WILSON DAMÁZIO 2

Entrevista especial para o Blog do Mochila

Postado por Marcos Lima Mochila

 

 

WILSON DAMÁZIOO ex-secretário de Defesa Social Wilson Salles Damázio foi nomeado na quarta-feira (27/2), pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, como suplente do conselho, com mandato de dois anos. Damázio esteve à frente da SDS/PE até 2013.

Tão logo recebemos essa informação, nós entramos em contato com o nomeado para uma entrevista especial para o Blog. Mesmo com toda a responsabilidade, e ainda se preparando para assumir tão importante cargo, Wilson Damázio não se fez de rogado e nos atendeu, simpático e solícito, como sempre foi.

Wilson Salles Damázio, olindense, entrou na Polícia Federal há mais de 40 anos, tendo começado como agente da Polícia Civil de Pernambuco, sendo concursado posteriormente a agente e delegado federal. Entre 2002 e 2004, assumiu a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Pernambuco e ocupou a Coordenadoria Geral de Defesa Institucional do órgão, em Brasília. Damázio realizou diversas operações de combate ao plantio e ao tráfico de maconha no Sertão, a Operação Bisturi (que desarticulou quadrilha internacional de tráfico de órgãos), resolução do caso de falsificação de leite em pó e na prisão dos membros da Máfia do INSS.

P  – Como o senhor recebeu este convite do ministro Sérgio Moro?

R – Com muita honra, em face da deferência do ministro Moro, a quem conheci em 2006 em Curitiba, por ocasião da instalação do Sistema Penitenciário Federal, do qual fui o primeiro diretor. À época, o Dr. Moro era o Juiz Corregedor da Penitenciaria Federal em Catanduvas/PR, a primeira a ser inaugurada.

P – O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária é responsável pela aplicação da Lei de Execução Penal e das diretrizes da Política Penitenciária Nacional. Portanto, um órgão de extrema importância, sobretudo no atual momento. Quais serão as suas atribuições como suplente?

R – Na qualidade de conselheiro suplente, terei praticamente as mesmas atribuições dos titulares, com direito a participar das reuniões ordinárias, mensais e extraordinárias, a qualquer momento, votar e propor matérias de relevância para o aprimoramento da política criminal e penitenciária nacional, relatar matérias, coordenar comissões, inspecionar unidades prisionais, dentre outras.

P – No seu encontro com o ministro Moro, antes da nomeação – que deve ter ocorrido -, foram mencionadas as linhas de ação do Conselho a partir de agora ou continua com a mesma configuração quando de sua criação, em 1994?

R – Encontrei o Dr. Sérgioo Moro em Salvador, no final do ano passado, em um Simpósio de Combate à Corrupção, tendo o ministro proferido a palestra magna inaugural do conclave. Dentre os assuntos que conversamos não figurou a minha nomeação para o CNPCP. Pelo que sei do ministro, haverá uma mudança radical na política de enfrentamento ao crime e na questão penitenciária. O Conselho é um dos principais fóruns para a qualificação desse debate.

P – O senhor sente no ministro uma convicção sobre o ataque aos pontos mais críticos do país, como a segurança e o combate à corrução?

R – Desde 2006, quando pela primeira vez conversei com o então juiz federal Sergio Moro, fiquei convencido de que estava diante de um servidor público diferenciado, qualificado e comprometido com o enfrentamento ao crime organizado. Agora, como ministro da Justiça e da Segurança Pública e com o Pacote Anticrime que apresentou ao parlamento, tenho certeza que Sua Excelência vai dar um novo rumo à segurança do país e a continuar combatendo de forma intransigente a corrupção e sinto muita determinação, da parte dele, para isso.

P – Como suplente, o senhor continuará na Bahia, indo a Brasília apenas para reuniões, ou o suplente tem que estar presente no dia a dia?

R – O CNPCP tem sede em Brasília e apoio técnico, administrativo e financeiro no Departamento Penitenciário Nacional. O presidente dirige as atividades do Conselho, porém os seus 26 membros titulares e suplentes são obrigados a comparecer às reuniões mensais, bem como quando são convocados por ele. Assim, continuarei com as minhas atividades profissionais na Bahia e estarei em Brasília nos dias das reuniões ou de atividades outras que me forem confiadas pelo presidente do Conselho.

P – A indicação para a sua nomeação partiu do próprio ministro ou de alguém do seu relacionamento?

R – Acredito que foi um consenso entre o ministro e o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, delegado de Polícia Federal Fabiano Bordignon, já que ambos conheciam o meu trabalho. Houve um contato prévio comigo, por parte do Dr. Fabiano. depois, num contato do dr. Sérgio Moro, aconteceu o convite e eu aceitei.

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