uma taxa de R$ 2,00. No Polo Cultural, haverá apresentação da Companhia Circo Trindade, exposição de carros antigos e uma biblioteca ambulante.
No Polo Cultural, serão instaladas quadras de Volei, Basquete, Tênis, Futebol e Ginástica, além de espaços para Aeromodelismo, Skate, Patinação e Ciclismo. Para a criançada, haverá contação de histórias, atividades recreativas, cama elástica, paredão de escalada e show musical.
Os visitantes terão a oportunidade de receber mudas de pau-brasil, a árvore símbolo de nosso País. O prefeito Gino Albanez fez questão de ressaltar que São Lourenço da Mata é a “capital do pau brasil” e por isso, a Prefeitura está inserida no projeto com o objetivo de preservar a árvore que deu nome ao nosso País.

Por Márcio Maia

01As chamadas “pedaladas fiscais” que, segundo os políticos de oposição à presidenta Dilma Rousseff (PT), teriam sido praticadas pela gestora afastada, se tornaram o ponto principal do movimento criado com o objetivo de determinar o afastamento da petista. As ações estão sendo consideradas pelos senadores e deputados federais, como crime de responsabilidade e, por isso, ela está perdendo o mandato para o vice Michel Temer (PMDB).
Os deputados federais, que estão se posicionando como verdadeiros defensores do cumprimento do que estabelece a legislação, anunciaram uma prática que pode ser considerada como uma autêntica “pedalada”. Senão vejamos: a legislação estabelece que os deputados federais só podem entrar em recesso no meio do ano, quando estiverem discutido e aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A LDO é a regulamentação do que os diversos órgãos do Governo Federal poderão realizar, gastando os recursos oriundos do Orçamento da Nação. Acontece que a LDO ainda não foi votada e, mesmo assim, contrariando a legislação vigente o presidente da Câmara Federal recentemente eleito, Rodrigo Maia (DEM), decidiu que os deputados irão passar o resto do mês sem precisarem trabalhar.
Para não dizer que estão descumprindo o que determina a lei, os deputados consideram a prática como “recesso branco”. A medida não foi muto bem aceita pela população, principalmente os trabalhadores que são obrigados a acordarem cedo e tomarem ônibus lotados para chegarem aos locais de trabalho, sob pena de perderem seus salários.
Agora, vamos fazer algumas perguntas:
Será que o descumprimento da lei não pode ser considerado como uma “pedalada”?
Será que os deputados têm direito de receber seus salários integrais, mesmo não trabalhando?
Se for usado o mesmo argumento das “pedaladas fiscais”, será que eles podem ter seus mandatos cassados?

Por márcio Maia

13707785_1078453102248751_1883019650952437895_nO prefeito Rossini Blésmany tem todas as condições de conseguir a sua reeleição na cidade de Lajedo. Ele tem o apoio da maioria dos vereadores e dos partidos, o que lhe dá uma grande sustentação política. Os vereadores que aprovaram todos os projetos que ele encaminhou à Câmara Municipal, entendem que o prefeito fez uma exelente administração, conseguindo superar com muita competência e trabalho, os obstáculos surgidos pela estiagem com a qual o Município convive há cinco anos e pela falta de recursos ocasionada pela crise nacional que atinge o Brasil.
Com uma administração séria e moderna, Rossini Blésmany conseguiu equilibrar as finanças da Prefeitura, que estava inadimplente, impedida de receber verbas federais e estaduais. Para tanto, contou inicialmente, com o apoio do então governador Eduardo Campos (PSB) que firmou parcerias importantes para a realização de obras estruturadoras. A parceria continuou com o governador Paulo Câmara (foto), que tem elogiado sua gestão e tem sido fundamental para que permaneça executando suas obras com qualidade.

