Posts de Revista Total

17 06 JOAQUIM LEVY

Bernardo Caram / FolhaPress

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Joaquim Levy, 58, pediu demissão da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16), sete meses após aceitar o convite feito por Paulo Guedes. Desde que assumiu, o economista anunciou reestruturação na instituição com reduções e mudanças de cargos, mas não conseguiu “abrir a caixa-preta” do BNDES, promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Esse era um dos principais pontos prometidos pelo então candidato do PSL durante a eleição na área de economia — ele costuma apontar problemas em empréstimo do BNDES para países como Cuba e Venezuela. Levy sempre sofreu resistência de Bolsonaro por ter atuado como ministro de Dilma Rousseff (PT) e secretário de Sérgio Cabral (MDB) no governo do Rio de Janeiro.

Ao longo da campanha, a promessa de “abrir a caixa-preta” do banco gerou diversos memes e mensagens virais no Whatsapp. Uma delas dizia que “se o povo brasileiro acha que o ‘petrolão’ foi o maior escândalo de todos os tempos no país, esperem até ver o que fizeram no BNDES”. Outras acusavam supostas obras financiadas pela instituição no exterior.

Em seu Twitter, Bolsonaro também tratou do tema algumas vezes. Em janeiro, após divulgar os 11 países que mais utilizaram recursos do banco e as razões para os empréstimos, afirmou: “Ainda vamos bem mais a fundo”. Pouco antes, havia dito que iria “revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos”.

Em novembro, Bolsonaro havia mostrado confiança e prometeu abrir a caixa-preta do BNDES na primeira semana de governo “Se não abrir a caixa-preta, ele [Joaquim Levy] está fora”, disse, na ocasião.

Entre 2015 e 2018, o banco já havia devolvido R$ 309 bilhões ao Tesouro. Em junho do ano passado, a instituição acertou a reestruturação da dívida, antecipando o prazo final em 20 anos, passando para 2040, com um cronograma anual de devoluções de R$ 25 bilhões, em média. O atual governo, porém, queria a devolução de R$ 126 bilhões do BNDES à União em 2019.

Na última terça-feira (11), o banco havia anunciado que aprovou a reformulação da estrutura de áreas chave. Segundo nota divulgada pelo BNDES, o objetivo era permitir que a instituição respondesse de maneira mais ágil aos desafios do desenvolvimento econômico e social do Brasil e ainda às oportunidades criadas com a liberalização da economia do país.

O então presidente da instituição esperava facilitar a atuação do banco em áreas de infraestrutura de governos federal, estaduais e municipais e proporcionar mais agilidade ao financiamento de pequenas e médias empresas. A reformulação almejava a venda de ativos públicos e a transferência desses serviços ao setor privado, inclusive no caso do saneamento.

No comunicado, Joaquim Levy também informou a criação de uma nova diretoria para buscar simplificar processos na gestão da carteira de participação do sistema BNDES. A área ainda seria responsável por fomentar os mercados de capitais no país e apoio às áreas de atendimento ao cliente.

O departamento industrial foi outro afetado e passou a ser dividido em duas áreas, que ofereceriam a carteira do banco aos clientes e outra. Já o de comércio exterior foi reduzido.

Mesmo com a reestruturação, Levy pretendia não causar impacto nos gastos da instituição. De acordo com o BNDES, os custos adicionais foram compensados com a redução de cargos e departamentos do banco.

Além disso, foram promovidas mudanças e rodízios nas posições dos superintendentes e o aumento do número de mulheres nos cargos de chefia. De 20 postos, sete passaram a ser ocupados por representantes do sexo feminino – eram quatro antes da reestruturação.

Durante a reformulação, o advogado Marcos Barbosa Pinto ocuparia, a convite de Levy, a diretoria de mercado de capitais do banco de fomento. O fato incomodou Bolsonaro pois Pinto atuou em gestão petista. O presidente, então, disse que demitiria Levy se a nomeação fosse mantida, mas ele entregou o cargo antes.

Joaquim Levy também atuou em governos do PT. Por exemplo, chefiou o Ministério da Fazenda no segundo mandato de Dilma, quando brigou para diminuir o rombo das contas públicas, que ultrapassaram a marca dos R$ 100 milhões entre 2015 e 2018. Ainda foi secretário do Tesouro Nacional no início de Lula como presidente do país, em 2003. Na ocasião, conteve gastos públicos e foi chamado de “mãos de tesoura”.

Antes, atuou no governo Fernando Henrique Cardoso como secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda e economista-chefe do Ministério do Planejamento. Ele ainda ocupou o cargo de secretário da Fazenda do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

17 06 PAULO GUEDES COM LEVY

Resistência de Levy em cumprir ordens do governo irritou Guedes

Antes mesmo de o presidente Jair Bolsonaro fazer críticas e ameaçar demitir o então presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Joaquim Levy, a atuação do gestor no banco de fomento já vinha gerando irritação no ministro da Economia, Paulo Guedes.

