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Rafael Lima foi cortado da delegação e escapou da morte em queda de avião

Paula Amaral,R7

A madrugada da próxima quarta-feira (29) será de lembranças e homenagens. Quando o relógio virar, completará exatamente um ano do acidente de avião que matou 71 pessoas e deixou apenas seis sobreviventes para contar a história da maior tragédia do esporte mundial.

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Rafael Lima, hoje jogador do América-MG, era integrante do elenco da Chape que disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, na Colômbia, mas foi cortado do voo que jamais alcançou seu objetivo final.

Quis o destino que o jogador, com outra camisa verde, se transformasse no herói da conquista do título da Série B do Brasileirão pelo América-MG, ao marcar o gol da vitória contra o CRB no último sábado (25).

Perto do aniversário de um ano da queda do avião da Chape, Rafael Lima concedeu entrevista à ESPN Brasil e se emocionou ao lembrar dos amigos que partiram.

“Dedico à minha família, a Deus e a esse grupo que merece muito esse acesso. Quero agredecer a quem me trouxe para cá. Mas quero oferecer a todas as famílias daqueles guerreiros que não estão mais conosco. Não faço mais parte da Chapecoense, mas tenho muitos amigos também, esposas de ex-companheiros… Esse título é um pedacinho de vocês também”, emocionou-se, ainda no gramado.

O zagueiro comentou que ainda mantém contato com pessoas ligadas à Chape, em especial com Paulo Paixão, filho de Anderson, preparador físico que morreu no acidente.

“Impossível me afastar. O Anderson fez com que muitos alcançassem o máximo do potencial. Sempre trocamos (Paulo e ele) mensagens ao longo desse ano, e ainda não entendemos por que isso tudo aconteceu. São realmente muitas vidas destroçadas”, finalizou.

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