 Reuniu-se com os servidores públicos, incentivou-os e conseguiu o apoio dos líderes sindicais o que ocasionou uma sensível melhora nos serviços oferecidos à população em todas as áreas.
Na área da Educação, reformou as escolas municipais, inclusive algumas que estavam impraticáveis, melhorou a merenda escolar e promoveu a valorização e o aprimoramento dos professores.
Na Saúde, deu ênfase ao atendimento preventivo, implantando melhorias nos Postos de Saúde da Família com novos médicos, dentistas e enfermeiros, completando o quadro de Agentes Comunitários e dinamizando o serviço de Tratamento Fora de Domicílio.
Deu amplas condições de trabalho aos agricultores e criadores, oferendo incentivos com a aquisição de equipamentos, como tratores e máquinas agrícolas. Também mandou construir barreiras para minimizar o problema da falta dágua provocado pela longa estiagem.
Por todos esses trabalhos, tem recebido o apoio de muitos líderes comunitários e de entidades rurais e de bairros, o que faz com que tenha todas as condições de ser reeleito.

1933829_711080225694353_7450163320570816073_nCÔNSUL DO GABÃO / ÁFRICA EM PERNAMBUCO – BRASIL.
Diretor Presidente do escritório AHGF & Advogados Associados, Advogado militante, Pós-Graduado em Direito Civil, Pós-Graduado em Processo Civil, Pós-Graduando em Direito Penal, Pós-Graduando em Processo Penal, Conselheiro Titular da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), Adido Juridico do Consulado do Peru para o Nordeste do Brasil, Membro do Círculo Diplomático e Consular do Nordeste do Brasil, Membro da Sociedade Consular de Pernambuco, Diretor Executivo de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Política e Direito da Informatica (IBDI), Empresário do Ramo Imobiliário, Empresário do Agro-Negócio.

O advogado pernambucano André Henrique Gomes da Fonseca, cônsul do Gabão, o terceiro país mais rico da África, tem como um de suas principais metas, ampliar o relacionamento econômico e cultural entre o país africano e o Brasil. “Os dois países têm muito em comum e o aprofundamento nas negociações será muito benéfico para ambos em todos os setores”, afirmou em entrevista exclusiva ao Blog Revista TOTAL.

André Fonseca já manteve entendimento com o presidente do Gabão, Ali-Ben Bongo Ondimba, que demonstrou total interesse em ampliar o intercâmbio comercial e intelectual entre os dois países. “Já mantive contato com o presidente Ali Bongo e ele mostrou total entusiasmo em ampliar o relacionamento entre os dois países em todos os setores. De início, ele me autorizou a entrar em contato com empresas produtoras de açúcar e refrigerantes. Já encontrei empresários interessados e em breve, estaremos mantendo os entendimentos oficiais para a implantação das indústrias”, afirmou.
O cônsul explicou que o Governo do presidente Ali Bongo está oferecendo fortes incentivos para atrair os investidores brasileiros, como 50% de desconto nas contas de energia elétrica, isenção de impostos e taxas por dez anos, inclusive para importação de insumos, e concessão de glebas de até 10 mil hectares. O governo também oferecendo a participação do próprio Governo do Gabão e de empresas gabanesas.
André Fonseca disse que o Gabão é um país muito atraente, com uma estrutura física (solo e clima) muito parecida com a de Pernambuco, além de ter uma forte estabilidade econômica e política, com uma Democracia estabilizada há décadas, desde que o País tornou-se independente da França. “É um País muito bom para se viver, visitar e também para fazer investimentos com retorno garantido”.
A nova estrutura de funcionamento do Ministério das Relações Exteriores implantada pelo ministro José Serra foi elogiada por André Fonseca, que considerou a política adotada pela presidenta afastada, Dilma Rousseff, como muito prejudicial à evolução do relacionamento do Brasil com diversos países. “O governo anterior não se interessou em ampliar as relações do Brasil com países importantes, entre eles o Gabão, sem perceber que essas transações comerciais poderiam ajudar bastante as políticas sociais que estão em funcionamento”, concluiu o cônsul do Gabão, André Fonseca.

13754655_1748734435402410_8915918792799650512_nO deputado estadual Aglaílson Junior é considerado como o virtual eleito prefeito de Vitória de Santo Antão, por conta dos importantes apoios que já lhe foram prometidos pela maioria dos líderes políticos, empresariais e comunitários do Município. Sua importância política vem sendo considerada por todos como mais um ponto para que seja escolhido pelos eleitores. Também é destacado o seu interesse em direcionar suas ações como parlamentar para o desenvolvimento da cidade, inclusive ressaltando a implantação do Detran em Vitória.

