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VENENO

Por Andrei Meireles – Os Divergentes

 

BOLSONARO SE EMOCIONAA disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad na propaganda eleitoral virou um vale tudo, numa luta sem regras em que um tenta destruir o outro. A campanha de cada um deles atribui a beligerância desmedida ao adversário. É a expressão televisiva, em horário nobre, da briga de rua que vinha sendo travada nas redes sociais.

As vozes identificadas com o petismo atribuem esse festival de caneladas a apoiadores de Bolsonaro, aqui no Brasil ou alhures. Insinuam até uma parceira com a turma do jogo sujo que ajudou a eleger Donald Trump. Por essa ótica, o PT é  vítima de golpes baixos sem precedentes em outras campanhas eleitorais.

O debate de Collor e Lula em 1989COLLOR X LULA

O golpe maior contra o PT e Lula foi dado em 1989 pela campanha de Fernando Collor, uma baixaria de tal amplitude que depois tornou inexplicável futuras parcerias entre Lula e Collor. Ao passar do tempo, o PT ficou cascudo. O que antes eram adversários, alguns tratados como inimigos, viraram aliados. Paulo Maluf, José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e muitos outros passaram a navegar no mesmo barco.

A esse dom de redimir adversários, de acordo com as necessidades, seguiu o mesmo talento de demonizar aliados e parceiros em outras ocasiões. O PT foi o primeiro partido, em eleição presidencial, a montar uma equipe para detonar adversários nas redes sociais. Ao reclamarem hoje dos ataques em que virou alvo, o PT esquece de sua tropa de choque montada por Franklin Martins para atuar na internet em outras campanhas eleitorais.

João Santana e Dilma Roussef

DILMA COM JOÃOO PT tenta posar de vítima também na agressiva propaganda eleitoral de Bolsonaro. Ali, eles vem trocando rasteiras e pontapés, espetáculo feio, mas com o mesmo espaço no ringue. Diferente de 2014 quando a equipe de João Santana, paga a preço de ouro pela campanha de Dilma Rousseff, estraçalhou Marina que não tinha dinheiro nem tempo de tevê para se defender.

A turma de Bolsonaro entrou nesse jogo para brigar, detonar o adversário petista, não está nem aí para regras de combate. Querem vencer e destruir o PT e assemelhados.

Ciro e MarinaCIRO X MARINA

Nessa  campanha em que parece ter perdido o rumo, o PT se sente incomodado com esse veneno que vem causando um grande estrago. Esquece que é o mesmo veneno que vinha disseminando contra adversários e até aliados. Marina, Ciro Gomes e outros que o digam.

Simples assim.

BOLSONARO PSL

Bebianno chamou o petista Fernando Haddad (PT) de “poste” e disse que a ausência de Bolsonaro nos debates não deve prejudicá-lo

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse nesta quinta-feira, 18, que Jair Bolsonaro não participará de nenhum debate do 2º turno. Ele disse em coletiva de imprensa que o estado de saúde do candidato é de “absoluto desconforto” e que não deve ser submetido a “uma situação de alto estresse, sem nenhum motivo”.

“Como não há controle, aquela bolsinha (colostomia) pode encher, estourar”, afirmou Bebianno. “O seu estado de saúde é ainda de absoluto desconforto. (Não vamos) submetê-lo a uma situação de alto estresse, sem nenhum motivo.”

Mais cedo, médicos divulgaram um boletim em que destacavam a “melhora da composição corpórea, mas ainda exigindo suporte nutricional e fisioterapia”. A reportagem apurou que a decisão de participar ou não dos debates já estaria nas mãos do próprio candidato.

Bebianno chamou o petista Fernando Haddad (PT) de “poste” e disse que a ausência de Bolsonaro nos debates não deve prejudicá-lo. “Seria discutir com um poste, como já disse o candidato, quem discute com um poste é bêbado. A decisão (de não participar) não é ruim porque o eleitor já conhece Bolsonaro. O contato que ele estabelece é diretamente com o eleitor. Os eleitores já sabem em quem vão votar.”

Antes da coletiva, Bebianno disse à reportagem que Haddad se mostrou “desesperado” ao dizer que entrará com medidas judiciais contra uma denúncia de que a campanha de Bolsonaro teria incentivado empresários a disseminar mensagens contra o PT nas redes sociais. Ele classificou como “piada” e “uma palhaçada” a atitude de Haddad, que poderá ser seguida pelo candidato derrotado no segundo turno, Ciro Gomes (PDT).