Membros da área econômica afirmaram à reportagem que Levy tinha dificuldade de atender algumas das principais determinações do governo na administração do banco.

Neste domingo, após Bolsonaro afirmar estar “por aqui” com o executivo e dizer que ele estava “com a cabeça a prêmio”, Levy pediu demissão do comando do banco.

Eram três as principais reclamações de Guedes, que também criaram atrito entre os secretários da pasta.

A avaliação é de que Levy não deu andamento a uma criteriosa revisão das grandes operações feitas pelo BNDES nos últimos anos, principalmente as efetuadas durante a gestão petista. Essa era uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro e sua equipe.

Segundo relatos, o ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) também não empenhou velocidade suficiente na venda de ativos em poder do banco.

Um dos efeitos foi a resistência de Levy em devolver recursos do BNDES ao Tesouro no ritmo desejado pelo ministro da Economia.

Guedes já disse que espera receber R$ 126 bilhões do BNDES neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra. Os recursos são tratados como necessários para ajudar no ajuste fiscal do governo.

O ministro da Economia indicou insatisfação com o trabalho de Levy à frente do BNDES em entrevista a Gerson Camarotti, do G1, neste sábado (15).

“O grande problema é que Levy não resolveu o passado nem encaminhou solução para o futuro”, afirmou Guedes.

Entre os nomes cotados para a substituição no comando do BNDES estão os secretários especiais do ministério da Economia Carlos da Costa (Produtividade, Emprego e Competitividade) e Salim Mattar (Desestatização e Desinvestimento).

Nome de confiança de Guedes, a presidente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Solange Vieira, também está entre as possibilidades.

Auxiliares do ministro acreditam ser mais difícil que algum ocupante de secretarias especias da pasta assuma a função. O remanejamento geraria um trabalho duplo, já que um cargo importante do governo seria desocupado se isso fosse feito.

A interlocutores, Carlos da Costa, que já foi diretor do BNDES, tem argumentado que não teria o perfil para assumir o posto neste momento e que está focado nos projetos de investimento e produtividade do governo.

A avaliação na pasta é de que Salim Mattar se encaixaria bem na função, mas poderia resistir em aceitar o convide porque tem interesse em seguir tocando o plano de privatizações do governo federal.

Tucano compareceu a jantar no Rio e foi agraciado com o título de cidadão carioca, oferecido pelo empresário Paulo Marinho e sua mulher, Adriana

16 06 DORIA

Por Estadão Conteúdo

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Rio de Janeiro e São Paulo – A abertura da Copa América em São Paulo teve a presença do presidente Jair Bolsonaro, mas, ao seu lado, estava o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia, e não o titular do posto. É que João Doria Jr. teve outro compromisso, no Rio de Janeiro no mesmo horário. O tucano foi o homenageado de um jantar para 400 pessoas oferecido pelo empresário Paulo Marinho e sua mulher, Adriana, na casa de ambos no Rio de Janeiro.

Marinho é o primeiro suplente de Flávio Bolsonaro (PSL) no Senado. O jantar em homenagem a Doria marca seu ingresso no PSDB e a missão, conferida pelo governador, de revitalizar o partido no Rio com novas filiações e mais capilaridade entre formadores de opinião. Doria recebeu o título de Cidadão do Rio de Janeiro, conferido pela Câmara Municipal, mas entregue excepcionalmente fora do Legislativo.

A casa que recebeu advogados, jornalistas, cineastas, músicos, integrantes do mercado financeiro, empresários e políticos para ouvir Doria é a mesma que Marinho emprestou, na campanha do ano passado, para as gravações dos programas de TV de Bolsonaro.

Entre os convidados, ex e atuais aliados do presidente, como o ex-ministro Gustavo Bebianno e a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), confraternizavam e conversavam amistosamente.

Filho do anfitrião imita presidente

Não faltou nem espaço para a “participação” do próprio Bolsonaro nos discursos da noite. O filho do anfitrião, André Marinho, conhecido por sua acurada imitação presidencial, “encarnou” o personagem famoso e não deixou de fora nem uma sutil crítica política: “Soube que sua reunião de secretariado tem relógio para atraso, tem apito, tem multa. Eu só falo pro 02 dar um tuíte e tá resolvido isso daí. Já foram dois. Você está entre o Santa e o Cruz”, disse o jovem, como se fosse Bolsonaro, numa referência aos desentendimentos com Carlos Bolsonaro que ceifaram dois ministros (Bebianno e general Santos Cruz).

Joice abriu sua fala fazendo menção ao fato de ser uma espécie de estranha no ninho de novos e velhos tucanos. “Estou aqui com essa patota do PSDB, mas sou PSL”, disse. Ela lembrou que foi na casa de Marinho que nasceu a aliança “Bolsodoria” no segundo turno da eleição presidencial. “O que une esses dois (Doria e Bolsonaro) é uma amizade profunda, leal e honesta”, afirmou ela.

