MÉDICOS REJEITAM

 

Por Marcio Maia

 

O Governo Federal continua com enormes dificuldades para preencher as vagas deixadas pelos médicos cubanos, que faziam parte do programa Mais Médicos e que trabalhavam nos pequenos municípios no Nordeste e no Norte. O Ministério da Saúde informou que no último dia para apresentação, mais de 2 mil profissionais não se apresentaram para trabalhar nos locais que eles mesmo escolheram.

O Ministério informou que do total de 8.517 vagas disponibilizadas, 2.548 ainda estão ociosas. Estão ocupadas portanto, 5.969 vagas nos municípios mais desenvolvidos do Sudeste e do Sul do País.

O mais interessante é que foram feitas 36.490 inscrições de médicos que afirmavam estar dispostos a ocupar os lugares deixados pelos cubanos. As inscrições indicavam que 98,7 por cento das vagas estavam preenchidas.

Os médicos que aceitarem uma das vagas receberão uma bolsa de R$ 11,8 mil. Para vários municípios onde os profissionais encontram problema de hospedagem, o Governo Federal também oferece auxílio-moradia.

Como a quantidade de vagas ainda é muito grande, as datas de apresentação e do término das inscrições dos dois editas foram adiadas na semana passada, pelo Ministério da Saúde.

A absoluta maioria dos médicos cubanos voltou para a ilha caribenha, atendendo decisão do governo cubano, que revoltou-se com as críticas feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. O governo brasileiro ainda tentou dificultar o retorno, negando as passagens de volta, mas os cubanos fizeram as viagens em vôos charters.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar