Cinquenta anos após o decreto mais repressivo e autoritário do regime militar, ONG realiza ato em memória do combate à ditadura
Ato em memória da luta contra a ditadura militar percorreu pontos do centro do Rio em que a democracia foi violada durante o regime - Divulgação
Ato em memória da luta contra a ditadura militar percorreu pontos do centro do Rio em que a democracia foi violada durante o regime (Divulgação)
Por Lucas Cardoso

 

Rio – Cerca de 60 pessoas participaram de ato em memória da luta contra a ditadura militar, na manhã deste sábado, no Centro do Rio. Promovido pela ONG Rio de Paz, o tour “1968 – 50 anos do AI-5 – Para que NÃO se repita” percorreu cinco pontos no centro do Rio onde aconteceram atentados contra a democracia.

O tour começou às 9h nas escadarias do Teatro Municipal do Rio, na Cinelândia, com uma palestra com a jornalista Regina Zappa. Em seguida, passou pela rua da Relação, onde ficava o prédio sede do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Outra parada do grupo que acompanhou o ato aconteceu na antiga sede do Correio da Manhã, um dos principais diários cariocas que resistiu à ditadura, na Avenida Gomes Freire. Hoje, o espaço abriga o Tribunal Regional do Trabalho.

Por último, o grupo participou de uma roda de conversa na Candelária. A parada final do ato contou com a palestra do advogado João Carlos Castellar, além da dramatização de uma tortura feita em pau-de-arara, com um artista seminu e participantes amordaçados.

Para Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz, o movimento é uma tentativa de evitar que esse período seja esquecido pela população. “O Ai-5 foi o ato mais duro do regime militar, que representou o ponto mais baixo da democracia brasileira. À época, tivemos o fechamento do congresso nacional, supressão de garantias constitucionais, cassação de habeas corpus, ensejo a tortura e cerceamento da liberdade de expressão. Essas coisas não podem voltar a acontecer. “, afirma.

O presidente da ONG também anunciou que será colocada uma faixa em protesto contra a morte de policiais militares na Lagoa, próximo à curva do Colombo, na segunda-feira. “Rio de Janeiro 2018: 94 policiais militares assassinados. Até quando?”, estará escrito na faixa.

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