De qualquer maneira, qualquer sinal de “Bolsodoria” parecia ter ficado no passado ontem, no discurso do homenageado – e na própria decisão de trocar o “teste do estádio” ao lado do presidente para estar na base eleitoral dele.

O governador fez um longo histórico de sua vida e das condições que o levaram a trocar a iniciativa privada pela política, vencendo duas eleições em dois anos. Deu tons épicos à narrativa de alguém que começou a trabalhar aos 13 para ajudar a mãe a pagar a conta de luz, dizendo a um público novo que o PSDB, sob o comando de seu aliado Bruno Araújo, também presente, não estará mais no muro.

A fala, longa, proferida no bonito jardim do casal Marinho, foi marcada por dois vigorosos assobios de Doria para pedir silêncio para o público eclético, que mesclava quem prestasse atenção à sua fala, os que se refrescavam com champanhe Taittinger Brut geladíssima, ceviche e carpaccio de vieira, e até um incauto que caiu no lago de carpas da mansão. O jantar só foi servido depois dos discursos.

Centro liberal e escalada política de Doria

A sucessão de 2022 esteve presente nos apelos de Paulo e André Marinho para que Doria dê continuidade à sua escalada política e, subliminarmente, na maneira como o próprio governador fez questão de acentuar as diferenças entre ele e Bolsonaro em seu discurso. Numa das mais incisivas falas com esse objetivo, fez referência duas vezes ao fato de seu pai ter sido cassado pelo “golpe militar de 1964”, fazendo questão de dar uma ênfase na palavra “golpe”.

Também disse que o PSDB será um partido de centro liberal, marcando uma distância ideológica em relação à direita bolsonarista, e acentuou a necessidade de se ter uma abordagem, que chamou de “não paternalista”, para reduzir a pobreza e a desigualdade no Brasil.

Um dos momentos em que foi mais aplaudido foi na enfática defesa que fez do ministro Sérgio Moro, que enfrentou uma semana de questionamentos por conta do vazamento de conversas entre ele e integrantes da Lava Jato. “Moro não fez nada de errado, ele ajudou o Brasil”, disse o homenageado da noite, anunciando que telefonou ao ex-juiz para anunciar que lhe dará a Ordem do Ipiranga, uma das mais prestigiosas comendas do Estado de São Paulo.

O controle da articulação pela reeleição de Bruno Covas (PSDB) à Prefeitura de São Paulo levou o governador João Doria (PSDB) a pedir o afastamento de João Cury Neto da Secretaria da Educação do município. Desafeto de Doria e expulso do PSDB em 2018, Cury havia ganhado de Covas a secretaria depois de exercer o mesmo cargo no governo do Estado durante a gestão de Márcio França (PSB).

Cury deve deixar a secretaria e ocupar um cargo mais discreto no Executivo e despachar próximo ao prefeito. Em 30 de abril, o secretário havia sido condenado por improbidade administrativa em 2.ª instância, por decisão do Tribunal de Justiça, em razão de supostas irregularidades na compra de material didático para Botucatu, quando Cury era prefeito da cidade – ele alega inocência.

A condenação não havia sido suficiente até agora para que Cury fosse afastado. O secretário está atuando como coordenador informal do núcleo que tratava do futuro de Covas, contatando empresários em busca de apoio e começando o trabalho de marketing. Participou da escolha do marqueteiro Felipe Soutelo, encomendando os primeiros trabalhos sobre a imagem do prefeito.

Uma primeira pesquisa também foi encomendada pelo grupo, que apontou um fraco desempenho do prefeito em um cenário em que seriam candidatos Celso Russomanno (PRB), Janaína Paschoal (PSL), Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB).

O trabalho independente e as relações de Cury com o ex-governador Geraldo Alckmin fizeram com que Doria pedisse a Covas a sua substituição. A relação de Cury com Alckmin começou quando o ex-secretário foi escolhido para chefiar a Fundação para o Desenvolvimento da Educação.

Responsável por todas as licitações de compras de material escolar e merenda e pelas reformas de prédios, Cury entrou em atrito com o então secretário José Renato Nalini, que pediu por escrito a sua demissão ao governador. Nalini estava descontente com nomeações feitas por Cury para o FDE. Alckmin o manteve. Quando o governador decidiu disputar a eleição presidencial e deixou o governo para Márcio França, Cury acabou nomeado para o lugar de Nalini.

João Cury abriu mão de uma candidatura a deputado federal pelo PSDB para ser secretário de França em plena campanha à reeleição. A decisão irritou Doria, que articulou a expulsão dele do PSDB. Após a eleição, Cury se reaproximou de Covas, antigo aliado.

“Cury foi expulso por optar por uma candidatura de outro partido em detrimento do PSDB. Ação considerada transgressão ética irrefutável na disciplina partidária”, disse o presidente do PSDB-SP, Marco Vinholi.