“Isso é sinal do desespero. Estão tentando criar um fato político qualquer. Quem entende de caixa 2, de dinheiro roubado, de assaltar os cofres públicos para fins pessoais e partidários é o PT”, disse Bebianno. Ele acrescentou que também tomará medidas judiciais contra Haddad e Ciro por denúncia caluniosa. “O senhor Haddad, como suposto advogado, deveria saber que denúncia caluniosa é crime e idem para o senhor Ciro Gomes. Ambos responderão pelos seus atos, pelas suas declarações. Se eles estão acusando, vão ter que provar”, afirmou.

Bebianno classificou como “piada” a situação. “Chega a ser engraçado porque, de um lado, você tem uma facção criminosa chamada Partido dos Trabalhadores travestida de partido político, acusando os outros daquilo que eles mesmo fazem. O PSL e a campanha do presidente Jair Bolsonaro e ele, como pessoa física, nunca houve nenhum acerto, nenhum pedido. Pelo contrário, ao longo da campanha, muitos empresários ofereceram recursos sim, por pessoas de bem, preocupadas com o Brasil, nós nunca aceitamos”, disse.

ESCRITURA 5

O procurador da Prefeitura Municipal de Camaragibe, Daniel Meira, reuniu-se com o presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Eduardo Elvino, e propôs o replantio do acesso viário em área de preservação permanente, no Parque Municipal Aldeia dos Camarás, naquele município. O encontro foi solicitado pelo próprio procurador,ESCRITURA 3 que na visita à CPRH acenou com a possibilidade de um acordo para compensar os danos ambientais. Para isso, formalizará em breve a proposta de assinatura de um Termo de Compromisso com a Agência.

O episódio resultou, semana passada, em dois embargos, na apreensão de dois caminhões e dois tratores e em quatro autos de infração contra a Prefeitura e dois contra o prefeito Demóstenes Meira.

ESCRITURA 4O procurador Daniel Meira pediu formalmente desculpas à CPRH pelo impasse e acertou que, no prazo de vinte dias que tem para apresentar defesa aos autos de infração contra a prefeitura junto à própria Agência, anexará uma proposta de compensação pelos danos ambientais (desmatamento em área que havia sido alvo de reflorestamento) com a sugestão do Termo de Compromisso.

Quando ao acesso viário (estrada) que a gestão municipal pretende viabilizar, ligando a PE-27 (Estrada de Aldeia) à Comunidade do Cajá, gestores da CPRH CAMARAGIBEaproveitaram o encontro para propor à Prefeitura uma outra alternativa, que não cause impacto à área de preservação permanente do Riacho Pacas.

Além de Eduardo Elvino, participaram da reunião a gestora da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, Cíntha Lima, e Ronyerik Xavier, da Assessoria Jurídica da CPRH.

TITULOS DE POSSE
Por Márcio Maia

 

Cinquenta famílias de agricultores receberam escrituras de contratos de terras. A entrega aconteceu durante a realização de oficina do Plano Operativo Anual (POA) do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), referente ao Estado de Pernambuco, no Auditório do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que foi promovida pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD) em parceria com o Governo de Pernambuco, através do ITERPE, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA), e instituições da sociedade civil organizada.

O presidente do ITERPE, André Negromonte, disse que o objetivo do encontro avaliar o trabalho realizado em 2018 e apresentar as metas de execução para 2019, considerando a nova normativa do programa e norteadoras para a retomada do PNCF. “A pactuação é feita com todas as entidades envolvidas com o PNCF, com metas estabelecidas, visando a aquisição de terras para os agricultores familiares, para a ampliação da produção rural de base familiar, responsável por aproximadamente 70% dos alimentos que chegam à mesa dos pernambucanos”.

 

A subsecretária de Reordenamento Agrário, Raquel Santori, responsável pela coordenação do POA, gestora dessa política pública do Governo Federal, facilitou todo o processo de construção das metas e realizou a mediação dos diálogos entre as instituições presentes no evento, que contou com a participação do secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Wellington Batista, do delegado da SEAD em Pernambuco, Rodrigo Almeida, representantes de movimentos sociais, empresas de Assistência Técnica, e dos agricultores das associações beneficiadas com a aquisição de terra.