Filho do ex-deputado José Aglaílson, que é uma das maiores lideranças políticas do Município e da região, Junior tem todas as condições de sair vitorioso nas eleições, inclusive contando com o apoio de uma forte coligação que está sendo preparada. Muitos vereadores já confirmaram que apoiam sua candidatura e também os novos candidatos o apontam como imprescindível para melhorar a vida de Vitória e garantem participação em sua campanha.

Blog do Josias souza

LewandowskiSergioLimaNum instante em que Dilma Rousseff começa a levar seus pertences do Alvorada para o apartamento de Porto Alegre, Lula já não fala em “correr o país” para denunciar o “golpe”. Hoje, a mais aguda preocupação do pajé do PT, seu mais exasperante problema é Sérgio Moro. Lula vive esperando que o juiz da Lava Jato o lace e o recolha à “República de Curitiba”.

A morofobia de Lula levou sua defesa a encenar uma esperteza. Atravessou no caminho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, uma liminar tóxica. Pedia-se na peça que o Supremo retirasse novamente das mãos de Moro os grampos telefônicos que desnudaram conversas vadias de Lula com políticos e autoridades de Brasília. A Corte está em férias. Cabe a Lewandowski responder aos pedidos de Liminar durante o plantão. Nesta segunda-feira (18), eledecidiu não decidir.

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, já havia despachado sobre o tema antes do início das férias. Em março, Teori determinara a Moro que enviasse para o STF toda a investigação envolvendo Lula. Mais tarde, em 13 de junho, Teori anulou o grampo que captara uma conversa de Lula com Dilma numa hora em que o próprio Moro já havia determinado o fim das interceptações. No mesmo despacho, Teori devolveu para Curitiba os outros áudios e os processos.

Na petição submetida ao crivo de Lewandowski, os defensores de Lula questionaram novamente o fato de Moro ter divulgado diálogos telefônicos de Lula com autoridades que tinham foro privilegiado na época dos grampos. Alega-se que só o Supremo poderia levantar o sigilo dessas conversas. Nesse diapasão, Moro teria usurpado a competência da Suprema Corte. O que resultaria na anulação dos grampos.

Na prática, o que Lula desejava era fugir da caneta de Moro: “Mostra-se de rigor a concessão da medida liminar para que este Supremo Tribunal Federal avoque, novamente, todos os procedimentos conexos suspendendo-se, por consequência, o curso de tais procedimentos relacionados, bem como de quaisquer outros munidos com o conteúdo das interceptações em tela”, anota a petição.

Lewandowski decidiu: 1) devem ser separados de outras gravações os grampos com conversas entre Lula e autoridades com foro especial, que só podem ser investigadas com autorização do STF. 2) as gravações permanecem sob os cuidados de Sérgio Moro. 3) a petição de Lula será remetida ao gabinete de Teori Zavascki, a quem caberá deliberar depois que o Supremo voltar das férias, em agosto.

Não é nada, não é nada, essa decisão de Lewandowski não é nada mesmo. Chamado a se manifestar, o próprio Moro informara ao STF, na semana passada, que só seriam aproveitados os grampos que tivessem pertinência com as investigações. Ciente das suas limitações, o juiz da Lava Jato acrescentara: “Jamais serão eles utilizados em relação às autoridades com foro por prerrogativa de função, já que quanto a estas, mesmo se os diálogos tiverem eventualmente relevância criminal para elas, caberá eventual decisão ao eminente Ministro Teori Zavascki, ao qual a questão já foi submetida.”

Ao acionar Lewandowski no plantão, Lula e seus advogados foram deselegantes com o presidente do STF. Agiram como pessoas de fabulosa pontaria. E deixaram o ministro em situação vexatória: se concedesse a liminar, Lewandowski açanharia as línguas maledicentes, que diriam que Lula bateu às portas do Supremo em pleno recesso porque já conhecia o resultado do julgamento.

Com sua decisão inócua, Lewandowski saltou do alçapão. Já lhe basta a má repercussão de encontro que manteve com Dilma num hotel em Portugal. Até segunda ordem, os grampos permanecem com Moro. E Lula, ainda na alça de mira da força-tarefa de Curitiba, tem abundantes razões para tremer. Com ou sem grampos, será enviado à grelha. Lula acabará percebendo que uma das graças da democracia é o poder nivelador do medo da Justiça.