A gestão de Cury na Educação do Estado foi também motivo de dor de cabeça para Doria. Quando ele assumiu o governo, descobriu que a secretaria só havia licitado a compra de material escolar para a capital, deixando de lado os demais municípios do Estado, o que incomodou o governador.

Quando descobriu que Cury passou a articular a candidatura à reeleição de Covas, Doria procurou o prefeito para exigir que Cury fosse afastado, ou que pelo menos não ficasse mais à frente de nenhum cargo importante na Prefeitura. O grupo do secretário de Governo, Mauro Ricardo, ainda tentou nomear para o cargo o atual secretário adjunto, Daniel de Bonis, mas a manobra foi descartada pelo prefeito com temor de que fosse compreendida por Doria como uma forma de “manter” Cury na secretaria. O nome escolhido para substituí-lo é Bruno Caetano, ligado ao senador José Serra (PSDB).

De Bonis, porém, deve ser mantido como secretário adjunto. Cury foi importante na adoção do modelo descentralizado de entrega de frutas, legumes, vegetais e ovos para as creches conveniadas da Prefeitura, um gasto de R$ 100 milhões por mês.

O jornal O Estado de São Paulo procurou Cury, Alckmin e a Prefeitura sobre o caso. Os dois primeiros não se manifestaram. A secretaria do município confirmou a saída de Cury. Procurada, a gestão Doria informou que “não lhe cabe fazer juízo de valor sobre o passado”.

Quem enfrentou a chuva e compareceu ao Cais do Sertão esta tarde teve a oportunidade de presenciar um misto de religiosidade, cultura e emoção muito marcante

16 06 MISSA DO VAQUEIRO

Por Marcos Lima Mochila

 

Esta frase, proferida por Antônio Conselheiro, no fim do século XIX, não chegou a se concretizar. Mas hoje, o mar e o sertão se encontraram. O encontro se deu a poucos metros do Marco Zero do Recife, no Cais do Sertão, um museu que, localizado no litoral, presta sua homenagem à cultura, às histórias e ao povo do Sertão pernambucano.

16 06 RODRIGO NOVAESComprovando o seu jeito de fazer diferente, o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes, idealizou e, juntamente com parceiros que também compraram a ideia, trouxe a Missa do Vaqueiro para o Recife, em homenagem aos 30 anos da morte de seus fundadores, o cantor Luiz Gonzaga e o padre João Câncio.

Segundo Rodrigo Novaes, vaqueiros saíram do Sertão de ônibus e seus cavalos, de caminhão, para a missa no Bairro do Recife. “Vaqueiros devidamente paramentados, com seu gibão, sua perneira, vieram do Sertão para prestigiar esse momento tão especial. Alguns montados, outros não. E reviveram aqui em Recife a mesma emoção da missa que, anualmente, é realizada em Serrita. Foi muito gratificante e emocionante para todos os envolvidos nesse grandioso projeto”, confessou o secretário.

A Missa do Vaqueiro em Recife foi uma homenagem aos 30 anos da morte do cantorDSCN9845 Luiz Gonzaga e do padre João Câncio, que fundaram essa celebração e morreram em 1989.

Aproximadamente 100 vaqueiros vieram de Serrita, Exu e Floresta para prestigiar e participar da 1ª Missa do Vaqueiro em Recife, que foi celebrada pelo padre Josenildo Tavares, coordenador da pastoral da Arquidiocese de Olinda e Recife e pároco das Graças, na Zona Norte do Recife.

mc com josildo sá

Antes da missa, houve a abertura da mostra fotográfica “Tengo Lengo Tengo” – que conta a história do evento -, e foi realizado o lançamento do livro “João Câncio, o padre vaqueiro”, do jornalista Vandeck Santiago. Logo após, um show com Josildo Sá, Bia Marinho e Flávio Leandro ajudou a preparar os presentes para a cerimônia religiosa.

DSCN9869O prefeito de Serrita, Erivaldo Oliveira, que estava ao lado de seu amigo João Evangelista, que tem muita ligação com o Sertão, estava emocionadíssimo.

“A Prefeitura de Serrita envidou todos os esforços para trazer um grupoDSCN9790 de 29 vaqueiros, entre os quais Júlio Duqueira, o mais velho do grupo, que participa da missa desde o início e Assis Vaqueiro, outro vaqueiro de renome, de Serrita que até de filmes já participou. Nós sabíamos da importância em estarmos presentes nesse evento, mas nunca pensei que fosse me emocionar tanto. Parabenizo e agradeço ao secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes e o governador Paulo Câmara por realizarem um evento tão representativo de nossa querida Serrita”, afirmou Erivaldo Oliveira.

A mostra “Tengo Lengo Tengo” segue em cartaz até 27 de agosto, na Sala São Francisco, no Museu Cais do Sertão.

 

16 06 GREVE

Artigo

Por Marcos Lima Mochila

 

Não é preciso ser um expert em política para se entender o momento que vive o Brasil.