A entrega das 50 escrituras de terra às famílias rurais das três novas unidades produtivas no Estado deixou todos bastante emocionados. Duas estão localizadas em Taquaritinga no Norte e a outra no município de Cortês. Foram beneficiadas 31 famílias das unidades produtivas Manoel Santos e Aroeira, localizadas em Taquaritinga, e 19 residentes em Capivara III, localizada em Cortês.

FONO

Por Iana Gouveia

Em solenidade no auditório do Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, Região Metropolitana do Recife, com a presença dos coordenadores da unidade, tomou posse a nova superintendente, a fonoaudióloga sanitarista e funcionária pública, Adelaide Maria Caldas Cabral. Especialista em Saúde Pública e mestre em Hebiatria, Adelaide Caldas tem 53 anos, é casada, tem duas filhas, e há 25 anos trocou o consultório de Fonoaudiologia pela área de gestão.

FONO 1Dra. Adelaide Caldas tem uma vasta experiência na área de Saúde, com passagens pelas Secretarias Municipais de Saúde do Recife, de Olinda, do Cabo, de Gravatá e Ipojuca, foi secretária executiva de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde e diretora de Programas do Ministério da Saúde.

No primeiro contato com a coordenação do HMA, Adelaide Caldas agradeceu à Gestão IMIP pela oportunidade de estar à frente de uma unidade reconhecida pelo profissionalismo e organização como o Hospital Miguel Arraes. A nova superintendente enfatizou a importância do trabalho em equipe. “A análise coletiva é o que faz a excelência da gestão. Coloco-me à disposição para conhecer as necessidades e as experiências exitosas para que possamos melhorar o serviço de saúde, pois só acredito em gestão quando é feita em conjunto”.

Ela também falou sobre o atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). “er profissional do SUS é uma grande lição de amor e dedicação. É uma experiência rica, satisfatória e gratificante mesmo diante da luta diária para melhorar o serviço enquanto política de saúde”.

Após a exposição da nova gestora, cada um dos coordenadores fez sua apresentação, colocando, em linhas gerais, suas demandas.

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O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, foi condenado por improbidade administrativa por supostas irregularidades em contrato para a construção da Barragem de Pirapama – que atende, além de bairros do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Foram condenados também o ex-presidente da Compesa, João Bosco Tavares, e a ex-diretora de engenharia Ana Maria Torres. As Construtoras Queiroz Galvão e OAS também foram penalizadas.

O juiz Rodrigo Vasconcelos Coelho de Araújo, da 35ª Vara Federal, em Pernambuco, viu “faturamento por sobrepreço e impropriedades em processo licitatório”. O contrato investigado é no valor de mais de R$ 430 milhões, do total de R$ 479 milhões incialmente destinados ao projeto. Cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) usados no processo apontam sobrepreço de mais de R$ 110 milhões, o que foi refutado pelos acusados. A decisão foi tomada no dia 27 de julho deste ano, mas só divulgada agora.

Em outro processo, o ex-diretor da Odebrecht no Nordeste, João Pacífico, em depoimentos de sua delação premiada, denunciou que foi acertado com o então governador Eduardo Campos o pagamento de 3% do contrato para o Sistema Adutor de Pirapama, em contribuição da campanha do socialista.

A Compesa divulgou nota pela qual acredita que a decisão será revertida. A empresa ressalta, entre outras coisas, a “lisura e zelo” dos seus funcionários com a coisa pública nos cargos que já ocuparam. Com informações do Blog de Jamildo.

FERNANDO REUNIÃO

O período de campanha vitoriosa mal acabou e Fernando Monteiro, eleito deputado federal (PP), atento às demandas dos municípios pernambucanos, não dá trégua aos esforços por recursos para o Estado. Nesta terça-feira (16), ele se reuniu com os ministros das Cidades, Alexandre Baldy; da Saúde, Gilberto Occhi, e os prefeitos Marcílio Cavalcanti, de Cabrobó; Humberto Mendes, de Santa Maria da Boa Vista, e Josimara Cavalcanti, de Dormentes.

FERNANDO REUNIÃO 2

Nas pautas, a liberação de verbas para áreas como Saúde, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Educação e Agricultura para os municípios. “Estamos trabalhando para destravar, ainda este ano, os valores aprovados via emendas, para que o próximo comece com todas as pendências resolvidas”, pontuou Fernando Monteiro.

