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O Globo

Um relatório da Polícia Federal aponta o sumiço de duas das malas de dinheiro apreendidas num apartamento supostamente usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima para esconder mais de R$ 51 milhões em espécie. O desaparecimento das malas foi registrado pelo escrivão Francisco Antônio Lima de Sousa nos autos do inquérito aberto para investigar a origem do dinheiro.

A Polícia Federal informou que o dinheiro foi contabilizado e depositado em Salvador, e que não houve qualquer prejuízo financeiro. De acordo com a PF, as outras duas malas também estão em Salvador.

Segundo o escrivão, a Superintendência da PF na Bahia enviou para Brasília, sede das investigações, sete malas, duas a menos que o registrado no auto de arrecadação, no dia em que o dinheiro foi apreendido.

“Certifico que quando do recebimento do material encaminhado pela SRIPF/BA, referente à Operação Tesouro Pedido, através dos memorandos nº 3530/2017, 3531/2017 e 3532/2017, foi constatado a presença de somente 7 malas, sendo 6 grandes e 1 pequena, quando no Auto de Apreensão relaciona 9 malas, sendo 6 grandes e 3 pequenas”, afirma o escrivão. Não há no inquérito explicação para o suposto sumiço das malas.

Geddel foi preso em oito de setembro, três dias depois de a polícia localizar e apreender 51 milhões num apartamento usado pelo ex-ministro em Salvador. Até deixar o governo, no ano passado, Geddel era um dos dois principais auxiliares do presidente Michel Temer.

Ao pedir a abertura de um inquérito para investigar a participação do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na ocultação dos R$ 51 milhões encontrados no “bunker” do irmão dele em Salvador, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, argumentou que, “mais do que indícios, há prova”.

“A instauração de inquérito criminal pressupõe indícios mínimos de materialidade e autoria de fato definido como crime. No caso concreto, mais do que indícios, há prova da materialidade delitiva do crime de ocultação de mais de cinquenta milhões de reais ‘o – dinheiro decorrente de propina, ao que apontam as investigações – escondidos em malas naquele apartamento de Salvador”, escreveu Dodge.

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