Desde as Diretas Já que o povo mostra a sua força, em passeatas, movimentos, comícios porque a Democracia permite que se exponham pontos de vista antagônicos, que se exerça a liberdade de expressão de forma plena.

Não há, no entanto, necessidade de se realizar greves, passeatas, manifestações nas ruas, todos os dias. Além de perder o sentido de expressão, por que se torna uma ação comum, há o fato de que essas paralizações prejudicam sobremaneira a população que precisa trabalhar, ir à escola, ser socorrida nos hospitais. Falta, portanto, por parte dos organizadores desses movimentos, o exercício do senso crítico. Até onde os meus direitos podem caminhar, sem prejudicar ou impedir os direitos do próximo? Esta é a pergunta que deve ser feita, antes de qualquer ação dessas.

Os políticos pesam o valor desses gritos e se aproveitam para ser a favor dos “antiqualquer coisa”.

Nos últimos dias, semanas, meses, esses movimentos têm-se dado mais na luta de uma turma, principalmente de sindicatos, que são contra a Reforma da Previdência.

E é aí que se destacam os políticos sérios, corajosos, que estão exercendo o mandato com o interesse basilar de ser a favor do povo, lutar pelo povo sem, contudo, se imbecilizarem e se mostrarem como não são.

Puxando a brasa para nossa sardinha, cito dois jovens políticos pernambucanos-, pois é preciso se note a postura dos políticos em quem votamos.

Um é Bruno Araújo, novo presidente do PSDB; o outro é o deputado federal Sílvio Costa Filho (PRB) vice-presidente da Comissão Especial.

O primeiro, está há poucos dias presidindo um partido que, desde que nasceu, recebeu o estigma de ser um partido em cima do muro, que não pula para um lado nem pro outro, para ficar bem na fita.

16 06 BRUNO ARAÚJO

Pois bem. Bruno assumiu o partido prometendo mudar os rumos e os ideais até então utilizados e, em menos de um mês, já prova que cumprirá o que prometeu. E, corajosamente, se posiciona a favor da Reforma da Previdência e o fez reunindo-se com o deputado federal Carlos Sampaio (SP), para mostrar que a posição do partido é a favor da reforma.

16 06 SILVIO COSTA FILHO

Mais corajoso, ainda, foi o deputado Sílvio Costa (PRB) que, em pleno exercício de seu mandato, discursa a favor da Reforma da Previdência, em todas as oportunidades de que dispõe.

“Posso, daqui a quatro anos, não ser reeleito, perder meu mandato, ficar fora da vida política, mas não serei hipócrita, ao ponto de apoiar manifestações contrárias aos interesses do país, apenas para manter meu mandato. Chegou a hora de deixar de pensar nas próximas eleições e pensar nas próximas gerações”, expôs Silvio Filho, em evento da Amupe, no mês passado.

Isso mostra que nem tudo está perdido. Que podemos acreditar que, assim como em todos os segmentos, na Política – assim mesmo, maiúscula – se encontra bons e maus.

Que outros políticos sigam esses exemplos e se assumam a favor do povo, do país, mas, sem medo de perder os mandatos, tomem decisões conscientes.

É isso que se espera daqueles que receberam o voto e a confiança dos brasileiros.

IMG-20190615-WA0186

 

 

O nome dele é Jaziel Gonsalves Lages, mas é conhecido por Pél Lages (PATRIOTAS). Prefeito de São José da Coroa Grande ele nos contou um pouco de sua história e da sua administração e também dos prováveis cenários para 2020. Pél é um prefeito que trabalha em parceria com a Câmara Municipal da cidade. Foi uma surpresa para mim saber que dos onze vereadores que fazem parte da bancada municipal, nenhum faz oposição ao Prefeito. O Prefeito já foi auxiliar de contabilidade, camelô. Em 2000, Pél foi eleito vereador de São José da Coroa Grande e foi vereador por três mandatos.

Em 2016 foi eleito prefeito com o apoio de sete vereadores. O prefeito disse que a sua meta é que São José da Coroa Grande seja uma praia como era nos anos 80, quando o turismo era forte no município. Para isto, o Prefeito tem investido forte na divulgação da Praia e das piscinas naturais.

Educação e Saúde
O Prefeito disse que São José da Coroa Grande cresceu na colocação do IDEB. “Para você ter ideia no cardápio do nosso município da merenda escolar nós oferecemos Açaí para às nossas crianças” disse o Prefeito na entrevista. Além disso um ônibus leva os universitários todos os dias para o Recife para fazerem seus cursos universitários na capital pernambucana.

“Nós demos uma melhorada grande na saúde. Hoje nossa cidade tem médicos todos os dias, temos ultrassonografia e eletrocardiograma no hospital, temos médicos todos os dias, temos dentistas para o tratamento bucal dos cidadãos de cidade. E estamos recuperando o laboratório municipal. Entregamos várias UBS’s na cidade e vale lembrar que temos o apoio dos nossos vereadores em torno dos nossos projetos” ressaltou Pel de Lages.

