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Petrobras e desde sempre arcam com a sua existência, fruto do delírio nacionalista.

A Petrobras se livrará de um risco e, formalmente, da responsabilidade pela roubança do petrolão. Segundo o acordo, a companhia será considerada “vítima dos atos revelados pela Operação Lava-Jato, conforme reconhecido por autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal”.

Se há vítima de corrupção, há culpado ou culpados. E, no caso da Petrobras, diante do tamanho do esquema, os culpados só poderiam ter chefes. E, no caso da Petrobras, gigante estatal com uma direção indicada por políticos, esses chefes só poderiam ser políticos. E, no caso da gigantesca e estratégica Petrobras, esses políticos não poderiam agir sem o consentimento do maior dos políticos.

A empresa, no seu acordo, invoca a Lava Jato. Os procuradores da Lava Jato já apontaram, com abundância de provas, quem era o chefe, o Comandante Máximo, aquele que tinha total domínio dos fatos — que precisavam da sua aprovaçāo direta ou indireta para se realizarem como tais — e deles usufruiu política e materialmente.

O nome do Comandante Máximo é Luiz Inácio Lula da Silva.

A narrativa da Petrobras nos Estados Unidos e no Brasil só fará totalmente sentido quando o chefe do esquema de corrupção que quase nocauteou a maior empresa nacional — e jogou o país numa crise econômica sem precedentes — for condenado em definitivo. A condenação em definitivo dará sentido e final feliz, pois exemplar, a um crime do qual não se admite repetição.

Os processos contra Lula são muito mais coletivos do que a “class action” americana contra a Petrobras. É uma nação inteira que precisa de reparação e, repetindo, exemplo.

Que os desembargadores do TRF4 tenham essa dimensão. Não, senhores, não se trata apenas de um triplex.

Fonte: Antologia

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