Sob o risco de acabar num xilindró, o pobre-diabo e o ex-soberano da República soltam a mesma baba. O caso de Lula diz muito sobre o novo momento que o Brasil atravessa. A consciência de Lula virou uma espécie de latifúndio improdutivo que o medo de Sérgio Moro invadiu.

Blog do Josias souza

RaulRaul Jungmann, ministro da Defesa, está fora de combate. Convive desde a semana passada com dores no corpo e nas articulações. Tem surtos de febre nos finais de tarde. Os médicos do Hospital das Forças Armadas já descartaram virose, dengue e chikungunya. No momento, investiga-se a hipótese de o ministro ter contraído o vírus da zika.

Nesta segunda-feira, 18, o Ministério da Saúde divulgou nova edição do seu boletim epidemiológico. Numa conta atualizada até o dia 11 de junho, o Brasil registrou 165.932 casos prováveis de zika. Jungmann convive com a ameaça de engrossar a estatística num instante em que o governo trombeteia a tese segundo a qual são mínimas as chances de atletas e turistas contraírem o vírus da zica no Brasil durante os Jogos Olímpicos.

Veja.com

 

olO Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta segunda-feira que convocou uma reunião da Comissão Executiva para esta terça-feira para estudar possíveis punições à Rússia. Nesta segunda-feira, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) divulgou um relatório que apontou a existência de um sistema de doping organizado com a participação direta do governo russo. A Wada ainda pediu que a Rússia seja banida, em todas as modalidades, da Rio-2016.

“No curto prazo, a Comissão Executiva do COI se reunirá em uma conferência telefônica amanhã para tomar as primeiras decisões, que podem incluir medidas provisórias e punições referentes aos Jogos Olímpicos do Rio 2016”, apontou o Comitê, em comunicado.

De acordo com a entidade internacional, serão estudadas “minuciosamente”, inclusive, as alegações das partes envolvidas, em particular, as que tenham ligações com o Ministério dos Esportes da Rússia.

O sistema, de acordo com o relatório, permitia transformar um exame antidoping com resultado positivo em negativo e funcionava sob a supervisão do Ministério dos Esportes do país e do Serviço Federal de Segurança, a antiga KGB, relatou o autor do documento, o advogado canadense Richard McLaren, em entrevista coletiva concedida em Montreal.

“Os resultados do relatório mostram um impactante ataque sem precedentes contra a integridade do esporte e dos Jogos Olímpicos. Portanto, o COI não duvidará em utilizar as mais duras sanções disponíveis contra qualquer indivíduo ou organização envolvida”, afirmou o presidente da entidade, Thomas Bach.

Logo após a revelação das denúncias, um grupo de 10 países, incluindo potências como Alemanha, Espanha, Japão, Suíça, Estados Unidos e Canadá, além da própria Wada, pediu que o COI considerasse excluir a Rússia de todas as competições da Olimpíada no Brasil.

Blog do Reinaldo Azevedo

4d7d356c445a28c54abad07e3fd79db022062015154956O juiz Sergio Moro está acostumado a ouvir críticas oriundas só de petistas, não é mesmo? Quase sempre, os caras e as caras estão apenas esperneando para ver se conseguem se livrar da cadeia. Afinal, boa parte deles sabe muito bem o que fez no verão passado.

Bem, eu não estou na Lava Jato, não roubei dinheiro público, vivo dos meus empregos, apanho dos petistas há muito mais tempo e sou aquilo que nem Moro nem os procuradores são: adversários ideológicos do PT. Na verdade, na esfera das mentalidades, excetuando-se o comportamento criminoso dos companheiros, vejo algo de “petismo oitentista” na Lava Jato — oriundo da década de 80, mais ou menos como certas correntes religiosas tradicionalistas voltam às vezes às suas origens para resgatar a pureza.

Moro está acostumado a ser contestado por Marilena Chaui e pelos candidatos a vaga na Papuda. Não sou nem uma coisa nem outra e apoio a Lava Jato. Mas apoio os seus acertos. Não estou querendo ser nem óbvio nem engraçadinho. Com isso, afirmo que esta também comete erros. E isso não é menos verdade para o juiz.