O Prefeito conquistou dois ônibus, dois veículos FIAT UNO, uma reforma da escola padrão MEC e além disso às salas de aula estão sendo equipadas com ar condicionado. “Nós estamos investindo forte em educação especial, temos professores que cuidam das crianças especiais que não tínhamos”.

“Nós conseguimos organizar o hospital emergencial, conseguimos cinco ambulâncias novas através de emendas da deputada Simone Santana, João Fernando Coutinho, Mendonça Filho, Pastor Eurico. Temos veículos que buscam os doentes em casa para serem atendidos no hospital.

Intercâmbio Cultural
Um dos projetos que tem chamado bastante atenção e tem sido inovador é o intercâmbio cultural com os alunos da rede municipal de ensino. “Nós levamos os nossos alunos para conhecer os municípios e os destes município vem conhecer o nosso município, as praias, piscinas”.

*Sobre 2020*
“Sou candidato a reeleição. E se for da vontade de Deus sou candidato a prefeito novamente”.O prefeito Pél Lages fala das dificuldades pelas quais passam os municípios mas disse que mesmo assim pretende lutar por um novo mandato para fazer um grande trabalho em São José.

Paulo Câmara
“Sou aliado do Governador Paulo Câmara, ele tem nos ajudado com O FEM e se não fosse o trabalho dele estaria mais difícil ainda para São José. Paulo Câmara tem nos ajudado muito” disse Pél que é do Patriotas mas que tem recebido convites de outros partidos para disputar sua reeleição como o PP e o PSB. No entanto o Prefeito disse que tem uma preferência partidária que vai estar dizendo em breve. “Eu só vou tratar de política em 2020. No momento vou tratar apenas de trabalho” disse Pél.

O Prefeito falou de sua admiração para como a ex-primeira dama Renata Campos. “Ela tem ajudado muito o governador Paulo Câmara o orientando nos bastidores a continuar ajudando o governo de Pernambuco e ajudando os municípios”.

Pél de Lages ainda declarou que tem um sonho que é o de ser deputado estadual. No entanto ele deixou claro que caso seja reeleito em 2020 só vai disputar a ALEPE em 2026.

Ao final da entrevista Pél fez um agradecimento especial a sua esposa, a sua família que tem sido um refúgio em todos os momentos de sua vida.

15 06 VAQUEIROS DE SERRITA

Por Marcos Lima Mochila

 

Serrita terá uma presença marcante na Missa do Vaqueiro, neste domingo (16). No começo da tarde deste sábado, chegou ao Recife um ônibus fretado pela Prefeitura, trazendo 29 vaqueiros.

São vaqueiros de todas as faixas etárias, desde jovens de 20 anos a outros bem mais experientes, na faixa dos 60, 70 anos.

Júlio Duqueira
Júlio Duqueira

No grupo, vieram dois vaqueiros que fazem parte da história da Missa do Vaqueiro de Serrita: Júlio Duqueira, o mais velho do grupo, que participa da missa desde o início, quando a missa começou com o Padre João Câncio e

Assis Vaqueiro
Assis Vaqueiro

Assis Vaqueiro que, inclusive, já participou de vários filmes e foi homenageado por uma escola de samba do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

“Serrita não poderia faltar a um momento tão importante da cultura do Sertão, quando Recife reproduz um dos eventos mais tradicionais de Pernambuco que, no próximo ano, completa meio século de existência. E, se viesse apenas o prefeito, não haveria tanta representatividade. Por isso, a Prefeitura de Serrita trouxe também os vaqueiros, atores principais desse grandioso espetáculo que mistura fé e cultura e representa muito bem a nossa região”, ressaltou o prefeito Erivaldo Oliveira, que chegou mais cedo à capital pernambucana para poder receber os vaqueiros serritenses.

Quem vai assistir a Missa pela primeira vez, com certeza vai querer estar presente na missa original em Serrita, no mês de julho. Para quem já conhece, vai estimular ainda mais a volta à cidade sertaneja, para participar desse grande espetáculo no local em que ele se originou.

01 04 SERRITA ERIVALDO

“Já adianto para todos aqueles que forem a Serrita que fiquem tranquilos que estamos cuidando da cidade para que se sintam bem acomodados, com o máximo de conforto e segurança que pudermos proporcionar. Além, é claro, do acolhimento que é peculiar em todo o nosso Estado”, finalizou Erivaldo.

01 04 MISSA SERRITA

IMG-20190615-WA0078

A maratona de shows do São João de Petrolina 2019 começa nesta sexta-feira (14). Segundo a organização do evento, a estimativa é que cerca de 70 mil pessoas compareçam diariamente para assistir aos shows, que são realizados em estrutura montada no Pátio Ana das Carrancas até o próximo dia 23. A abertura terá nomes como Ivete Sangalo, Luan Santana e Mano Walter.

