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O Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano está comemorando 73 anos de fundação com uma programação bastante festiva. As festividades começam logo de manhã, na sede da entidade na Rua do Imperador, 371, no centro do Recife, com a abertura da exposição “Acervos de Obras Raras da Biblioteca do Arquivo Público”. Em seguida, acontecer´ uma apresentação do Recicoral, com um repertório de frevos de bloco e canções natalinas.

Para Félix Filho, diretor do Arquivo Público, a comemoração festiva é uma forma de atrair para a entidade, estudantes e pesquisadores interessados em conhecer detalhes da história de Pernambuco. “Queremos tornar o Arquivo Público um local de encontro de intelectuais jovens e adultos”.

A biblioteca do Arquivo Público foi criada no ano de 1975 e tem um acervo diversificado, com mais de 6 mil obras, de livros a periódicos raros, que remetem à história de Pernambuco, seus aspectos sociais, políticos e culturais. Uma das obras mais antigas e valiosas é uma edição da História da Navegação do Brasil, escrita no ano de 1586, por Jean de Léry. Também são destaques, os diversos exemplares de uma coleção de cordéis escritos no século XIX.

Grande parte deste rico acervo estará exposto ao público até o próximo dia 21.

O Recicoral, que irá se apresentar na comemoração do aniversário, nasceu durante as aulas de técnica vocal ministradas no Paço do Frevo, no Recife Antigo. Ele é formado por integrantes de blocos líricos da Região Metropolitana e é regido pelo maestro Júlio César Soares.

O Arquivo Público Estadual foi criado pelo Decreto-Lei n° 1.265, assinado no dia 4 de dezembro de 1945, pelo interventor federal José Neves Filho. Inicialmente, funcionou nas dependências do Palácio do Campo das Princesas, sendo transferido para a sede atual na Rua do Imperador, no prédio onde antes era ocupado pela Biblioteca Pública. Em 1972, passou a se chamar Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, em homenagem ao seu primeiro diretor, que ficou 27 anos à frente da Instituição.

O Arquivo tem a responsabilidade de guardar, conservar e disponibilizar ao público em geral, a documentação produzida pelo Executivo Estadual. “No entanto, suas atividades vão além do campo institucional, levando-se em consideração que são de fundamental importância a guarda, a conservação e a divulgação de documentos da história e da cultura de Pernambuco”, explicou Félix Filho.

O jornalista e pesquisador Lenivaldo Aragão é um dos grandes frequentadores do local. “O Arquivo Público tem um enorme campo para as pessoas interessadas em conhecer detalhes da vida de Pernambuco em todos os sentidos, como na área política, econômica, social e esportiva”.

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