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O nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vem sendo apontado por diversos especialistas políticos como um dos mais fortes candidatos à Presidência da República no próximo pleito eleitoral. As pesquisas que vêm sendo feitas pelos institutos de pesquisa de opinião pública, o apontam como um dos pré-candidatos que devem ir para o segundo turno. A Revista TOTAL
Há mais de dez anos, a Revista TOTAL vem fazendo levantamentos sobre os pleitos municipais e estaduais. A competência do trabalho realizado pela equipe da TOTAL tem feito com que mais de 90 por cento das previsões tenham sido acertadas. A primeira grande e ousada previsão aconteceu quando o ex-governador Eduardo Campos (PSB) apresentava apenas 3% das intenções de votos e a TOTAL publicou um levantamento indicando sua vitória, o que terminou se concretizando.
Essa é a primeira vez que irá trabalhar em um pleito nacional. Os primeiros levantamentos que foram feitos indicam que o governador Geraldo Alckmin será o vencedor do pleito.
APOIOS – A candidatura de Alckmin já aparece como a que deverá receber o maior número de apoio das principais lideranças políticas do País, principalmente do MDB, que é o partido político com mais estrutura eleitoral pois conta com milhares de vereadores e prefeitos, centenas de deputados estaduais e 50 deputados federais. Além de ter estruturas partidárias (Diretórios Municipais) em todas as cidades do País.
Além dessa extraordinária estrutura eleitoral, o governador vai contar com o apoio de diversos outros partidos de menor potencial eleitoral, cujas lideranças deverão optar pelos candidatos com maior chance de vitória. Quando as primeiras pesquisas forem divulgadas com os percentuais de Alckmin aumentando, esses apoios começarão a aparecer.
Outro ponto importante para a campanha do candidato tucano é o apoio que ele deverá receber dos maiores e importantes empresários de São Paulo, como tem acontecido nos últimos vinte anos, quando o partido de Alckmin, o PSDB, começou a governar o Estado. A própria Federação das Industrias de SP (FIESP) deverá declarar  o apoio  ao governador.
LIDERANÇAS – Muitas lideranças comunitárias também irão trabalhar na campanha de Alckmin, o que já é considerado como um dos mais importantes sustentáculos das campanhas políticas. Esses dirigentes de Associações de Moradores têm ligações políticas com vereadores e prefeitos de partidos que deverão entrar na coligação com o tucano paulista.
As próximas eleições presidenciais terão um clima bem diferente e que forças que hoje estão apoiando o Governo Michel Temer (MDB) vão agir no sentido de favorecer a candidatura de Geraldo Alckmin. Esse cenário ficou mais claro quando o senador Aécio Neves se enfraqueceu brutalmente. Lembrou que na convenção do seu partido, levou uma vaia, ficou desolado e nem sequer discursou. Isso o neutraliza e fortalece a candidatura do PSDB. Alckmin é sem sombra de dúvida o candidato. Vai ter o apoio no segundo turno, do PMDB. E isso torna a candidatura muito forte, a despeito de ser uma eleição de renovação. Alckmin é o establishment há 24 anos no Estado de São Paulo e malgrado isso é o que tem maior cacife, recursos do fundo eleitoral e a máquina de São Paulo.
​RECURSOS – Os recursos financeiros para as campanhas serão fundamentais. A nova legislação, que proíbe doações de empresas, o Fundo Partidário vai liberar quase R$ 2 bilhões. Mesmo sem o apoio inicial do MDB, o PSDB pode ter cerca de R$ 1 bilhão do fundo,
Os demais concorrentes, como Jair Bolsonaro, caso sua candidatura se concretize, teria apenas cerca de R$ 8 milhões. Bolsonaro está em um partido nanico, o PEN, que deverá se chamar Patriota. A mesma coisa vale para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, ainda que o PSB seja maior e ele possa ter uma votação razoável.
Sem a candidatura de Lula, cenário mais provável, Alckmin deverá polarizar com Marina Silva (REDE) ou Ciro Gomes (PDT).
CAMPANHA – As recentes denúncias de envolvimentos de parlamentares e executivos públicos em recebimento de propinas causarão uma séria repercussão no próximo pleito. Vai haver uma demanda brutal pela renovação, o que aumentará a chance de outsiders como não se via há décadas, depois da exposição da corrupção. Um ex-governador e dois ex-presidentes da Câmara estão na prisão, uma presidente foi alvo de impeachment, magistrados julgam um ex-presidente de enorme popularidade.

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