Durante coletiva de imprensa na tarde de hoje (13), o prefeito Miguel Coelho detalhou as novidades e comentou sobre o fortalecimento da festa. “A parceria privada investiu um valor superior a um milhão de reais para poder fazer toda essa exploração. Esse dinheiro vai servir para abater os custos e investimentos que a prefeitura tem na contratação dos artistas, que vai ser algo em torno de 6 milhões de reais este ano“, explicou o gestor. “Aquece a economia, gera mais negócios e, claro, a gente faz o melhor São João do Brasil“, ressalta Miguel Coelho.

Para o prefeito, o diferencial do São João de Petrolina é o mix de atrações. “O grande destaque é esse mix, essa variedade de estilos e culturas e valores que você agrega durante o São João de Petrolina. Tem nomes totalmente tradicionais como Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Cavaleiros do Forró, Magníficos e tantos outros que fizeram seu nome no autêntico forró, mas temos novos nomes que estão se revelando no cenário nacional que também atraem grandes públicos como Matheus & Kauan, Gusttavo Lima, Zé Neto e Cristiano… esse mix é a fórmula do sucesso para a gente ter recorde de público a cada ano“, pontua.

IMG-20190615-WA0079

Além disso, Miguel destacou a valorização dos artistas da terra, não só no São João dos Bairros, mas também como atrações durante a festa no Pátio Ana das Carrancas.

Segurança

Miguel ainda falou dos avanços nos últimos anos nas áreas de segurança e trânsito, quando foram reduzidos os indicadores de criminalidade e agilizado o tráfego de veículos nas rotas de acesso ao Pátio Ana das Carrancas. Em 2019, só da Guarda Civil e Polícia Militar estarão escalados, em média, 200 agentes, além de 300 seguranças de uma empresa contratada. O gestor também destacou como funcionarão diversos serviços, dentre deles o setor de transporte, limpeza e iluminação e saúde.

Jogo entre Chile e Equador é o que mais chama atenção na 1ª fase

15 06 MARACANÃ

Léo Rodrigues e Vinícius Lisboa – Repórteres da Agência Brasil  Rio de Janeiro

Postado por Marcos Lima Mochila

 

A Prefeitura do Rio informou que os locais onde, com base nas experiências Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014, há a possibilidade de confronto de torcedores serão monitorados. Entre os locais já definidos estão Copacabana, que costuma atrair torcidas de diversos países, e os quatro hotéis que devem receber os jogadores: o Hilton, na Barra da Tijuca e em Copacabana, e o Windsor, na Barra da Tijuca e no Leme.

Outro local por onde as seleções devem passar são os centros de treinamento credenciados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), entidade que organizam a competição. São eles: o Centro de Treinamento do Fluminense e o Campo da Aeronáutica, na Barra da Tijuca; e a Escola de Educação Física do Exército, no bairro da Urca. Segundo a prefeitura, as seleções também poderão usar estádios auxiliares como o Engenhão e São Januário.

O subsecretário de Promoção de Eventos da Prefeitura do Rio de Janeiro,  Rodrigo de Castro, informou que somente a Guarda Municipal terá 4.275 agentes, 339 viaturas e 33 motos e atuará em consonância com a Polícia Militar, a Polícia Civil e as demais forças de segurança. Para ele, o jogo entre Chile e Equador é o que mais chama a atenção na primeira fase.

Torcedores chilenos comemoram a vitória por 2 x 0 do Chile sobre a Espanha  no Maracanã (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Torcedores chilenos comemoram a vitória por 2 x 0 do Chile sobre a Espanha no Maracanã (Tomaz Silva/Agência Brasil)

“Houve na Copa do Mundo de 2014, uma invasão do Maracanã provocada por torcedores chilenos. E mais recentemente, o episódio da briga dos torcedores de Flamengo e Peñarol. A torcida de um clube, porém, é diferente da torcida de uma seleção. Então acreditamos que não tenhamos nenhuma ação tão pesada quanto aquele episódio. E estamos tomando todas as precauções. Esse tipo de episódio não irá acontecer. Todas as pessoas, independente de onde venham, são bem-vindas ao Rio e vamos recebê-las todas da melhor maneira”, disse Castro.

O conflito entre torcedores do Flamengo e do clube uruguaio Peñarol  ocorreu em abril deste ano, quando as duas equipes se enfrentaram no Maracanã pela Copa Libertadores. Um briga em Copacabana resultou em dezenas de detidos.

Prevenção

Como medida preventiva, será feito um trabalho contra o uso de embalagens de vidro na Fan Fest. “Os ambulantes cadastrados e treinados não vão fazer comercialização de produto em vidro. Se algum insistir, será coibido. E estamos recomendando que o público que vá aos jogos e à Fan Fest não leve material de vidro”, disse Castro.

Convidado para participar da apresentação feita hoje (13) no Rio de Janeiro, Wanius Amorim, integrante da Secretaria de Operações Integradas do Ministério de Justiça, disse que nas análises de inteligência, os órgãos de segurança estão levantando dados para mitigar os riscos envolvendo torcedores que possuem histórico de violência.