COMISSÃO APROVA

BORGES - Presidente do colegiado pediu rapidez na análise do PL 2057 pela Alepe. Foto: Sabrina Nóbrega
BORGES – Presidente do colegiado pediu rapidez na análise do PL 2057 pela Alepe. Foto: Sabrina Nóbrega

A Comissão de Justiça aprovou, nesta terça (16), adequações nas regras para contratação ou apoio a eventos relacionados ao turismo e à cultura em Pernambuco. As mudanças, previstas no Projeto de Lei nº 2057/2018, do Poder Executivo, foram discutidas com o Conselho Estadual de Política Cultural e lideranças dos segmentos. A matéria visa atender às demandas de artistas e grupos da cultura popular local.

A principal novidade é a revogação do artigo 10 da Lei nº 14.104/2010, que impede contratações por meio de empresário ou produtor de artistas profissionais com cachês inferiores ao limite estabelecido na Lei Federal nº 8.666/1993 (Lei de Licitações). Outra alteração prevê que uma comissão analise o valor do cachê – considerando o valor cultural e artístico do contratado – nos casos de impossibilidade de comprovação. O projeto recebeu parecer

ANÁLISE - Projeto recebeu parecer favorável do relator, Tony Gel, e foi acatado por unanimidade. Foto: Sabrina Nóbrega
ANÁLISE – Projeto recebeu parecer favorável do relator, Tony Gel, e foi acatado por unanimidade. Foto: Sabrina Nóbrega

favorável do relator, deputado Tony Gel (MDB), e foi acatado por unanimidade.

Presente à reunião, a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Márcia Souto, esclareceu que a Lei de Licitações foi modificada recentemente por meio de decreto. Na mudança, a modalidade que dispensa licitação teve o valor-limite atualizado de R$ 8 mil para R$ 17,6 mil. “Foi criadaR$ 17,6 mil. “Foi criada uma dificuldade muito grande para alguns artistas, cuja contratação, submetida a esse novo limite, seria ilegal, a não ser que fossem contratados como pessoas físicas. Isso acarreta recolhimento maior de impostos para eles e gera despesa maior para a Fundarpe [por conta do INSS patronal]”, disse.

Presidente da Sociedade dos Forrozeiros de Pé de Serra, Tereza Aciolly enfatizou que o setor da cultura popular vinha sendo o mais prejudicado. “Muitos artistas que ganham abaixo de R$ 17,6 mil – mas tinham empresas no nome deles ou, também, integravam associações e produtoras – passaram a ter que receber como pessoa física. O imposto chegava a quase 32%”, explicou. “Desde julho, a gente busca o Governo do Estado para que qualquer cachê possa ser pago por meio de pessoa jurídica.”

Presidente da Comissão de Justiça, o deputado Waldemar Borges (PSB) pediu rapidez na análise do PL 2057 pela Alepe. “Distribuímos e aprovamos o projeto no mesmo dia. Fizemos apelo aos demais presidentes de colegiados para que a gente possa levá-lo ao Plenário o mais rapidamente possível e retire esses obstáculos para o artista popular”, expressou.

Ao todo, o colegiado aprovou 14 proposições e distribuiu 24 para avaliação. Os projetos de lei de números 2034/2018 e 2035/2018 – que criam, respectivamente, o Fundo Estadual de Segurança dos Magistrados (Funseg) e o Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário de Pernambuco (Ferm-PJPE) – foram retirados de pauta para discussão com as categorias envolvidas.

CLARISSA TÉRCIO

 

A deputada estadual eleita Clarissa Tércio (PSC) não parou de fazer campanha para o presidenciável Jair Bolsonaro, em Pernambuco. Ainda no 1º Turno, Clarissa foi a primeira candidata evangélica a declarar apoio oficial ao Bolsonaro, no Estado.

“A luta em defesa da família continua. Nossa preocupação é com o futuro do Brasil e das nossas crianças”, argumenta Clarissa, que obteve 50.789 votos e foi a terceira mulher mais votada para a Assembleia Legislativa do Estado. Nesta quarta-feira (17/10), Clarissa estará, às 17h, promovendo um adesivaço na Avenida Antônio de Góes, 115 – Pina (em frente à Sul América Seguros).

