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JUÍZA CORAJOSA

 

A juíza Carolina Lebbos já se manifestou na petição dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva requerendo o seu alvará de soltura, com base na esdrúxula decisão do ministro Marco Aurélio Mello.

Em despacho publicado no início da noite desta quarta-feira, ela afirma que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio de Mello é monocrática e não tem caráter vinculante, portanto, a libertação do ex-presidente não é automática.

A juíza afirma ainda que a decisão da execução da pena de Lula já tinha sido analisada pelo plenário do STF.

“No caso concreto, a possibilidade de execução provisória da pena foi também analisada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no âmbito do HC nº 152.752, denegando-se a ordem. Tem-se, pois, decisões colegiadas, inclusive no caso concreto, no sentido do cabimento da execução provisória da pena” diz a decisão da juíza.

Carolina Lebbos determinou que em dois dias o Ministério Público de manifeste, quando os autos deverão retornar para nova decisão.

Lula permanece preso e o ministro é mais uma vez desmoralizado.

Da Redação

No Twitter, futuro presidente diz que a soltura de presos após condenação em 2ª instância “poria em risco o bem estar de nossa sociedade”
Brasília(DF), 08/03/2018 Solenidade de Filiac?a?o do Deputado Jair Bolsonaro ao PSL. Local: Câmara dos Deputas - Brasília DF. Igo Estrela/Metrópoles
Jair Bolsonaro ao PSL – Brasília DF(Foto: Igo Estrela/Metrópoles)
Ian Ferraz

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi ao Twitter para parabenizar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, por revogar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de determinar a soltura de condenados pela Justiça em 2ª instância que ainda tenham recursos pendentes.

Segundo o post do futuro presidente, a medida de Marco Aurélio “poria em risco o bem estar de nossa sociedade”.

BOLSO PARABENIZA

Presidente do STF atendeu a pedido de suspensão liminar feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge
Por André Avelar e Thais Skodowski, do R7
Nelson Jr./Divulgação/STF 
Nelson Jr./Divulgação/STF
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Dias Tofolli derrubou nesta quarta-feira (19) a liminar que suspendia todas as prisões em que ainda não tivesse ocorrido o ‘trânsito julgado’ (esgotamento de recursos). A decisão poderia, por exemplo, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A queda da liminar partiu depois da análise do pedido de recurso da PGR (Procuradoria-Geral da República). No texto, os procuradores afirmaram estar “surpreendidos e indignados com a medida”. Além disso, os membros do MPF (Ministério Público Federal) afirmaram que a medida cautelar “contribuiu para a insegurança jurídica e o aumento da impunidade”.

Dias Tofolli é o magistrado de plantão no recesso da Suprema Corte. A decisão de Marco Aurélio havia sido concedida nas últimas horas antes do recesso. O STF volta aos trabalhos no início de fevereiro e, na opinião do magistrado, apenas o plenário poderia alterar a decisão.

Marco Aurélio concedeu a liminar na ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade) 54, que trata do artigo 283 do Código de Processo Penal. A decisão desta quarta foi acatada após um pedido do PCdoB que, na prática, abriria caminho para a soltura do ex-presidente — Lula foi preso e condenado no âmbito da operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Em sua decisão monocrática (individual), o magistrado alegava que os casos de prisão preventiva “a execução da pena fixada mediante sentença condenatória pressupõe a configuração do crime, ou seja, a verificação da tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade.”

Documentos comprovam que artista foi levado ao Dops no mesmo dia em que voltou ao Brasil, em 1973, quatro anos depois de sair do país. Ele declarou que nunca teve filiação e sentia saudade da pátria

GERALDO VANDRÉ

Vitor Nuzzi, RBA

 

Em 5 de setembro de 1969, a Comissão de Investigação Sumária do Exército (Cisex) aprovou parecer que pedia suspensão dos direitos políticos por 10 anos e demissão do emprego público do servidor Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, mais conhecido como Geraldo Vandré, “em virtude de suas atividades nocivas aos princípios moralizadores consagrados pela Revolução de 1964“.

O parecer foi sucintamente aprovado pelo ministro do Exército, Lyra Tavares, que o remeteu ao Ministério da Justiça. Seria mais um funcionário público exonerado depois do Ato Institucional número 5, editado em 13 de dezembro de 1968, abrindo a fase mais dura do regime.