Amorim disse que a pasta liberou credito suplementar para reforçar as ações nas cinco cidades-sede da Copa América. Foram assegurados um total de R$18 milhões para diárias de policiais militares para reforçar o efetivo.

Delegacia móvel

No interior do Maracanã, será instalada uma delegacia móvel para atender a ocorrências do entorno do estádio. A medida foi anunciada ontem (12) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Por sua vez, a 20ª Delegacia de Polícia (Vila Isabel), a mais próxima do estádio, vai atuar como Central de Flagrantes Extraordinária, registrando qualquer crime que esteja fora das competências do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos.

Funcionarão com reforços até 8 de julho as delegacias 10ª DP (Botafogo), 13ª DP (Copacabana), 14ª DP (Leblon), 16ª DP (Barra da Tijuca), 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), 18ª DP (Praça da Bandeira),  20ª DP (Vila Isabel), Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), no Leblon, e Delegacia de Atendimento Policial do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ), no Aeroporto do Galeão. Também será aumentado o número de peritos no Instituto Médico Legal, no Instituto de Criminalística Carlos Éboli e no Instituto de Identificação Félix Pacheco.

A Polícia Civil deve manter ainda equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) de prontidão no estádio, o que inclui agentes do Esquadrão Antibombas. A Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE) vai monitorar a queima de fogos de artifício no interior do Maracanã.

Ex-presidente participou de lançamento de um livro que reúne artigos de Fernando Haddad, Eugênio Aragão e da própria Dilma

Ex-presidente esteve em Brasília para lançar livro editado em inglês com artigos de petistas (Foto: Claudia Dianni/CB/D.A Press)
Ex-presidente esteve em Brasília para lançar livro editado em inglês com artigos de petistas (Foto: Claudia Dianni/CB/D.A Press)

CB Correio Braziliense

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Na conclusão de uma palestra proferida nesta quinta-feira (13/6), na Universidade de Brasília, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que “há uma luz no meio do túnel”. À pergunta sobre se estava se referindo aos diálogos entre integrantes da Lava-Jato publicados pelo site The Intercept, ela disse que se referia ao povo na rua. “Não importa se é pela vaza-jato. O importante é que o povo saiba o que acontece na Lava-Jato”, disse. Segundo Dilma, “a mobilização das pessoas vai criar lideranças”.

A petista participou nesta quinta-feira (13/6) do lançamento do livro In Spite of You: Bolsonaro and the New Brazilian Resistance  (Apesar de você; Bolsonaro e a Nova Resistência Brasileira), editado pelo inglês Conor Foley, doutor em filosofia e direito internacional e pesquisador do Centro de Direitos Humanos da Universidade de Nottingham. Segundo ele, o livro foi escrito em inglês, “para falar ao mundo o que está acontecendo no Brasil”. O livro reúne artigos de Dilma, Fernando Haddad, Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça no último governo da presidente Dilma, entre outros autores.

“Eu estou indo para a China daqui a pouco, e o Aragão me fez mudar a rota para Brasília, para estar aqui hoje (nesta quinta-feira — 13/6), o que não é exatamente uma linha reta, mas, como estamos em tempos tortuosos, eu aceitei, com prazer”, disse no início de sua fala de cerca de uma hora em que disse ter mais clareza do processo iniciado entre 2013 e 2014, que passou pelo processo de impeachment que a afastou da presidência da República em 2014 e culminou na eleição do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a ex-presidente, está em curso um processo de instauração de um projeto “neoliberal, neofascista de permanência da supremacia branca no poder”. Dilma disse a João Vicente Goulart, filho do ex- presidente João Goulart, deposto no golpe militar de 1964, presente no evento, que o país passa por um processo de expropriação de ativos que não é novo e repete aspectos que precederam o golpe militar.

De acordo com o presidente, a revelação dos diálogos com procuradores quando o ministro era juiz da operação Lava-Jato não compromete Moro

15 06 BOLSO X MORO

AE Agência Estado

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, descartou demitir o ministro da Justiça, Sergio Moro, diante do vazamento de conversas que supostamente manteve com procuradores quando era juiz da Operação da Lava Jato. “Possibilidade zero. Acredito nele. E o Brasil deve muito a Moro”, afirmou Bolsonaro nesta sexta-feira (14/6), a jornalistas, durante café da manhã no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente, a revelação dos diálogos não compromete Moro. Ele disse acreditar que o ministro seria o primeiro a lhe dizer que fez algo errado.

“Ele não inventou nada. Não inventou provas. Ele não precisa inventar provas. Ele trocou diálogos com algumas pessoas”, disse Bolsonaro.

O presidente disse que o País tem uma dívida com o ex-juiz da Lava Jato por “prender corruptos” e “buscar um ponto de inflexão” no combate à corrupção, que é “o câncer do País”.

15 06 BOLSO X MORO 1

STF

O presidente disse que Moro segue como um bom nome para a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). “É uma possibilidade muito grande”, afirmou.

Fechar