ROUBOS 2
Por Márcio Maia

O número de roubos, os chamados Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) diminuiu cerca de 30 por cento no mês de setembro passado em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo os registros da Secretaria de Defesa Social (SDS), foram registrados durante o mês passado, 6.695 casos, que é o menor índice registrado desde o mês de abril de 2015, enquanto os registros de assaltos a ônibus na Região Metropolitana, foram os mais baixos desde outubro de 2014. Os dados indicam que está se mantendo a curva decrescente da criminalidade pelo 13º mês consecutivo.

As estatísticas da Secretaria de Defesa Social foram publicadas no portal www.sds.pe.gov.br.

Na série histórica, somente em abril de 2015, 6.125 casos, foi registrado número menor de investidas criminosas com o objetivo de subtrair bens e valores. Houve 6.695 ocorrências no mês passado, uma redução de 30,38% no comparativo com o mesmo período de 2017 – quando chegaram às polícias 9.617 queixas de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs). Com isso, já são 13 meses consecutivos de queda dos índices de assaltos, incluindo as investidas contra veículos, cargas, celulares e ônibus, no comparativo com os mesmos meses do ano anterior.

5980715_x720O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, ressaltou o trabalho preventivo e a prisão de diversas quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas, a causa do maio número de homicídios. “Estamos, dia a dia, aperfeiçoando a prevenção e o combate a esse tipo de crime. Já colhemos resultados de programas e iniciativas inovadoras, a exemplo do projeto Koban, em Boa Viagem, do programa Alerta Celular, das forças-tarefas Coletivos, Bancos e Cargas. E vamos ampliar e fortalecer essas atuações integradas, com uso de inteligência policial, parceria com a comunidade e estratégias que retirem criminosos de circulação e ataquem a raiz e a motivação dessas práticas. Somente em 2018, mais de 25 mil pessoas foram presas em flagrante pelas polícias”.

O governador Paulo Câmara participou da reunião mensal do Pacto pela Vida e reafirmou o compromisso com investimentos na segurança e também determinou à tropa a intensificação dos trabalhos voltados à proteção e garantia do bem-estar dos pernambucanos. Ele disse saber que há o que melhorar e estamos buscando, de forma obstinada, patamares menores de criminalidade.

DIMINUIÇÃO ACENTUADA – No acumulado de janeiro a setembro deste ano, a retração alcançou 23,73% quando esse intervalo é comparado com seu equivalente em 2017. De 95.062 ocorrências, diminuiu para 72.500. Todas as regiões de Pernambuco contribuíram para esse cenário, com destaque para o Agreste, com -26,54% nesse período de nove meses (de 17.402 para 12.783 casos). Na Região Metropolitana (excetuando-se a capital), o decréscimo foi de 24,56%, saindo de 32.812 CVPs para 24.752. Os casos de roubo caíram 18,63% na Zona da Mata (11.309 para 9.202), enquanto no Sertão ocorreram -16,57%, passando de 5.008 para 4.178.

Considerando-se apenas o mês de setembro último, a região na qual os números mais recuaram em relação a setembro de ROUBOS 32017 foi o Agreste, -45,48%, ao cair de 1.904 para 1.038 ocorrências. Em seguida vem a Região Metropolitana (exceto o Recife), que teve 2.289 queixas de roubo no mês, contra 3.218 no mesmo mês do ano anterior (-28,82%). Os casos no Sertão diminuíram em 25,3% (de 502 para 375) e, na Zona da Mata, 14,56% (de 1.058 para 904).

Entre as Áreas Integradas de Segurança de Pernambuco que mais têm obtido resultados positivos no combate aos CVPs estão a AIS 14 (Caruaru), que apresentou o menor quantitativo de assaltos em 42 meses (com 539 ocorrências, mês teve menor criminalidade desde março de 2015), e a AIS 26 (Petrolina), onde as polícias computaram 141 roubos, total mensal mais baixo em 45 meses (somente dezembro de 2014 teve menos CVPs nessa área).

No Recife, deixaram de ser praticados 8.060 roubos entre janeiro e setembro de 2018, quando se realiza a comparação com as ocorrências desse ínterim em 2017. Os números caíram de 32.812 para 24.752, uma variação de -24,56%. O percentual de queda é ainda mais expressivo ao analisarmos o mês de setembro isoladamente: -28,87%, com as queixas reduzindo de 3.218 para 2.289.

A curva descendente dos casos de CVP na Capital tem sido mais acentuada nas AIS 2, 3, 4 e 5. A AIS 2, com sede no bairro do Espinheiro, apresentou, em setembro de 2018, o menor número de roubos dos últimos 4 anos e meio, com 409 ocorrências. A AIS 4, na região da Várzea, registrou 562 CVPs, índice mais baixo em 43 meses. Na área de Boa Viagem (AIS 3), os 566 roubos notificados são o patamar mais baixo desde setembro de 2015, ou 36 meses. Por sua vez, a AIS 5, de Apipucos, teve 300 CVPs em setembro, menor índice em 2 anos e 2 meses.

“No Recife, desenvolvemos, de forma permanente, operações em Boa Viagem, na Avenida Agamenon Magalhães e no Centro. Essas áreas estratégicas, com intensa circulação de pessoas e economia aquecida, verificam queda nos roubos. Na Agamenon, a redução é de 46,7% nos últimos nove meses, no comparativo com 2017. Em setembro, a ação de bandidos no Centro do Recife caiu 40,7%, ou 139 assaltos deixaram de ocorrer. Boa Viagem, por sua vez, registrou a menor quantidade de CVPs desde abril de 2015?, afirmou o secretário.

CELULARES – O fortalecimento do Programa Alerta Celular contribuiu para que os roubos de telefones móveis baixassem e chegassem, no mês de setembro, a menor marca do ano. No total, foram 2.651 ocorrências registradas em todo o Estado, o que representa uma redução de 33% em relação a setembro de 2017, quando foram notificados 3.945 casos.

Na soma dos nove meses, a queda dos roubos a celulares apresenta uma redução de 28%. Ao todo, foram 27.498 casos registrados entre janeiro e setembro, deste ano, contra 38.184 notificados no mesmo período do ano passado.

ROUBO DE CELULAR

O Alerta Celular, que entrou em funcionamento em março do ano passado, ainda foi responsável pela ampliação na recuperação de aparelhos roubados. Só em setembro, foram 590 celulares recuperados, 484% a mais que o número de recuperados no mesmo mês de 2017. Desde que foi criado, o programa da SDS já ajudou a recuperar 4.608 telefones. Atualmente, mais de 233 mil aparelhos estão cadastrados no sistema.

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