GERALDO VANDRÉ 1Coincidentemente, nesse mesmo dia Vandré e seu grupo, o Quarteto Livre, faziam em Anápolis (GO) aquele que seria o último show do cantor como artista profissional no Brasil. A apresentação marcada para o dia 14, no Iate Clube de Brasília, não aconteceu. O quarteto era formado simplesmente por Franklin da Flauta, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Nelson Ângelo.

Uma pesquisa no Arquivo Nacional mostra, além da decisão do Cisex, que o misterioso retorno de Geraldo Vandré ao Brasil incluiu um interrogatório no exato dia em que ele tornou a pôr os pés em sua pátria, 16 de julho de 1973. Durante muito tempo, acreditou-se que ele havia voltado em agosto, por causa de uma entrevista exibida pela TV Globo no Jornal Nacional, mostrando o artista como se ele tivesse acabado de desembarcar. Uma entrevista “montada“, com a presença de agentes policiais.

Vandré havia deixado o Brasil durante o carnaval de 1969, depois de um tempo escondido. Seu crime? Compor e cantar Pra não Dizer que não Falei das Flores (Caminhando), consagrada em setembro do ano anterior no Festival Internacional da Canção (FIC), da Globo.

Uma composição cuja letra “é injuriosa às Forças Armadas“, segundo exposição de motivos do Conselho de Segurança Nacional, em documento assinado pelo secretário-geral do órgão, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, que em 1979 se tornaria o último presidente da ditadura civil-militar brasileira.

Insegurança

Naquele 16 de julho de 1973, uma segunda-feira, vindo do Chile, um abatido Vandré mal chegou ao Galeão, no Rio de Janeiro, e já foi interpelado por agentes. Por tempos, especulou-se para onde teria sido levado.

Conforme arquivo confidencial do Serviço Nacional de Informações (SNI), o destino foi o Dops do Rio, na sede da Coordenação Regional Policial do Departamento de Polícia Federal da Guanabara, na Praça Marechal Âncora, vizinha à Praça XV, centro da capital. Ali também funcionou um centro de tortura, mas não há qualquer registro ou evidência de que Vandré tenha sofrido violência física.

No início do termo de declaração ao Dops, Geraldo Vandré informa que deixou o país “possivelmente no mês de março” pela fronteira com o Uruguai, de automóvel, medida tomada “em face da insegurança existente no País contra a sua pessoa, uma vez que admitiam estar o declarante envolvido em política partidária, quando, na verdade, isso não ocorria“.

Do Uruguai, ele foi para o Chile, onde permaneceu durante seis meses, rumando posteriormente para a Europa – também fez viagens à Argélia e aos Estados Unidos.

Vandré afirmou aos policiais que em todos os países em que esteve “nunca fez qualquer comentário desairoso contra as autoridades governamentais do País, limitando-se, unicamente, ao exercício da sua profissão“. Ele “sempre alimentou a esperança de retornar ao Brasil, isto porque, a nostalgia e a tristeza da falta de seus familiares, amigos e do convívio geral faziam com que o declarante sempre pensasse em retornar e, esse estado de ânimo ocasionou um descontrole nervoso no declarante“. Na embaixada brasileira no Chile, foi informado que seu visto de retorno era negado.

A tristeza causada pela distância forçada de sua pátria o fez adoecer. Um outro documento sigiloso do SNI mostra que a mãe do cantor, dona Maria Martha, esteve na agência do órgão no Rio em dezembro de 1972 para informar que seu filho estava adoentado, com depressão, e em tratamento no Chile.

Ela manifestou o desejo de ver seu filho retornar ao Brasil e informou que em breve iria a Santiago com seu marido, José Vandregíselo – de cujo sobrenome vem o nome artístico do cantor –, para visitar o filho durante 10 dias e pleitear à representação diplomática “a concessão de documento que possibilite seu regresso, face o seu estado de saúde“.

Crônica da realidade

Esse regresso levaria ainda sete meses. Vandré deixou o país por causa de uma canção, que conforme avaliação feita pela Quarta Zona Aérea, na véspera do AI-5, era uma “hábil síntese, na melhor forma estética, de postulados básicos da doutrina marxista“.

Segundo o texto do Ministério da Aeronáutica, a apresentação das ideias na música Caminhando “é especialmente eficaz, pois atua por meio de inconsciente das pessoas, levando à lenta aceitação do que se diz nos versos, por um processo de repetição inadvertida“. Para esses militares, a igualdade dos homens como seres sociais “(e não como seres morais, pois isto os marxistas não aceitam) é abundantemente fundamentada“.

