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Cansados de pedir à empresa a regularização dos pagamentos dos salários atrasados e do 13º (até o momento em aberto), os jornalistas do Diario de Pernambuco decidiram paralisar as atividades. O movimento da categoria entrará em vigor nesta quarta-feira (13/03).

Para ser ter uma ideia da crise do DP, que se arrasta há mais de dois anos, os funcionários estão vendendo carro, tomando empréstimo, até mesmo, pedindo para ser demitidos somente para pegar parte do FGTS para quitar dívidas.

Os gestores da empresa mantêm o discurso há meses de que não vão pedir empréstimo e nem colocar dinheiro próprio dentro da empresa. Além de não pagar o 13º salário, os Rands, proprietários do Diario de Pernambuco, declararam à Receita Federal que já pagaram aos jornalistas. Ou seja, colocaram os trabalhadores na mira do Fisco.

O cenário é preocupante. A cada dia que se passa, os funcionários estão adoecendo. Alguns vão andando para o trabalho porque não têm dinheiro para pagar a condução diária. Outros estão dormindo na casa de parentes para reduzir as despesas. Para complicar ainda mais a situação, as condições de trabalho são insalubres.

O ar-condicionado da redação, por exemplo, estava quebrado até a semana passada..Os funcionários tinham que trazer seus próprios ventiladores para suportar o calor. E as luminárias da redação, provavelmente por falta de manutenção, caíram por mais de uma vez, ameaçando, inclusive, a integridade física dos jornalistas e funcionários em geral.

Por conta do desrespeito, da falta e da falta de compromisso dos gestores do DP, a deflagração da greve é, nesse momento, um grito de alerta dos trabalhadores (as) à sociedade e as autoridades estaduais.

Fonte: Blog do Adriano Roberto

1 Comentário

  1. É realmente lamentável não só para o jornalismo pernambucano, mas para o de todo o Brasil, está situação a que chegou o velho Diário, o mais antigo jornal em circulação na América Latina. Como ex-funcionário do DP, vejo com muita tristeza a atual situação e lembro dos gloriosos tempos vividos na redação no prédio da Pracinha, comandado pelo nosso grande líder Antônio Camelo, juntamente com Selênio Homem de Siqueira, Lúcio Costa, Aldo Paes Barreto, Adonias de Moura, Claudemir Gomes, Roziane Fernandes, Carlos Cavalcanti, Cristovam Pedrosa, Cídia Gonçalves, Elias Roma Filho, Júlio José, Raimundo Jorge e tantos outros, que me desculpem por não citar.
    Pelo que estamos vendo, o futuro do jornalismo impresso é preocupante. Precisamos de jornalistas que procurem fórmulas que permitam a mudança e a sobrevivência dos jornais.

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