Nos próximos dias, Clarissa Tércio realizará um grande ato de apoio à campanha do Bolsonaro no Grande Recife. “Queremos contar com a presença de pastores, padres, líderes, comunicadores, pais, mães, educadores, enfim, todos que estão do lado do bem. Agora é a hora! Não podemos nos acomodar. Nossa bandeira nunca será vermelha! Como diz o Capitão: ‘Brasil acima de tudo. Deus acima de todos’”, convoca Clarissa.

TEMER PF

 

Rafael Moraes Moura e Fabio Serapião – Terra.com.br

A Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer, a sua filha Maristela de Toledo, TEMER FILHAo ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho (amigo do presidente conhecido como coronel Lima) e arquiteta Maria Rita Fratezi (mulher do coronel), além de executivos da Rodrimar e do grupo Libra no âmbito das investigações do inquérito dos Portos, que apura se houve favorecimento a empresas do setor portuário na edição de um decreto de 2017.

Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas pela PF, que entregou nesta terça-feira, 16, a conclusão das investigações ao gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso.

A Polícia Federal também pediu a Barroso o bloqueio de bens de todos os indiciados – inclusive de Temer – e a prisão preventiva de quatro deles: do coronel Lima e sua mulher, além de Carlos Alberto Costa e Almir Martins Ferreira, que atuaram respectivamente como sócio e contador do coronel. O ministro vai aguardar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre esses pedidos. A PGR tem 15 dias para se manifestar.

Segundo Barroso, o relatório da PF aponta a ocorrência dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A organização criminosa seria dividida em quatro núcleos: político, administrativo, empresarial (ou econômico) e operacional (ou financeiro).

Em seu despacho, o ministro destaca que a PF afirmou ter produzido provas de “naturezas diversas” que “incluíram colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais, informações e pronunciamentos do Tribunal de Contas da União” sobre as irregularidades no decreto dos Portos.

A PF, diz Barroso, teria apurado fatos ao longo do inquérito “envolvendo propinas em espécie, propinas dissimuladas em doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas – físicas e jurídicas -, atuação de empresas de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços, em meio a outros.” A reportagem está entrando em contato com os indiciados para saber se eles vão se pronunciar.

Histórico

G1 - Globo.com
G1 – Globo.com

O inquérito dos Portos foi instaurado, em setembro de 2017, a pedido do então procurador-geral da República Rodrigo Janot. Ao autorizar a abertura da investigação, Barroso pontuou que “os elementos colhidos revelam que Rodrigo Rocha Loures” menciona pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses ilícitos para o próprio presidente da República, em troca da edição de “ato normativo de específico interesse de determinada empresa, no caso, a Rodrimar S/A”.

Ainda em dezembro de 2017, o delegado Cleyber Malta solicitou pela primeira vez a prorrogação da investigação. A investigação foi prorrogado por outras quatro vezes e durante seu andamento passou por percalços que resultaram na queda no então diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segovia. Em entrevista à agência Reuters, em fevereiro deste ano, Segovia disse que a tendência era que o inquérito fosse arquivado por falta de provas. A declaração causou uma rebelião entre os delegados do grupo que atua perante o STF e resultou a saída de Segovia do comando da PF.

Após o desentendimento e a saída de Segovia, o delegado Malta continuou com a investigação e fechou o cerco sobre as relações entre o presidente Temer e o coronel Lima. Em março, em um desdobramento da apuração, a PF chegou a prender o coronel Lima, o ex-assessor de Temer José Yunes e executivos da Rodrimar e do Grupo Libra.

A ação foi batizada de operação Skala e conseguiu amealhar informações sobre a relação de Temer e o coronel Lima. Dentre eles, a PF conseguiu traçar uma ligação entre a reforma na casa de Maristela Temer, filha do presidente, e o coronel.

Chamado para depor, o engenheiro Luis Eduardo Visani, responsável pela obra, confirmou ao delegado Malta que a obra foi paga “em dinheiro vivo”, na sede da Argeplan, empresa do coronel. “Que os pagamentos, de fato, totalizaram aproximadamente R$ 950 mil, conforme cópia de recibos apresentados, os quais foram recebidos em parcelas diretamente no caixa da empresa Argeplan”, relatou Visani.

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