O governo brasileiro anunciou, nesse domingo (31/3), a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém

01 04 BOLSO EM ISRAEL

Guilherme Waltenberg

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

Enviado especial a Jerusalém (Israel) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) respondeu há pouco, em Jerusalém, a decisão do governo palestino de chamar de volta o embaixador ao país. A medida foi tomada após o governo anunciar a abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Segundo o chefe do Executivo, o governo não abre mão de ter autonomia nas decisões externas. “É direito deles reclamar”, afirmou.

Sobre os comentários de que a abertura da representação comercial significaria o rompimento de acordos assinados no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), ele limitou-se a dizer: “Não tem nada a ver”.

Na sequência, ele garantiu que o governo ainda tem planos de transferir a embaixada da capital internacional do país, Tel Aviv, para a capital política, Jerusalém. Questionado se a mudança seria concretizada até o fim do mandato dele, em 2022, Bolsonaro foi incisivo: “[A decisão sai] bem antes disso”.

“Se eu fosse, hoje, abrir negociações com Israel, eu colocaria nossa embaixada onde? Seria em Jerusalém, tá certo?”, finalizou.

A Autoridade do Estado da Palestina condenou o anúncio do governo brasileiro, feito nesse domingo (31/3), de abrir escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Por meio de nota, foi informada decisão de chamar de volta o embaixador em solo brasileiro, além de estudar uma resposta a essa medida.

O presidente Bolsonaro chegou a Jersualém nesse domingo (31/3) e segue uma intensa agenda de compromissos presidenciais com o objetivo de estreitar os laços entre o Brasil e Israel. No mesmo dia do desembargado no território israelense, cinco acordos de cooperação foram assinados por representantes dos dois governos.

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