O documento chama ainda a atenção para o fato de a composição ter sido aplaudida durante 10 minutos por mais de 30 mil pessoas no ginásio do Maracanãzinho, no FIC de 1968, evidenciando alto grau de “politização e conscientização“. Um risco.

Em junho de 1970, um inquérito policial militar instaurado no 1º Distrito Naval “para apurar atividades subversivas e/ou contra-revolucionárias” de Vandré foi arquivado. O IPM incluía o escritor e autor teatral Dias Gomes.

Ao longo dos anos, Vandré esforçou-se para demonstrar que sua obra mais famosa não era um hino contra os militares. Chegou a chamá-la de “crônica da realidade“. De fato, ele nunca foi antimilitarista – nem filiado a partido ou ligado a qualquer grupo político.

GERALDO VANDRÉ 4Acabou sendo marcado por uma canção, que só voltaria a cantar em solo brasileiro em 22 e 23 de março deste ano, em duas apresentações realizadas em João Pessoa, onde nasceu, em 1935. Tornou a fazê-lo em 24 de outubro, em Sorocaba, interior paulista, onde foi homenageado – ao lado da pianista Beatriz Malnic e do músico Sabiá. Cantou Caminhando e recitou poemas.

Em 31 de maio de 1968, ele esteve naquela cidade para conversar com estudantes. Ainda nem havia composto Caminhando, que “nasceu” depois da Passeata dos 100 mil, em 26 de junho, último grande protesto de rua contra a ditadura.

Em seu depoimento no dia da volta, ele reafirmou que “nunca foi filiado a qualquer agremiação político-partidária” e que “está de pleno acordo em observar a orientação traçada pelas autoridades constituídas“. Insistiu: o que o fez retornar “foi, na realidade, a saudade que sentia da sua Pátria“. Ele disse não se conformar em viver fora do Brasil, “pois que se sente um patriota e que objetiva para o seu País um futuro promissor que possa nivelá-lo às grandes nações do mundo“.

GERALDO VANDRÉ 2

No segundo semestre de 1973, Geraldo Vandré lançou no Brasil o quinto e último LP Das Terras de Benvirá. Parte desse material havia sido lançada ainda na França, em 1970, no compacto La Passion Bresilienne. Ele se apresentou no Paraguai, na fronteira com o Brasil, nos anos 1980. Não retomou carreira como artista profissional, mas a obra permaneceu.

Reparação - Petista cobrou da diretoria do Clube Náutico uma punição ao torcedor envolvido no caso (Foto: Roberto Soares)
Reparação – Petista cobrou da diretoria do Clube Náutico uma punição ao torcedor envolvido no caso (Foto: Roberto Soares)
Por Marcos Lima Mochila

 

O líder do PT na Alepe, deputado Odacy Amorim, ocupou a tribuna durante a Reunião Plenária desta terça (18) para se solidarizar com o senador Humberto Costa (PT-PE). Ele repudiou a agressão verbal sofrida pelo correligionário durante a reabertura do Estádio dos Aflitos, no último domingo, e cobrou da diretoria do Clube Náutico Capibaribe uma punição ao torcedor envolvido no caso.

Quando Costa acompanhava o jogo do Náutico contra uma equipe argentina, um outro torcedor do time se aproximou dele e, gravando vídeo com o celular, chamou-o de “petista miserável”. Disse ainda que ele “não terá vida fácil com Bolsonaro” e que seria preso. Para Amorim, a forma como o senador foi tratado é inadmissível.

“Eu faria esse discurso em defesa de qualquer político de Pernambuco ou de qualquer pessoa que fosse tratada dessa forma. Aqueles que pensam em debater e fazer a boa política devem discutir projetos. Todo extremismo é perigoso, seja de direita ou de esquerda. Nós precisamos de equilíbrio”, pontuou.

O petista pediu, ainda, uma reparação ao senador por parte da diretoria do Náutico. “Não se pode permitir que uma pessoa, uma autoridade seja agredida. Esse tipo de torcedor merece ser expulso dos estádios, igual a um membro de torcida organizada que vai aos jogos praticar violência”, sustentou Odacy Amorim.

NOTÍCIAS DE SÃO PAULO 1

 

 

 

 

 

Segundo informações da TV Globo, a operação decorre de delação da JBS, na qual um empresário afirmou que o político recebia mesada de 350 mil reaisGILBERTO KASSAB
Por Diego Freire

 

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira 19, oito mandados de busca e apreensão com o objetivo de investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte do ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. A ação apura denúncias de que Kassab teria recebido vantagens indevidas entre os anos de 2010 e 2016, incluindo o período no qual foi prefeito de São Paulo.

