PRESÍDIO ITAQUITINGA

 

 

A III Unidade de Regime Fechado de Internação (URFI), do Centro Integrado de Ressocialização (CIR), localizado no município de Itaquitinga, vai ser administrado pelo Governo Federal. O termo entre o Governo do Estado e o Ministério da Segurança Pública foi formalizado entre o governador Paulo Câmara e o ministro Raul Jungamnn, em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.O equipamento está em fase de obras e tem expectativa de conclusão para 2019. Com a nova gestão, passa a contar com um aporte de R$ 47 milhões, podendo chegar a R$ 50 milhões.

A partir de agora com a assinatura do contrato de doação, o Governo Federal passa a ser responsável pela finalização das obras, além da administração e a manutenção da unidade, que se torna a primeira instalação carcerária federal no Estado.

O governador Paulo Câmara disse que a federalização vai permitir melhores condições financeiras para a ressocialização dos internos. “A partir dessa parceria com o Ministério da Segurança Pública, nós temos a certeza da conclusão de mais uma etapa do Centro de Ressocialização de Itaquitinga. Nós já temos um bloco pronto, o segundo ficará pronto no próximo mês de fevereiro. Esse terceiro, que está sendo federalizado, vai abrigar presos de alta periculosidade, que precisam de um lugar adequado de segurança máxima. Uma parceria com o Ministério e a ONU, que também vai tocar esse projeto. E isso é um passo importante dentro de uma estratégia essencial que é dar cada vez mais condições de ressocialização, diminuindo a superlotação existente nos demais presídios, através de Itaquitinga e Araçoiaba”.

Paulo ressaltou os avanços na área, nos últimos anos. “Estamos primeiro desafogando as lotações, construindo mais vagas. Pernambuco tinha 12 mil vagas quando nós assumimos, em 2015. Nos próximos meses devemos chegar a 15 mil, com a expectativa de aumentar para 18 mil vagas, até o final de 2019. Dessa forma, esperamos possibilitar os remanejamentos necessários e desafogar aqueles presídios que hoje têm superlotação, como o do Curado”.

O ministro Raul Jungmann garantiu a conclusão das obras pelo novo presidente Jair Bolsonaro. “Nós vamos concluir a terceira unidade e, para isso, serão investidos aproximadamente entre R$ 47 e R$ 50 milhões. Será a primeira penitenciária de segurança máxima de Pernambuco. Ela será construída nos moldes da chamada super max, que é um modelo americano de altíssima segurança. Assim teremos maiores garantias e condições de poder retirar os criminosos mais perigosos das ruas e colocá-los em um lugar adequado de segurança e ressocialização. Isso é uma conquista do nosso Estado que me deixa muito feliz”.

CAPACIDADE – A Unidade III terá capacidade para acolher cerca de 300 detentos do regime fechado. Já a Unidade I, entregue no último mês de janeiro, abrigará, gradativamente, um total de mil detentos também do regime fechado. A estrutura de 1 mil metros quadrados contou com investimentos na ordem de R$ 9,6 milhões do Tesouro Estadual. Tem celas de vários tamanhos, administração e recepção de visitantes, pavilhão destinado aos concessionados (presos que exercem atividades laborais), 12 salas de aula, áreas jurídica e de saúde, refeitório, três pavilhões de convivência coletiva, instalações para a Polícia Militar (vestiários e sanitários), oito guaritas e muros com alambrados.

Seguindo um novo conceito de arquitetura prisional, as paredes internas da administração são de gesso e toda a área externa e demais áreas são de concreto.

A Unidade II, que está em fase de finalização das obras, segue a mesma estrutura da Unidade I, inclusive com o mesmo número de vagas ofertadas (1 mil). Com um investimento total na ordem de R$ 10,6 milhões, a Unidade II será entregue no início de 2019.

Para o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, a ressocialização é o caminho mais efetivo para combater as chances de reincidência. “Esse ato é muito mais do que a doação de um patrimônio público. Muito mais do que isso, ele aponta no sentido de que nós temos que unir forças para buscar enfrentar a questão da criminalidade. Não vai ser só com a força da arma bruta que nós vamos enfrentar essa chaga nacional. Nós precisamos de equipamentos modernos que venham a melhorar as condições de ressocialização dos detentos, oferecendo a todos uma segunda chance e reintegração à sociedade, para que eles não voltem a cometer crimes”, salientou.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

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