Ele participou nesta quinta de um evento no centro de estudos Wilson Center, em Washington. Falou da Lava Jato a uma plateia formada por muitos brasileiros. Segundo informa a Folha, criticou a omissão do governo federal e no Congresso na luta contra a corrupção.

Bem, de saída, noto um erro de procedimento. Não faz sentido o juiz que conduz a mais importante investigação da história do país criticar dois Poderes constituídos em terra estrangeira, ainda que a plateia fosse formada apenas por brasileiros. Não é o caminho.

Segundo o jornal, disse ele:
“Até agora, o Poder Executivo e o Congresso não fizeram uma contribuição significativa para os esforços do Brasil na luta contra a corrupção. Por exemplo, eles poderiam ter proposto e aprovado leis melhores para prevenir a corrupção. Também poderiam ajudar os esforços dos agentes de Justiça de outras formas. Sua omissão é muito decepcionante. Para ser justo, o atual governo disse em várias oportunidades que apoia as investigações. Mas os brasileiros deveriam esperar mais que apoio em discursos.”

Já que Moro resolveu, nos EUA, entrar na economia interna da política brasileira, ele teria de dizer que tipo de ação esperaria. Até onde entendo, o Poder Executivo participa da força-tarefa por meio da Polícia Federal, que atuou e atua, ao que se saiba, com independência — e isso foi verdade mesmo na gestão petista, cumpre notar.

Parece-me que a largueza com que a Lava Jato atua, o número de inquéritos em curso, as delações feitas, a quantidade de investigados, um ex-presidente da Câmara a um passo da cassação, uma presidente da República na reta do impeachment, parte considerável do PIB tendo passado pela cadeia… Parece-me, enfim, que tudo isso está a indicar que os Poderes da República estão fazendo a sua parte, segundo o que lhes cabe fazer. A lei que instituiu a delação premiada foi uma contribuição conjunta do Executivo e do Legislativo e está na raiz do sucesso da Lava Jato.

Não tenho dúvida de que mais pode ser feito. O país está caminhando. Uma crítica dessa natureza, feita em solo estrangeiro, parece ser própria de quem se sente algo tolhido em seus movimentos. E aí me cumpre perguntar: tolhido exatamente por qual coisa? O juiz criticou a lentidão da Justiça, e nisto estamos de acordo, mas melhor faria se, em terras nativas, dissesse onde está o “x” da questão. Se não lhe falta apoio da sociedade, e não lhe falta, tampouco pode Moro reclamar da falta de suporte dos Poderes instituídos.

Segunda instância
O juiz elogiou uma decisão do Supremo que permitiu — a questão ainda terá seu mérito esmiuçado — a execução da pena já a partir da condenação em segunda instância:
“É uma espécie de revolução jurídica para casos complexos no Brasil. Nossa Suprema Corte demonstrou claramente com esse novo parecer, que entende completamente a conexão entre corrupção sistêmica e impunidade. Por esse parecer, ela merece muitos elogios e nossa gratidão coletiva”.

Com uma de suas intervenções, concordo plenamente, embora considere pouco:
“Vamos deixar claro: o governo é o principal responsável por criar um ambiente político e econômico livre de corrupção sistêmica. O governo, com maior visibilidade e poder, ensina pelo exemplo. Melhores leis podem ser aprovadas para melhorar a eficiência do sistema de Justiça criminal e aumentar a transparência e a previsibilidade das relações entre os setores público e privado, reduzindo incentivos e oportunidades para práticas corruptas”.

É uma verdade em tese que não tem como ser contestada. Mas eu tenho um senão a opor aí. Quanto maior for o estado, mais leis e mecanismos de defesa terão de ser criados e aplicados. Quanto mais se hipertrofia o estado, mais é preciso ampliar a burocracia para vigiá-lo.

Já que Moro falou como um livre pensador em Washington, eu o convido a refletir: sem um estado gigante, pantagruélico, feito para corromper, que tamanho teria a corrupção?

Para encerrar: quando está no Brasil, Moro fala pouco. Sugiro que faça o mesmo fora do país.

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