Aproximadamente 40 policiais federais estão envolvidos na operação, que inclui buscas e apreensões na residência de Gilberto Kassab e outros endereços relacionados no estado de São Paulo e Rio Grande do Norte. De acordo com a TV Globo, a casa do irmão do político, Renato Kassab, também é alvo de investigação. A operação investiga os crimes de corrupção passiva e falsidade ideológica eleitoral.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em decorrência de delação da JBS, na qual um empresário afirmou que o político recebeu uma mesada de 350 mil reais quando era prefeito da capital paulista. Os pagamentos seriam realizados em troca da defesa dos interesses do grupo, além de direcionar o apoio político na campanha presidencial de 2014.

Segundo as denúncias, parte dos recursos também teria sido encaminhada para a campanha de um candidato ao governo do Rio Grande do Norte e a um deputado federal, ambos eleitos naquele estado. Suspeita-se que os valores eram recebidos por empresas, através da simulação de serviços que não foram efetivamente prestados e para os quais foram emitidas notas fiscais falsas.

O ministro disse, por meio de sua assessoria, que confia na Justiça brasileira, no Ministério Público e na imprensa e que todos os seus atos seguiram a legislação e foram pautados pelo interesse público. A nota afirma ainda que Kassab sabe que as pessoas que estão na vida pública estão corretamente sujeitas à especial atenção do Judiciário, reforça que está sempre à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

JOEL DA HARPA

 

 

O deputado estadual reeleito Joel da Harpa (PP) tem muito a comemorar. Em julgamento que aconteceu na noite desta terça-feira (18), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu por 7 votos a 0 em favor do registro de candidatura do parlamentar.

A legitimidade da candidatura de Joel da Harpa, que havia sido questionada pelo Ministério Público Federal, foi acatada pela maioria absoluta dos ministros que acompanharam o ministro relator do processo Admar Gonzaga Neto. Com a decisão, se encerra de uma vez por todas o imbróglio que envolvia Joel da Harpa, que agora segue tranquilo para exercer o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Atualmente a Embraer está entre as maiores fabricantes de jatos de passageiros do mundo (Divulgação/Embraer)
Atualmente a Embraer está entre as maiores fabricantes de jatos de passageiros do mundo (Divulgação/Embraer)

Alessandra Corrêa Da BBC News Brasil

 

O anúncio nesta segunda-feira da aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing marca uma nova etapa na longa trajetória da empresa brasileira.

Pelo acordo, que ainda depende de aprovação do governo brasileiro, será criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer.

Em comunicado, as empresas informaram que a americana pagará US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões) pela compra, US$ 400 milhões a mais do que o divulgado inicialmente.

Fundada em 1969 com apoio do governo brasileiro, a Embraer é a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação. Mas ao longo de quase cinco décadas, a empresa enfrentou altos e baixos e já esteve à beira da falência.

Origens

A Embraer tem suas origens no Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Em 1965, um grupo de técnicos formados pelo instituto, sob a liderança do engenheiro aeronáutico e então major da FAB (Força Aérea Brasileira) Ozires Silva, começou a trabalhar no projeto de um avião bimotor, turboélice e capaz de transportar cerca de 20 passageiros.

Em 1968, essa aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo. No ano seguinte, a Embraer foi criada para a produção em série do Bandeirante, inicialmente desenvolvido pelo CTA. Ozires Silva assumiu como primeiro presidente da empresa.

Nos anos 1980, a aeronave EMB 312 Tucano, para a área de defesa, ganhou popularidade (Divulgação/Embraer)
Nos anos 1980, a aeronave EMB 312 Tucano, para a área de defesa, ganhou popularidade (Divulgação/Embraer)

Ao longo da década de 1970, a Embraer desenvolveu outros modelos de destaque, como o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola, o EMB-326 Xavante, primeiro avião a jato produzido no país, fabricado sob licença da companhia italiana Aermacchi e usado no treinamento de pilotos militares, e o EMB-21 Xingu, primeiro turboélice pressurizado fabricado pela empresa para uso executivo.

Nos anos 1980, ganharam notoriedade modelos como o EMB 120 Brasília, com capacidade para 30 passageiros, o EMB 312 Tucano, para a área de defesa, e o AMX, caça subsônico produzido em parceria com a Aermacchi entre 1985 e 1999.

