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O governador Paulo Câmara (PSB) foi escolhido pelos governadores do Nordeste para encaminhar ao presidente Michel Temer (PMDB) um documento onde consta que todos são contrários à privatização da Eletrobras e das empresas a ela vinculadas. Os líderes políticos também solicitam esclarecimentos ao Governo Federal sobre as mudanças que estão sendo previstas para o setor elétrico, bem como se colocam à disposição para o debate.
De acordo com o que vem sendo amplamente divulgado nos meios de comunicação, as mudanças preveem várias medidas que irão prejudicar a economia e a estrutura funcional da região, como a revisão do Marco Legal do setor, a descotização do mercado energético e a privatização da Eletrobras e de suas empresas, entre elas a Chesf.

Paulo Câmara disse ser contrário ao que está sendo proposto. “O Nordeste não pode ficar calado diante de um assunto de tamanha relevância, que pode afetar a vida do povo, seja com o aumento da conta de energia, seja pelo uso do Rio Francisco nos próximos 30 anos. O Brasil precisa de uma agenda estratégica, em detrimento da atual agenda apenas financeira”,
Além do governador de Pernambuco, a carta é assinada pelos governadores de Alagoas, Renan Calheiros Filho (PMDB), da Bahia, Rui Costa (PT), Camilo Santana (Ceará), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), do Piauí, Wellington Araújo (PT), do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD) e de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB).

No documento, os chefes dos Executivos Estaduais reconhecem que o País vivem uma “desafiadora conjuntura econômica”, porém, ressaltam um alerta no assunto Privatização da Eletrobras. “Entendemos que esforços extraordinários precisam ser feitos por todos em todas as esferas. Mas uma política que drene recursos da economia para o Estado via aumento da tarifa energética terá efeitos colaterais que neutralizarão qualquer resultado positivo buscado. Como se não bastasse, configuraria uma tributação adicional encoberta, que é ilegal e inaceitável”.

Os governadores destacam também o histórico de privatizações brasileiras, “que, prometendo sempre melhorar a qualidade e baratear as tarifas, costumam levar a resultados insatisfatórios, como podem verificar os clientes de operadoras de telefonia celular, extremamente deficientes”.

CHESF – A Carta dos Governadores traz contribuições visando o amplo debate e buscando o melhor andamento possível deste serviço essencial à vida e à economia do País. E propõe, entre outros pontos, excluir a Chesf do grupo Eletrobras, transformando-a numa empresa pública, vinculada ao Ministério da Integração Nacional.
O documento sugere ainda a manutenção do contrato de concessão das usinas cotizadas. Os gestores nordestinos esperam ser convocados para discutir o assunto e finalizam o documento dizendo que aguardam a “oportunidade de detalhar e debater as propostas”.

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