Servidores com salário de até R$ 20 mil receberam do estado entradas para ir ao Maracanã. Secretário argumenta que grupo está a trabalho

17 06 SECRETÁRIAS NO JOGO

Carlos Estênio Brasilino

Postado por Marcos Lima Mochila

 

Quatro mil ingressos que a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro recebeu do Comitê Organizador da Copa América seriam entregues a alunos da rede pública para que eles pudessem ir aos jogos da primeira fase da competição no estádio do Maracanã. Mas além de estudantes e professores, o alto escalão da pasta entrou em campo. A subsecretária de Gestão de Ensino, Cláudia Mattos Raybolt, e a superintendente de Gestão das Regionais Pedagógicas, Maria Verônica da Silva Ferreira (foto em destaque), receberam entradas do governo e, assim como outros assessores da pasta, foram ao estádio de graça.

Em foto publicada nas redes sociais, as servidoras, que recebem salários de R$ 17,5 mil e R$ 20 mil, aparecem com assessores da secretaria no jogo entre Paraguai e Qatar disputado nesse domingo (16/06/2019), cujo ingresso custou $ 350,00. As informações são de O Globo.

Na imagem, nenhum dos servidores utiliza crachá da Secretaria de Educação ou qualquer identificação que faça referência à pasta ou ao fato de estarem trabalhando.

“Mais alunos e professores poderiam ter recebido ingressos se a secretaria não tivesse contemplado o pessoal do alto escalão da pasta”, disse um professor da rede que preferiu não se identificar.

“Nem gostam de futebol”

O Globo pediu um posicionamento à assessoria da Secretaria de Educação e, minutos depois, recebeu uma ligação do titular da pasta, Pedro Fernandes, que defendeu a ida das servidoras ao Maracanã.

“Não é correto dizer que a secretaria deixou de dar ingresso a alunos para dar a funcionários. As servidoras citadas na matéria nem gostam de futebol – o que se nota nas fotos em que elas aparecem muito chateadas pelo sacrifício – e foram ao Maracanã por determinação minha. Se o professor de alguma turma faltasse, elas é que teriam que tomar conta dos alunos daquela turma. Elas estavam ali trabalhando”, argumentou.

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