Crise e privatização

A partir do final da década de 1980, a Embraer foi atingida pela crise financeira que castigava a economia brasileira e quase chegou à falência.

Depois de um longo processo, a empresa foi privatizada em dezembro de 1994, no fim do governo do presidente Itamar Franco, por R$ 154,1 milhões (em valores da época).

No fim da década de 1980, a Embraer foi atingida pela crise financeira e acabou sendo privatizada em 1994 (Divulgação/Embraer)
No fim da década de 1980, a Embraer foi atingida pela crise financeira e acabou sendo privatizada em 1994 (Divulgação/Embraer)

O acordo de privatização garantiu ao governo a chamada “golden share”, uma ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário.

A recuperação da Embraer após a restruturação foi impulsionada por projetos como o do jato comercial ERJ-145, para 50 passageiros, e outros modelos da mesma família, e o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de jatos de 70 a 120 assentos.

Atualmente a Embraer está entre as maiores fabricantes de jatos de passageiros do mundo, é a terceira maior exportadora do Brasil e encabeça listas de empresas mais inovadoras do país.

A empresa tem sede em São José dos Campos, unidades no país e no exterior e joint ventures na China e em Portugal.

Recuperação da Embraer após a reestruturação foi impulsionada por projetos como o do jato comercial ERJ-145 para 50 passageiros (Divulgação/Embraer)
Recuperação da Embraer após a reestruturação foi impulsionada por projetos como o do jato comercial ERJ-145 para 50 passageiros (Divulgação/Embraer)

Namoro com a Boeing

O namoro com a Boeing ganhou força há um ano, logo após o anúncio de que a europeia Airbus, concorrente da americana, havia comprado a divisão de jatos regionais da canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer no segmento de mercado em que operam.

Maior fabricante de aeronaves do mundo, a Boeing não tem uma linha de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, e ficaria em desvantagem diante da Airbus. Com a parceria, a Boeing poderá acessar esse segmento, em que a Embraer é líder.

A parceria entre Airbus e Bombardier também poderia representar um risco à Embraer, em um mercado cada vez mais disputado e em meio a avanços em outros países, como a China, no segmento de aviões de médio porte.

O avião multimissão KC-390 (Divulgação/Embraer)
O avião multimissão KC-390 (Divulgação/Embraer)

“Está havendo mudança muito grande no perfil da indústria”, disse à BBC News Brasil Glauco Arbix, professor da USP e co-coordenador do Observatório da Inovação do IEA (Instituto de Estudos Avançados).

Arbix acredita que, do ponto de vista tecnológico, o Brasil não está preparado para os enormes desafios que a Embraer tem pela frente. “Os desafios tecnológicos da Embraer são muito grandes. A indústria aeronáutica está mudando muito profundamente e rapidamente”, observa.

Mas o professor afirma também que, com esse acordo, o Brasil fica desprovido de uma de suas empresas-chave. “A Embraer com certeza é a empresa mais avançada que o Brasil tem”, ressalta. “Desse ponto de vista, eu acho que o Brasil perde com essa compra.”

Nova empresa

A união da americana e da brasileira cria uma gigante global de aviação, com forte atuação tanto no segmento de longa distância quanto na aviação regional.

Segundo comunicado das empresas, essa joint venture será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil. O controle operacional e de gestão ficará com a Boeing.

“A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil”, diz o texto. A brasileira poderá vender sua parte para a Boeing a qualquer momento.

 

A Embraer é a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação (Divulgação/Embraer)
A Embraer é a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação (Divulgação/Embraer)

“Estamos confiantes que esta parceria será de grande valor para o Brasil e para a indústria aeroespacial brasileira como um todo. Esta aliança fortalecerá ambas as empresas no mercado global e está alinhada à nossa estratégia de crescimento sustentável de longo prazo”, disse o presidente e CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva.

As empresas também comunicaram um acordo sobre os termos de outra parceria para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. Nessa joint venture, a Embraer fica com o controle, com 51% de participação, e a Boeing, com 49%.

Com a venda da divisão comercial, a Embraer vai manter o domínio apenas sobre as áreas de defesa, aviação executiva e serviços, além de projetos estratégicos já em curso.

Além de ser aprovado pelo governo brasileiro, o acordo precisa ser ratificado pelo Conselho de Administração da Embraer passar pela aprovação de acionistas e autoridades regulatórias.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, que toma posse em 1º de janeiro, já se manifestou favoravelmente à parceria. A expectativa é de que essa negociação seja concluída até o final de 2019.

