MINHA PRIMEIRA MATÉRIA DE CAPA DA REVISTA TOTAL

 

Por Marcelo Mesquita (*)

Não obstante toda a evolução tecnológica, da força da internet, das redes sociais, a imprensa escrita ainda resiste porque ainda tem um público fiel, principalmente o grande contingente de público de faixa etária acima dos 50 anos, que prefere a se in formar através de jornais e revistas, para poderem manusear, folhear, ter como documento.

A Revista TOTAL faz parte desses heróis da resistência, que mantém viva e atuante a imprensa escrita em nosso Estado e que, apesar da crise que se assomou de todo o país, continua em franco crescimento após 15 anos de existência, atingindo já outros grandes estados brasileiros.

Para manter essa performance e continuar em atividade, o Grupo Total investe e, nem sempre tem o retorno devido. Mas a resistência permanece firme.

Nesses 15 anos, a Revista TOTAL, que agora tem o Blog da Revista TOTAL como um aliado mais voltado aos novos tempos, adquiriu credibilidade por conta do excelente trabalho, mormente em épocas de eleições quando, diferentemente dos institutos de pesquisas comuns, realiza um trabalho de análises técnicas que permitem dados mais concisos e, consequentemente faz, com bastante antecipação, o anúncio dos vencedores em todos os seus módulos. E, ao anunciar os vereadores e prefeitos – das eleições municipais –, e deputados estaduais e federais, senadores, governadores e, a nível nacional, o presidente, a serem eleitos, a revista mais se reforça dessa credibilidade porque, geralmente, como tem acontecido nesses últimos 12 anos, o índice de acertos fica em torno de 92%.

Neste ano, desde 6 meses antes das eleições, a TOTAL iniciou suas pesquisas e, contra tudo e contra todos, anunciou desde o início que o governador Paulo Câmara seria reeleito, quando a grande maioria afirmava que ele não conseguiria esse resultado em virtude da grande rejeição e desaprovação do seu governo.

Paralelamente ao trabalho de pesquisas e análises técnicas, como acompanhamos as ações do governo desde o primeiro ano da gestão de Eduardo Campos, constatamos, in locum, tudo que acontece, que o  grande público muitas vezes não tem conhecimento.

E, como também temos a coragem de assumir nossas predileções, procuramos ajudar da melhor maneira que podemos, fazendo o que sabemos fazer.REVISTA TOTAL 101

Assim foi que lançamos em todo o Estado, 15 dias antes das eleições, a Edição Especial nº 100, contando a história de Paulo Câmara e relacionando todas as obras do seu governo. Voltamos às ruas, depois desse lançamento, e sentimos um astral diferente na população quando, então, tivemos a coragem de, poucos dias antes da eleição, lançar uma segunda edição, a de nº 101, onde afirmamos que Paulo Câmara seria reeleito, e no primeiro turno. Fizemos mais: anunciamos a vitória dos 2 senadores da Coligação da Frente Popular de Pernambuco e a lista dos 25 deputados federais e 49 estaduais, que seriam eleitos/reeleitos. Complementamos, afirmando que João Campos seria o deputado federal mais votado de Pernambuco e um dos mais votados do país.

Não acertamos os nomes de todos eleitos, da lista dos 74 deputados – estaduais e federais -, mas chegamos muito perto de 100%. E, na majoritária, governador e senadores, tivemos 100% de acertos, como acertamos também o resultado dos votos de João Campos.

Tudo isso, nós fizemos, com a consciência tranquila que estávamos trabalhando pelo bem de Pernambuco, pelo que era melhor para o nosso Estado. Porque somos profissionais, somos honestos e, sobretudo, somos fiéis aos nossos princípios e às pessoas.

A recíproca, no entanto, não foi concretizada. Não tivemos do governo nenhum retorno, nenhum respaldo, nenhum cumprimento dos acordos publicitários, como acontecia na época do governador Eduardo Campos.

O governo nos tratou com indiferença, como se nada representássemos nesse contexto global das eleições. Na realidade, basearam-se nos modelos da velha política: “Aos inimigos, TUDO – porque precisam conquistá-los. Aos amigos, NADA – porque esses são de casa e vão se conformar”

Aliás, isso foi uma repetição do que já tinha acontecido há 4 anos atrás, quando também fomos ludibriados e prometemos que não faríamos mais nada em prol do governo que se iniciaria em 2015. Mas, por conta de nossa índole, do nosso caráter, de não colocarmos nossos interesses acima de questões que trariam benefícios maiores para a grande parcela da população, que tem muitas necessidades, fomos chamados, recebemos novas promessas de que, a partir de então, todos os compromissos seriam cumpridos. E, em respeito ao carinho que nos unia ao governador Eduardo Campos, perdoamos e voltamos a dar um crédito de confiança ao governo, contrariando, inclusive, toda a equipe.

Agora, quando tudo se repete, isso nos causa uma enorme decepção porque não seria esse o procedimento que esperávamos da coordenação de campanha do governo.

Como as eleições ocorrem de 2 em 2 anos, em 2020  teremos eleições municipais e, 2 anos depois, em 2022, teremos novamente eleições governamentais, vamos aguardar para ver que estratégia usarão nessas oportunidades para nos levar de volta e, novamente, perdoarmos.

Pelos nossos princípios, pela nossa dignidade, por tudo que entendemos como correção, resta-nos passar à condição de observadores e ignorarmos qualquer ação do governo. Ou seja, deixarmos de fazer o que sempre fizemos com tanta dedicação.

Iremos continuar trabalhando em prol das informações corretas, que interessem à população. Isso porque, utilizando o tema do próprio PSB, nós temos certeza de “que a injustiça dói”, mas vamos mostrar que “somos madeira que cupim não rói” e, apesar de tudo que se passe ao nosso redor, nós passaremos ao largo de todas as promessas que nos fizeram e que não foram cumpridas.

“JUSTIÇA, FÉ. DIGNIDADE, GRATIDÃO E REVISTA E BLOG TOTAL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!”

   (*) Marcelo Mesquita é o diretor-presidente do Grupo TOTAL
Revista Total e Blog Revista Total 
www.blogrevistatotal.com.br

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