EMBRAER

O prêmio, considerado o Nobel da Educação, tem a participação de mais de 10 mil candidatos de 179 países

PC & NOBEL 1

O governador Paulo Câmara recebeu, nesta terça-feira (18.12), no Palácio do Campo das Princesas, o professor Jayse Ferreira, docente na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Frei Orlando, em Itambé. O educador integra a lista dos 50 melhores professores do mundo e disputa o prêmio de R$ 1 milhão no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação. A instituição divulgará em fevereiro de 2019 os dez finalistas que irão participar da cerimônia de premiação no mês seguinte, em Dubai, nos Emirados Árabes.

PC & NOBEL“É sempre importante ver que há um crescimento e uma melhoria em nossa educação em todas as áreas. Jayse é um exemplo disso, um professor dedicado, com uma história bonita, que está mostrando para o mundo que é possível melhorar e avançar. É um professor que passa para os alunos muita confiança de que eles podem vencer com seu próprio esforço e dedicação”, parabenizou Paulo.

Entre outros aspectos, a seleção do prêmio leva em consideração os impactos causados nas comunidades pelas práticas pedagógicas realizadas pelos docentes, a inovação, a capacidade de melhoria da profissão e a relevância no processo de construção da cidadania dos estudantes envolvidos. Concorrem ao prêmio mais de 10 mil candidatos de 179 países.

PC & NOBEL 2

O secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, falou sobre o orgulho com a indicação do docente. “Ele já venceu duas vezes: o principal prêmio para professores do Brasil e hoje é o primeiro nordestino indicado para esse prêmio que é mundial. Um pernambucano entre os 50 melhores professores do mundo. É uma situação que orgulha muita a educação de Pernambuco e todos os conterrâneos. Ele já vem inspirando os estudantes dele e agora vai poder inspirar muito mais pessoas”.PC & NOBEL 4

“Só de estar entre os 50 indicados eu já me sinto muito honrado. Claro que queria passar para a próxima fase, mas o que tiver que ser será. Meu pai não é alfabetizado, mas ele acreditava no poder que a educação poderia ter na minha vida. Então sinto também que tenho uma responsabilidade gigantesca para representar meu Estado e o Nordeste”, declara Jayse, que em 2014 e 2017 ganhou o título de “Melhor Professor do Brasil” pelo prêmio Professores do Brasil.

Estiveram presentes no encontro, a gerente da EREM Frei Orlando, Vânia Barros, e a gestora da Gerência Regional de Educação de Nazaré da Mata, Edvânia Arcanjo.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

Toninho Oliveira contabiliza importantes conquistas no município 
VEREADOR TONINHO OLIVEIRA CAMARAGIBE 1
Por Fernanda Durão

 

Em seu segundo mandato consecutivo, Toninho Oliveira, um dos vereadores mais bem votados de Camaragibe nas últimas eleições, vem colhendo os frutos da sua gestão. Só neste ano, o vereador conseguiu oferecer à população do município vários serviços gratuitos realizados pelo “Projeto Amigo 10”, movimento criado pelo político para beneficiar os camaragibenses.

Só neste mês de dezembro mais de 30 casais oficializaram o matrimônio através do casamento coletivo realizado pelo vereador, no Fórum de Camaragibe. Além disso, alunos da escolinha de futebol do Projeto Amigo 10 conquistaram o vice-campeonato na categoria Sub-15 da Liga Pernambuco de Futebol 7 e o título de campeão na categoria Sub-17 no Campeonato Pernambucano da mesma modalidade.

Várias outras ações foram realizadas ao longo de todo este ano, como cursos preparatórios de confeitaria e informática formando profissionais para o mercado de trabalho, além de atividades como aulas de zumba e ginástica pelo Projeto Amigo 10.

Toninho Oliveira se orgulha de fechar o ano com um balanço positivo. “Não meço esforços para trabalhar pelo que o povo me confiou. É muito gratificante ver a alegria de cada pessoa que eu consigo ajudar com meus projetos. Isso só me da mais força para que eu continue trabalhando por Camaragibe”, disse.

No próximo ano, o vereador assumirá o cargo de presidente da Câmara Municipal da cidade e espera poder continuar trabalhando pelo povo. “Conquistei a vaga de forma honesta e transparente e é assim que pretendo iniciar meu mandato na instituição. Camaragibe ainda tem muito a receber e no que depender de mim trabalho não irá faltar em benefício dos moradores da cidade”, complementou.

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